Tulum

Tulum, o destino mexicano trendy do momento – um guia completo

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Você já deve ter percebido como Tulum ganhou destaque nos últimos anos, não é mesmo? A cidade que geralmente era visitada num bate-volta a partir de Cancún, passou a ser o destino principal da viagem de muitos turistas. E se você tem planos para visitar Tulum, então esse post vai te ajudar a montar seu roteiro de viagem, incluindo sugestões de passeios, hospedagens e restaurantes.

As tendências de viagem mudam com o passar do tempo. E se pegarmos o México como referência, percebemos que muitos turistas estão optando por não montar base apenas em Cancún, como era usual até anos atrás, mas sim fazer uma viagem mais completa, hospedando-se em diferentes cidades, fazendo um roteiro itinerante.

Eu sou adepta desse estilo de viagem, que você fica alguns dias em cada cidade e vai trocando para conhecer mais destinos. Porém, tem gente que prefere se estabelecer em apenas uma cidade, ou no máximo em duas, e fazer passeios bate-volta, o que também funciona.

E Tulum, há alguns anos, era uma cidade geralmente eleita para um bate-volta, fosse a partir de Cancún ou de Playa del Carmen. Porém, a tendência mudou, e o que se observa hoje é que muitos turistas viajam para o México, tendo Tulum como destino principal do roteiro, separando um bom tempo exclusivamente para a cidade.

E isso foi justamente o que aconteceu comigo. Quando visitei o México pela primeira vez, em 2016, montei base em Cancún e conheci Tulum numa viagem de um dia, pois queria conhecer as ruínas e pronto.

O tempo passou e o meu estilo de viagem também, então em 2021 resolvi voltar ao México e dessa vez montar um roteiro itinerante, deixei Cancún de lado e me hospedei no all inclusive Hard Rock Riviera Maya, depois em Playa del Carmen, seguida de Bacalar, Tulum e, por último, Holbox.

Então, considerando a ideia que você também pretende dedicar alguns dias do seu itinerário exclusivamente para Tulum, vamos ao que interessa:

Como chegar em Tulum

Embora Tulum tenha aeroporto, a forma mais comum é desembarcar no aeroporto de Cancún.

Do aeroporto internacional de Cancún até Tulum são apenas 118 quilômetros (cerca de 1h30min de viagem).

Para quem já está viajando pela Riviera Maya, de Playa del Carmen até Tulum são apenas 65 quilômetros, o que dá menos de uma hora de viagem. E de Bacalar até Tulum (roteiro que fizemos) são 211 quilômetros (cerca de 2h30min de viagem).

Para locomoção você pode contratar um transfer, compartilhado ou privado, diretamente com uma agência; ir de táxi; alugar um carro para se locomover por conta própria ou comprar uma passagem de ônibus (a empresa ADO opera entre as cidades do estado de Quintana Roo e apresenta uma frota confortável).

Em Tulum você pode ser locomover a pé (se pretende andar curtas distâncias na zona hoteleira), de taxi ou alugar um carro. Outra opção é se locomover de bike, apesar da rua não apresentar as melhores condições para essa forma de locomoção.

Quando ir para Tulum

De dezembro a maio há menor probabilidade de chuvas e sargaço.

As chuvas geralmente começam em junho e se estendem até outubro (ou novembro, dependendo do ano), com maior probabilidade de furacões (não significa necessariamente que aconteçam) entre os meses de setembro e outubro.

Tulum é uma região muito afetada pelo sargaço, então se pretende curtir praia, evite os meses de junho a outubro. Para maior probabilidade de praias limpas, considere ir de dezembro até início de maio, mas infelizmente, mesmo nesses meses, você pode encontrar um pouco de sargaço nas praias.

*Lembrando que o sargaço (algas) é um fenômeno natural decorrente de um desequilíbrio ambiental e não tem data exata para acontecer, podendo variar de ano para ano, tanto na intensidade, quanto na frequência. A depender da quantidade, fique tranquilo(a) que não vai prejudicar sua viagem.

Por outro lado, o fato é que viajar para Tulum em período de sargaço intenso, inviabiliza o acesso ao mar e todas as atividades que envolvem praia ficam prejudicadas!

