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Paris em 5 dias: dicas e roteiro em Paris com o Blog Mala de Viagem

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Confira nesse post todas as dicas sobre Paris que separei para te ajudar no seu roteiro de viagem. O post está bem completo e de fácil leitura, com informações sobre organização, planejamento pré-viagem, sugestões de passeios, restaurantes e hotéis. Tenho certeza que com todas essas dicas, sua viagem a Paris será incrível!

Paris é tão linda, tão charmosa, que fazer um roteiro de 5 dias na cidade é uma tarefa muito fácil. O difícil é ter que voltar de viagem, pois a minha vontade era ficar lá por pelo menos mais um mês, passeando por aquelas ruas cinematográficas e curtindo seu clima romântico.

Atenção: esse post foi feito originalmente depois que voltei da minha segunda viagem a Paris, em março de 2018 e, posteriormente, revisado e atualizado após a minha terceira vez na cidade, em março de 2022.

Como em 5 dias jamais daria para incluir no roteiro tudo que Paris oferece, o jeito foi selecionar as atrações principais. Complementei algumas sugestões após minha viagem em 2022, então provavelmente você terá que escolher entre uma ou outra coisa, caso só tenha 5 dias na cidade.

O roteiro foi feito pensando em uma primeira visita, mas também sugeri alguns pontos turísticos extras, conforme as distâncias e localização, visando facilitar o seu deslocamento.

Os valores mencionados nesse post correspondem aos preços em março de 2018. Infelizmente não é possível eu ficar atualizando valores, mas acho importante dizer o quanto paguei na época da viagem para que você tenha uma ideia. Para saber o preço atualizado, sempre procure no Google, pois nos sites oficiais dos atrativos você encontra.

Ps. alguns valores eu consegui atualizar na viagem de março/2022, então vou colocar a referência do valor para você se situar melhor.

Em 2018 fizemos Nova York e Paris na mesma viagem, então como já estávamos vindo de Nova York, em Paris optamos por desacelerar um pouco no ritmo do roteiro, não acordar tão cedo quanto em NY e fazer os passeio com mais calma, curtindo mesmo a cidade, caminhando sem pressa.

Em 2022 Paris foi a última etapa de uma viagem longa, que começou na Suíça (Lucerna e Adelboden) e passou por Valmorel (uma semana de esqui no Club Med Valmorel). Novamente o ritmo foi tranquilo, mas mesmo assim deu para aproveitar e passear bastante.

Trocadero – Paris – 2018

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Documentos exigidos

Brasileiro não precisa de visto para entrar na França, só passaporte com pelo menos 6 meses de vigência antes da validade.

Em tempos de pandemia, as regras extras de ingresso no país variam. Na data em que estou atualizando esse post (março/22) não precisa de teste PCR nem antígeno para ingressar no país, desde que o visitante (adulto) esteja vacinado.

O passaporte sanitário deixou de ser exigido em março/22, assim como o uso de máscaras (exceto em transportes e repartições públicas).

O seguro de viagem é obrigatório, pois a França é signatária do Tratado de Schengen:

No site Seguros Promo você pode fazer uma comparação detalhada e fácil dos preços dos seguros ofertados, analisando qual tem o melhor custo benefício para a sua viagem. Contrate AQUI o seu seguro viagem com desconto, utilizando o cupom MALADEVIAGEM5

Melhor forma de levar dinheiro

Qual é a melhor forma de levar dinheiro em uma viagem? Qual a melhor forma de efetuar os pagamentos durante a viagem?

Recebo com frequência essa pergunta e até antes dessa viagem eu responderia de forma simples e objetiva: levo um pouco em espécie e uso o cartão de crédito, mesmo sabendo dos custos com IOF.

Porém, nessa última viagem fizemos diferente: abrimos uma conta no app da Wise e fizemos transferências. O real foi convertido em euro e usamos o cartão da Wise (é um cartão comum de débito visa) durante toda a viagem.

O cartão chegou em casa, só precisamos desbloqueá-lo no próprio app da Wise e pronto.

A cotação é melhor do que a dos bancos e casas de câmbio e a taxa de transferência melhor do que a de outros apps.

Então, daqui pra frente vamos, sempre que possível, priorizar usar a Wise, pois assim fugimos do risco de levar dinheiro em espécie (risco de perder ou ser furtado) e do prejuízo do IOF cobrado no cartão de crédito.

Se você também quiser experimentar fazer remessa via Wise, com esse nosso link você pode testar o serviço com uma primeira transferência de até 500 GBP sem tarifas.

Como chegar em Paris

Chegar em Paris é fácil!

Para quem viaja a partir do Brasil, há voos diários partindo de GRU e RJ com destino ao Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, que fica a cerca de 20 quilômetros de Paris.

Para quem prefere os voos diretos, as opções são a Airfrance/KLM e a LATAM. O voo tem durção média de 11 horas de viagem, saindo dos aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Outras companhias aéreas também oferecem voos para Paris, mas com conexão em outro país da Europa.

Para as melhores opções e cotações de voos internacionais, recomendo a Andressa da Voe Minas (IG: @voeminas). Além do atendimento excepcional, a Andressa consegue ótimas cotações e até te ajuda com check-in, marcação de assentos e outras informações sobre seu voo e documentação exigida.

Nessa viagem que fizemos em março/2022, foi ela quem emitiu todas as passagens do grupo (estávamos em 9 pessoas – 6 adultos e 3 crianças).

Quando ir a Paris e o que levar na mala

Paris é uma cidade para ser visitada o ano todo, então cabe ao turista definir qual é o seu mês preferido, conforme as peculiaridades de cada época e saber o que levar na mala.

Paris tem um clima temperado com as quatro estações bem definidas:

  • O inverno começa no final de dezembro e vai até março. Essa é época mais fria na cidade, mas não é usual fazer menor de 3ºC.
  • A primavera começa no final março e vai até junho (junho faz em média 14 a 24ºC). Março ainda costuma fazer frio, mas em abril a temperatura já melhora, ficando entre 8 e 17ºC.
  • O verão começa no final de junho e vai até setembro. Aqui temos a época mais quente em Paris.
  • O outono começa no final de setembro e vai até dezembro.

A vantagem do verão é que o por do sol acontece quase às 22h, o que deixa o dia bem proveitoso para quem gosta de aproveitar a luz natural para passear bastante. Porém, em julho e agosto pode acontecer as ondas de calor (canicule), quando as temperaturas em Paris podem chegar a 40 graus, tornando as atividades ao ar livre desgastantes.

Além do risco do calor intenso (que pode ou não acontecer), julho e agosto são meses muito intensos em Paris, pois a cidade fica lotada em decorrência das férias de verão.

