Cancún

Cancún e Riviera Maya: o que fazer, dicas de passeios e onde ficar

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Já faz alguns dias que estou querendo escrever sobre Cancún e a Riviera Maya, mas não sabia exatamente o que abordar no post, afinal de contas, já há muito na internet sobre esse destino. Depois de passar algum tempo pensando, tive a ideia de escrever em forma de perguntas e respostas, abordando os temas mais corriqueiros quando o assunto é férias nesse desejado destino caribenho.

Espero que o conteúdo deste post ajude você a programar suas próximas férias! Aqui você encontrará dicas de cidades para visitar na Riviera Maya, hospedagem, passeios, meios de transporte e muito mais, então arrume sua “Mala de Viagem” e vamos agora mesmo para a sala de embarque, porque a última chamada já foi anunciada!

Onde fica a Riviera Maya?

A Riviera Maya é uma região localizada no estado mexicano de Quintana Roo, banhada pelo Mar do Caribe, que vai desde Puerto Morelos (ao norte), até Punta Allen (ao sul), com extensão de 149km.

Geograficamente, Cancún está ao norte de Puerto Morelos, não integrando a Riviera Maya, mas desde 1999, Cancún e a Riviera Maya são os destinos turísticos mais importantes do México e faz tempo que também caiu no gosto dos brasileiros.

Então, quando falamos em Riviera Maya, costumeiramente, incluímos Cancún na mesma viagem, até porque a cidade é a principal porta de entrada para o Caribe Mexicano.

Como chegar em Cancún?

Para chegar até Cancún, você pode pegar um voo a partir do Brasil e fazer conexão no Peru, na Bolívia, nos EUA, no Panamá ou mesmo na própria Cidade do México.

Outra opção é pegar um voo até a Cidade do México e depois completar a viagem com um voo interno (doméstico) até Cancún. É a opção mais procurada por quem quer incluir a capital mexicana no roteiro ou mesmo conhecer outros destinos no país, a exemplo da sua bela (e ainda não tão tradicional) costa oeste, banhada pelo Oceano Pacífico.

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Chegando no aeroporto de Cancún, as opções de deslocamento são várias: você pode alugar um carro e fazer uma road trip; pode contratar um traslado até o seu hotel; pegar um Taxi; ou mesmo ir de ônibus.

*Para ir de ônibus até a Zona Hoteleira você terá que pegar um ônibus no aeroporto até o centro da cidade, no Terminal ADO, e de lá você pegar outro ônibus para ir até a Zona Hoteleira. Uma opção mais complicada para quem viaja com bastante bagagem.

A forma de locomoção depende muito do seu estilo de viagem e do seu roteiro, pois para quem pretende visitar outros lugares além de Cancún, as melhores opções são: alugar um carro e seguir seu roteiro livremente ou contratar uma agência para organizar toda a logística e deslocamento da sua viagem.

Cancún e seu mar estonteante

Quando ir a Cancún?

Faz calor durante todo o ano em Cancún e na Riviera Maya, por isso o turismo nunca para. Porém, de dezembro até fevereiro, por ser o período mais seco e de alta temporada (período de férias), o movimento é maior.

Entre março e abril acontece o chamado o “Spring Break” (recesso americano), então Cancún é tomada pela agitação dos jovens em busca de festas. É um período indicado para quem quer curtir a badalação.

Maio é um mês intermediário entre a alta e baixa temporada. Considero um bom mês para viajar a Cancún, visto que o fluxo de turistas reduz nessa época, e o período de chuvas ainda não chegou.

Evite viajar entre os meses de junho a novembro, pois é o período de maior probabilidade de chuvas.

Junho marca o início das chuvas. Julho e agosto, além de serem meses com alta probabilidade de chuvas, são épocas de movimento (férias escolares). Setembro e outubro são os meses menos indicados, pois é quando há maior risco de furacões.

Por outro lado, as condições climáticas nem sempre se confirmam como regra. Pode ser que você viaje para Cancún em setembro ou outubro e seja surpreendido com belos dias de sol.

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Qual moeda utilizar em Cancún?

A moeda oficial é o peso mexicano, mas o dólar é aceito em praticamente todos os lugares.

Leve dólares ao invés de reais, pois, caso contrário, terá dificuldades para fazer o câmbio e pagará muito mais caro na conversão.