Minha experiência: minha primeira passagem por Tulum foi em abril de 2016 e naquela época não se falava em sargaço ainda. O mar estava lindíssimo, super azul turquesa! Já minha segunda vez em Tulum foi em junho de 2021, no meio de uma temporada forte de sargaço. O mar estava marrom e não dava para entrar, devido ao excessivo acúmulo de algas na beirada.

Portanto, se você faz questão de entrar no mar em Tulum, bem como encontrar ele bonito, azul e convidativo, considere os meses indicados acima.

Por outro lado, saiba que Tulum tem muitos atrativos além das praias, então mesmo que sua viagem coincida com período intenso de sargaço, ainda assim terá muito o que fazer por lá! Não se preocupe, pois não será o fim (embora eu tenha que admitir que a qualidade da viagem vai ser atingida).

Quantos dias ficar em Tulum

Como eu disse, Tulum tem muitos atrativos, incluindo ruínas, praias, cenotes, beach clubs, bares e restaurantes.

A quantidade de dias em Tulum vai depender dos seus interesses, pois tem atrativos suficientes para passar uns 15 dias por lá!

Claro que uma viagem de 15 dias apenas em Tulum acaba sendo cansativo na visão da maioria das pessoas, então vamos considerar uns 4 ou 5 dias como tempo suficiente para um roteiro variado.

De qualquer forma, saiba que a oferta de passeios, clubes de praias e restaurantes é enorme, então, no final das contas, o que vai limitar seus dias em Tulum não é o “tanto de coisas para fazer por lá”, mas sim a sua disponibilidade de dias e o seu orçamento, pois Tulum é um destino caro no México*.

*Claro que você pode reduzir custos fazendo escolhas alterativas, mas se quiser experimentar o lifestyle “luxo sem ostentação” de Tulum, saiba que abrir mão da “ostentação” não vai te poupar gastar dinheiro.

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O lado bom de Tulum

A medida que o turismo cresce na região, a cidade se desenvolve mais. Porém, apesar desse desenvolvimento, Tulum ainda preserva características simples, rústicas e roots, que foram as responsáveis pela sua popularidade.

Além disso, existe toda a preocupação com o desenvolvimento sustentável, que é justamente o que torna Tulum um lugar especial, bem diferente do estilo de Cancún, suas grandes construções e resorts all inclusive.

Eu definiria Tulum como um lugar “rústico-chique” em sintonia com o meio ambiente… O local simples se mistura em meio aos restaurantes chiques e hotéis que abordam um conceito diferente de luxo. A zona hoteleira de Tulum não possui construções grandiosas, mas são muito bonitas, com uma arquitetura peculiar, que chama a atenção e faz você querer tirar muitas fotos, pois cada cantinho tem seu charme.

Os hotéis da zona hoteleira são, em sua maioria, pé na areia e muitos possuem seu próprio beach club, o que representa um conforto a mais para os hóspedes. Esqueça saltos, tênis e sapatos! Em Tulum chinelo e rasteirinha imperam!

Os bares e restaurantes ficam na avenida principal, facilitando o acesso de quem se hospeda por ali.

Não dá para negar que o destino é diferenciado, tem uma vibe natural, um ar místico e uma arquitetura que atrai pessoas do mundo inteiro, principalmente americanos e europeus.

As ruínas de Tulum (sítio arqueológico) também é um passeio de grande destaque da região, além de Cobá, mais um sítio arqueológico localizado a menos de 50 quilômetros de distância da cidade e o maravilhoso Chichen Itzá, uma das 7 maravilhas do mundo moderno, situado a 149 quilômetros.

Fora da zona hoteleira os cenotes (piscinas naturais interligadas a rios subterrâneos) são os passeios mais procurados. É impossível visitar todos, mas pode ter certeza que são maravilhosos, cada qual com sua beleza singular!

O lado ruim de Tulum

A medida que o turismo cresce na região, a cidade se desenvolve mais, mas esse desenvolvimento acaba não acompanhando o volume de turistas que buscam a cidade, principalmente durante a alta temporada.

Tulum já foi uma cidade calma, um destino tranquilo, dividido em basicamente duas regiões: a área central onde morem os locais, denominada Tulum Pueblo; e a área ao longo do litoral, que é a zona hoteleira e turística.

Mas o clima “vila de pescadores” não existe mais. Hoje Tulum é um destino descolado e badalado. Esse “mood cool”, muitas vezes imposto, tem seu custo!

