Holbox

Holbox: guia completo para sua viagem à Isla Holbox

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Holbox é o destino mexicano que mais vem ganhando holofotes ultimamente. Fui lá conferir o que essa pequena ilha tem de especial e voltei encantada! Agora vou compartilhar tudo com você, “tin tin por tin tin”: como chegar, quanto tempo ficar, onde se hospedar, onde comer e o que fazer. Enjoy it!

Antes de mais nada, é preciso estabelecer algumas premissas para que você entenda como é Holbox, avaliando seus pontos positivos e negativos.

Isla Holbox (leia: “Holboch”) está localizada na costa norte da península de Yucatán, no estado de Quintana Roo, no México. Portando, combina bem com uma viagem a Cancún ou Riviera Maya.

A ilha de 42 km de comprimento e 2 km de largura, faz parte da reserva natural Yum Balam, é banhada por praias paradisíacas (são 30 km de praias), com águas calmas, mornas e de tonalidade que varia entre tons de azul turquesa e verde, conforme o dia, local e incidência da luz solar.

A ilha está se tornando mais popular a cada dia, e isso trás vantagens e desvantagens, obviamente:

O lado bom é que a infraestrutura melhora, com mais ofertas de hotéis, beach clubs e restaurantes. Por outro lado, todo lugar que sofre um “boom” turístico passa a enfrentar problemas como superlotação, risco de desrespeito às normas de sustentabilidade e perda das suas características iniciais, principalmente o fato de ser um local paradisíaco.

Para nossa alegria, Holbox ainda pode ser classificada como uma ilha pacata, super integrada à natureza, um refúgio perfeito para dias de férias no Caribe, longe do “fervo”.

Não sei como estará Holbox daqui alguns anos, mas vou relatar como é a ilha hoje, em 2021, ano da minha visita.

Apaixonada por essa praia!

Onde fica e como chegar em Isla Holbox

Holbox é uma pequena e charmosa ilha localizada no ponto onde o mar do Caribe encontra o Golfo do México, na ponta da península de Yucatán, cerca de 140 quilômetros de distância de Cancún, somado a um deslocamento de mais 20 minutos de ferry.

Chiquilá é o ponto de partida para Isla Holbox (onde você vai pegar o ferry para a ilha) e de Cancún até Chiquilá são cerca de 2 horas de viagem.

Todavia, você pode estar na Riviera Maya e, ainda assim, querer visitar Holbox. Não há dificuldade, visto que de Playa del Carmen até Chiquilá são 160 quilômetros (cerca de 2 horas e meia de viagem) e de Tulum até Chiquilá são 168 quilômetros (cerca de 3 horas de viagem).

A dica é começar ou terminar a sua viagem por Isla Holbox, pois assim você pode desembarcar em Cancún e já ir direto para Holbox, ou então finalizar a viagem na ilha e depois ir direto para Cancún e pegar o seu voo de retorno. O ideal é comparar os horários de chegada e partida do voo para concluir qual a melhor opção.

Por questões particulares, eu precisei deixar Holbox por último, então de lá voltei para Cancún, onde passei a noite (peguei um hotel perto do aeroporto), e embarquei no dia seguinte.

Considerando que Holbox é uma ilha, então em Chiquilá você deverá pegar o ferry. É super tranquilo: Chiquilá é pequena, não há nenhuma dificuldade em encontrar o porto.

Tem ferry saindo de meia em meia hora, com início a partir das 6 horas da manhã. O último sai às 21h30min.

São duas empresas que fazem o percurso: a 9 Hermanos e a Holbox Express. A 9 Hermanos sai toda hora cheia (exemplo: 7h, 8h, 9h…) e a Express pega as metades de hora (exemplo: 7h30min, 8h30min, 9h30min…). Independente de qual empresa você utilizar, o valor da travessia é o mesmo.

O ticket pode ser comprado na hora e custa $220 pesos por trecho (cerca de R$ 57,00) para adultos e $140 pesos para as crianças, seja qual for a empresa escolhida. Você pode pagar em dólar também, mas geralmente a cotação é pior do que se você pagar em peso.

Na hora do embarque, você deixará sua bagagem com um funcionário da empresa de ferry e ele se encarregará de guardá-la no porão de malas. No desembarque os funcionários retiram todas as bagagens do local e você pegará a sua. É simples e organizado.

Como ainda é um destino pouco explorado (comparado a Cozumel, por exemplo), pegar o ferry é simples e rápido, bem diferente daquelas filas enormes do ferry que liga Playa del Carmen a Cozumel.

A dúvida mais comum entre os viajantes é: como chegar em Chiquilá?

Você tem basicamente 4 opções viáveis, a depender do seu estilo de viajante e do valor que quer investir nesse deslocamento:

A primeira delas é alugar um carro e ir dirigindo. Muitas pessoas optam por essa modalidade de deslocamento, mas não foi a minha escolha.

O problema de alugar um carro é que você terá que deixar ele estacionado em Chiquilá, pois não existem empresas/locadoras de carro no local, tampouco é permitido ingressar com carro em Holbox.

Então, considerando que você não poderá devolver o carro na chegada e alugar novamente no retorno, terá que pagar aluguel do veículo e estacionamento durante os dias que estiver em Holbox. O estacionamento custa em média 100 pesos mexicanos por dia, valor que equivale a aproximadamente R$ 26,00 por dia.