Também tenha em mãos pesos mexicanos para eventualidade de algum estabelecimento não aceitar dólar, ou mesmo para economizar, quando a cotação do peso estiver melhor.

Embora o dólares seja aceito, a cotação do peso mexicano acaba sendo melhor, ou seja, pagar em dólar geralmente custa mais caro.

Levando dólares, você não encontrará dificuldade pra fazer câmbio, pois há muitas casas de câmbio espalhadas por Cancún e também por toda a Riviera Maya.

Cartões de crédito também não deixam de ser uma boa opção, apesar das taxas.

Se você optar por alugar carro e for dirigir por alguma estrada pedagiada, lembre-se que os pedágios são pagos somente em peso mexicano.

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E quais lugares não podem ficar de fora da sua lista?

Além de Cancun (e Isla Mujeres, que é uma ilha bem próxima a Cancún), vale muito a pena conhecer Holbox, Playa del Carmen, Cozumel, Tulum e Valladolid, onde está uma das sete maravilhas do mundo moderno: o Chichén-Itzá e Bacalar.

Se você ainda não conhece Cancún e a Riviera Maya, então provavelmente vai ter interesse em viagem fazer uma viagem “tradicional”, incluindo os principais pontos turísticos da região.

A sugestão é começar a viagem em Cancún, curtindo um bom hotel all inclusive (se for do seu agrado) e aproveitando a vida noturna agitada da cidade. Reserve um dia para conhecer Isla Mujeres, cujo deslocamento é simples, feito de ferry-boat.

Após visitar Cancún, vale a pena conhecer Holbox, uma ilha localizada na costa norte da península de Yucatán, no estado de Quintana Roo que, com seus 42 km de comprimento e 2 km de largura, faz parte da reserva natural Yum Balam, banhada por praias paradisíacas (são 30 km de praias), com águas calmas, mornas e de tonalidade que varia entre tons de azul turquesa e verde, conforme o dia, local e incidência da luz solar.

O acesso tradicional a Holbox se dá via porto de Chiquilá. A Ilha de Holbox preserva ruas de areia, pequenos hotéis boutique beira-mar e um turismo bem mais tranquilo do que aquele típico do agito de Cancún.

Holbox

Confira aqui todos os detalhes de Holbox no post: Guia completo para sua viagem à Isla Holbox.

Na sequência, siga viagem até Playa del Carmen, que pertence à Riviera Maya e é a cidade com melhor localização da região. Hospedando-se em Playa, você fica perto de muitos atrativos, incluindo ruínas maias (Valladolid/Chichén-Itzá), parques, praias e cenotes.

Inclusive, é de Playa del Carmen que se tem o acesso mais fácil até a maravilhosa ilha de Cozumel, que você pode conhecer rapidamente em um bate-volta de ferry-boat ou, melhor ainda, reservar uns 2 ou 3 dias para curtir a ilha, que é considerada um dos melhores picos de mergulho do mundo.

Confira aqui todos os detalhes de Playa e Cozumel no post: Playa del Carmen e Cozumel – a região mais centralizada da Riviera Maya.

Continuando viagem, depois de Playa del Carmen você chegará em Tulum, um destino que ganhou destaque nos últimos anos e atualmente atrai turistas do mundo todo, interessados em se deixar envolver por uma “vibe rústico-chique”, com hotéis pé na areia, beach clubs, festas, comidas naturais e “positive vibes”.

Além dessas características (que deixaram Tulum famosa de uns tempos pra cá), não posso deixar de lembrar os cenotes maravilhosos da região e as ruínas maias preservadas à beira-mar.

Confira aqui todos os detalhes de Tulum no post: Tulum, o destino mexicano trendy do momento – um guia completo.

E eu ainda recomendo mais um lugar muito especial para ser visitado no estado de Quintana Roo, que tem roubado a cena e atraído muitos turistas. Estou falando de Bacalar.

Bacalar fica há cerca de 2h30min de Tulum e é conhecida por sua laguna de 7 colores, o Lago Bacalar, com aproximadamente 42 km de comprimento medidos de norte a sul e menos de 2 km na sua largura máxima, localizado próximo à fronteira do México com Belize.

Bacalar – Laguna de 7 Colores

Confira aqui todos os detalhes de Bacalar no post: Bacalar, um destino mágico – dicas de passeios, restaurantes e hospedagem.

Vale a pena se hospedar em hotel all inclusive?