Eu estive em Paris 3 vezes: a primeira vez foi na primavera e as outras vezes no final do inverno.

Peguei um tempo muito atípico na minha primeira visita, pois embora fosse meados de junho, final de primavera, quase início do verão, peguei uma semana gelada e usei casaco todos os dias da viagem, principalmente quando o sol se punha. Mas isso não é comum. Geralmente junho já é um mês quente.

Minhas outras visitas aconteceram praticamente nas mesmas datas início/meados de março. Usei roupas de frio em ambas a viagem, com a diferença que em 2022 os dias estavam mais gelados que em 2018, quando peguei dias mais ensolarados. A temperatura média na primeira quinzena de março de 2022 ficou em torno de 10ºC, que sem sol parecia mais frio.

Para quem visita Paris nos meses de inverno (entre dezembro e março), é importante levar as roupas certas, para que passear a céu aberto seja agradável. E isso só é possível se vestindo adequadamente.

Para viagens em meses quentes, percebo que não há muitas dúvidas na hora de fazer a mala, pois qualquer roupa fresquinha encaixa bem no roteiro. As dúvidas maiores surgem exatamente quando estamos falando de viagens que acontecem no inverno.

Na viagem de março/2022 levei na mala as peças da marca brasileira Fiero, especializada em roupas, calçados e acessórios para o inverno, frio e neve.

Mais de 90% dos produtos da Fiero são produzidos no Brasil, todos com alta qualidade, tecnologia e resistência térmica. Puder usar, testar e aprovar os produtos nessa viagem.

Considerando que a temperatura estava em torno de 10ºC, não abri mão das peças térmicas nem do casaco.

Só para exemplificar, nesse dia, por baixo do vestido branco eu coloquei blusa e calça térmica e, por cima do vestido o sobretudo, todas as peças (térmicas e o sobretudo) são da Fiero e o link você encontra abaixo:

Graças as peças térmicas (blusa e calça segunda pele), foi possível usar o vestido branco, o que não teria sido possível caso eu não vestisse peças segunda pele com a tecnologia adequada para o frio.

Para completar o look o sobretudo térmico Ottawa, com lã premium, todo forrado com fleece. Aliás, ele encaixou bem em vários looks da viagem e é uma peça coringa para ter no guarda-roupa, tanto pela beleza quanto pelo conforto e qualidade.

Nos pés também usei Fiero:

Se você busca uma bota confortável e quentinha, essa é a minha indicação. Com ela andei o dia todo em Paris (mais de 10km por dia) sem dor e sem sentir meus pés gelados! Uma dúvida muito comum é em relação à numeração da bota: recebi algumas dúvidas sobre ser ou não necessário pedir um número maior, considerando que a bota é toda forrada em lã. A resposta é não! Usei meu número habitual e foi ideal (talvez seja necessário um número maior se você pretende usá-la com uma meia muito grossa, mas não há necessidade, visto que ela, por si só, esquenta o pé de forma suficiente).

Além da excelente qualidade, a vantagem de comprar suas peças de inverno na Fiero é a possibilidade de escolher tudo na loja virtual, com entrega disponível para todo Brasil, com possibilidade de troca e cancelamento dentro do prazo legal.

Paris Museum Pass

Na viagem de 2018, logo que desembarquei, ainda no aeroporto Charles de Gaulle, procurei por um guichê de informação, onde foi possível comprar o Paris Museum Pass.

Importante lembrar que você encontra o Paris Museum Pass em vários pontos de informação ao turista espalhados pela cidade, ou nos próprios museus e monumentos participantes.

Para economizar tempo e já sair do aeroporto com uma coisa a menos para organizar, preferi comprar ali mesmo.

O Paris Museum Pass é uma excelente opção de compra de ingressos se você tem intenção de visitar várias das atrações ali elencadas. Embora o nome sugira que é um combo apenas para entrada em museus, ele é mais do que isso.

Ele te permite acesso a mais de 50 museus e monumentos em Paris e arredores, na maioria deles sem enfrentar filas. Atualmente também é possível comprar o PMP online e retirar em Paris (com possibilidade de cancelamento com até 24h de antecedência).

Você pode optar pela opção de 2, 4 ou 6 dias consecutivos, conforme duração da sua viagem. Os valores estão atualizados conforme preços cobrados em março/2022:

  • 2 dias : €57
  • 4 dias : €73
  • 6 dias : €83

Para ter certeza que o passe será um bom investimento pra você, primeiro você terá que definir as atrações que pretende visitar, calcular quanto ficaria os ingressos separadamente e depois concluir qual se torna mais vantajoso.

Vantagens:

  • Quanto mais atrações você visitar, mais economia você faz.
  • Com o Museum Pass você não precisa enfrentar fila para comprar o ingresso. O passe é o seu ingresso, bastando apresentá-lo na entrada.
  • Algumas atrações tem entrada especial para quem tem Museum Pass.
  • Enquanto estiver na validade, você pode visitar quantas vezes quiser o mesmo museu ou monumento.

Para começar a usar o seu Paris Museum Pass, você deve escrever na parte de trás do cartão o seu nome completo e a data de início da vigência (primeiro dia de uso). O ideal é começar a usar o seu passe logo pela manhã, pois assim você conseguirá aproveitar mais logo no primeiro dia.

No total ficamos em Paris 5 dias e meio (isso em 2018). Daria para comprar o Museum Pass para 4 dias também (fazendo algumas adaptações no roteiro), mas optamos pelo de 6 dias para passear com mais calma. Confesso que não fiz contas minuciosas, mas pela comodidade já valeu a pena.

Adorei o Museum Pass, pois como são inúmeras atrações inclusas, você tem liberdade para escolher o que mais lhe interessa. Quanto mais lugares você conseguir visitar, mais economia terá.

Já na viagem de 2022 optamos por não comprar o PMP, pois a ideia era passear livremente por Paris, sem necessariamente entrar os pontos turísticos, visto que já tínhamos conhecido grande parte dos principais monumentos em 2018.

Metrô em Paris

Paris Visite

Embora Paris tenha uma das maiores linhas de metrô do mundo, acho bem simples a forma como são organizadas. Desde a minha primeira visita à cidade, em 2010, antes de existir celular com internet, eu já conseguia me localizar bem com o mapa (e eu não sou uma pessoa boa com localização – na verdade costumo ser bem perdida!).

Se você pretende se locomover com metrô, o ideal é comprar um ticket que tenha validade para vários dias. Em 2018 eu optei pelo Paris Visite, que se trata de um único passe para até 5 dias de permanência na cidade. Os 5 dias são consecutivos.

Para ser mais exata, o cartão Paris Visite está disponível em períodos de 1, 2, 3 e 5 dias. Sempre são contados os dias completos, ou seja, o tempo começa a contar quando o cartão é usado pela primeira vez, independente da hora.