Eu fiz as contas e conclui que não compensava. Tudo depende de quantas pessoas estão viajando com você, pois se estiverem em 4, por exemplo, podem dividir esse custo e talvez seja uma opção viável. Como eu viajava apenas com meu noivo, não achei interessante.

Obs. se você optar por se locomover de carro, lembre-se de reservar dinheiro – leia-se: “pesos mexicanos” – para pagar os pedágios. Apesar do dólar ser moeda amplamente aceita no México, os pedágios devem ser pagos em peso mexicanos (não é possível pagar em dólar nem passar cartão).

A segunda opção é contratar um serviço de transfer. E quando eu digo isso, entenda em sentido amplo, pois existem várias modalidades de transfer, algumas mais caras, outras mais baratas, algumas com menos e outras com mais conforto.

Para quem quer mais conforto, o ideal é contratar um transfer/traslado privado com uma agência. A agência se encarregará de te buscar no ponto X e te levar até Chiquilá ou mesmo até o seu hotel em Holbox (que é uma opção interessante, pois você não precisará se preocupar com taxi quando desembarcar na ilha).

O transfer é uma boa maneira de chegar até Chiquilá, pois te desonera da preocupação com o carro. Se você estiver viajando em grupo de amigos ou familiares, provavelmente um traslado privativo apresentará melhor custo benefício.

Contratar um transfer privado de Tulum a Chiquilá foi a nossa opção (esse traslado privativo custa em média 250 – 300 dólares, conforme a agência contratada), mas o percurso também poderia ter sido feito de ônibus ADO (terceira opção), por um valor bem mais atrativo.

Também existe o traslado em veículos compartilhados (van), que custa significativamente mais barato, porém, com menos conforto. Esse traslado em van compartilhada é amplamente comercializado nas barraquinhas que vendem passeios turísticos em Holbox. Não é difícil encontrar, pois você verá várias placas anunciando o serviço.

A terceira opção é o ônibus ADO. Essa empresa possui uma frota de ônibus confortáveis e passagens a um preço justo. O ideal é comprar as passagens com antecedência pela internet (digitando “Autobuses ADO” no Google, você facilmente encontra o site oficial da empresa).

O “terminal rodoviário” (bem pequenininho) de Chiquilá fica a poucos metros do porto, então o deslocamento pode ser feito a pé. O percurso Cancún – Chiquilá ou Chiquilá – Cancún é procurado basicamente por turistas que estão indo ou retornando de Holbox.

Optei por voltar de Chiquilá até Cancún desta forma e digo que foi bem tranquilo! Gostei da opção: o ônibus era confortável e eu dormi a viagem toda!

É uma boa alternativa para quem viaja em casal e quer algo intermediário entre o transfer privado e o coletivo (feitos em van para cerca de 15 passageiros). A passagem com o ônibus da ADO – de Chiquilá a Cancún – custa o equivalente a R$ 104,00 (preço em junho/2021), que é um pouco mais caro que o translado coletivo feito em van, mas oferece bem mais conforto.

Além do ônibus ADO, o ônibus da empresa Mayab também faz o percurso, mas como não o conheço, não consigo tecer considerações acerca de sua qualidade.

A quarta e última opção é para quem quer investir mais na viagem e está com o orçamento mais folgado: é o traslado feito em avião, através de voos privados.

O voo de Cancún a Holbox dura menos de 30 minutos e pode ser feito com a empresa Flights Holbox. Na chegada em Holbox a empresa disponibiliza um “táxi” (golf cart) para concluir o percurso, levando o passageiro até o hotel.

O trecho aéreo Cancún – Holbox para duas pessoas, tem o custo atual de 784 dólares (ida e volta = 1568 dólares). Também há opção de traslado aéreo partindo de Cozumel, Mérida e Playa del Carmen. O trecho Tulum – Holbox pode ser feito de helicóptero.

Atenção: a chegada em Holbox, para quem chega de ferry, é meio decepcionante! Mas não se assuste, pois você estará chegando pelo lado de trás da ilha e ali é bem feio mesmo: as águas do Golfo do México são escuras e esse lado da ilha é bem precário.

Ao desembarcar, pegue sua bagagem e, caso você não tenha um taxi (golf cart) pré agendado para te levar ao hotel, dirija-se ao ponto de taxi, que fica logo em frente ao local de desembarque do ferry.

No ponto de taxi existe uma placa com os valores cobrados conforme a distância do local para onde você está indo.

Chegamos em Holbox depois de 3 dias de chuvas intensas e nos deparamos com uma ilha toda alagada! Os taxis (golf cart) não estavam rodando, apenas carrinhos com rodas maiores, que cobravam um valor mais alto pelo deslocamento.

Minha primeira impressão em Holbox foi bem ruim na verdade: fiquei um tempão na fila até consegui um transporte que me levasse ao hotel e no caminho passamos por muitas ruas alagadas. Infelizmente havia chovido muito nos dias anteriores e isso fez com que a experiência de chegada não fosse nada legal! Eu só pensava: “onde eu vim parar…”.

Sorte que depois as coisas foram se ajustando e minha opinião mudou “da água pro vinho” – foi amor à segunda vista mesmo!

Quando visitar Isla Holbox?

