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Onde comer em Paris: confira as nossas escolhas e indicações

Onde comer em Paris

Se eu tenho uma cidade preferida no mundo até hoje, posso afirmar que ela se chama Paris! Estive na “cidade luz” duas vezes e na segunda vez foi ainda melhor. Percebi que não precisa muito para ser feliz por lá: um calçado confortável nos pés já é o suficiente para aproveitar o que a cidade tem de melhor: as ruas. Mas como seria impossível percorrer em média 15 quilômetros a pé todos os dias sem uma boa refeição, aqui vão as dicas para você que deseja saber “onde comer em Paris”.

Paris é linda no geral e nos detalhes. É linda na arquitetura, nas ruas e na iluminação. É linda nos prédios todos da mesma altura e nos incontáveis bistrôs e cafés que dividem as ruas, fazendo o turista querer conhecer todos em uma semana.

Outro ponto favorável na cidade, é que você não precisa andar muito para encontrar um lugar agradável para sua refeição. São tantas opções, que sempre terá algo bom pertinho de você.

Daí de lembrar que você poderá seguir seu roteiro, visitando os lugares e pontos turísticos que desejar e, quando a fome bater, bastará pesquisar no TripAdvisor um bom restaurante ou bistrô nas redondezas. Fizemos isso várias vezes e garantimos mais acertos do que erros.

Confira também o nosso roteiro completo da viagem a Paris.

Comece o dia com um café da manhã tipicamente francês

Onde comer em Paris: café da manhã parisiense
Onde comer em Paris: café da manhã parisiense

Croissant é a palavra chave. Se o cardápio tiver “croissant”, vai fundo!

A maioria dos hotéis cobram pelo café da manhã. Ficamos no Novotel Les Halles, onde o café da manhã era 20 euros por pessoa.

Optamos não incluir na nossa diária, pois com esse valor é perfeitamente possível ter uma bela refeição matinal na rua.

O Novotel Les Halles fica na área central, rodeado por incontáveis restaurantes, bistrôs, brasseries, cafés…

Com cerca de 10 euros por pessoa, sem dúvida é possível ter um café da manhã reforçado em Paris.

Deixo de indicar exatamente qual foi o café por nós escolhido, porque ele era bem comum. A ideia é que você ande, experimente, leia os cardápios (que geralmente ficam do lado de fora, para que todos tenham acesso aos preços e às opções), e escolha o que mais te agradar.

Experimente os macarons mais famosos do mundo

Onde comer em Paris: Macarons Ladurée, Pierre Hermé e Angelina
Onde comer em Paris: Macarons Ladurée, Pierre Hermé e Angelina

Os macarons Ladurée, Pierre Hermé e Angelina são mundialmente conhecidos. Uma vez em Paris, prove pelo menos um de cada lugar.

São lindos, são fofinhos, são saborosos. Eu sou fã dessas belezuras e me acho muito chique comendo macarons!

Não tenho um paladar muito apurado para esse doce, até porque não como macarons no meu dia a dia, então não consegui diferenciar os três a ponto de poder afirmar qual é o melhor.

Mas eu arriscaria dizer que gostei mais do Pierre Hermé… Mas pode ter sido o momento, o sabor escolhido ou outra circunstância momentânea. Os três são excelentes e ponto.

Existem várias lojas da Ladurée, Pierre Hermé e Angelina espalhadas pela cidade. Algumas maiores, com opções para sentar, outras apenas para comprar e levar.

Indico que você visite a Ladurée da Champs Elysees e a Angelina da Galeries Lafayette.

Também há quiosque dos macarons Pierre Hermé na Galeries Lafayette.

A Ladurée da Champs Elysees costuma ser muito cheia, principalmente para quem quer apenas escolher seus macarons no balcão, pagar e levar. Caso prefira, tem o Bar Ladurée fica no fundo da loja e é bem mais tranquilo. Há ainda a opção de sentar em uma das mesinhas externas, apreciando o movimento da avenida mais linda do mundo!

Quanto aos valores, uma caixinha com oito macarons Ladurée custa 20 euros (enquanto eu me contentava com meus oito macarons, passavam chinesas, japonesas, coreanas e afins do meu lado, esbanjando com suas caixas imensas com dezenas e dezenas de macarons… Pura ostentação!).