A resposta não é tão simples. Então: depende…

Quando estive em Cancún pela primeira vez, fiquei hospedada no RIU, hotel all-inclusive e considerado uma boa opção quando o assunto é hospedagem em Cancún. Todavia, apesar de ser um hotel 5 estrelas, não está na lista dos melhores… ainda assim é considerado um bom resort.

Naquela primeira viagem eu optei por me hospedar em Cancún durante todos os dias da viagem e fazer passeios na modalidade bate-volta para os pontos turísticos que eu queria conhecer. Não foi uma escolha feliz.

O problema é que Cancún não fica na Riviera Maya, então para cada novo dia de passeio, eu perdia muito tempo precioso só no deslocamento. Além disso, paguei por um hotel all inclusive e aproveitei muito pouco sua estrutura, visto que passava a maior parte do dia nos passeios.

Como era minha primeira vez no México e eu queria conhecer o máximo de atrações possível, então o hotel ficou em segundo plano. O investimento não valeu a pena: além de não aproveitar o hotel all inclusive, eu também fiquei longe dos pontos turísticos. Conclusão: para aquela viagem, a melhor opção seria ter me hospedado em um hotel em Playa del Carmen.

Já na minha segunda viagem ao México, a experiência foi bem diferente, pois optei por dividir a viagem em etapas, cada uma delas em uma cidade diferente e hospedagens de estilos diferentes.

Então eu comecei a viagem me hospedando no hotel Hard Rock da Riviera Maya. A experiência foi muito melhor, pois passei 3 diárias no Hard Rock curtindo realmente o hotel e tudo o que ele tinha a oferecer. Só depois segui viagem para outros lugares e comecei a fazer os passeios.

Para não errar, primeiro defina qual o objetivo da sua viagem:

Se sua intenção é descansar, relaxar nas piscinas, aproveitar a praia privativa e comer na hora que quiser, sem preocupação com o mundo lá fora, então o all-inclusive se encaixará muito bem na sua programação.

Agora, se você quer conhecer não só Cancun, como também a Riviera Maya, considere pegar um hotel comum em Playa del Carmen, estrategicamente muito melhor localizada do que Cancun.

Outra opção é mesclar as duas opções: alguns dias de passeios + hotel comum e outros dias de descanso + hotel all-inclusive. Foi essa a minha opção mais recente!

hoteis em cancun
Hotéis all inclusive em Cancun

Opções de hotéis em Cancún que eu consideraria me hospedar numa próxima viagem:

O que fazer em cada cidade?

Quando o assunto é opções de passeios e atividades, o local é um prato cheio para todos os gostos, idades e estilos.

Cancún e a Riviera Maya, como um todo, têm uma infinidade de atrativos, o que te fará planejar uma volta tão logo possível, visto que em uma só viagem é pouco provável conseguir conhecer tudo.

Cancún

Cancún está localizada na Península de Yucatán, no Estado de Quintana Roo e é, sem dúvida, um dos destinos mais famosos do México. A cidade é repleta de atrações a agrada os públicos mais variados.

É um destino “americanizado” com grandes construções, resorts all inclusive, shoppings e uma vida noturna que fervorosa!

O agito acontece principalmente à noite, e a cidade tem como marca registrada suas casas de shows, bares, restaurantes e festas. À noite a avenida principal da cidade fica lotada de pessoas (jovens, em sua maioria) em busca de diversão.

Durante minha primeira viagem ao México, escolhi uma noite para para conhecer o famoso Coco-Bongo, que também conta com filiar em Playa del Carmen. O Coco-Bongo é uma mistura de boate com espetáculo circense. Aconselho comprar ingresso para o camarote, pois a pista fica muito cheia e com menos visão do espetáculo.

Além do Coco-Bongo há outras boates de destaque em Cancún, como a Mandala, Señor Frog´s, Dady O.

Além das festas, baladas, bares e restaurantes, outro grande atrativo de Cancún são seu hotéis, a maior parte deles no sistema all inclusive. Os hotéis mais disputados se concentram na Zona Hoteleira e a maioria fica de frente para o mar, com praia privativa.

Embora de coloração azulada, o mar de Cancún não é tão convidativo em toda sua extensão: é calmo no início da avenida principal (Boulevard Kulkucán, que percorre a Zona Hoteleira), mas se torna mais agitado alguns quilômetros depois.

