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Istambul: roteiro de 3 ou 4 dias para curtir o melhor da cidade

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Uma cidade dividida entre dois continentes, onde mesquitas, monumentos históricos e prédios modernos se misturam, coexistem e proporcionam uma das experiências culturais mais enriquecedoras que você pode ter! Assim é Istambul, a cidade que não mede esforços para conquistar o coração do turista.

Pois então chegou a hora: vou sugerir passeios, atividades e restaurantes para um roteiro de 3 (ou 4) dias em Istambul.

Por falta de tempo e desejo incontrolável de conhecer outros destinos na Turquia, como Capadócia, Éfeso e Pamukkale (todos ainda serão assunto de post por aqui no blog MV), precisei reduzir meus dias em Istambul, mas já adianto que 3 dias não é tempo o bastante para aproveitar o que a cidade oferece de melhor.

Portanto, já começo fazendo essa observação: recomendo fortemente que você reserve 4 dias inteiros só para Istambul, pois a cidade merece e atrações por lá não faltam.

Como eu só tinha 3 dias, tive que apertar e encaixar tudo que eu queria na minha programação. Porém, algumas coisas precisei fazer em tempo recorde. Por isso que o roteiro que compartilho aqui hoje, é melhor aproveitado se dividido em 4 dias.

Leia também aqui no blog MV: Turquia, um guia completo para se apaixonar pelo país

As dicas gerais sobre a Turquia já foram assunto do post “Turquia: um guia completo para se apaixonar pelo país” (deixei o link aqui em cima), então hoje o post é focado em Istambul, sobretudo com sugestão de roteiros, hospedagem e gastronomia.

Palácio Dolmabahçe

Istambul: história da cidade

Como já foi dito mais de uma vez aqui no blog, Istambul é a única cidade do mundo divida por dois continentes. Lá, não poucas vezes, você escutará pessoas dizendo: “do lado europeu” e “do lado asiático“, para se referir a uma ou outra parte da cidade.

O turismo se desenvolveu mais do lado europeu, mas, com mais dias disponíveis na cidade, visitar o lado asiático também é uma boa ideia.

Istambul respira história, uma história muito importante, mas que infelizmente eu não estudei tanto na escola (talvez porque o meu vestibular não cobrasse muito sobre Império Bizantino e Império Otomano), então tratei de pesquisar e assistir alguns bons vídeos no Youtube para #chegarsabendo.

E nessa brincadeira de estudar antes da viagem, descobri um canal muito legal, chamado “Se liga nessa história” – agora sempre antes de visitar um destino, pesquiso se tem alguma aulinha sobre ele no canal!

Em síntese, Istambul foi fundada com o nome de Bizâncio, uma antiga cidade da Grécia Antiga. Posteriormente, os romanos latinizaram o nome da Byzantium, que se tornou o centro do Império Bizantino (também chamado de Império Romano do Oriente).

Quando o Imperador Constantino governou o Império Bizantino, mudou o nome da cidade para Nova Roma e, com seu falecimento, e em sua homenagem, o nome foi mais uma vez alterado para Constantinopla – a capital do Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) e a maior e mais rica cidade da Europa no decorrer da Idade Média.

Desde os primórdios, a região localizada entre o Corno de Ouro e o Mar de Mármara (ponto de cruzamento entre dois continentes) era eminentemente comercial, haja vista sua localização estratégica: única via de entrada para o mar Negro.

Constantinopla controlava as rotas que ligavam a Ásia à Europa, bem como a passagem do mar Mediterrâneo para o mar Negro.

Istambul: única cidade do mundo localizada entre dois continentes – Ásia e Europa. A divisão ocorre no estreito de Bósforo, canal que liga o mar Negro ao mar de Mármara.

Em 1453 Constantinopla foi invadida pelos turcos-otomanos, tornando-se posteriormente a capital do Império Otomano.