O Paris Visite é um papelzinho pequeno, como um ticket unitário de metrô. Cuidado para não perder. O mesmo papel será usado em todas as suas viagens de metrô (exceto se a viagem for para alguma área não inclusa no sistema Paris Visite).

Naquela viagem, optamos por comprar o Paris Visite mais simples, que inclui apenas metrô e RER para as regiões centrais da cidade. Existe também opção de ticket que inclui a área de Versalhes e Disneyland Paris, por exemplo. Mas fizemos uma conta rápida e, para nós, não compensaria.

O cartão Paris Visite pode ser adquirido para duas zonas diferentes: a primeira opção inclui as zonas 1-3 e segunda as zonas 1-5. A primeira serve para se locomover pelo centro de Paris e a segunda é recomendada para poder chegar a lugares mais distantes, como aeroporto Charles de Gaulle, Disnleyland e Versalhes.

Seguem os preços atualizados na versão mais simples – zonas 1-3 (referência: março/2022)

  • 1 dia: €12
  • 2 dias: €19,50
  • 3 dias: €26,65
  • 5 dias: €38,35

Seguem os preços atualizados na versão mais completa – zonas 1-5 (referência: março/2022)

  • 1 dia: €25,25
  • 2 dias: €38,35
  • 3 dias: €53,75
  • 5 dias: €65,80

*Crianças entre 4 e 11 anos pagam metade do valor.

Compramos o nosso Paris Visite no mesmo quiosque de atendimento ao turista no aeroporto que o Museum Pass. Mas também é possível comprar nos caixas de auto-atendimento ou nos guichês do metrô, ônibus e estações RER.

Em 2018, como nosso Paris Visite não incluía a região do aeroporto CDG, tivemos que comprar separado (na época cerca de 10 euros) o passe do aeroporto ao hotel. Tivemos sorte, pois a estação que descemos era na frente do nosso hotel (Novotel Paris Les Halles), então nem precisamos fazer troca de metrô.

O taxi do aeroporto CDG ao centro fica em torno de 50/60 euros. Gastamos 20 euros (para os dois) indo de RER, foi rápido e simples. Recomendo ir de metrô  se você não estiver com muita bagagem (tanto a estação do aeroporto, quanto a Châtelet, têm escada rolante). 

No retorno (hotel – aeroporto), lembre-se de conferir qual o terminal da sua companhia aérea, para descer na parada certa!

Como ir do aeroporto Charles de Gaulle (CDG) ao centro Paris de metrô? O jeito mais fácil é ir de RER B (trem metropolitano, linha B). O RER B chega nas seguintes estações: Gare du Nord, Châtelet, St. Michel Notre Dame e Denfert Rochereau. Veja qual é a que faz a melhor ligação com a linha de metrô que chega ao seu hotel. Se ficar no mesmo hotel que eu fiquei – Novotel Les Halles – você não precisa pegar outro metrô além do RER B, bastando descermem Châtelet, que já sai na frente do hotel.

Navigo Découverte

O Navigo Découverte é outra opção de acesso ao metrô de Paris. Se você optar por ele, lembre-se de levar uma foto 3×4, pois será necessário para fazer o cartão (preço do cartão: 5 euros). É vendido nos guichês do metrô e estações RER, além de quiosques e cafés autorizados.

Trata-se de um cartão (com foto) de uso ilimitado do transporte público, recarregável com passes de 1 semana ou 1 mês. A versão “Découverte” é para turistas e é válido para metrô, RER, ônibus e bonde.

O Navigo Découverte vale para todas as 5 zonas de Paris (incluindo Versalhes, Disneyland Paris e aeroporto Charles de Gaulle) e o passe semanal custa 28,80 euros, incluindo o custo do cartão, que é 5 euros (referência: março/2022).

Obs.  O monotrilho Orlyval, que leva do aeroporto Orly ao RER, não está incluído nessa opção de Navigo. O monotrilho Orlyval custa 9,30 euros. Mas no geral a maioria dos turistas chegam e partem do aeroporto Charles de Gaulle, cujo metrô (RER B) está incluído no Navigo.

Atenção: o Navigo Découverte semanal vale de segunda a domingo. Não importa o dia que você comprou: ele só vale até domingo.

Considerando que na viagem de 2018 chegamos em Paris na sexta-feira, ele só valeria por 3 dias, tornando-se mais caro do que o Paris Visite para 5 dias diretos (eu precisaria comprar duas vezes o passe semanal, logo, sairia mais do que o preço que paguei pelo Paris Visite). Porém, em 2022, chegamos no domingo a tarde, então o Navigo foi perfeito! No domingo compramos passes unitários e na segunda de manhã já compramos o Navigo.

Com o Navigo está incluso o RER até a Disneyland, aeroporto CDG e também Versalhes.

Se você esquecer de levar foto 3×4, poderá tirar nas cabines de foto do metrô. Custa 6 euros. Mas se lembrar de levar será muito melhor, pois não perderá tempo tirando foto (e a cabine de foto fede xixi, credo).

Existe outra opção chamada Carnet 10 Voyages (vende nos caixas de autoatendimento ou nos guichês do metrô, ônibus e RER), que vale por 10 viagens. O bilhete avulso custa 1,90, enquanto o comprando o Carnet 10 voyages, você paga 1,45 euro por viagem.

Paris – 2018 – Ponte Alexandre III

A rede de metrô, como eu disse, é bem simples de ser usada, mas claro que se você estiver com internet no celular, isso ficará ainda mais fácil, pois o próprio Google traça toda a rota pra você, informando quais metrôs/transportes pegar e o horário de cada um.

Eu sempre viajo com o chip de internet da SimPremium, que chega na minha casa antes da viagem. Assim, já embarco com o chip, ativo ele na hora que meu avião pousa no destino e não enfrento problemas com falta de internet na viagem.

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Hotéis em Paris

Paris tem uma excelente rede hoteleira, então você encontrará opções do seu gosto e que atendam suas necessidades.

É preciso lembrar que há regiões da cidade que não são muito indicadas para reserva da hospedagem, por essa razão é importante saber quais são os arrondissements de Paris e assim fazer uma boa escolha de hotel.

Paris está dividida em regiões. Essas regiões recebem o nome de arrondissements. Se você busca uma localização central, então escolha hotel entre o 1º e o 8º arrondissements.

Na viagem mais recente, em março/2022, fiquei no Mercure Paris Opera Garnier, o hotel é novo, limpo e bem localizado, mas o tamanho do quarto deixou a desejar.

O 1º arrondissements fica perto do Louvre. Foi onde me hospedei em 2018 e gostei muito. Fiquei no Novotel, com acesso direto à estação Chatelet/Les Halles, que é uma das maiores.