O clima quente e úmido é constante o ano inteiro, mas as estações mudam:

Considerando que a ilha tem localização próxima à linha do equador, possui apenas duas estações bem definidas: estação seca e estação chuvosa.

A estação seca tem início em dezembro e vai até abril. A estação chuvosa tem início em maio e vai até novembro.

Os meses de maio e novembro são considerados meses intermediários entre as duas estações, o que significa que pode ser que não chova.

A com maior risco de furacões vai de meados de agosto até setembro.

Fui para Holbox em meados de junho e posso dizer que tive muita sorte, pois dias antes da minha chegada, havia chovido muito, mas durante o período de 3 dias que passei na ilha, não choveu nadinha! Infelizmente é um destino que se você pegar chuva, terá a sua experiência muito comprometida!

Holbox tem algas? Infelizmente a resposta é sim! Mas pode acontecer de as algas em Holbox aparecerem em período diferente do sargaço que toma conta da Riviera Maya (geralmente entre junho a outubro). Durante minha viagem (junho/2021), não havia algas em Holbox, mas havia muito sargaço em Cancún e na Riviera Maya.

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Quem vai gostar de Holbox?

Os turistas europeus ainda representam a maioria do público que visita a ilha. Pois é, enquanto em Cancún e nos grandes resorts da Riviera Maya você vai se deparar com turistas americanos, em sua maioria, em Holbox são os europeus que marcam mais presença.

Inclusive, muitos restaurantes e hotéis da ilha são propriedade de “turistas” europeus que gostaram tanto de Holbox que revolveram fazer da ilha sua morada.

Mas não são apenas eles que estão se apaixonando por Holbox não: a cada ano que passa o destino ganha mais e mais destaque entre os brasileiros. Li em alguns blogs que não era muito comum encontrar brasileiros passeando por lá, mas já posso confirmar que essa realidade está mudando, pois encontrei vários brasileiros durante minha passagem pela ilha.

E agora essa é minha função: apresentar a você o que essa ilha tem de especial para que, ao final, você decida entre incluí-la ou não no seu roteiro de viagem ao México.

Holbox (ainda) é um destino tranquilo, bem diferente do que você encontra em Cancún, praticamente o oposto, eu diria.

Enquanto Cancún é marcada pelos grandes resorts, prédios, construções verticais, shoppings, lojas, restaurantes glamorosos e baladas, Holbox é uma ilha pacata, com hospedagens pequenas no estilo hotéis boutique e ruas de areia e terra batida.

Se você busca por uma comparação, eu diria que Holbox lembra o estilo de Caraíva (Bahia), Morro de São Paulo (Bahia) ou Jericoacoara (Ceará).

O transporte é feito basicamente de três formas: a pé, de bicicleta ou através de carrinhos de golfe (golf cart). Os únicos automóveis que entram na ilha são os carros de serviço ou que fazem algum tipo de entrega.

O ponto alto de Isla Holbox é a praia (e que praia maravilhosa), então se programe para acordar cedo (ou “mais ou menos” cedo), tomar um delicioso café da manhã e curtir muito sol, areia branca e mar piscininha. Essa é a principal atividade para se fazer na ilha.

Se você é uma night person, Holbox pode te decepcionar, mas já adianto que existem sim alguns bares e festas pequenas (comparadas às de Cancún) para atender esse público, embora esse não seja o objetivo do local.

Resumidamente, eu arrisco dizer que Isla Holbox é um destino para todas as idades, desde que a pessoa esteja buscando um destino marcado pela integração com a natureza, em detrimento à infraestrutura. É uma ilha para relaxar, curtir praia, apreciar a natureza e descansar.

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Quantos dias ficar em Holbox?

Eu recomendo no mínimo 3 diárias! Você pode até ouvir por aí algumas pessoas dizendo que uma ou duas noites em Holbox já é o suficiente, mas eu recomendo ficar mais tempo.

Primeiro porque é um destino mais longe – 2 horas de estrada a partir de Cancún + 20 minutos de ferry. A logística não é complicada, mas é mais trabalhosa do que simplesmente alugar um carro e dirigir de Cancún até Playa del Carmen, por exemplo.

Além disso, a ilha tem um clima muito relax! É aquele momento da viagem que você vai poder parar, curtir, esquecer o relógio… Fazer tudo com pressa não combina com o estilo Holbox de ser.

Eu fiquei 3 diárias e definitivamente gostaria de ter ficado pelo menos 1 dia a mais. Conheço pessoas que ficaram 5 dias e me disseram que não enjoaram!

Apesar de ser uma ilha pequena, você pode fazer várias atividades, incluindo os passeios oferecidos, como bioluminescência, mergulho com tubarão baleia, visita às três ilhas… mas sobre os passeios vou falar adiante.

Então, ainda que você seja do estilo de turista que quer “fazer tudo” ou “nada”, Holbox tem atrações para o seu roteiro.

Bate e volta a partir de Cancún vale a pena?

Eu não faria, mas saiba que existe essa possibilidade!

Algumas pessoas podem não ter tempo livre para passar 3 ou 4 dias em Holbox, mas ainda assim fazem questão de “conhecer” a ilha.

Num bate-volta a partir de Cancún, considerando as 5 horas de deslocamento (2 horas para ir, 2 horas para voltar + 20 minutos de ferry para ir + 20 minutos de ferry para voltar), vai sobrar pouquíssimo tempo para “conhecer” Holbox.