Apenas em 1930 é que passou a oficialmente se chamar Istambul, permanecendo até hoje como a maior e mais importante cidade da Turquia (muito mais conhecida do que a própria capital do país – Ancara).

Esse foi o vídeo que assisti antes da viagem e me ajudou a relembrar um pouco da história e chegar em Istambul tendo uma noção do essencial:

Hoje Istambul é a maior cidade da Turquia e a quarta maior do mundo, competindo com Londres o título de cidade mais populosa da Europa, com mais de 13 milhões de pessoas.

Sobre a religião

Da metade do século V até o início do XIII, Constantinopla era a maior e mais rica cidade da Europa, o que foi fundamental para o crescimento do cristianismo durante o Império Bizantino.

Constantinopla guardava as relíquias mais sagradas da cristandade: a coroa de espinhos e a verdadeira cruz. A cidade também abrigava a maior igreja cristã do mundo: Santa Sofia (igreja ortodoxa-grega).

A criação de uma igreja ortodoxa grega originou o cisma do oriente e, em 1054, dividiu o mundo cristão entre os ortodoxos (igreja chefiada pelo patriarca, em Constantinopla) e os católicos (igreja chefiada pelo papa, em Roma).

O enfraquecimento do cristianismo coincide com a queda do Império Bizantino.

Constantinopla nunca se recuperou dos danos sofridos na Quarta Cruzada e com a perda final de suas províncias no início do século XV, o Império Bizantino foi reduzido a apenas Constantinopla e seus arredores, até que se tornou um enclave dentro do Império Otomano.

A propósito, sobre as Cruzadas, essa aula (também do canal “Se Liga Nessa História”) é excelente:

Já reduzida e fragilizada, Constantinopla perdeu a guerra contra os otomanos, liderados pelo sultão Maomé II, após um cerco que durou um mês, no ano de 1453.

Quando a cidade se tornou a nova capital do Império Otomano, o islamismo passou a ser a religião oficial, a Santa Sofia foi transformada em mesquita.

Hoje cerca de 98% da população é muçulmana (os outros 2% são compostos por judeus e cristãos).

Embora a maioria da população seja muçulmana, a tolerância religiosa é uma característica do país: coexistem lado a lado templos dessas três grandes religiões e, nos termos da Constituição, todo e qualquer cidadão tem o direito à liberdade de religião e o direito de praticar sua fé (o Estado é laico, o que significa que segue sua própria lei, e não a lei islâmica/sharia).

Dada sua tolerância religiosa e receptividade com os turistas, a Turquia é um dos países mais interessantes para conhecer um pouco sobre o Islamismo.

O chamado para rezar acontece 5 vezes ao dia (hoje em dia são gravações) em todo os país: geralmente às 5 horas, 13 horas, 18 horas, 20 horas e 21:30 (isso durante o verão).

Porém, ao contrário do que talvez você imagina (ou até já tenha visto em países árabes), na Turquia as pessoas não param (estejam onde estiverem) para rezar quando o chamado toca. Em geral, os turcos são muçulmanos mais “moderados”, por assim dizer.

Por outro lado, às sextas-feiras os fiéis se reúnem nas mesquitas para a oração e khutbah (sermão que vai além do contexto religioso, incluindo  questões sociais, políticas ou morais).

Quanto à vestimenta, geralmente as mulheres vistas de burca pelas ruas, são árabes, e não turcas.

Não é exigido nenhuma roupa específica dos turistas, exceto para adentrar nas mesquitas (cabelos, ombros e joelhos cobertos). Porém, vale o bom senso e respeito às tradições e costumes locais (todavia, não assuste se ver muito mais mini-saias do que estava esperando – Istambul é eclética).

Casais de mãos dadas, mulheres sem véus e muitos jovens movimentando as noites, faz parte da rotina da cidade!