A maioria dos hotéis 5 estrelas estão nesse e no 8º arrondissement, que fica do lado do 1º.

Sugestões de hotéis o 1º arrondissements (Louvre – área perfeita para passear):

Sugestões de hotéis no 2º arrondissements (Bourse):

Sugestões de hotéis no 3º arrondissements (Le Marais – região charmosa, com bela arquitetura):

Sugestões de hotéis no 4º arrondissements (Le Marais):

Sugestões de hotéis no 5º arrondissements (Quartier Latin – bairro popular com preços mais acessíveis):

Sugestões de hotéis no 6º arrondissements (Saint Germain de Près – para sentir a vibe da cidade):

Sugestões de hotéis no 7º arrondissements (Torre Eiffel):

Sugestões de hotéis no 8º arrondissements (Arco do Triunfo – região mais luxuosa): onde estão localizados a maioria dos hotéis 5 estrelas de Paris. É uma das regiões mais nobres de Paris – vai da Champs Elysée até a Igreja da Medeleine.

Bairros mais baratos para se hospedar: 14º Montparnasse (perto de Saint Germain, bem atendido por metrô, mas sem atrativos turísticos); 9º Ópera (área central, próxima a Galeries Lafayette e bem atendida por metrô); 11º Bastille (perto do Le Marais, mas um pouco afastado do centro); 12º Bercy (fora do centro); 18º Montmartre (evite se tiver dificuldade de locomoção ou se viaja com criança pequena, pois o bairro é cheio de ladeiras e escadarias).

Ponte Alexandre III

Roteiro Paris dia a dia

A importância do roteiro é te dar o direcionamento, não deixar você esquecer nenhuma atração e poupar tempo, conhecendo lugares próximos de uma só vez.

Paris é uma cidade muito fácil de se localizar. Sinta-se livre para alterar conforme sua necessidade.

Em ambas as viagens tivemos sorte de pegar dias bonitos e ensolarados (principalmente em 2018). Choveu muito pouco, então isso contribuiu para que andássemos cerca de 14 quilômetros por dia sem nem perceber.

Dia 1 do roteiro – Torre Eiffel (almoço) e Louvre (visita noturna)

Jardins do Trocadero e Torre Eiffel:

A Torre Eiffel (Tour Eiffel), símbolo de Paris, foi projetada por Gustave Eiffel, construída no século XIX, inaugurada em 1889, e está localizada no Champ de Mars. Hoje se trata do monumento pago mais visitado do mundo.

A Torre tem 324 metros de altura e fica cerca de 15 centímetros mais alta no verão, em decorrência da dilatação térmica do ferro. Já foi a estrutura mais alta do mundo (teve como prédio sucessor o lindo Chrysler Building, em Nova York). Outra curiosidade é que a Torre Eiffel não foi construída para ser um monumento definitivo (seria destruída após determinado tempo), mas por conta do sucesso que fez desde o início, decidiu-se mantê-la para sempre… Já imaginou Paris sem sua “Dama de Ferro”? Certamente não teria o mesmo encanto.

Pegue o metrô até o Trocadero (bom ponto para fotos) e asse a manhã caminhando pelos Jardins do Trocadero. Se estiver visitando Paris nos meses de primavera ou verão, uma boa ideia é fazer um piquenique ali em Champs de Mars. Se for inverno ou outono e não estiver muito frio, a ideia se mantém.

As fotos da Torre Eiffel vista do Trocadero ficam lindas. Para pegar o lugar mais vazio, precisa ir logo pela manhã. Porém, em 2022 o Trocadero estava todo cheio de tapumes (disseram que é por conta de obras que já estão preparando a cidade para receber a próxima Olimpíadas).

Porém, ainda dá pra tirar boas fotos ali, mas será necessário descer as primeiras escadarias e sair de perto dos tapumes.

Trocadero – 2018 – ensaio com o Ton Bueno – IG: @tonbueno.fotografoemparis

Num dia ensolarado, talvez o sol atrapalhe a foto dependendo do horário. Pensando nisso, final de tarde, na golden hour, as fotos ficarão melhores do que essas que tiramos pela manhã agora em março de 2022, porém, a tarde o local costuma ser mais movimentado.

Chegamos cedo e o sol estava atrapalhando muito as fotos, então fomos tomar um café no Carette Paris (IG: @caretteofficiel), que vende um combo de café da manhã com suco, café ou chocolate quente, pães e geleia por 10 euros. O café é famosinho, costuma ter fila (mas não demora), fica perto do Trocadero, mas não tem vista.

Em relação ao ponto turístico mais visitado do mundo, aqui vai uma dica: se não quiser perder tempo na fila para subir na Torre Eiffel, a melhor opção é reservar um almoço no restaurante 58 Tour Eiffel (fica no primeiro andar da Torre, onde tem o chão de vidro). Fizemos isso e a experiência foi ótima. Contei mais sobre esse almoço no post Onde comer em Paris: confira as nossas escolhas e indicações.

Com a reserva no restaurante 58 Tour Eiffel, você acessa a Torre por um elevador diferente, especial para quem tem reserva. Depois do almoço você pode subir até o segundo andar (já incluso, mas você precisa subir pela escada). Caso queira, você também pode comprar o bilhete extra para o elevador e ir até topo (a vista do segundo andar já é bem legal, então não vi extrema necessidade em subir até o topo).

A Torre Eiffel abre todos os dias, das 9:30 às 23:00.

Obs. A subida à Torre Eiffel não está incluída no Paris Museum Pass, por isso que reservar um almoço no restaurante acaba sendo uma ótima opção para otimizar tempo e desfrutar de Paris.

Contornando a Torre você encontrará a Rue de L´Université, que tem essa vista incrível da torre.

Palais Royal e Louvre:

Recomendo que você comece sua visita pelo Palais Royal, que fica do lado do Louvre e é lindo para fotos. Fomos lá na sessão de fotos que fizemos com o fotógrafo Ton Bueno, confira aqui como foi: Ensaio fotográfico em Paris e novamente passamos por lá em 2022.

Palais Royal – 2018

Em relação ao Louvre, Como em todo grande museu, e principalmente no Louvre, tenha em mente o que você deseja visitar, pois não vai dar pra ver tudo.

Existem opções de visitas guiadas, mas não fizemos. Fomos “desbravando” o museu por conta e pesquisando na internet.

Visitamos o museu numa sexta-feira, que é (ou era… isso foi em 2018) um dos dias que o Louvre fica aberto até às 22 horas. Isso foi fundamental para que conseguíssemos fechar o roteiro do dia, que foi bem completo.

O Louvre fecha às terças-feiras (como os demais museus de Paris). Quarta e sexta funciona das 9 até às 22 horas, e nos demais dias fecha às 18 horas.