Eu acho que é “fria”, mas saiba que a possibilidade existe e que minha opinião não muda o fato de que algumas pessoas, inclusive, optam por comprar um passeio de um dia com uma agência em Cancún e assim fazer esse bate-volta.

A viagem é sua e não existe certo ou errado. Analise os prós e contras e tire sua própria conclusão!

Onde se hospedar?

A ilha Holbox já está estruturada com boas opções de hospedagem. E já que é um destino 100% praiano, nada melhor do que investir em um hotel pé na areia com um bom serviço de praia.

Deixo aqui uma lista de opções para que você possa analisar o custo-benefício de cada uma:

Mystique Holbox: foi o hotel que eu escolhi. É um hotel 5 estrelas, com quartos confortáveis, piscina, academia, restaurante próprio e serviço de beach club.

Como o destino pedia um bom lugar para relaxar, achei que o Mystique tinha as qualidades que eu buscava, além de ter uma ótima localização – perto do centrinho, mas não “no centrinho” (o que torna o local bem localizado e privativo ao mesmo tempo). A praia na frente do hotel também é excelente!

Pontos negativos: café da manhã não estava incluso na diária (a maioria dos hotéis em Holbox cobram à parte mesmo) e atendimento de praia um pouco lento. Outro ponto negativo é a qualidade do Wi-Fi, mas já adianto que esse é um problema geral da ilha e não característica exclusiva do hotel.

Apesar desses pontos negativos, eu gostei bastante da estrutura do hotel e acredito ter feito uma boa escolha. Diárias a partir de R$ 1.000,00 (com variações conforme quantidade de hóspedes, quarto escolhido e época da viagem).

hotel Mystique Holbox
Beach Club do hotel Mystique Holbox

Outras opções de hospedagem: nem todas são “pé na areia”, então recomendo avaliar a importância disso pra você na hora de reservar.

Os hotéis mais famosos da ilha são:

Classificados como hotel 5 estrelas são apenas 2: Aldea Kuká e Mystique Holbox (o que eu escolhi).

Continuando a nossa listinha:

Hotéis exclusivos para adultos:

Eu sei que essa lista (rol não exaustivo) é grande e escolher a hospedagem muitas vezes é a parte mais difícil dos preparativos da viagem.

O que eu sugiro é que você analise as seguintes situações antes de decidir qual hotel reservar:

Qual seu perfil de viajante e o seu orçamento? A partir daí você consegue delimitar o estilo de hotel – mais ou menos luxo, diária mais cara ou mais em conta, mais ou menos estrelas.

Com quem você está viajando? Um hotel indicado para quem viaja com filhos pequenos pode ser diferente do hotel mais indicado para quem está em lua de mel, por exemplo.

Como você vai se locomover na ilha? Se sua intenção for alugar uma bicicleta ou um carrinho de golfe para se locomover, então ficar em um hotel mais afastado do centrinho não gera impactos negativos. Porém, se sua intenção é se locomover a pé, evitar taxi e não alugar bicicleta ou carrinho de golfe, então uma hospedagem bem localizada faz muita diferença.

Quantos dias você vai ficar? Quem opta por permanecer em Holbox por mais tempo, pode considerar dividir a hospedagem em mais de um hotel. Exemplo: se você pretende passar 6 diárias na ilha, você pode considerar ficar 3 dias em um hotel e 3 em outro, variando a sua hospedagem e também a localização dela.

Hospedagem com serviço de praia é prioridade? Como você percebeu, apesar se ser uma ilha pequena, Holbox tem várias opções de hotéis. Para não se perder na hora de escolher, avalie o que é essencial pra você. Eu achei essencial escolher um hotel com serviço de praia, pois minha intenção era curtir a praia mesmo, então deixei na lista apenas hotéis pé na areia e que me oferecessem o serviço de beach club.

Por outro lado, se isso não for essencial pra você, será possível encontrar hotéis bons também, e com preços melhores, visto que o fato de ser “pé na areia” e oferecer serviço de praia, encarece o valor da diária.

Atenção: o único hotel que eu posso recomendar ou não é o hotel onde me hospedei – Mystique Holbox (inclusive comecei esse tópico falando sobre ele). Os outros hotéis fizeram parte das minhas pesquisas, mas não posso escrever nada mais aprofundado sobre eles, tampouco tecer alguma recomendação, visto que não me hospedei em nenhum deles.

Onde comer em Holbox?

O centrinho de Holbox é bem simples, com ruas de areia e pouca infraestrura, no entanto, há vários restaurantes charmosos, que tenho certeza que você vai curtir experimentar.

A verdade é que é possível comer muito bem nessa ilha paradisíaca!

Luuma Restaurante & Bar: ambiente muito bonito, com iluminação e decoração aconchegante. O lugar é disputado, então é importante chegar cedo. O menu é de tapas e os pratos contemplam pequenas porções para serem compartilhadas. É recomendado para o dia que você não está com tanta fome, pois as porções são para petiscar. Se busca uma refeição mais completa, escolha outra sugestão.

El Hornito Argentino Pizzeria y Cerveceria: o ambiente é bem mais simples do que o Lumma, mas o local está sempre cheio. As pizzas são individuais, mas pelo tamanho, podem ser compartilhadas. Além das pizzas, as empanadas argentinas também aparecem em destaque no cardápio.