De um lado está o turista exigindo mais hotéis, mais restaurantes, mais beach clubs… De outro lado a preocupação em manter a cidade com seu ar simples, rústico, preservando o equilíbrio com o meio ambiente e a sustentabilidade.

As duas exigências acabam se desencontrando em alguns momentos e o lugar entra em conflito, parecendo um tanto “forçado”, se é que você me entende… Não quero dizer que é ruim (eu curti bastante Tulum), mas carregar o rótulo de destino trendy, acaba desalinhando, em alguns momentos, a atmosfera simple living com a badalação do local, principalmente nos meses mais movimentados do ano.

A zona hoteleira deveria ser um lugar agradável para o turista caminhar entre seus hotéis, lojas, restaurantes e bares, porém, a mesma rua por onde caminham os pedestres, passam os carros, as motos, os caminhões. Praticamente não há calçada e o asfalto é lastimável!

Da mesma forma, andar de bike por essa rua, que era para ser uma atividade prazerosa, acaba se tornando um grande desafio. O jeito é contornar os horários de mais movimento de carros, para ter mais segurança.

E se você estiver de carro, já saiba que o trânsito na zona hoteleira também é complicado, principalmente nos dias que chove. A rua é estreita e não há caminhos alternativos, então, como consequência, surgem horas e horas de fila. Não é sempre assim, mas também não é algo incomum.

Outro ponto negativo que surge como efeito da busca exacerbada do turista por determinada região é o aumento dos preços. Tulum é um destino caro, com hotéis caros, passeios caros, restaurantes caros… dá para driblar esse efeito, claro que sim, mas será necessário reduzir o padrão da viagem, fazendo escolhas alternativas e mais simples. Se você quer uma viagem com direito “ao melhor de Tulum”, já se prepare para gastar mais do que em outras cidades do estado de Quintana Roo.

Falar sobre o “lado ruim de Tulum” não tem como finalidade te desestimular a conhecer a cidade e sua zona hoteleira (auge do lugar), mas sim te informar sobre o que provavelmente irá encontrar e como estar preparado para isso.

O que fazer em Tulum

Para fazer os passeios o ideal é alugar um carro e assim ter mais liberdade na locomoção, no roteiro e nos horários. Porém, se alugar carro não estiver nos seus planos, você pode fazer os passeios contratando tours ou se locomovendo de taxi (mas em alguns lugares o táxi vai precisar ficar te esperando para voltar).

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Ruínas maias de Tulum

As ruínas maias localizadas no sítio arqueológico de Tulum são consideradas uma das mais conhecidas e famosas ruínas da Riviera Maya. Além da fama, esse é o único sítio arqueológico localizado em frente ao mar do Caribe (Playa Paraiso).

Onde hoje estão as ruínas, era uma cidade fortificada beira mar no período do Império Maia. Sua principal ruína se chama Castillo, com 3 pisos e 12 metros de altura, era utilizada para sacrifícios em oferenda aos deuses.

O que mais chama atenção é sua localização: percebe-se que a cidade portuária foi construída em cima de uma falésia, em posição estratégica, bem em frente ao mar. Cogita-se que o sítio arqueológico de Tulum foi uma das últimas cidades maias construídas, no ano 1.000 D.C., quando outras cidades como Chichén Itzá, Uxmal e Palenque, já tinham sido abandonadas.

Recomendo que a visitação seja feita com acompanhamento de um guia, pois assim você poderá compreender um pouco mais da história do local. Outra dica é levar água, protetor solar, óculos de sol e boné ou chapéu, pois costuma fazer bastante calor por lá e não há sombras (o passeio é todo debaixo do sol quente).

Após visitar as ruínas você pode curtir um pouco a praia da região, que tem acesso liberado ao público, diferente das praias da zona hoteleira, cujo acesso se dá através dos hotéis e clubes de praia. A praia pública mais próxima das ruínas é a Playa Santa Fe.

ruinas maias de tulum
Ruínas de Tulum e o mar azul turquesa (ano da visita: abril/2016)

Chichen Itzá

Não fica propriamente em Tulum, mas está perto (situado a 149 quilômetros de distância). Na verdade, Tulum é uma das cidades turísticas mais próximas do Chichen Itzá, que foi um dos principais centros urbanos no período da civilização maia.