O legal de ir no museu quarta ou sexta é que, além de poder fazer a visita noturna, depois você pode tirar fotos na entrada, sem ninguém e com a pirâmide iluminada. As fotos ficam sensacionais.

Louvre – visita noturna

Tendo o Museum Pass, você passa somente pela fila da inspeção na entrada, sem necessidade de enfrentar a bilheteria. Porém, atualmente é necessário agendar a visita ao Louvre, e não mais apenas chegar em entrar como era quando fui em 2018.

Algumas das obras mais famosas que você poderá conhecer no Louvre:

  • Aphrodite, Vênus de Milo: localizada no térreo, ala Sully, sala n° 7, na sessão dos gregos, etruscos e romanos.
  • Egito e múmias: localizada na ala Sully e distribuídas em várias salas da sessão dedicada ao Egito.
  • Mona Lisa de Leonardo da Vinci: localizada no 1° andar, ala Denon na sala 6, na sessão de pinturas italianas.
  • Os escravos de Michelangelo: localizada na ala Denon, sala 4, na sessão de escultura italiana.
  • Ala dedicada ao Egito Antigo: obras como o Escriba Sentado e o Código de Hamurabi.

Encontrei um site que lista vinte obras imperdíveis no Louvre, vou deixar o link aqui pra você dar uma olhada – “20 Obras Imperdíveis no Louvre“.

O ideal é ter um roteiro para conhecer o Louvre. Não achei tão fácil me situar dentro do museu. Pegue um mapa e pesquise previamente mais ou menos onde está cada obra que você quer ver. Isso vai otimizar muito seu tempo.

Dia 2 do roteiro – Ópera Garnier, Galeries Lafayette, Museu D’Orsay, Museu Rodin, Les Invalides

Ópera Garnier:

A Ópera Garnier figurou no meu roteiro da primeira viagem a Paris em 2010. Em 2018 não a visitamos, mas deixo como sugestão de visita antes das Galeries Lafayette em razão da proximidade.

A  Ópera Garnier (ou Palais Garnier), é a sede da Ópera Nacional de Paris, um dos monumentos mais imponentes da cidade. O edifício neobarroco inspirou a obra “O Fantasma da Ópera”.

É possível fazer visita no interior do prédio. O luxo marca o local – destaque para a sala de espetáculos, decorada em tons vermelhos e dourados e 1.900 assentos de veludo vermelho. Outra atração é a escadaria em mármore branco, belíssima!

Após conhecer a Ópera Garnier, se quiser tomar um café nas redondezas, sugiro o famoso Café de La Paix, que fica ali na frente.

Ópera Garnier – interior

Galeries Lafayette:

Visitar as Galeries Lafayette (e seus 70 mil metros quadrados e  mais de 3.500 marcas) vale a pena ainda que você não esteja interessado(a) em compras, pois além de ser um shopping imenso com muitas lojas de grife e literalmente produtos da “última moda em Paris”, o prédio por si só já é um show arquitetônico.

As Galeries Lafayette compreendem: Cúpula Lafayette, Lafayette Homem e Lafayette Casa & Lafayette Gourmet. O prédio principal é a Cúpula Lafayette – esse que você não pode deixar de conhecer.

Passeie por cada um dos andares, sempre atento ao teto central – a linda cúpula de vitrais coloridos. Aproveite e conheça o terraço, que garante uma bela vista de Paris.

Outra atividade imperdível dentro da galeria é tomar um chocolate quente na Angelina! O lugar é lindíssimo e o chocolate quente o melhor que já provei. Lá vende também os famosos macarons Pierre Hermé (a marca tem dois quiosques de macarons lá dentro, sendo que um deles fica no caminho para a Angelina).

Terraço da Galeries Lafayette com bela vista de Paris

Museu D’Orsay:

O Museu D´Orsay é lindíssimo. Foi construído num edifício onde funcionava uma antiga uma estação ferroviária, a Gare d´Orsay, convertida em museu em 1989, após ficar desativada por 47 anos.

No Museu D´Orsay você encontra exposições permanentes com obras de Van Gogh, Monet, Renoir e Edgar Degas. O acervo do museu é incrível, com arte impressionista e neo-impressionista.

O Museu fica aberto de terça a domingo, das 9:30 às 18:00 (mas na quinta-feira fica aberto até às 21:45).

Antes ou depois de visitar o museu, aproveite para caminhar pela Ponte Neuf (a mais antiga de Paris) e pela Pont des Artes (antiga ponte dos cadeados).

Próximo ao Museu D´Orsay tem um bistrô chamado Les Antiquaires, que adoramos conhecer. Se for hora do almoço, recomendo uma paradinha nele. Recomendei o Les Antiquaires no post Onde comer em Paris: confira as nossas escolhas e indicações. Fui nele em 2018, mas conferi aqui e continua em funcionamento.

Obs. Este museu é mais uma das atrações do Museum Pass.

Museu D´Orsay
Pont des Artes
Pont Neuf

Museu Rodin:

Auguste Rodin é considerado o melhor escultor francês do século XIX. O Museu Rodin foi construído onde era a casa do escultor. Uma casa grande e imponente no centro de Paris.

O que mais chama a atenção é o jardim, onde está, dentre outras, a escultura “O Pensador”. No interior da casa você verá a escultura “O Beijo”.

O Museu abre de terça a domingo, das 10 às 17:45 e a visita é rápida (em torno de 1h, 1h30min para ver as obras principais).

Obs. O Museu Rodin é mais uma das atrações do Museum Pass.

Museu Rodin

Les Invalides:

Pertinho do Museu Rodin está o Les Invalides. Eu já havia visitado o local na minha primeira ida a Paris, então não fiz visita interna da segunda e terceira vez.

Eu sei que é pouco provável se você conseguir visitar 3 museus no mesmo dia, mas deixei aqui como sugestão. Claro que você vai escolher suas atrações preferidas e encaixar num ou noutro dia conforme suas possibilidades.

O Museu des Invalides é dedicado ao exército francês (conta a história de inúmeras batalhas francesas), lá estão expostas armas, armaduras, uniformes e documentos de guerra.

Em 1674 chegaram os primeiros hóspedes dos Inválidos, totalizando mais de 4.000 no final do século. Soldados que prestaram serviço à armada francesa por mais de dez anos podiam se aposentar, mas muitos preferiam trabalhar costurando uniformes e sapatos.

A Igreja do Domo, construída entre 1677 e 1706, tornou-se um panteão militar onde é guardado o sarcófago com as cinzas de Napoleão I. A cúpula dourada de 100 metros de altura chama a atenção de todo lugar que é vista.