Sugestões de passeios para 3 ou 4 dias em Istambul

Nosso roteiro em Istambul foi planejado pela Ana Morais (Ana é brasileira e mora em Istambul) proprietária da Tulipa Boutique Travel, uma agência especializada em criar roteiros sob medida e planejamentos personalizados de viagem para Turquia e Grécia, conforme os interesses e necessidades de cada cliente.

A Tulipa oferece serviços de consultoria de viagem e concierge para brasileiros. A viagem é organizada com exclusividade para cada cliente, conforme preferências e orçamento.

No nosso caso, a compra dos voos domésticos, reservas de hotéis, os roteiros e até mesmo reservas nos restaurantes desejados, foram feitos pela Ana.

E aqui uma dica bônus: se a sua necessidade for apenas reserva de hotéis, por exemplo, a Ana consegue preços melhores do que os encontrados na internet!

Tulipa Boutique Travel:
Instagram: @tulipabtravel
Facebook: @tulipabtravel
Website: https://www.tulipabtravel.com/
Contato: info@tulipabtravel.com
Telefone: +90 533 093 2087

Pois bem. Considerações feitas, passemos ao roteiro:

Inicialmente, para se locomover entre os pontos turísticos aqui descritos, eis as opções:

Transporte público: é eficiente e seguro. Para locomoção na região turística, sugere-se o uso do bonde (tramvay), que é rápido e evita trânsito. Compre o cartão ISTANBUL CARD (TL 7) para facilitar a compra dos bilhetes e economizar (com esse cartão os bilhetes ficam quase metade do preço). É vendido em qualquer estação de bonde ou metrô.

Uber: não é legalizado no país, mas o aplicativo funciona e é mais seguro que taxi. Não há muitos carros de Uber disponíveis, então geralmente demoram a chegar.

Taxi: não é recomendado pegar taxi na rua, pois muitos turistas relatam problemas com “golpes” – cobrança a mais e fora do que foi combinado. Como poucos taxistas falam inglês (ou falam muito pouco), a comunicação se torna complicada também. Se precisar se um taxi, peça para o hotel chamar e combinar com o taxista os detalhes da corrida, como destino e preço.

Os pontos turísticos e lugares de interesse:

Praça Sultanahmet

A Praça Sultanahmet é onde se concentram os grandes pontos turísticos de Istambul, como o antigo Hipódromo, a Mesquita Azul e a Santa Sofia. É, sem dúvida, o lugar mais icônico de Istambul.

A região também é marcada pela presença de obeliscos, sendo que o mais famoso deles é o Obelisco de Teodósio (1490 a.C), trazido do Templo de Karnak (Luxor – Egito) pelo Imperador Teodósio, no ano de 390.

Muito próximo a praça está também a Basílica Cisterna e o Palácio de Topkapi.

Em um dia é possível fazer todas essas atrações, sem necessidade de uso de transporte público para se deslocar de uma a outra, visto que são todas praticamente “encostadas”.

Todos esses passeios fizemos com guia em português contratados diretamente pela Tulipa Boutique Travel – você pode fazer com ou sem guia, mas certamente com guia seu passeio ficará culturalmente enriquecido e você aprenderá mais sobre cada local por onde passar.

Praça Sultanahmet

Hipódromo

O Hipódromo foi construído no ano de 203 pelo imperador romano Sétimo Severo. Posteriormente, no século IV, Constantino o ampliou.

O Hipódromo era destinado ao entretenimento, com 120 metros de largura e 80 metros de comprimento, tinha capacidade para até 100 mil espectadores.

Ali aconteciam oficiais, desfiles, encontros políticos e as famosas corridas de cavalo.

O evento histórico que marcou o hipódromo foi a a “Revolta de Nikka”, em 531, que causou a morte de cerca de 30 mil pessoas. Posteriormente, em 1826, foi também no Hipódromo que o o sultão Mahmut II matou os janízaros, que se tinham rebelado contra ele.