O pior é que eu quis economizar tanto na hora de comer, que demorei muito e eles acabaram ficando duros! Da próxima vez comerei tudo de uma vez e há de quem me criticar.

Indicação MV:

Prove o chocolate quente Angelina

Onde comer em Paris: Angelina
Onde comer em Paris: Angelina

Simplesmente o melhor chocolate quente da vida eterna! Gostei tanto que repetimos a dose de doçura no último dia.

A melhor Angelina, para mim, é a da Galeries Lafayette. Tem uma Angelina grande ao lado do Jardim Tuileries também, mas confesso que achei o chocolate da primeira melhor e mais concentrado.

Prove os macarons e abuse do chocolate quente… Mas não perca tempo escolhendo os outros doces do cardápio. Pedimos esse bonitinho da foto, chamado “Mont Blanc Signature” – achamos ruim demais!

O chocolate quente custa 8 euros e vem bastante, dá até para dividir (assim ninguém engorda muito também).

Saboreie um Gelato Amorino, o melhor de Paris

Onde comer em Paris: Gelato Amorino
Onde comer em Paris: Gelato Amorino

O gelato Amorino é um clássico! Conheci quando estive em Paris pela primeira vez, há uns 8 anos. Claro que quis relembrar o sabor para confirmar se era bom mesmo. E é!

Pedimos um com três sabores e macaron no topo. Custou 6 euros.

Existem várias gelaterias Amorino espalhadas pela cidade. Quando se deparar com uma, entre e experimente!

Coma um crepe de Nutella em uma barriquinha das ruas de Paris

Onde comer em Paris: o famoso crepe de Nutella
Onde comer em Paris: o famoso crepe de Nutella

Ir a Paris e não comer um crepe de Nutella, não é ir a Paris!

Com 3 euros você compra um crepe desse. E tem tanta Nutella dentro (principalmente no fundo), que você vai se sentir inundado de  Nutella por uns três dias! Exagero da minha parte, claro… O fato é que o crepe é bom, vale à pena comer uma vez.

Na minha primeira vez em Paris, eu comia isso praticamente todos os dias. Dessa vez me contentei em dividir um com Rodrigo (afinal de contas, oito anos depois, meu metabolismo já não é mais o mesmo).

Existe uma tática para se dar bem comendo crepe de Nutella: o segredo é pressionar a Nutella do fundo para cima, tentando uniformizar o crepe. Caso você não faça esse procedimento, vai comer só massa no começo e Nutella pura no final (#ficaadica).

Você encontra essas barraquinhas na rua mesmo. A título de exemplo, há várias entre a Champs Elysees e a Praça da Concórdia e foi em uma dessas que comemos.

Experimente um suflê francês

Onde comer em Paris: Le Sufflê
Onde comer em Paris: Le Soufflé

O restaurante escolhido para provar um típico suflê francês tem um nome bem sugestivo: Le Soufflé.

Localizado pertinho do Jardim Tuileries, foi uma boa escolha para o almoço.

Pedi um suflê de boeuf bourguignon que estava divino (a carne e o molho vieram separados para que eu colocasse mais à medida que achasse necessário).

Rodrigo pediu um de salmão, que estava bom também (mas o de boeuf bourguignon estava melhor).

Claro que também provamos um suflê de chocolate como sobremesa. Nosso erro foi pedir a opção com cobertura feita à base de conhaque, pois estava extremamente forte e acabamos tendo que tirar o excesso.

Os três suflês custaram 46 euros.

Confira as avaliações do Le Soufflé no TripAdvisor.

Almoce na Torre Eiffel

Onde comer em Paris: Restaurant 58 Tour Eiffel
Onde comer em Paris: Restaurant 58 Tour Eiffel

O Restaurant Tour Eiffel 58 abre para almoço e jantar. O almoço é mais barato e o menu nos agradou.

A reserva deve ser feita com antecedência (eu reservei três semanas antes), no próprio site do Restaurant 58.