Portanto, na hora de escolher o hotel, confira sua localização, bem como a praia na região, pois algumas, embora bonitas, não são ideais para banho, com mar agitado e ondas.

Além das praias privativas dos hotéis, Cancún também tem suas praias públicas, a exemplo da Playa Tortugas (de onde sai o Ferry da Ultramar para Isla Mujeres), Playa Delfines (onde há um mirante que merece ser visitado) e Chac-Mool (praia sossegada, boa opção para quem quer mais tranquilidade).

Bem próximo (localizada em frente) a Cancún está Isla Mujeres. Para chegar até lá, basta pegar o ferry na Playa Tortuga (além da Ultramar, que foi nossa escolha, há outras empresas e embarcações que fazem o trajeto).

Em Isla há um parque chamado Garrafon, com opções de diversão e “nado com golfinhos” (não recomendo, pois se trata de um turismo altamente exploratório e os animais sofrem maus-tratos).

Isla Mujeres é um passeio imperdível para quem visita Cancún, pois além do seu mar azul estonteante, as praias da ilha são calmas, propícias para relaxar ou fazer snorkeling.

Além disso, em época de sargaço (uma espécie de alga que atinge o Caribe mexicano, principalmente durante o verão), Isla Mujeres se torna um dos destinos mais desejados da Península de Yucatán, visto que geralmente suas praias não são afetadas.

Isla Mujeres
Isla Mujeres

Em Isla Mujeres está o Museo Subacuático (MUSA), com mais de mais de 500 esculturas colocadas a 10 metros de profundidade. Vale a pena conhecer e fazer um mergulho com cilindro, para chegar bem pertinho das esculturas!

Compras em Cancún

O Kulkucán Plaza é considerado um dos melhores shoppings de Cancún, que reúne lojas de grifes internacionais.

Se a sua procura for por artesanato, visite o Mercado 28.

O shopping a céu aberto La Isla, além de lojas variadas (roupas, esportes, artesanatos, departamentos…), também concentra várias opções de restaurantes e bares, sendo uma boa ideia para passeio no período noturno.

Há ainda o Plaza Las Americas, um shopping grande e variado localizado no centro de Cancún.

Playa del Carmen

Quando eu estive no México pela primeira (em abril de 2016), eu gostei muito da vibe de Playa del Carmen, e decidi que ainda voltaria lá para me hospedar da próxima vez. Dito e feito: voltei ao México em 2021 e Playa del Carmen foi um dos destinos na viagem!

O atrativo principal da cidade é a 5ª Avenida, uma via exclusiva para pedestres, que lembra a Rua das Pedras, em Búzios.

Caminhar pela 5ª Avenida é muito agradável. Lá você vai encontrar lojas de todos os estilos, restaurantes, bares, artistas de rua, e por aí vai.

Além da graciosidade da cidade, Playa tem localização privilegiada, próximo a todos os pontos de interesse que eu mencionei acima. Também é de lá que sai o ferry para a Ilha de Cozumel.

Para saber todos os detalhes de Playa del Carmen, confira o post completo do destino.

praias em Playa del Carmen
Playa del Carmen

Cozumel

O melhor lugar para mergulhar! Cozumel é conhecida como a capital mundial do mergulho, onde encontramos a segunda maior barreira de corais do mundo (só menor que a da Austrália).

Cozumel

A atração principal da ilha é o mergulho, seja de snorkel ou cilindro.

A água é azul e quentinha, mas passei um perrengue lá, que até hoje não tenho certeza do que foi: durante o mergulho senti como se algo estivesse me beliscando, então, quando subi na embarcação, perguntei ao guia o que era, e ele disse que eram pequenas águas-vivas.

Achei estranho, pois sempre ouvi dizer que a queimadura de água-viva dói. No dia seguinte eu acordei cheia de pontinhos vermelhos pelo corpo, mas não doíam nem incomodavam. Eram muitos, porém bem pequenos.

Chegando ao Brasil fui ao médico (que também não me deu um diagnóstico preciso), e em poucos dias as marcas vermelhas desapareceram. Até hoje não sei o que houve… Mas não causou nenhum dano a longo prazo.

Então, pra aproveitar os encantos de Cozumel sem correr risco de amanhecer parecendo estar com catapora, a dica é usar a roupa apropriada para mergulho ou pelo menos uma blusa de manga longa com proteção solar.