Funcionamento: de 1º de abril a 30 de setembro – das 10:00 às 18:00 horas (às terças, o Domo, o Historial Charles de Gaulle e a exposição patrimonial ficam abertos até as 21:00); de 1º de outubro a 30 de março – das 10:00 às 17:00 horas. Não abre em 1º de janeiro, 1 º de maio e 25 de dezembro e na primeira segunda-feira de cada mês.

Obs. Trata-se de mais uma das atrações incluídas no Museum Pass.

Les Invalides

Dia 3 do roteiro – Île de la Cité, Champs Elyssés, Arco do Triunfo, Place de Concorde, Jardin des Tuileries e Madelaine

Île de la Cité:

A Île de la Cité é o “coração de Paris”. Trata-se de uma das ilhas do Rio Sena, onde Paris começou. Notre Dame, Sainte Chapelle e o Palácio da Justiça estão lá.

A Sainte Chapelle é uma igreja em estilo gótico, com vitrais coloridos, erguida pelo rei Luís IX. Os vitrais formam 1.113 imagens contando a história da Bíblia.

Após visita a Sainte Chapelle, você pode conhecer a Conciergerie, que fica no Palácio da Justiça. O local funcionou como prisão do século XIV até o início do século XX.

O prédio é famoso, pois ali estiveram muitos prisioneiros da Revolução Francesa, inclusive Maria Antonieta.

A próxima parada é a bela Catedral Notre Dame de Paris. A primeira pedra desta Catedral foi colocada em 1163 pelo papa Alexandre III. A igreja foi finalizadas em 1330, possui 130 metros de comprimento e sua arquitetura é em estilo gótico.

Atenção: após o incêndio de abril/2019, a igreja está passando por um processo de reconstrução e as visitas internas estão suspensas.

Para subir na cúpula é necessário agendar horário. Tivemos sorte, pois chegamos antes de abrir, assim conseguimos vaga logo para os primeiros horários.

Fizemos o agendamento nos computadores ali do lado da fila mesmo. É bem simples: você seleciona o horário e a quantidade de pessoa, aí sai sua reserva. Em época de muito movimento e alta temporada, talvez seja melhor passar antes e já deixar a reserva feita ou tentar fazer pela internet.

A subida ao topo é feita pela lateral esquerda da igreja (olhando a igreja de frente). A vista lá de cima é toda cheia de grade, então não achei grande coisa, mas por ser uma atividade incluída no Museum Pass, vale a pena.

Obs. Notre Dame (visita ao topo), Sainte Chapelle e Conciergerie estão inclusos no Museum Pass.

Notre Dame – vista lateral

Arco do Triunfo:

A avenida Champs Elysées termina na Place Charles de Gaulle, onde está o Arco do Triunfo. A praça também é chamada de L’Étoile porque dela partem doze avenidas, formando o desenho de uma grande estrela.

O Arco tem 50 metros de altura e foi construído entre 1806 e 1836, em honra aos soldados que lutaram pela França, em especial nas guerras napoleônicas. Desde 1923, todos os dias às 18:30, ex-combatentes fazem uma homenagem à memória dos soldados mortos em combate, reacendendo a chama.

A vista de cima do Arco do Triunfo é muito bonita, pois de lá se vê nitidamente as doze avenidas que partem da praça L’Étoile. O acesso à entrada para subir no topo do Arco é feito pela Champs Elysées, bem onde estou sentada na segunda foto abaixo.

Obs. Com o Museum Pass você sobre no Arco do Triunfo sem fila.

Para um café na região (com vista para o Arco), fica com opção o café Le Cristal.

Champs Elyssés:

Do Arco do Triunfo, você poderá seguir pela avenue Champs Elyssés, a pé, até a Place de Concorde.

Passear pela Champs Elyssés é uma delícia. A avenida é ampla, bonita, cheia de lojas legais. Aproveite para passar comprar macarrons na Ladureé. Existem várias em Paris, mas a mais famosa é a loja da Champs (geralmente tem fila).

Champs Elyssés

Place de Concorde:

No caminho entre a Champs Elyssés e a Place de Concorde, há várias barraquinhas de crepe francês. Não deixe de experimentar o famoso crepe de Nutella.

Esta é a famosa Praça da Revolução Francesa onde diversas pessoas foram guilhotinadas, como o rei Louis XVI e Maria Antonieta.

Dependendo a época, você verá a Roda Gigante de Paris (tivemos sorte em vê-la), pois em 2018 ela ficou lá até maio. Agora, em 2022 não tinha roda gigante e até o Obelisco de Luxor estava passando por reparos e todo coberto por tapumes. As Fontes de Fleuves e de Mers também não estavam funcionando em março/22.

Place de Concorde

Jardin des Tuileries:

O Jardin des Tuileries é um dos mais bonitos da França. O jardim é famoso pelos lagos ornamentais, terraços e pela coleção de estátuas de Aristide Maillol.

No Jardin des Tuileries está localizado mais um museu famoso de Paris (mas muitas pessoas deixam ele para ser conhecido numa segunda ou terceira visita à cidade) – o Museu Orangerie.

A parte mais famosa do museu são as duas salas onde são expostas as enormes obras de Nenúfares de Monet. 

Além das obras de Monet, no Orangerie há também obras de Cézanne, Renoir, Picasso, Rousseau e Matisse.

O museu abre de quarta a segunda, das 9:00 às 18:00 horas (fechado às terças). Entrada gratuita com o Paris Museum Pass.

Se visitar Paris no verão, a boa pedida é visitar o Jardin, o museu e depois almoçar por ali. Fomos durante o inverno e os restaurantes da região estavam fechados (optamos por comer no Le Soufflé, ali pertinho – inclusive descrevi ele no post Onde comer em Paris: confira as nossas escolhas e indicações).

Também tem uma Angelina Paris ali nas redondezas do parque. A cafeteria é linda e vale a visita para um lanche rápido, docinho e chocolate quente.

Saindo do Jardin você estará na frente do Louvre.

Madalaine:

Após conhecer a Praça da Concórdia e o Jardin des Tuileries, caminhe até a Igreja de la Madelaine, uma igreja católica de arquitetura grega, consagrada a Maria Madalena.

Dia 4 do roteiro – Palácio de Versalhes

Cuidado com o dia que irá incluir Versalhes no seu roteiro, pois o palácio abre de terça a domingo, das 9:00 às 17:30. O jardim abre todos os dias, das 8:00 às 18:00.

A melhor forma de descobrir como chegar lá é traçar a rota no Google Maps, assim como tudo que você deseja visitar em Paris ou em qualquer outro destino.