Os cruzados destruíram o Hipódromo e, atualmente, o que restou dele foram os seguintes monumentos:

O Obelisco Egípcio (construído com granito rosa ) trazido de Luxor, onde foi erguido em 1490 a.c pelo faraó Tutmés III, em frente ao Templo de Karnak comemorando a vitória de seu exército na Mesopotâmia.

A Coluna Serpentina (feita em bronze e mediando 8 metros de comprimento), composta por três serpentes entrelaçadas. Era a base de um caldeirão com três cabeças serpentinas e foi feita pelos Gregos após terem derrotado os Persas. O imperador Constantino a trouxe no ano de 324, colocando-a no Hipódromo.

A Fonte Alemã, que se trata de uma fonte com cúpula (forma octogonal), estava localizada na entrada do Hipódromo desde 1898. Foi um presente do imperador alemão Guilherme II ao Sultão Abdulhamid II.

O Obelisco Murado foi erguido do lado sul do Hipódromo, mas não se sabe quando foi construído. O imperador Constantino Porphyrogenetus colocou placas de bronze em sua superfície, mas as placas foram saqueadas na Quarta Cruzada.

Mesquita Azul (Sultanahmet Mosque ou Blue Mosque)

O nome “Mesquita Azul” não se refere à cor da mesquita, mas sim aos 20 mil azulejos de tonalidade predominantemente azul, situados no seu interior.

No Islamismo, a quantidade de minaretes (torres) de uma mesquita é proporcional à sua importância.

Embora hoje a maioria dos “chamados para rezar” sejam transmitidos por gravação, já houve época em que aconteciam ao vivo (cada uma das cinco vezes ao dia) e eram transmitidos pelo almuadem, lá de cima do minarete.

A grandiosidade da Mesquita Azul é muito bem representada pelos seus seis minaretes, mas a história (seja verídica ou não) é curiosa:

O jovem Sultão Ahmet (19 anos de idade), que queria que fosse construído um local de orações que fosse páreo à Hagia Sofia, ordenou ao arquiteto a construção de minaretes de ouro (altin), porém, o arquiteto interpretou mal e entendeu que o pedido não se tratava de “minaretes de ouro”, mas sim de “seis minaretes” (alti).

A confusão teve uma consequência: a quantidade de minaretes da Mesquita Azul se igualou à quantidade de minaretes da Grande Mesquita de Meca. A solução foi construir mais uma torre nesta última.

A visita à Mesquita Azul é gratuita, mas com restrições:

  • A entrada principal é restrita aos fiéis.
  • Turistas entram pela entrada lateral.
  • Julho e agosto (alta temporada) é comum ter fila para adentrar.
  • Mulheres devem cobrir a cabeça e ombros (levar um lenço ou pashmina na bolsa é a melhor opção).
  • Pernas também devem estar cobertas (se for de vestido ou saia, devem ser longos) e a calça não pode ser muito justa (não pode “moldar” o corpo). Quanto aos homens: não devem ir de bermuda.
  • Caso sua roupa não esteja adequada, lenços e túnicas lhe serão disponibilizados.
  • É necessário tirar os sapatos para ingressar na mesquita. Na entrada lhe entregam uma sacola plástica para colocar os sapatos.
  • Turistas (não-fiéis) só podem circular por uma área pré-determinada (há uma área de reza exclusiva aos fiéis).
  • Funcionamento: diariamente, mas não pode ser visitada nos horários das orações (“chamados para rezar”).
  • No interior da mesquita é permitido filmar e fotografar normalmente, desde que sem uso de flash.

Embora seja a principal e mais conhecida mesquita de Istambul, a Blue Mosque não é a maior delas – a Suleymaniye é maior ainda (embora não seja tão famosa quanto).

Visitamos a Mesquita Azul em março/2019 e ela estava passando por uma restauração, de modo que muitas partes estavam cobertas com tapume.

Mesquita Azul

Santa Sofia (Hagia Sofia)

Hagia Sophia é pura história! História do Império Bizantino fundida ao Império Otomano.