Além do mergulho, Cozumel é uma ilha muito agradável para passar 1 ou 2 dias. Muitos turistas alugam carrinhos de golfe para passear pela ilha e conhecer as praias por conta própria.

Assim como em toda a região, Cozumel também tem sua rede hoteleira de luxo, opções de lojas de grife, vários bares e restaurantes e até mesmo um aeroporto próprio.

Se você não planeja chegar até a ilha de avião, então basta pegar o ferry em Playa del Carmen. Há duas empresas que fazem o trajeto, é rápido e bem tranquilo.

Confirma mais dicas de Cozumel no post: Playa del Carmen e Cozumel – a região mais centralizada da Riviera Maya.

Tulum

Há aproximadamente 2 horas de Cancún está localizada essa antiga cidade muralhada maia.

Em Tulum está o sítio arqueológico com a mais bela vista do México (o único construído em frente ao mar do Caribe). As ruínas de Tulum correspondem a templos e casas da nobreza de uma antiga e importante cidade portuária no período do Império Maia.

Ruínas de Tulum

Tulum proporciona uma atmosfera bem diferente de Cancún, com praias paradisíacas e infraestrutura mais limitada, todavia, nem por isso com preços atrativos. Muito pelo contrário, os preços são bem salgados, mas é a escolha perfeita pra quem quer um ambiente que proporciona mais contato com a natureza e uma vibe “rústico-chique”.

Sugestões de hospedagens em Tulum:

Tulum também é um ótimo destino para quem quer visitar os cenotes da região, visto que muitos deles se concentram no trajeto entre Playa del Carmen e Tulum.

Para mais dicas de Tulum e sobre os cenotes da Riviera Maya, leia o post completo sobre esse destino aqui no blog MV.

Tulum

Valladolid

Você não vai até Cancún e para deixar de conhecer uma das 7 maravilhas do mundo, certo? É em Valladolid que está o Chichén-Itzá (cerca 3 horas de Cancún).

O passeio pode ser feito a partir de um bate-volta ou mesmo com um roteiro mais completo, possível para quem opta por alugar um carro e seguir viagem conforme o próprio interesse.

Se optar por ir de carro, considere dormir em Valladolid uma noite, pois assim a viagem ficará menos cansativa. Além disso, você poderá aproveitar para conhecer alguns cenotes da região, como o cenote Ik Kil, Zaci e o Suytun.

Se você não tem interesse em alugar carro para fazer essa viagem, então será possível contratar um tour em grupo ou privado, partindo da cidade onde você estiver. Esse é um passeio extremamente tradicional em Quintana Roo, então independente da cidade onde você estiver hospedado(a), será possível contratar um tour com uma agência local.

Distâncias até Chichén Itzá: 

  • Valladolid – 45 km,
  • Tulum – 152 km,
  • Mérida – 152 km,
  • Playa del Carmen – 181 km,
  • Cancún – 220 km.
Chichén-Itzá

Chichén foi um dos principais centros urbanos, políticos e econômicos da civilização maia. A cidade foi fundada no século 4 a.C., abandonada no século 7 d.C., reconstruída no século 10 d.C e entrou em decadência no século 13 d.C.

A Pirâmide ou Templo de Kukulcán, também chamada de El Castillo Chichen Itzá (30 metros de altura), foi eleita uma das 7 maravilhas do mundo moderno, portando, um passeio imperdível para quem visita a Riviera Maya. A pirâmide que revela os conhecimentos maia, incluindo leis matemáticas, astronomia e dotes arquitetônicos. Não é permitido subir ou entrar na pirâmide.

O sítio arqueológico está muito bem preservado e recebe turistas do mundo inteiro, dada sua importância e relevância. Durante os equinócios de outono e primavera (20/03 a 22/09) a pirâmide projeta sombra da luz solar em forma da Serpente de Kukulcán, a Serpente Emplumada.

Ah, antes que eu me esqueça: no Chichén-Itzá há diversas barraquinhas de souvenirs e artesanatos em geral. Lá é o lugar com os melhores preços e vale a pena barganhar pra conseguir um bom desconto.

É comum combinar a ida ao Chichen com uma passadinha por Valladolid, uma cidade colonial localizada a 40 quilômetros do sítio arqueológico, com cenotes nas redondezas (como o cenote Ik Kil, Zaci e o cenote Suytun).