O Chichen Itzá é uma das 7 maravilhas do mundo moderno, portando, um passeio imperdível para quem visita a Riviera Maya. A pirâmide que revela os conhecimentos maia, incluindo leis matemáticas, astronomia e dotes arquitetônicos.

O sítio arqueológico está muito bem preservado e recebe turistas do mundo inteiro, dada sua importância e relevância.

É comum combinar a ida ao Chichen com uma passadinha por Valladolid, uma cidade colonial localizada a 40 quilômetros do sítio arqueológico, com cenotes nas redondezas (como o cenote Zaci e o cenote Suytun).

Chichen Itzá
Chichen Itzá

Cobá

Cobá aparece como o terceiro sítio arqueológico da região e fica no caminho de Tulum para Chichén Itza, a aproximadamente de 50 quilômetros.

Cobá começou a ser construída em meados dos anos 500 e é possível subir na pirâmide (em Chichén não é permitido).

Apesar dos dois primeiros serem os mais famosos, Cobá também é um dos destaques e o diferencial no passeio é que o turista pode conhecer essas ruínas de bicicleta.

Galeria Sfer Ik

O Azulik, um hotel ícone em Tulum, também é uma atração para não hóspedes. Além de seus restaurantes (falarei sobre eles adiante), a galeria de arte Sfer Ik é aberta ao público em geral e tem em seu interior exibições de arte contemporânea. Além das exposições o próprio ambiente da galeria já vale a visita.

Para completar a experiência, se tiver tempo inclua no roteiro uma passagem pelo povoado de Francisco Uh May, situado a 23 quilômetros de Tulum, onde há outra galeria chamada Azulik Uh May, bem maior que a primeira e com um design ainda mais bonito!

Ven a la Luz

Provavelmente você já deve ter se deparado com a escultura Ven a la Luz no Instagram!

Pois é, essa escultura é obra do artista sul-africano Daniel Popper*, que criou essa obra de arte para um festival de artes e cultura em Tulum (chamado Art With Me), que teve como propósito incentivar a redução do impacto ambiental no local.

*Se tiver curiosidade, digite o nome do artista no Google para ver outras obras de arte criadas por ele. São lindas!

E escultura de madeira, aço e cordame recria o busto de uma figura feminina. As plantas criam o arco e, além de ponto para belas fotos, o local também é uma passagem ao hotel e beach club Ahau Tulum.

Para evitar filas (todo lugar instagramável vira “febre” e as pessoas fazem fila para garantir seu click) procure ir cedinho.

Reserva de Sian Ka’an

A reserva biológica Sian Ka’an (que significa “presente do céu”) é Patrimônio Natural da Unesco e atrai visitantes em razão de suas florestas tropicais, lagoas, mangues, pântanos e variedade de fauna (mais de 300 espécies de aves e mais de 100 espécies de mamíferos).

A reserva possui área de 528 mil hectares, e as atividades turísticas (o passeio se chama “Ancient Canal”) incluem a observação da fauna, snorkeling na barreira de corais, passeio de barco, visita às suas lagoas e a pequenas ruínas maias.

Se você busca um lugar lindo e tranquilo para fazer turismo (sem muvuca), Sian Ka’an é o seu lugar. As atividades turísticas na reserva são guiadas por operadores turísticos locais (descendentes de maias), que buscam promover um turismo sustentável na região.

O acesso à Sian Ka’an pode ser feito pela estrada 307 – entrada das ruínas de Muyil, ou pela estrada 15, que passa pela zona hoteleira e chega ao centro de informações Arco Maya.

Praias e beach clubs

Durante o período adequado (fora da época de chuvas e sargaço), Tulum é um destino delicioso para curtir praia.

Além das belas praias, os clubes de praia deixam o lugar ainda mais atrativo, pois concedem boa estrutura para o turista passar o dia.

Além disso, considerando que em Tulum poucos são os acessos públicos à praia, então os beach clubs acabam sendo mesmo a melhor opção para quem quer curtir praia e desfrutar de um conforto extra.

Só para você entender melhor, a zona hoteleira de Tulum é cortada por uma rua (Carretera Tulum-Boca Paila). Essa rua é a região mais turística da cidade, sendo que de um lado predomina os restaurantes e bares, enquanto dos outros predominam os hotéis e beach clubs.

Portanto, não existe um calçadão e quanto você caminha pela rua principal, não consegue ver ou ter acesso ao mar, visto que os hotéis e clubes de praias que possuem acesso à praia.