Roots: é o restaurante mais recomendado para experimentar a famosa pizza de lagosta da ilha. Dizem que a pizza não é grande nem barata (convertendo, fica mais de R$ 100,00), mas que ainda assim vale a pena.

Big Fish: apresenta um ambiente mais descontraído, ideal para comer peixes frescos e pratos típicos mexicano.

Mandarina: restaurante mediterrâneo no hotel Casa Las Tortugas. O ambiente é descontraído, com uma decoração muito bonita e mesas espalhadas tanto na área da praia como na varanda coberta. A cozinha serve pratos feitos com produtos frescos e orgânicos. Tudo que provamos no cardápio estava delicioso, mas já alerto que os pratos são pequenos (pedi o peixe do dia e fiquei satisfeita, mas reconheço que não era um prato bem servido).

Casa Sandra Gourmet: o restaurante do hotel Casa Sandra é muito indicado para busca por um jantar romântico e sob à luz de velas. No cardápio há opções de frutos do mar e peixes frescos. O restaurante Casa Sandra Gourmet foi considerado o melhor local para comer na ilha, segundo o The New York Times.

Restaurante Divino: massas, risotos e pizzas italianas. O prato destaque é o fettuccine com lagosta.

El Chapulim: serve pratos sofisticados, que variam conforme o peixe e produtos do dia. O cardápio muda frequentemente e não há muitas opções, todavia, quem experimenta, afirma que a falta de variedade não prejudica a experiência.

Milpa: mais uma opção para quem aprecia uma culinária mais requintada. A apresentação dos pratos é um grande diferencial.

Basico: esse restaurante fica no centrinho do lado do Painapol. Tem um ambiente muito bonito, adorei a decoração. Era a minha escolha para o último jantar da viagem, mas por conta de uma intoxicação (provavelmente por conta da água de algum suco que bebi ou gelo de alguma bebida que tomei), acabei precisando “abortar a missão”.

Painapol: ótima opção para café da manhã. É comum, em Holbox, os hotéis cobrarem à parte pelo café da manhã. Mas isso acaba não sendo um problema, pois fazer a primeira refeição do dia no Painapol foi uma grata surpresa: os pratos são saborosos, bem servidos, a apresentação é bonita e o preço é justo. No cardápio o predomínio dos ingredientes naturais, muitas frutas, sucos, smoothies e bowls.

Outras sugestões de restaurantes bem recomendados em Holbox: Piedra Santa, Ser Escencia, Mojito, Kukatch.

O que fazer em Holbox?

Praias

A principal atividade em Holbox é curtir a praia, afinal, são cerca de 30 quilômetros de águas cristalinas mornas e areia branca!

O mar é calmo, tem águas mornas e a sua tonalidade que varia entre tons de azul e de verde. Resumindo: o ambiente perfeito para relaxar e não se preocupara com as horas. Até eu que não sou fã de passar muito tempo dentro da água, rendi-me aos encantos daquele mar piscininha.

As praias mais procuradas são aquelas que ficam mais próximas do centro – a praia do centro se chama Playa Holbox. Por ali você pode aproveitar os beach clubs e assim ter mais conforto.

Lembre-se que quando eu digo “mais procuradas”, não estou dizendo que são movimentadas, até porque o movimento em Holbox ainda é bem pouco quando comparado aos destinos tracionais da Riviera Maya ou de Cancún.

Se quiser sair do “burburinho”, a dica é conhecer o banco de arreia da Punta Mosquito, que fica após o hotel Las Nubes.

Em Punta Mosquito você poderá contemplar e curtir muitos metros de banco de areia, com um cenário completamente paradisíaco. A caminhada para chegar até lá é longa, mas quem encara afirma valer a pena, principalmente se você for contemplado com a presença dos flamingos, que vivem ali na região.

Também é possível ir de taxi (carrinho de golfe) e pedir para ele te deixar o mais próximo de Punta Mosquito possível. Desse ponto serão mais cerca de 15 minutos de caminhada até chegar no seu destino final (você caminhará pelo banco de areia, com a água até o joelho geralmente).

Infelizmente esse foi um passeio que eu não consegui fazer, pois deixei para o último dia e acabei tendo uma intoxicação (provavelmente pela água/gelo da bebida), então não consegui encarar nenhuma caminhada debaixo de sol (mas visitei Punta Mosquito de madrugada, quando fiz o passeio para ver a bioluminescência e tive uma ideia de como é o local).

No sentido oposto de Punta Mosquitos, fica Punta Cocos, que também contempla uma praia paradisíacas, com a possibilidade de ver bastante vida marinha pelo caminho, mesmo caminhando pela beirada da praia.

Em Punta Cocos você poderá contemplar a ilha na forma mais nativa, com menos construções e mais vegetação pelo caminho, incluindo coqueiros. Tal como em Punta Mosquito, aqui você também pode ter sorte e se deparar com alguns flamingos a distância (não é permitido se aproximar deles).

Você pode ir até lá a pé, alugando um carrinho de golfe ou bicicleta, ou pode ir de táxi. A distância entre o centro e Punta Cocos é de 2,5km. Eu fui caminhando e achei um passeio bastante agradável, até porque você tem a oportunidade de conhecer mais praias pelo caminho.