Cenote Ik Kil

Visitar as ruínas por conta ou com excursão? A vantagem de ir por conta é a liberdade para ir na melhor hora (fora das horas de pico) e fazer o roteiro conforme seu gosto. Por outro lado, visitar ruínas sem explicação de um guia deixa o passeio bastante falho, pois elas são extremamente necessárias para entender a história do lugar. O ideal então, se você for por conta, é contratar um guia na hora. Geralmente esse serviço é oferecido na entrada das ruínas.

A excursão consiste em um tour de bate-volta no mesmo dia. A vantagem é a comodidade do deslocamento e o guia, que já está incluso. Porém, o turista que opta por fechar uma excursão, pega os lugares sempre lotados. Normalmente os ônibus saem pela manhã, passam de hotel em hotel pegando os turistas, fazem uma parada numa loja de artesanato com preços pouco atrativos, seguindo para o almoço. Na parte da tarde acontece a visita às ruínas (com tempo limitado) e depois p grupo é levado a um cenote.

A opção alternativa é contratar um passeio privativo com uma agência. O custo será mais alto, porém a qualidade do tour será muito melhor.

Cobá

Há mais ou menos 170 km de Cancún, 109 km de distância de Playa del Carmen e pouco mais 40 km de Tulum, está Cobá, um sítio arqueológico que começou a ser construído em meados dos anos 500.

Ao contrário do Chichén-Itzá, é permitido subir na pirâmide de Cobá.

Coba
Cobá

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O que são cenotes?

Os cenotes aparecem como as principais atrações naturais do México. Eram considerados templos sagrados no período do Império Maia e alguns utilizados para prática de rituais e sacrifícios.

Cenotes são cavernas ou grutas (total ou parcialmente cobertas), inundadas por água da chuva, que formam lindos poços de água doce.

A palavra cenote deriva da palavra, de origem maya, “dzonot”, que quer dizer buraco no chão ou poço. Durante o Império Maia, tinham duas finalidades: abastecimento de água ou local para cultos religiosos, rituais e sacrifícios – os maias acreditavam que os cenotes eram a passagem para o outro mundo.

Estima-se que essas formações tiveram início há 27 milhões anos, depois que um meteoro atingiu a Terra e criou a cratera Chicxulub (sim, o mesmo meteoro responsável pela extinção dos dinossauros) e criou as cavernas, formadas por pedras calcárias.

Os cenotes são cavidades naturais de água doce, abastecidos pelas águas das chuvas (que infiltram formando as estalactites e estalagmites) e de rios subterrâneos, com os quais estão conectados. Contabiliza-se mais de 2 mil cenotes espalhados pela Península de Yucatán.

Eles assumem diferentes formas, profundidades, diâmetros e localizações. Alguns ficam dentro de cavernas, outros a céu aberto e ainda tem aqueles que ficam parcialmente a céu aberto e parcialmente dentro de uma caverna. A água de tonalidade azul decorre da grande quantidade de minerais, especialmente o calcário.

Geralmente os cenotes oferecem colete salva-vidas (alguns obrigam o uso) e aluguel de equipamento para snorkeling.

Uma dúvida bem frequente é em relação à temperatura da água. Bom, não vou mentir… a água dos cenotes é fria (em torno de 25 graus). Num dia mais quente, torna-se uma atividade refrescante, mas se o cenote for dentro de uma caverna, prepare-se para passar um frio básico (mas prometo que vai valer a pena).

A outra pergunta muito frequente é em relação à profundidade dos cenotes. Em regra são profundos, mas podem ter partes mais rasas, que dá pé. Um dos cenotes mais profundos é o Zaci (em Valladolid), que chega a ter 100 metros na sua parte mais profunda.

A entrada nos cenotes é paga, e cada um tem um valor diferente. A entrada no Cenote dos Ojos, por exemplo, custa 350 pesos por pessoa, o que equivale a aproximadamente R$ 90,00 (valor de referência: junho/2021). É melhor pagar em pesos do que em dólares, por conta da cotação.

Para sugestões sobre quais cenotes visitar, confira o post sobre Tulum.

Cenote Suytún

Qual parque visitar: Xcaret, Xplor ou Xel-Há?

A escolha pelo parque perfeito dependerá da sua localização, considerando o local da sua hospedagem, bem como a sua disponibilidade para se locomover. Além disso, para escolher o parque ideal, é preciso levar em conta as suas preferências pessoais e perfil de viagem que está fazendo (viagem solo, casal, família, com ou sem crianças).