Alguns exemplos de clubes de praia bastante conhecidos em Tulum são: Ahau Tulum, Taboo Tulum, Ziggy’s Beach, Papaya Playa Project, Playa Mambo Eco Cabñas, Coco Tulum, El Paraiso Beach Club.

Nos clubes de praia geralmente o turista para pelo aluguel das espreguiçadeiras, guarda sol e o que consumir ou um valor fixo de consumação mínima.

Atenção: se sua viagem coincidir com a invasão das algas (o chamado “sargaço”), que chega até as praias de Cancún e da Riviera Maya através das correntes marinhas, troque a programação nos clubes de praias, pelos cenotes.

Cenotes

A palavra cenote deriva da palavra, de origem maya, “dzonot”, que quer dizer buraco no chão ou poço. Durante o Império Maia, tinham duas finalidades: abastecimento de água ou local para cultos religiosos, rituais e sacrifícios – os maias acreditavam que os cenotes eram a passagem para o outro mundo.

Estima-se que essas formações tiveram início há 27 milhões anos, depois que um meteoro atingiu a Terra e criou a cratera Chicxulub (sim, o mesmo meteoro responsável pela extinção dos dinossauros) e criou as cavernas, formadas por pedras calcárias.

Os cenotes são cavidades naturais de água doce, abastecidos pelas águas das chuvas (que infiltram formando as estalactites e estalagmites) e de rios subterrâneos, com os quais estão conectados. Contabiliza-se mais de 2 mil cenotes espalhados pela Península de Yucatán.

Eles assumem diferentes formas, profundidades, diâmetros e localizações. Alguns ficam dentro de cavernas, outros a céu aberto e ainda tem aqueles que ficam parcialmente a céu aberto e parcialmente dentro de uma caverna. A água de tonalidade azul decorre da grande quantidade de minerais, especialmente o calcário.

Geralmente os cenotes oferecem colete salva-vidas (alguns obrigam o uso) e aluguel de equipamento para snorkeling.

Uma dúvida bem frequente é em relação à temperatura da água. Bom, não vou mentir… a água dos cenotes é fria (em torno de 25 graus). Num dia mais quente, torna-se uma atividade refrescante, mas se o cenote for dentro de uma caverna, prepara-se para passar um frio básico (mas prometo que vai vale a pena).

A outra pergunta muito frequente é em relação à profundidade dos cenotes. Em regra são profundos, mas podem ter partes mais rasas, que dá pé. Um dos cenotes mais profundos é o Zaci (em Valladolid), que chega a ter 100 metros na sua parte mais profunda.

A entrada nos cenotes é paga e cada um tem um valor diferente. A entrada no Cenote dos Ojos, por exemplo, custa 350 pesos por pessoa, o que equivale a aproximadamente R$ 90,00 (valor de referência: junho/2021). É melhor pagar em pesos do que em dólares, por conta da cotação.

Segue uma lista de opções de cenotes para você conhecer:

Gran Cenote: trata-se de um dos cenotes mais populares da região. Localizado perto de Tulum Pueblo (10 minutos de carro), o Gran Cenote fica dentro de uma caverna (embora não seja totalmente coberto, com partes mais iluminadas e outras mais escuras) e tem água azul turquesa. Por ser um cenote muito conhecido, ele geralmente fica bastante movimentado e o último acesso é às 16h10min.

Cenote dos Ojos: tal como o Gran Cenote o Cenote dos Ojos também é muito famoso na região. Trata-se de um cenote “dois em um”, pois existem “dois olhos”, ou seja, duas aberturas. A água é azul turquesa, que fica ainda mais linda quando a luz do sol entra pela fenda da caverna, iluminando a água. O legal desse cenote é que você pode observar uma parte mais iluminada, onde a abertura da caverna é maior e a luz solar entra com maior intensidade, e outra parte mais escura (por conta da caverna), repleta de estalagmites e estalactites. Para quem mergulha, esse é um dos lugares mais aconselhados para fazer tal atividade.