Já foi igreja ortodoxa-grego (construída pelo Imperador Justiniano entre os anos de 527 a 565), mesquita e desde 1934 funciona como museu, onde ícones do cristianismo e símbolos islâmicos coabitam um mesmo espaço.

Imagens, pinturas, escritos árabes… Tudo junto e misturado no museu que por um milênio foi a maior catedral do mundo.

Os mosaicos e vitrais (todos cobertos durante o Império Otomano) são muito ricos em detalhes e até hoje estão muito bem preservados. Todavia, em razão do tempo, e devido aos diversos terremotos que abalaram a região, foram necessárias diversas restaurações.

Não é permitido entrar com tripés na Santa Sofia (caso esteja com um, ele ficará retido na entrada e você o pegará novamente na saída).

A entrada custa TL 60.

Santa Sofia

Basílica Cisterna

A Basílica Cisterna foi construída por Justiniano no ano de em 532, com o objetivo de abastecer Constantinopla.

A Cisterna da Basílica não é o único, mas o principal reservatório a ser visitado. Possui 143 metros de comprimento e 65 metros de largura. Sua estrutura é sustentada por 336 colunas de mármore.

Lá dentro é úmido e frio, tem um clima de suspense por conta da luz fraca e do piso sempre molhado. Apesar do espaço ser imenso, dá uma sensação de claustrofobia, mas é uma experiência única. A Cisterna da Basílica é uma das grandes heranças que o Império Bizantino deixou para a Turquia e que a gente pode visitar.

Sua entrada singela esconde o que guarda seu subsolo: bem abaixo das ruas de Istambul há canais, colunas e arcos, formando uma sofisticada cisterna em formato que lembra uma basílica – marca registrada do Império Bizantino.

Valor da entrada: LT 25.

Basílica Cisterna

Palácio de Topkapi

O Palácio Topkapi está localizado entre o Sultanahmet e o Estreito de Bósforo, e foi construído pelo sultão Mehmet II no ano de 1467, após a tomada de Constantinopla.

Diferentemente do Dolmabahçe, que é um palácio único, o Palácio de Topkapi é dividido em pavilhões (nem todos são permitidos fotografar). Destaque para a “ala do tesouro”.

Os pavilhões são separados por jardins e pátios e a riqueza de detalhes é impressionante.

Vários sultões otomanos viveram no Palácio de Topkapi entre os séculos XV e XIX, incluindo o famoso Sultão Mehmet II.

No fundo do palácio você será contemplado com uma das vistas mais bonitas da cidade, dividida pelo Estreito de Bósforo.

A entrada do Palácio Topkapi custa 60 Liras (e visita ao Harém do Sultão é cobrada separadamente).

Palácio de Topkapi

Grand Baazar

Conhecer os bazares de Istambul é uma atração que não pode ficar fora do seu roteiro, ainda que você não tenha intenção inicial em comprar nada (o que eu acho difícil).

O mais famoso deles é o Grand Baazar (hoje recebe a visita de até 400.000 pessoas por dia) e chegar até ele é fácil: a parada Beyazıt da linha T1 dos trams fica bem em frente a uma das entradas do bazar (no total são 21 portões de entrada e 61 corredores).

Além de local turístico e um centro de comprar, conhecer o Grand Baazar é mergulhar mais um pouco na cultura do país e das pessoas.

Uma dose de paciência será necessário, pois os comerciantes costumam ser bastante insistentes. Caso queira comprar algo, pechinchar é palavra de ordem.

Criado em 1453, pelo sultão Mehmet II, o Grand Baazar é o maior e mais antigo mercado coberto do mundo, contando com cerca de 60 ruas e mais de 5 mil lojas. Uma loucura só!

No seu interior espere encontrar: lojas de decoração, souvenires, tapetes, cerâmicas, roupas, chás, doces, ouro e joias, sapatos, restaurantes, farmácia, bancos, mesquita, casas de câmbio (tem de tudo… mas se achar lá dentro pode ser um pouco difícil para quem é novo na área).