Pagamos 94 Euros para o casal, e o almoço inclui: ingresso de acesso à Torre Eiffel sem necessidade de enfrentar a fila comum (até o segundo andar) + refeição com entrada, prato principal e sobremesa + taça de vinho.

Há três opções para cada etapa e a comida estava saborosa. Optei por sopa, peixe do dia e mousse de chocolate.

Sem dúvida você encontra excelentes restaurantes/bistrôs e afins pagando esse mesmo valor (ou até menos), mas queríamos mesmo uma experiência turísticas dessa vez, e gostamos. Algo para se fazer uma vez na vida! Lógico que se voltarmos a Paris, não iremos novamente ao 58.

A fila para subir na Torre Eiffel geralmente é imensa. Com a reserva no restaurante, tivemos a vantagem de ter acesso pelo elevador próprio, sem necessidade de enfrentar fila.

Pegamos uma mesa na janela, com uma linda vista para o Trocadero. Em razão da claridade, as fotos não ficaram boas, mas o momento ficará para sempre registrado na memória.

Vá ao Moulin Rouge e inclua o jantar na sua reserva

Onde comer em Paris: jantar no Moulin Rouge
Onde comer em Paris: jantar e show no Moulin Rouge

Foi o maior investimento da viagem, pois o espetáculo é realmente caro (pelo menos para nós que convertemos em euros em reais).

A reserva foi feita com antecedência de três semanas, diretamente pelo site oficial do Moulin Rouge.

Existem várias opções de reservas: apenas o show; show + garrafa de champanhe; show + jantar + garrafa de vinho ou champanhe. Você também pode escolher se quer efetuar reserva na área “comum” (as mesas são divididas com outras pessoas) ou em área privativa no segundo andar do salão (com um acréscimo considerável no preço).

Se você quer fazer uma reserva também para o jantar, então deve chegar às 18:30 (o jantar tem início às 19h e o show às 21h).

Caso você não queira incluir o jantar, geralmente tem um show às 21h e outro às 23h (este costuma ser um pouco mais barato, embora seja o mesmo show).

No final das contas, concluímos que seria melhor incluir o jantar, pois a diferença de preço foi 45 euros por pessoa. O valor só para ver o show seria 130 euros, e com jantar 175 euros por pessoa (acho que no final ficou ainda um pouco mais do que isso em razão das taxas).

A história é a mesma do Restaurant 58 na Torre Eiffel: provavelmente encontraríamos um excelente lugar para comer por 90  euros/casal em Paris, mas a experiência como um todo foi muito boa.

A comida também agradou, embora as porções sejam muito pequenas. Não ficamos com fome, mas claro que comeríamos mais se fosse possível.

O cardápio é sazonal e também conta com três opções para cada etapa. Inclusive, o cardápio pode ser conferido no site oficial do Moulin Rouge no ato da reserva.

Quanto ao show, achei sensacional! Eu amo espetáculos de dança e atividades que envolvem ginástica, malabarismo, força, etc…

O Férrie tem um pouco de tudo, momentos de tensão, momentos felizes, momentos engraçados, momentos sensuais…

Claro que, sendo um espetáculo de “cabaré”, tem nudez parcial, então caso você tenha restrições quanto a ver moças lindas e magras exibindo a boa forma, vá preparada pra sair de lá precisado de uma dose extra de autoestima, porque minha vontade era ir dali direto pra academia e não sair nunca mais…

Tirando esse detalhe, posso dizer que fiquei encantada com o espetáculo e que a pequena fortuna desembolsada valeu à pena.

Obs. Quem vai para jantar fica com os melhores lugares do salão. As pessoas que chegam posteriormente, apenas para show, são colocadas nos lugares remanescente, um pouco piores.

Almoce no Les Antiquaires após sair do Museu d´Orsay

Onde comer em Paris: Les Antiquaires
Onde comer em Paris: Les Antiquaires

Saímos do Museu d´Orsay famintos.

Pesquisando no TripAdvisor onde comer nas redondezas, encontramos o Les Antiquaires (muito bem avaliado por sinal).

Pedi um pato que estava muito saboroso e macio (a propósito, sempre que pedi pato me dei bem com o sabor). Os pratos são grandes e provavelmente você não sairá de lá com fome.