Se decidir ir ao Cenote dos Ojos, você pode aproveitar e estender até o cenote Sac Atun, que fica no mesmo caminho que dá acesso ao do Dos Ojos, um pouco mais à frente. Suas formações de estalactites são lindas e o cenote fica dentro de uma caverna.

cenote dos ojos
Cenote dos Ojos

Cenote Casa Tortuga: trata-se de um complexo de 4 cenotes e turista é acompanhado por um guia local. É um passeio bem interessante, principalmente para quem não tem tempo de visitar outros cenotes, pois no mesmo local você terá oportunidade de conhecer cenotes diferentes, com características diferentes (dentro de caverna, parcialmente aberto e integralmente ao ar livre).

Jardin del Éden: na estrada para Playa del Carmen está o Jardin del Éden, um cenote a céu aberto estilo piscina natural.

Cenote Ik-Kil: um cenote que arranca suspiros dos visitantes é o Ik-Kil, dado seu tamanho, seu formato e a vegetação que o circunda. O cenote está em uma dolina, 25 metros abaixo do nível da superfície. O acesso é através de uma escadaria esculpida nas pedras. Além da beleza, o lugar apresenta boa infraestrutura para o turista, dispondo de armários, banheiro com ducha, lanchonete, estacionamento e colete salva-vidas. O cenote Ik-Kil fica no caminho para o Chichen Itzá e costuma ser ponto de parada de grande parte das excursões. O pico de seu movimento é no final da tarde, por volta das 16 horas.

Cenote Suytún: colunas de estalactites contrastam com a plataforma de pedra bem no meio da água azul, iluminada pela incidência dos raios solares. O cenote Suytun (que significa “centro de pedra”) fica dentro de uma caverna e seu acesso se dá através de uma escadaria. O local era utilizado para realização dos maias. O Suytun fica pertindo de Valladolid (8 quilômetros), então é uma boa opção combiná-lo com sua ida ao Chichén Itzá ou Cobá.

Cenote Cavalera: esse cenote ficou famoso no Instagram por conta das fotos de blogueiras no balanço rústico construído no local. Não vou dizer que o lugar é feio, mas as fotos mega editadas vão muito além da realidade. É um cenote para pular e brincar, mas não é atrativo para nadar ou relaxar.

Xenotes: trata-se de um parque que pertence ao grupo Xcaret. O parque possui vários cenotes, cada qual com suas características próprias, e atividades para passar o dia. No Xenotes o visitante pode nadar em cenote dentro de caverna, parcialmente aberto ou inteiramente ao ar livre.

Cenote secreto: o cenote fica dentro de uma caverna e é indescritível! Água azul turquesa, muitas formações calcárias, estalactites e estalagmites milenares. É o cenote mais lindo que conheci no México. É chamado de cenote secreto porque apenas algumas agências estão realizando o passeio por enquanto (data: junho/2021) e optaram por não revelar o nome como forma de limitar o acesso e manter o local mais exclusivo.

cenote no mexico
Cenote Secreto

Parques

O parque mais próximo de Tulum é o Xel-Há (do grupo Xcaret), cujas atividades principais são: snorkeling, tirolesas e toboáguas.

Se você não quiser fazer atividade nenhuma, só relaxar, também é possível! O parque tem atividades para todas as idades, mostrando-se uma opção versátil para quem viaja em família.

Hotéis em Tulum – onde ficar na cidade

Apesar de ser uma cidade pequena, a oferta hoteleira de Tulum é enorme! O turista que opta por se hospedar em Tulum vai passar por um processo decisório complicado, pois as opções são maravilhosas.

Mas é importante pontuar que aqui estamos falando de um destino completamente diferente do estilo de Cancún, então tenha em mente que Tulum combina com: pé na areia, hotéis-boutique, luxo sem ostentação, sustentabilidade, integração com a natureza, rústico com conforto, vibe tropical e por aí a lista de adjetivos segue.

Tulum não tem grandes resorts, não tem hotéis all inclusive, não tem grandes prédios. Tulum visa proporcionar ao turista uma experiência bem diferente daquela que ele encontra em Cancún.

Os melhores hotéis, em regra, são aqueles localizados na zona hoteleira, de frente para a praia, com o seu próprio beach club, a exemplo do Azulik, La Zebra, La Valise, Jashita, Casa Malca, Nomade, Hotelito Azul e Coco Limited.

Durante minha viagem eu optei pelo Mezzanine e pelo Alaya, dois hotéis muito bons e com valor da diária menor do que as opções listadas acima.

Hotel Alaya Tulum
Alaya Tulum

O Mezzanine fica na zona hoteleira, porém mais perto das ruínas de Tulum. O Alaya já foi tema de post review aqui no blog MV (confira aqui o review do Alaya).