O que mais me chamou a atenção foram as centenas de lojas de luminárias coloridas (uma pena não poder tirar foto, a menos que você negocie com o dono).

Destaque também para as lojas de doce: o lokum.

O Lokum (ou Turkish Delight) foi criado por Ali Muhiddin Haci Bekir, confeiteiro da corte imperial de Istambul, no final de 1700. Até hoje é considerado um dos doces mais famosos da Turquia.

Trata-se de uma espécie de geleia com textura suave e elástica. Os melhores são os recheados e esses recheios são os mais variados possíveis (frutas secas, nozes, castanhas, avelãs, pistache, amêndoas, chocolate…).

Outro produtos muito buscado por lá são as lojas de pashmina – você vai encontrar de diversas qualidades e os preços variam bastante conforme o tecido.

O tempo que você vai precisar para visitar o Grand Baazar depende da sua disponibilidade, mas já aviso de antemão que a hora lá dentro passa que você nem vê!

Não é um lugar barato, principalmente se você não domina a arte da pechincha (eu sou péssima). Para quem não é um bom negociador, o passeio acaba ficando cansativo, pois a sensação é a de “estou sendo enganado” e de fato pagará muito caro se não negociar.

Mas a minha dica é: se não sentir confiança para comprar coisas de alto valor agregado, ainda assim vale o passeio para comprar coisas menores, como doces, chás e pashmina (ainda que de qualidade mediana).

Grand Baazar

Mercado de Especiarias (Mışır çarşı)

O Bazar ou Mercado de Especiarias é focado em especiarias, temperos, doces e comidas.

Também há algumas lojas de roupas e artigos de decoração, mas nada que se compare ao Grand Baazar.

É menor, mais bonito e mais organizado, porém, os preços também são altos e os vendedores insistentes. Eu não me dei muito bem por lá porque não soube pechichar direito, pagando muito caro nas coisas que comprei.

O legal do Bazar de Especiarias é que você pode provar vários doces e frutas secas, por exemplo. Mas não tenha receio de provar e sair… eu ficava sem graça de provar e não comprar, e nessa brincadeira acabei jogando dinheiro fora, pois me cobraram realmente muito caro pelos produtos que pedi.

Dentro do mercado, está o Pandeli, restaurante tradicional grego-turco que abriu suas portas em Istambul em 1901.

Fica localizado perto da Ponte Gálata, e para chegar lá pegue a linha T1 do tram e desça na parada Eminönü.

Ao lado do Bazar tem uma feirinha com mais uma infinidade de produtos – temperos/especiarias, peixes, queijos, azeitonas, frutas secas… Vale a pena passear por ela!

Mercado de Especiarias

Mesquita Suleymaniye

É possível ir caminhando do Mercado de Especiarias ou do Grand Baazar até a lindíssima Mesquita Suleymaniye, que também é a maior de Istambul.

Embora a maior fama fique com a Mesquita Azul, a Suleymaniye foi a minha preferida (ainda mais considerando o fato de que a Blue Mosque está passando por uma restauração e, por isso, cheia de tapumes).

Prepare-se para se esbaldar nas fotos!

Quanto às regras de visitação, valem as mesmas que já mencionei em relação à Mesquita Azul.

Ao adentrar as mesquitas você vai observar que não existe altar, mas sim o mihrab, que se trata de um nicho na parede que indica a direção exata de Meca. E é para lá que os fiéis se curvam ao rezarem.

A entrada é gratuita.

Uma observação final sobre as mesquitas: do lado de fora de todas elas existem fontes, chamadas de sidirvan ou bicas d’ água (torneiras), onde os fiéis lavam a cabeça, mãos, braços e os pés antes das orações – o ritual se chama Ablução ou Abdesto.

Se tiver a oportunidade, pare um pouco para observar (discretamente) esse ritual de purificação, pois é interessante.