A comida chegou muito rápido e o bistrô estava cheio. Tivemos sorte em conseguir uma mesinha.

Pedimos dois pratos e a conta ficou 35 euros.

Obs. se quiser comer gastando menos, procure por “bistrôs”. Os restaurantes propriamente ditos são mais requintados, logo, mais caros.

Jante no Hugo, um típico bistrô francês

Onde comer em Paris: Hugo Bistrô
Onde comer em Paris: Hugo Bistrô

Foi nossa melhor refeição em Paris.

O Hugo eu recomendo fortemente.

Saímos de Versailles e fomos direto pra lá (de metrô).

O bistrô é muito intimista e a mocinha que nos atendeu era uma fofa, que nos explicou calmamente como eram os pratos, inclusive nos dando sugestões do que pedir.

Funciona no sistema de menu a preço fechado: você pode escolher entrada, prato principal e sobremesa a um preço; ou entrada + prato principal ou prato principal + sobremesa a outro preço.

Eu pedi um menu completo, com as três etapas, e Rodrigo pediu prato principal e sobremesa. A entrada foi um tartar de salmão (dividimos).

Tudo delicioso. Destaque para o pato, que pedi como prato principal. Melhor que já comi!

De sobremesa creme brulee e moelleux au chocolat (nome francês para o que conhecemos simplesmente como petit gâteau).

Para acompanhar a “orgia gastronômica”: meia garrafa de vinho (no cardápio há opção de taça, meia garrafa ou garrafa inteira).

A conta ficou em 65 euros.

Experimente o foie gras

Onde comer em Paris: Le Pet
Onde comer em Paris: Le Pie Noir

Provamos foie gras duas vezes em Paris: a primeira foi no Moulin Rouge e a segunda no Le Pie Noir. Gostei mais da versão servida no Moulin e Rodrigo preferiu o do Le Pie Noir.

Tudo muito gostoso, em especial o beef tartar e o profiterole gigantesco (está assim mesmo o nome da sobremesa no menu).

O único problema foi a demora do garçom para nos atender. Porém, considerando que a comida era boa, relevamos esse probleminha.

O bistrô possui opção de menu com entrada e prato principal, ou prato principal e sobremesa por 25 euros.

Cada um optou por um, e assim dividimos a entrada e a sobremesa enorme.

O Le Pie Noir também foi encontrado no TripAdvisor.

Geralmente os bistrôs são lugares pequenos, com poucas mesas. Embora existam muitos na cidade, eles ficam sempre lotados.

Assim, para garantir uma mesa, ideal chegar cedo ou fazer reserva. Geralmente chegávamos cedo e dava tudo certo. Porém, para lugares específicos reserva é imprescindível. Consulte antes a necessidade ou não, para não se frustrar quando chegar no local e não conseguir sentar.

Além de todas as opções aqui listadas provamos outras três que não apareceram aqui. Duas realmente não agradaram e por isso deixo justificadamente de listar. A terceira é buffet da Galeries Lafayette, onde almoçamos no dia que chegamos em Paris (é barato e se trata de uma boa opção se você está com fome e precisa de algo rápido, sem muita “firula”).

Observações finais

A “primeira observação final” é em relação ao acompanhamento dos pratos: os franceses geralmente servem batata inglesa (frita ou cozida) como acompanhamento da maioria das opções com carne. No final da viagem eu já não aguentava mais tanta batata.

A “segunda observação final” é uma dica: se assim como eu você não sabe falar nada em francês, para ajudar na hora de escolher os pratos, antes de viajar pesquise na internet nomes e fotos de pratos franceses.

Os pratos típicos aparecem frequentemente nos menus, e se você já souber do que se trata, ajudará muito na hora da escolha, pois alguns estabelecimentos só possuem menu em francês (embora a maioria também tenha uma versão em inglês). Além disso, um boeuf bourguignon ou um foie gras tem o mesmo nome em qualquer lugar!

A “terceira observação final” é: ficou na dúvida? Consulte as indicações e avaliações no TripAdvisor.

Em breve retorno com o post sobre o nosso roteiro na cidade luz.

Abraço,

Anna.

Anna
Anna
Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!