Tanto o Mezzanine quanto o Alaya são hotéis intimistas, com poucos quartos, atendimento personalizado e acesso direto à praia.

Para quem procura opções mais acessíveis, a sugestão é pesquisar por hotéis em Tulum Pueblo, o centrinho de Tulum, que fica distante da praia, mas oferece também boas acomodações por preços mais atrativos.

Algumas sugestões de hotéis em Tulum Pueblo são: Hotel Bardo, Maka, Elements, Xscape, Casa Agape, Zenses Wellness, Mimosa, Zendero, Biwa, Orchid House, Copal, Era Hotel, Kimpton Aluna, Náay, Naala, Pepem Eco, Mamasan, Tiki Tiki.

Observe, no momento da reserva, as restrições dos hotéis, pois muitos deles são exclusivos para adultos.

Se você optar por se hospedar em Tulum Pueblo, é interessante alugar um carro para sua locomoção. A segunda opção seria utilizar táxi, mas dependendo da quantidade de deslocamento pretendida, o táxi vai acabar saindo mais caro do que o aluguel do carro, que te dá mais liberdade também.

E agora a pergunta que não quer calar: e o Azulik? Vale a pena se hospedar nele? Como é o hotel mais famoso de Tulum?

Bom, sabemos que o Azulik se tornou um dos hotéis mais famosos do mundo, mas que essa fama também é polêmica…

O hotel precisa ser entendido como uma “hospedagem de experiência”, completamente diferente de outros hotéis de luxo famosos mundo afora. O Azulik é exótico, “diferentão”, lembra o filme Avatar. Não tem como negar que sua arquitetura toda em madeira é incrível e exótica.

As diárias iniciam em R$ 3.000,00, podendo haver variações conforme a data da viagem. Todavia, lembre-se que esse valor é para se hospedar no quarto mais simples do hotel (todos quartos possuem ofurôs e vista para o mar) e sem café da manhã incluso.

Se você optar por se hospedar dele, esqueça os parâmetros de comparação, porque geralmente hotéis com diárias nesse valor oferecem luxo e conforto, o que não é caso do Azulik, que é sim considerado um hotel de luxo, mas um luxo “simples”, com integração à natureza e sem ostentações.

O hotel foi construído em cima de um cenote e seus quartos/suítes lembram a ideia “casa na árvore”. Os quartos não possuem iluminação elétrica, então quando anoitece, as velas que garantem luz ao ambiente. Para carregar seu celular e outros equipamentos eletrônicos existe apenas uma tomada.

Esqueça televisão, telefone, ar condicionado e chuveiro… Nada disso existe nas suítes do hotel. “Mas como faço para tomar banho?” Pensa no seu seriado ou filme de época favorito! Pois é: o banho é feito em uma banheira de imersão (algumas pessoas reclamam por ser muito pequena).

A proposta do Azulik é ser um hotel naturalista, então é realmente diferente. Se decidir se hospedar nele, esqueça o conceito de luxo clássico. Pense nele como uma experiência para um ou dois dias, mas não espere que porque a diária é cara que você vai receber um tratamento à altura do que pagou.

O Azulik não aceita crianças e é permitido não usar roupas em sua praia privativa.

Se o estilo de hospedagem não te agrada, ainda assim você pode visitar a área pública do hotel, incluindo a sua galeria de arte e seus restaurantes (são quatro no total). Os mais famosos dos restaurantes são: o Kin Toh e o asiático Tseen Ja. É importante fazer reserva prévia se for querer jantar. Para café da manhã não precisa reservar.

Se você quiser conhecer o Azulik, mas não quiser jantar no local, há duas opções: ir para o café da manhã ou para o sunset, que acontece nos dias de sol. Mesmo nos dias que não há sunset, você pode ficar na área do bar para tomar drinques.

Onde comer

Tulum é uma delícia para comer! As opções são inúmera, do simples ao sofisticado, tenho certeza que você vai encontrar o que mais te agrada.

Vale lembrar que tal como a arquitetura, a culinária reflete muito o estiloo “rústico-chique” de Tulum. Lugares fotogênicos, comidas naturais e restaurantes sofisticados (na pegada “praiano e despojado”) estão por todos os lados.