Mesquita Suleymaniye

Palácio de Dolmabahce

O Palácio de Dolmabhce, para mim, é ainda mais bonito do que o
Palácio Topkapi, embora um não anule o outro, visto que são de épocas e estilos bem diferentes.

Visitei o palácio em março e estava bem tranquilo, assim como todos os outros pontos turísticos. Todavia, eis aqui um dos locais mais lotados de Istambul durante a alta temporada (verão europeu).

O palácio foi construído no século XXI para ser a residência do último sultão do Império Otomano (portanto, é posterior ao Topkapi). Com o fim do império, Dolmabhce foi utilizado como moradia temporária do presidente Atatürk (primeiro presidente da República da Turquia).

Dolmabahçe foi o primeiro palácio construído em estilo europeu na Turquia. Sua parte interna lembra o Palácio de Versalhes.

No seu interior (que não pode ser filmado ou fotografado), destque para a escadaria de cristal e o salão cerimonial que abriga o lustre mais pesado do mundo.

Também fiquei encantada com os tapetes do palácio. Inclusive, foi ali que tive o primeiro contato os famosos tapetes turcos de nó duplo, considerados verdadeiras obras de arte.

Outra coisa que me chamou a atenção no palácio foi a quantidade de mesinhas de centro ou canto espalhadas entre as salas. Ana, que estava nos acompanhando no dia, explicou que na Turquia, até hoje, é muito comum as casas serem repletas dessas pequenas mesas, pois incentivam o consumido do chá, momento de sociabilidade muito comum no país.

As pessoas têm o hábito de servir chá às visitas e cada um deve ter seu espaço para colocar a xícara. Achei o máximo e adorei tomar muitos e muitos chás turcos durante minha viagem.

Após visitar o interior do palácio, aproveite para curtir os jardins e belas fotos que eles irão te proporcionar.

A entrada no Palácio de Dolmabhce custa LT 60.

Palácio de Dolmabhce

Após conhecer o Palácio, visitamos o hotel Kempinski, um dos mais bonitos e luxuosos de Istambul, situado na beira do Bósforo.

Kempinski

Depois fomos conhecer o para o bairro de Nişantaşı, um dos melhores bairros de Istambul e queridinho dos locais. Passeamos pelas ruas, lojas e almoçamos por lá (no restaurante Daveli).

Istambul moderna

Istambul tem um pouco de tudo e isso se reflete também nos bairros e áreas da cidade.

Um roteiro de viagem a Istambul só estará completo se você tiver a oportunidade de passear pela parte moderna da cidade.

A região de Taksim é considerada o ponto central da cidade (tal como é a SÉ, em São Paulo) e a maioria das celebrações ou manifestações acontecem por ali.

A Istiklal Caddesi é uma “rambla” (conceito que aprendi na Espanha) mega movimentada, com muito comércio árabe e fluxo intenso de pessoas. Se está buscando roupas, sapatos e cosméticos, ali há de ser um bom lugar. Lojas como Zara, H&M, Stradivarius, Mango são encontradas nessa rua.

Istiklal Caddesi

Ao caminhar pela Istiklal Caddesi, você também passará pela Igreja de Santo Antônio, uma das poucas igrejas católicas na cidade. Por lá, as missas são celebradas em inglês, turco, polonês e italiano.

Caminhe por toda a rua até chegar na região de Galata, uma das regiões mais “cool” de Istambul, com muitas lojinhas, bares, lojas de arte e de instrumentos musicais e a Torre de Galata.

Trata-se de uma ótima região para “se perder” por entre as lojas e cafés. Uma delícia para bater perna meio sem rumo e curtir o clima da região.

Nesse bairro está a Torre Gálata, um dos pontos turísticos mais interessantes de Istambul e que rende uma linda vista da cidade. Estando com tempo, vale a pena subir e apreciar a cidade em 360 graus do topo dos seus 66 metros de altura.