Para essa caminhada, recomendo usar repelente!

Passeio das 3 ilhas

O passeio das 3 ilhas tem duração de aproximadamente 3 horas e, apesar do nome, o passeio contempla a visita a 2 ilhas + 1 cenote que não fica em ilha, mas sim no continente.

A primeira parada é em Isla de La Pasion, uma ilhota inabitada que recebe diariamente os visitantes que fazem esse passeio. A parada é rápida, mas para dar volta completa na ilha são apenas 10 minutinhos, então é sim possível fazer um belo “reconhecimento de ambiente” antes de partir para o próximo ponto.

A segunda parada é na Isla Pajaros, uma ilha todinha habitada por aves, incluindo pelicanos e flamingos. O turista pode avistar a ilha a partir de um mirante alto.

A terceira e última para é no Cenote Yalahau: um cenote a céu aberto que dizem ser bonito, mas não se equiparar aos belos cenotes da região de Tulum e Valladolid.

O custo do passeio varia conforme a agência escolhida, mas gira em torno de 350 a 500 pesos (em média R$ 90,00 a 130,00). Se você quiser, dá pra fechar esse passeio em Holbox mesmo, com uma agência local.

Confesso que tínhamos esse passeio programado no roteiro, mas acabamos desistindo: estávamos curtindo tanto relaxar nas praias de Holbox, que após ler em alguns blogs que ele não era considerado um passeio imperdível, acabamos mudando os planos para ter mais tempo livre na ilha.

Bioluminescência em Holbox

Não existem muitos lugares do mundo onde é possível ver a bioluminescência, mas Holbox felizmente é um desses lugares.

Bioluminescência são planctons que vivem nas águas limpas de Holbox. Tecnicamente, os organismos que possuem em sua composição a molécula luciferina, conseguem liberar energia em forma de luz quando entram em contato com o oxigênio. Quando essa luz é liberada na água do mar, a água fica fluorescente.

O passeio é realizado tarde da noite, muitas vezes de madrugada, quando não há mais incidência de luz. Quanto mais escuro, melhor para ver a “água brilhar”.

É a mesma ideia do fenômeno da aurora boreal: se for a época certa, quanto mais escura estiver a noite, maior probabilidade de ver com qualidade esses fenômenos. Noites de lua cheia não são as melhores para ver aurora boreal ou bioluminescência.

Em Holbox, a melhor época para contemplar a bioluminescência é entre os meses de junho a agosto, tal como acontece com o tubarão-baleia (que se alimenta desses planctons). Nos outros meses do ano o fenômeno acontece de forma menos intensa.

O passeio pode ser feito de duas formas: através de um carrinho de golfe que te leva até a beira da praia de Punta Cocos, lá você entra na água e se movimenta para ver os planctons “iluminados”. Ou através de um deslocamento de caiaque até Punta Mosquito, que foi a minha escolha.

Eu comprei o passeio em uma das agências locais. Quando eu digo “agência local”, eu quero dizer “barraquinhas que vendem passeios e que você encontra pelo caminho quando está passeando pelo centro”, e paguei o equivalente a cerca de R$ 160,00 por pessoa.

Na hora da compra eles te informam o horário e o local da saída. No nosso caso, deveríamos estar na praia do centro, meia noite.

Chegando ao local, fomos apresentados ao guia e pegamos o caiaque (era um caiaque duplo – para casal). O passeio começou bem, mas no curso do trajeto nosso caiaque encheu de água (provavelmente estava furado) e literalmente afundou! Por essa razão não vou recomendar a agência onde eu comprei o passeio… Afinal de contas, a fiscalização e boa manutenção dos caiaques faz parte da segurança do passeio.

Bom, depois do caiaque afundar e o guia resolver a situação (fomos até a praia e esperamos o guia nos trazer outro caiaque), seguimos o percurso até chegar em Punta Mosquito. Eu achei o trajeto muito cansativo e só recomendo para quem tem um certo grau de preparo físico. Claro que pelo fato do nosso caiaque afundar, o passeio se tornou muito mais estressante, mas ainda assim acho importante fazer essa observação sobre a distância do percurso (sentimos dor muscular nas costas depois).

Superado o incidente com o caiaque e o fato que fomos pra água com celular na mão e tudo, enfim chegamos em Punta Mosquito para apreciar o fenômeno da bioluminescência e realmente posso afirmar que é muito bonito!

Não ache que você vai chegar lá e encontrar uma decoração natalina brilhando na água… não é assim. As fotos de bioluminescência que você encontra na internet são capturadas com câmeras profissionais e lente especiais, além de passarem por um profundo processo de edição. Na vida real o fenômeno é muito mais sutil.

Como eu já sabia que as fotos eram “pegadinha”, eu não fui esperando muita coisa e assim me deixei ser surpreendida: conforme eu me mexia na água, os planctons acendiam, brilhavam num misto de tonalidade azul e prateada.

O ponto positivo de fazer o passeio no caiaque é que você chega em Punta Mosquito pela água e “estaciona” seu caiaque num banco de areia.

Ali a profundidade da água muda conforme o local que você está: em alguns pontos a água bate na canela, em outros no joelho ou na cintura, mas não mais do que isso.

A câmera do celular não consegue capturar os planctons, então saiba que, a menos que você tenha uma câmera profissional, terá que se contentar em ver o fenômeno com seus próprios olhos e registrar aquelas cenas unicamente na sua memória.