A gastronomia de Tulum é baseada principalmente em ingredientes da culinária mexicana e frutos do mar, além de muitas opções de pratos vegetarianos e veganos.

Burrito Amor: serve burritos e comida típica mexicana. Boa pedida para experimentar guacamole, nachos e tacos também. Fica localizado na área central da cidade.

La Malinche: mais uma opção para quem está em busca de burritos.

Taqueria Honório, La Gordura Tacos e Antojitos La Chiapaneca: menus com pratos típicos da culinária mexicana, em especial os tacos.

Matcha Mama: ideal para quem busca opções de lanches saudáveis, incluindo smoothies, açaí, kombuchas, bowls e sucos. O pequeno quioque de madeira e forro de palha é bem charmoso e instagramável, com balanços pendurados e prancha de surfe personalizada.

The Real Coconut: ótima ideia para um brunch. O ambiente é todo descolado e a cozinha é comandada pela chef Daniella Hunter. Os pratos são livres de glúten, leite e açúcar refinado.

Del Cielo: os hotéis em Tulum não costumam incluir o café da manhã na diária, então a sugestão é sair para tomar o café na rua. No Del Cielo você vai encontrar ovos benedict, omeletes, frutas e sucos.

Raw Love: os alimentos do Raw Love não levam proteína animal nem farinhas. Além disso, como o próprio nome diz, são todos crus. No cardápio você encontra bolos de frutas, smoothies, sucos e iogurtes.

Gitano: estilo rústico-sofisticado em um ambiente aberto, iluminado por tochas e lustres em meio às árvores. As mesas extensas são para compartilhar e o ambiente é badalado. No cardápio o predomínio por pratos frescos e também boas opções veganas. Achei o Gitano super descolado e seria minha escolha se eu tivesse mais um dia por lá.

Casa Banana: restaurante argentino com ambiente aconchegante, especializado em carnes.

Heartwood: um dos restaurantes mais famosos de Tulum. Ideal para jantar, mas exige reserva prévia.

Arca: em um ambiente simples e elegante,esse restaurante possui um cardápio com pratos da culinária contemporânea e ingredientes locais, no estilo “farm to table”. A cozinha é comandada pelo chef Jose Luis Hinostroza.

Ilios: restaurante grego muito bonito em Tulum. O ambiente é bem decorado, amplo, com pé direito alto e animado – um DJ anima a noite. No cardápio pratos contemporâneos da culinária grega. É um dos restaurantes classificados como “sofisticados” da cidade. Fica na zona hoteleira.

Kitchen Table: mais uma opção de restaurante com pratos contemporâneos e boas recomendações. O restaurante fica mais afastado na região central da zona hoteleira, e mais próximo das ruínas de Tulum, num ambiente em meio à selva, mesclando bem o chique com o rústico.

La Popular: se você tem planos para conhecer o beach club do Nômade Hotel, pode considerar almoçar por lá, em seu restaurante de frente para a praia, inspirado nos mercados de peixes dos pueblos do país e decoração beach-baho.

Rosanegra: O grupo Rosanegra é muito forte no México, com vários restaurantes na Cidade do México, em Cancún e em Tulum. O cardápido possui pratos da culinária latino-americana, com bastante sabor e bela apresentação. A experiência gastronômica vem acompanhada de bom atendimento e ambiente badalado (se for sem reserva, chegue cedo). Não espere por valores atrativos, mas o Rosanegra realmente tem seu valor.

Outros restaurantes que se destacam no centrinho de Tulum (preços mais atrativos em relação aos restaurantes da área da praia): Único, El Asadero e La Coqueta.

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Tulum com crianças?

Não é um destino super “kids friendly”, mas obviamente é possível viajar com crianças e curtir bastante.

Muitos hotéis são exclusivos para adultos, então na hora de fazer sua reserva, atente-se a isso.

Além disso, achei a rua principal da zona hoteleira bem complicadinha para caminhar! Eu ficaria meio tensa de andar por ela com criança pequena, pois não tem calçadas e os pedestres dividem espaço com os veículos.

Muitos restaurantes começam com jantar calmo e a medida que fica mais tarde, vai se transformando em “baladinha”. Com crianças talvez esse não seja o seu objetivo, então é importante pesquisar sugestões mais tranquilas.

Enfim, o roteiro vai precisar passar por algumas adaptações, mas claro que dá para fazer uma viagem legal para Tulum com crianças também!

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Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

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