De qualquer forma, já adianto que os três parques apresentam ótima infra-estrutura e muitas opções de diversão.

Todos os parques possuem diversos atrativos, então reserve o dia inteiro para o parque escolhido e esqueça a ideia de visitar mais de um no mesmo dia.

O Xplor e o Xcaret ficam bem próximos a Playa del Carmen, e o Xel-Há próximo a Tulum (portanto, é o mais longe de Cancún).

O Xcaret tem diversas atividades ligadas ao ecoturismo, com atrações para todas as idades, como nado em rios subterrâneos, trilhas, observação de animais exóticos e, no período noturno, há ainda os shows que mostram um pouco da cultura local.

O Xplor é um parque de aventuras, que tem como atrações principais: tirolesas que cruzam todo o parque, passeio em veículo anfíbio, nado em cavernas e rios subterrâneos com estalactites e estalagmites.

O Xel-Há é uma baía de água salgada que lembra um aquário natural. A atividade que se destaca é o snorkeling, devido a sua rica fauna. Além do snorkeling na baía, você poderá nadar em riachos e cenotes, descer as corredeiras do rio com boia, passear de bicicleta pelo parque e se aventurar na tirolesa.

Todos os parques são sistema all-inclusive e possuem grande variedade de buffet e opções de comidas para os visitantes que passam o dia.

Esses são os três parques mais conhecidos e com melhor infraestrutura da região, mas existem muitas outras opções de parques e atrativos espalhados pela Riviera Maya (inclusive o Cirque du Soleil tem um espetáculo fixo – “Joyà” – em Playa del Carmen).

Xcaret

Quais meios de transporte utilizar em Cancún e na Riviera Maya?

Além da opção tradicional de alugar um carro e fazer você mesmo seu roteiro, utilizar os ônibus da ADO é uma boa opção.

Na minha primeira viagem ao México, em 2016, eu utilizei o ônibus ADO para ir de Cancún até Playa del Carmen e Tulum. Já na minha segunda vez no país, novamente comprei passagem da ADO (a compra foi feita via internet, pelo site da empresa) para fazer o trajeto Chiquilá até Cancún (desembarquei diretamente no aeroporto de Cancún dessa vez).

Na Zona Hoteleira de Cancun dá pra usar a linha de ônibus comum, que é uma opção bem prática e econômica. Os ônibus transitam 24h/dia, tornando-se uma ótima alternativa para ir de um lado a outro da parte turística da cidade.

Se optar por utilizar Táxi, combine antes o valor da corrida.

Há ainda a opção mais aventureira: dividir espaço nas vans que levam os locais de uma cidade a outra (há várias dessas vans próximo ao terminal da ADO). É uma opção econômica, mas não posso afirmar que é uma opção segura.

Para uma viagem mais confortável e com mais liberdade, a melhor opção é alugar carro. Algumas pessoas se sentem inseguras em alugar carro no México por conta dos altos riscos de multas de trânsito. Além disso, é muito comum o pedido de “proprina” por policiais mexicanos.

Na última viagem aluguei carro e não tive nenhum problema com multa, tampouco fui parada na estrada. Porém, é algo que pode acontecer. Muitos turistas relatam essa situação.

A última alternativa de transporte é fechar serviço de traslados com uma agência de viagem. Com certeza é a opção mais confortável, pois você não precisará se preocupar com trânsito e eventuais multas.

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Ps. Uma alternativa a Cancún e Riviera Maya, conhecida como “Caribe econômico” é San Andrés? Que tal conferir de perto as maravilhas da ilha colombiana localizada no Caribe? 

O Caribe que você pode pagar: o que fazer em San Andrés

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Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

4 Comentários

  1. Em seu mapa não tem a Riviera Maya para que se possa ter uma noção da diferença de localização em relação a Cancun e a Playa Del Carmen.

    • Olá Wilma.
      Riviera Maya é uma região localizada no estado de Quintana Roo (México), que se estende de Puerto Morelos (norte), até Punta Allen (sul). Cancún está mais ao norte que Puerto Morelos, mas não fica longe de Playa Del Carmen. A região em destaque no mapa é o que recebe o nome de “Riviera Maya”.

      • Otimo post Anna! Dá para ir de ônibus da ADO de Tulum para Chichén e Coba também né? Só não sei o nome da cidade para fazer a busca no ADO.

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