Depois de tecer as explicações sobre o fenômeno da bioluminescência, o guia nos deu um tempo extra de meia hora para aproveitar como quiséssemos. Nosso grupo era formado por 3 casais e algumas pessoas optaram por mergulhar.

Apesar de todas as adversidades, as consequências não foram gravosas e o passeio valeu a pena e no final das contas eu até achei melhor ter optado pelo tour de caiaque, visto que de dentro da água é possível ver a bioluminescência de forma muito mais intensa do que quem vai apenas na beirada da praia.

Inclusive, no percurso, enquanto ainda estávamos remando, víamos os peixes passando de um lado para o outro do caiaque e, conforme eles nadavam, a água brilhava! Muito lindo!

Ps. já vi alguns relatos negativos sobre o passeio da bioluminescência em Holbox, mas quando fui conferir de perto, eram relatos de pessoas que fizeram o passeio com carrinho de golfe.

O passeio com caiaque é diferente, pois você entra no mar e aprecia o fenômeno literalmente de dentro da água.

O tour de caiaque tem como destino final Punta Mosquito, enquanto o tour em carrinho de golfe leva o turista até a praia de Punta Cocos.

Além disso, é preciso lembrar que embora o passeio aconteça durante o ano todo, a melhor época para conferir a bioluminescência é entre os meses de junho a agosto.

Nadar com os tubarões-baleias

Nadar com os tubarões-baleias está entre os passeios mais famosos e procurados pelos turistas que visitam a ilha entre os meses de maio e setembro* (alguns dizem que é possível apenas entre junho e agosto), que é quando os animais procuram a região para se reproduzirem.

*Estive em Holbox em meados de junho e o passeio ainda não estava acontecendo. Depois fiquei sabendo que ele foi possível na semana seguinte à minha viagem.

Os tubarões-baleias podem alcançar até 20 metros de comprimento, mas são inofensivos, visto que se alimentam unicamente de planctons. 

A logística do passeio acontece da seguinte forma:

Considerando que o ponto de encontro com os tubarões-baleia fica um pouco afastado de Holbox, o embarque é feito bem cedo, geralmente por volta das 7 horas da manhã.

Para chegar até o ponto de encontro, são cerca de 2 horas de navegação. Para quem tem problemas com enjoo, é importante tomar um remédio antes.

Quando o guia encontra um tubarão-baleia, o grupo se divide para entrar na água. Não pode entrar todo mundo de uma só vez, pois isso geraria muito estresse ao animal.

Considerando que o grupo precisa se revezar e que, enquanto isso, o tubarão-baleia está nadando livremente em seu habitat natural, a rigor, o passeio não se trata de um “nado com tubarão-baleia”, mas sim de uma observação/contemplação do animal.

Para completar a experiência, durante o percurso de ida e volta é comum (mas não garantido) golfinhos passarem próximo ao barco.

O passeio para contemplação dos tubarões-baleias pode vir em combinação com snorkeling e almoço em Cabo Catoche, onde fica o ponto de união do Golfo do México com o Mar do Caribe

Esse passeio também pode ser fechado diretamente em Holbox, com uma das agências locais. É até melhor que seja assim, pois os guias sabem dizer que dia sairá passeio e que dia não sairá, conforme as condições da época.

Apreciar o por do sol e as artes de rua em Holbox

Se você também ama contemplar o por do sol como eu, Holbox é um prato cheio!

Se o tempo estiver limpo e o céu com poucas nuvens, você poderá contemplar um dos mais belos sunsets da sua vida, e o melhor: de dentro da água!

Outra coisa que me chamou atenção em Isla Holbox são artes de rua espalhadas pelo centrinho e pelas praias. Você está caminhando pela praia, e de repente: “olha, uma arte de rua dentro da água!” – eu achei incrível!

O que levar na mala para Isla Holbox?

A mala para Holbox é bem básica, eu diria…

O foco é roupa de banho: biquíni, maiô, sunga, saída de banho, chapéu, óculos de sol. Eu também investiria em uma boia, pois o mar é uma delícia para isso! Durante o dia é isso que você vai usar.

Para sair passear no centrinho e jantar, pense em roupas leves: vestido, saia, shorts, bermuda, blusinha, camisa de linho. No pé: chinelo ou rasteirinha (esqueça saltos, pois você vai andar pela praia ou por ruas de terra).

O sol costuma ser bem forte nessa região, então o item principal da mala eu diria que é o protetor solar. Para crianças ou adultos com pele mais sensível ao sol, uma dica boa são as camisas com proteção uv.

O segundo item principal da mala deve ser o repelente, pois a depender do local e da época do ano, os mosquitos fazem a festa e se aproveitam dos turistas desavisados.

Fui em junho de 2021 e não havia muitos mosquitos. Percebi uma concentração maior deles em direção a Punta Cocos, um dos extremos da ilha.

Dicas finais sobre Holbox

Teste de Covid19: no porto, logo na saída do ferry, há 2 guichês que realizam teste antígeno ou PCR para detectar Covid19. O valor do PCR é 115 dólares ou 2.300 pesos mexicanos. O antígeno custa 40 dólares ou 800 pesos mexicanos.