Eu li muita coisa sobre qual metrô pegar para chegar no destino X ou Y, mas quando cheguei lá, não usei nada das informações que pesquisei, pois coloquei meu ponto de partida e meu destino final no Maps, e e ele sempre deu o caminho certinho. Então não precisa se apegar muito a como chegar, desde que você tenha internet em mãos, por isso não viajo sem internet no celular e tenho cupom de desconto do chip que eu uso:

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É muito importante que você confira se seu pacote de metrô inclui acesso a Versalhes (o passe Visite Paris na versão mais simples não inclui), pois se não incluir e você não comprar o ticket na estação da ida, quando chegar na estação de Versalhes, você não conseguirá desembarcar. Em outras palavras: Versalhes é uma das estações que exige que o ticket de metrô seja apresentado no momento do desembarque (isso acontece quando você pega um RER – no desembarque na Disneyland e no aeroporto é a mesma coisa).

Se você descer na estação Gare de Versailles Château Rive Gauche, terá que andar por cerca de 5 minutos até o Castelo.

Um dia para conhecer o Palácio de Versalhes e o jardim é o suficiente.

O Palácio de Versalhes é surreal. Um mergulho na história! Se você não está se lembrando muito bem das aulas de história, recomendo estudar para relembrar como foi o reinado do Luís XIV (e seus sucessores).

Enquanto as pessoas passavam fome e a situação da França se complicava a cada dia, o rei resolveu mudar a sede da corte para Versalhes, levando com ele toda a nobreza parasitária, daí em diante foram uma sucessão de acontecimentos que desencadearam a Revolução Francesa em 1789.

Para percorrer o jardim é possível alugar carrinhos de golfe, comprar o ingresso do Petit Train (trenzinho que faz o circuito por todo o bosque até os palacetes Petit e Grand Trianon) ou caminhar mesmo.

Palácio de Versalhes

Obs. O Palácio de Versalhes está incluso no Museum Pass. Você enfrentará apenas a fila para entrar no palácio, mas não precisará enfrentar a fila para comprar seu ingresso.

Dia 5 do roteiro – Montmartre, Sacré Coeur, Pigalle e Quartier Latin

Montmartre:

Montmartre é um bairro boêmio, conhecido por ter sido frequentado por muitos artistas e intelectuais mundialmente conhecidos, a exemplo de Monet, Dalí, Picasso, Van Gogh, Renoir e Degas.

Descemos na estação Abbesses, do lado do “muro do amor”, onde tem “eu te amo” escrito em mais de 300 idiomas.

Montmartre retrata um pouco da antiga Paris, antes da revitalização das ruas e padronização dos prédios. Possui ruas íngremes e estreitas, cheias de escadarias, lojinhas e cafés. O famoso “Le Consulat” fica em Montmartre também.

No bairro também está a Place du Tertre, sempre com artistas de rua fazendo caricaturas e desenhos da cidade.

Além do Le Consulat, outras sugestões de café/restaurantes são: Le Maison Rose e Au Cadet de Cascogne (esse fica na Praça dos Artistas/Place du Tertre).

Agora se você quer algo moderno e descolado, ainda no bairro de Montmartre, mas já com vista para a Torre Eiffel, a sugestão é o Terass Hotel (rooftop).

Basílica de Sacré Coeur

A Basílica de Sacré Coeur é uma das igrejas mais bonitas que já visitei. Um prédio imponente, uma arquitetura de encher os olhos, sem falar na localização (fica no alto do morro, com uma vistona para a cidade).

A vista de Paris que se tem da Sacré Coeur é maravilhosa, assim como a vista que se tem da Sacré Coeur a partir de outros pontos turísticos de Paris (como do Arco do Triunfo).

Também é possível subir até a cúpula da igreja para ter uma bela vista da cidade.

Pigalle:

O bairro de Pigalle é onde fica o cabaré Moulin Rouge. Adorei assistir ao espetáculo! Você pode comprar ingresso só para o show, show + champanhe ou show + jantar completo.

Trata-se de um lugar bem exótico, com sex shops, lojas de lingerie, cabarés e boates. Não é local bonito, na verdade até o Moulin Rouge fica numa avenida sem glamour nenhum.

Quartier Latin:

É no Quartier Latin que está o Jardim de Luxemburgo, que se trata nada menos do que o maior parque público de Paris, todavia, não me agrada tanto… acho o Jardin des Tuileries muito mais lindo. Porém, aos domingos (principalmente se for um domingo ensolarado), a visita fica bastante agradável, principalmente pelas crianças brincando com os barquinhos no lago do parque.

Dentro do Jardin de Luxembourg está o Palácio de Luxemburgo, sede do Senado francês.

Jardim de Luxemburgo

Após conhecer o jardim, siga até a fachada da Universidade Sorbonne.

Na Rue Mouffetard você encontrará vários lugares legais para comer, incluindo creperias e sorveterias (prove o gelato Amorino, delicioso).

Essa rua fica próxima ao Panthéon, mais uma atração do Museum Pass.

Construído entre 1764 e 1790, o Panthéon foi criado com a intenção de combinar a arquitetura gótica com a arquitetura grega.

No decorrer da história, o Panteão de Paris teve várias funções: no século XIX serviu para fins religiosos e patrióticos. Sob a Terceira República e coincidindo com o funeral de Victor Hugo, o Panteão foi convertido em um templo dedicado aos grandes homens da França. Lá estão os restos mortais de Voltaire, Molière, Victor Hugo, dentre outros ilustres nomes da história francesa. Não deixe de visitar a cripta.

Outra atração do Panteão é o Pêndulo de Foucault, que retrata o movimento de rotação que a Terra faz (o pêndulo está pendurado lá no alto do domo e embaixo você confere o horário exato). Em 1851, o físico francês Léon Foucault realizou o experimento para provar o movimento da Terra.

Conforme Wikipédia: “Um pêndulo de Foucault (pronunciado “fu-cô”), assim chamado em referência ao físico francês Jean Bernard Léon Foucault, é uma experiência concebida para demonstrar a rotação da Terra em relação ao seu próprio eixo. A primeira demonstração data de 1851, quando um pêndulo de 30 kg foi fixado ao teto do Panteão de Paris por um fio de 67 metros de comprimento. Durante o movimento, a areia ia se escorrendo da esfera, com a intenção de marcar no chão a trajetória do pêndulo; o rastro deixado pela areia não se sobrepunha um ao outro, mas sim existia um espaçamento entre um e outro a cada período do pêndulo completado. A originalidade do pêndulo reside no fato de ter liberdade de oscilação em qualquer direção, ou seja, o plano pendular não é fixo. A rotação do plano pendular é devida à rotação da Terra. A velocidade e a direção de rotação do plano pendular permitem igualmente determinar a latitude do local da experiência sem nenhuma observação astronômica exterior.”

Um extra – As Catacumbas de Paris

Na viagem de março/22 visitamos as Catacumbas de Paris, que já era um local bastante conhecido, mas passou a ser mais procurado após aparecer na segunda temporada da série Lupin.

Sinceramente não acho que é um passeio para a primeira vez na cidade, a menos que você faça muita questão.

Em síntese, as catacumbas constituem um ossuário subterrâneo no coração de Paris. A história, considerada um tanto macabra, tem uma origem histórica bem interessante.

Onde hoje estão as catacumbas, no passado foi uma pedreira, que passou por séculos de exploração (que começou com a ocupação romana), até ser declarada a proibição de extração de pedras diante de riscos de desmoronamento.

Embora o ossuário ocupe só uma parte dos túneis (antiga pedreira), o sistema é conhecido como “As Catacumbas de Paris”, com 400 km de extensão.

Ok, mas como os ossos foram parar nessas pedreiras subterrâneas?

Eis a parte interessante da história: na metade do século XVIII, a maioria das igrejas de Paris possuía seus próprios cemitérios, mas a cidade cresceu desordenadamente e os cemitérios não tinham mais espaços, além de representar riscos para a população, visto que estabelecidos dentro da cidade e sem planejamento.

Em 1780, o cemitério “des Saints-Innocents”, o mais importante da época, foi fechado devido à contaminação provocada pelo excesso de matéria orgânica em decomposição.

Em 1785, o Conselho de Estado francês decidir que era necessário reformular o sistema de cemitérios da cidade e então veio a ideia de usar os os túneis abandonados das pedreiras parisienses, para depósito de ossuários. As primeiras ossadas foram transferidas para as Catacumbas em 1786.

Desde o início do século XIX as Catacumbas de Paris estão abertas ao público e em seu interior o visitante verá as ossadas dispostas nos corredores com certa criatividade artística. Osso longos, como fêmur e tíbia, foram colocados na frente, formando paredes de ossos adornadas com os crânios em desenhos geométricos. Os ossos menores e irregulares estão escondidos atrás dessas paredes.

Não é toda e qualquer pessoa que vai gostar desse passeio, até porque tem muita coisa mais interessante para ver em Paris, porém, fica aqui o meu relato e a história que deu origem às Catacumbas de Paris.

Funcionamento: terça a domingo, das 9:45 às 20:30. Ingressos precisam ser adquiridos no site, com dia e horário marcados (não dá pra comprar na bilheteria) e o ingresso custa €15 para adultos e €13 para jovens de 18 a 26 anos. Menores de 18: entrada gratuita.

Obs. Catacumbas de Paris está inclusa no Museum Pass.

Mini Guia de restaurantes

Além dos cafés e restaurantes já indicados no decorrer do post, aqui segue uma listinha só para te dar algumas opções, já que Paris tem uma infinidade de bons cafés e restaurantes.

Atenção: sempre faça reserva.

  • Chartier: IG @bouillonchartier – pratos típicos a preços justos.
  • Aup’titGrec e Breizh: legítimo crepe francês.
  • L’as du Fallafel: para comer fallafel.
  • Le Souflê: para comer souflê.
  • Le Hasard Ludique: legal para ir no verão, fica onde no passado foi uma estação de trem.
  • Perruche: restaurante descoladinho, com vista.
  • Le Café Marly: clássico, com vista para o Louvre.
  • Gigi: restaurante italiano charmoso e descolado com vista.
  • Le Procope: clássico – o café mais antigo de Paris.
  • Loulou: italiano moderninho, descolado e com vista para o Louvre e Torre Eiffel (reserve mesa no jardim).
  • Abri: restaurante com 1 estrela Michelin – de surpreender (fui no almoço). O único estrelado que eu fui foi o restaurante Abri, mas aqui seguem mais opções de restaurantes com estrela Michelin em Paris: La Table do chef Bruno Verjus, Le Gabriel, L’arpège (está na lista dos 50 Best), L’astrance (vale a pena o almoço), Pavillon Ledoyen, La Table du Lancaster.
  • Mimosa: dentro do Hotel de La Marine, moderno, descolado e charmoso. Comida mediterrânea.
  • Daroco: restaurante italiano.
  • Miss Ko e Matsuhisa: asiáticos.
  • L’atelier Joel Robuchon.
  • Maison de La Truffe.
  • Chez Savy.
  • Opções com estilo contemporâneo: Septime, Naige d’ete, David Toutain, Chateubriand, Yam’Tcha, A.T, Grand Coeur, Dersou, Kei, La Mere, Granite.

Dicas extras

  • Recomendo o show Féerie do Moulin Rouge. Contei mais sobre o show no post Onde comer em Paris: confira as nossas escolhas e indicações. Outras opções de shows de cabaré em Paris são: Lido (na Champs Elysées) e Crazy Horse.
  • Se tiver um tempo extra, inclua o bairro Le Marais no seu roteiro. É lá que está a praça da Bastilha, símbolo da Revolução Francesa. Outro passeio imperdível no Le Marais é visitar a Place des Vosges, considerada a praça mais bonita de Paris.
  • Para quem gosta de moda, anote os museus de moda: Musée Yves Saint Laurent Paris, Palais Galliera, Le19M e Mad Paris.
  • Não fizemos passeio pelo Rio Sena nessa viagem, mas é também um passeio panorâmico muito agradável – mais uma dica legal de tour para o seu roteiro.
  • O app Google Maps foi fundamental para traçar nossas rotas e saber qual metrô pegar.
  • A rede de transportes em Paris é tão boa, que pegar taxi ou Uber se torna desnecessário.
  • Paris é uma cidade segura, mas sempre é bom estar atento com seus pertences pessoais, principalmente no metrô – sempre há avisos no metrô para tomar cuidado com os pickpockets.
  • Sinta-se à vontade para fazer alterações no roteiro. A ideia é que a viagem seja a melhor possível, então organize de um jeito que fique bom pra você.
  • Não é necessário visto para brasileiros que queiram ingressar na França, mas seu passaporte precisa ter ainda pelo menos seis meses de vigência antes da data de expiração.
  • Seguro Viagem Internacional é obrigatório para viajar para França. Não pediram o meu na imigração (escolha por amostragem), mas se te pedirem e você não tiver um, provavelmente terá problemas. Recomendo o SegurosPromo para busca do seguro ideal e tenho cupom de desconto.
  • Paris é linda em todas as estações, cada qual com suas peculiaridade. Se viajar durante a primavera/verão, aproveite para incluir no roteiro o maior número de parques possíveis e fazer um piquenique em pelo menos um deles.

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Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

3 Comments

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  3. Lorena Fernandes Reply

    Muito bom o texto! Estou indo agora em março também, mas com muita dúvida do que vestir, posso investir só em roupas de frio ou devo levar peças mais frescas?

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