Para retornar ao Brasil, na data em que esse post está sendo escrito (julho de 2021), é necessário fazer o teste PCR com antecedência de até 72 horas do seu embarque.

Dica: não faça o teste muito em cima da hora, pois embora alguns laboratórios prometam entrega do resultado em 12 horas, tenha em mente que pode ser que esse prazo não seja respeitado. E aqui conto brevemente a minha experiência: fiz o teste com antecedência suficiente, mas a promessa era de entrega do resultado em 12 horas, todavia, ele saiu apenas 24 horas depois. Se eu estive com tempo cronometrado, teria perdido o voo.

O problema dos taxis: cheguei em Holbox depois de ter chovido por 3 dias na ilha e as ruas de areia/terra batida estavam completamente alagadas.

Ao desembarcar do ferry eu fui até o ponto de taxi, quando descobri que os taxis (golf carts) não estavam rodando, visto que são mais baixos e não transitam por ruas alagadas. Apenas os carrinhos mais altos, com rodas maiores estavam fazendo o serviço de traslado.

O problema é que a procura pelo transporte estava muito maior do que a oferta de carrinhos. Além de ter que esperar bastante até conseguir um transporte, o valor cobrado estava superfaturado.

No ponto de taxi (em frente ao desembarque do ferry) tem uma placa com os valores cobrados pelo taxi, conforme a distância percorrida. Mas naquele dia da chegada, os valores cobrados estavam sendo maiores e não tinha o que fazer, afinal eu precisava chegar até o hotel.

Valores que aparecem na placa (tendo como ponto de partida o porto de desembarque do ferry):

*Os valores são por pessoa.

  • Zona 1: 30 pesos por pessoa (da Zona 1 até o centro: 30 pesos por pessoa)
  • Zona 2: 37 pesos por pessoa (da Zona 2 até o centro: 30 pesos por pessoa)
  • Zona 3: 49 pesos por pessoa (da Zona 3 até o centro: 40 pesos por pessoa)
  • Zona 4: 62 pesos por pessoa (da Zona 4 até o centro: 50 pesos por pessoa)
  • Zona 5: 86 pesos por pessoa (da Zona 5 até o centro: 75 pesos por pessoa)
  • Zona 6: 123 pesos por pessoa (da Zona 6 até o centro: 100 pesos por pessoa)
  • Zona 7: 49 pesos por pessoa (da Zona 7 até o centro: 40 pesos por pessoa)
  • Zona 8: 62 pesos por pessoa (da Zona 8 até o centro: 50 pesos por pessoa)

Na placa você encontra os nomes dos hotéis para saber a qual zona precisa ir.

Dica: combine seu transfer previamente por intermédio de uma agência ou reservando diretamente com o seu hotel.

Na volta enfrentamos novamente o problema com os taxis e acabamos decidindo ir a pé do hotel até o porto, puxando as malas pela areia da praia! Foi o perrengue final da viagem, mas era isso ou perder o ônibus (Chiquilá – Cancún).

Aluguel de carrinho de golfe: como eu disse, as formas de locomoção na ilha são: a pé, de bike, taxi ou alugando um carrinho de golfe.

O aluguel do carrinho de golfe pode ser feito no centro (você verá placas) e o custo é: 300 pesos para aluguel de 1 hora (cerca de R$ 80,00); 500 pesos para aluguel de 2 horas (cerca de R$ 130,00); 800 pesos para aluguel de 4 horas (cerca de R$ 208,00); 1.500 pesos para aluguel de 12 horas (cerca de R$ 390,00).

Não recomendo alugar carinho de golfe se as ruas estiverem alagadas, pois o risco de atolar é grande (aí o passeio vai se transformar em perrengue).

Dinheiro e cartão: você pode usar cartão em Holbox, pois a maioria dos lugares aceita. Todavia, é importante ter também um pouco de dinheiro trocado em mãos, para acaso algum estabelecimento não aceitar cartão ou o sinal estiver fraco (muitas vezes até os dados móveis do celular funcionava melhor que a internet Wi-Fi dos lugares).

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Consumo de água: como eu relatei, acabei sofrendo com uma intoxicação, provavelmente pela água, no meu penúltimo dia de viagem. Isso não significa que a água seja imprópria para consumo, mas provavelmente meu organismo não reagiu bem às bactérias que tinham nela. Meu noivo consumiu as mesmas coisas que eu e não sofreu nada.

A dica aqui é: evite sucos e bebidas com gelo. Consuma apenas água mineral de garrafa lacrada. Para casos mais severos, é bom suspender o consumo de alimentos crus também. Foram dicas da minha nutricionista!

letreiro em Holbox
Letreiro mais famoso de Holbox

Não vou negar que minha viagem a Holbox teve uma boa listinha de perrengue, mas nada foi grave, todos foram bem contornados e alguns deles poderiam ter sido facilmente evitados com as medidas certas!

O que eu quero mostrar pra você, é quem nem mesmo o problema com o taxi, o caiaque que afundou ou a intoxicação alimentar, prejudicaram a experiência agradável que tive em Holbox, que, inclusive, foi a minha parte preferida dessa minha segunda viagem ao México.

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Autor

Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

1 Comentário

  1. Amei as dicas, estão completíssimas! Anna, você acha que compensa ficar num hotel mais em conta, sem que seja pé na areia e investir em passar o dia na praia em Beach Clubs? Beijos.

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