Galata

A Torre foi construída em 1358 para ser um farol, por isso está localizada no ponto mais alto da cidade. Depois da finalidade inicial, já funcionou como armazém, como torre de segurança e como prisão.

Outro bairro que faz parte dessa Istambul moderna é o bairro de Karaköy.

A dica boa por lá é provar o Borek do Levent Borekçilik  uma massa folhada recheada de carne moída ou queijo (tem a versão de chocolate também).

Outra dica gastronômica no bairro, é a tradicional doceria Karaköy Güllüoğlu – que vende um dos melhores baklavas de Istambul.

Karaköy

Banho Turco (Hammam)

Ta aí uma atração que recomendo fortemente que seja incluída no seu roteiro por Istambul.

Eu muito já tinha ouvido falar sobre banho turco, mas confesso que nunca soube ao certo do que se tratava, até que um dia uma amiga me contou como foi a experiência e, recentemente, pude confirmar pessoalmente.

Existem diversos estabelecimentos de Hammam espalhados pela cidade. Minha escolha foi pelo Çukurcuma, pois é um dos únicos que aceitam homem e mulher no mesmo ambiente (a maioria separa a sala dos homens do espaço das mulheres).

Como estávamos em casal, achei que o Çukurcuma seria uma boa opção. E realmente foi.

Para os turcos, hamam é um lugar de socialização, para interagir e conhecer outras pessoas. Porém, os locais costumam frequentar outros hammams, pois os que geralmente vemos com indicação na internet são muito mais voltados aos turistas.

O banho turco é uma mistura de sauna, com banho e massagem. Pode ser classificado como um tratamento de spa, de onde você sairá bem limpinho(a)!

Há vários pacotes disponíveis. Os mais caros incluem tratamentos extras, como massagens nos pés, mãos e tratamentos de pele, por exemplo.

Escolhi um pacote tradicional (LT 270 por pessoa), que me proporcionou uma experiência completa, mas sem muitos serviços agregados.

Inicialmente fomos levados até uma cabine para nos trocar, ou seja: colocar biquíni e sunga (ou a roupa descartável fornecida pelo hammam).

Enrolados na toalha fomos até a primeira sala cheia de pias com torneiras com água quente e fria. Essa é a hora de se molhar e relaxar ali na pedra de mármore por alguns minutos.

Na próxima sala é que o banho realmente acontece. O ambiente é quente (mas não tão quente quanto uma sauna) e úmido.

O banho começa com uma esfoliação para retirar todas as células mortas do corpo, e depois vem a parte da espuma com massagem, que é bem relaxante.

O cabelo também é lavado e ao final mais um tanto de água para enxaguar tudinho. Além de te lavarem (literalmente) as atendentes do hamman te secam, enrolam você na toalha e fazem um belo turbante no seu cabelo.

Findo o procedimento de “limpeza”, você é levado(a) a uma sala de relaxamento para tomar um chá e comer frutas secas pelos próximos minutos! É altamente relaxante (marque para o final do dia se quiser ter uma boa noite de sono).

Passeio de barco pelo Bósforo

Eis mais um ótimo passeio para se fazer em Istambul.

Infelizmente foi algo que tive que abrir mão no meu roteiro de 3 dias. Como eu disse, não seria possível fazer tudo…

Existem várias opções de cruzeiros pelo Bósforo – alguns mais curtos, outros mais demorados (os preços também variam conforme o cruzeiro escolhido). Existem passeios que duram quase o dia todo, com parada no vilarejo de Anadolu Kavagi (o último porto antes de chegar no Mar Negro).

Trata-se de um pequeno vilarejo que tem como atrações principais uma torre, ruínas de um castelo e restaurantes para comer apreciando a bela vista.

No cruzeiro “versão básica”de uma hora e meia, será possível navegar pelo bósforo e apreciar mesquitas, palácios e casarões pelo caminho.

A dica é fazer o passeio próximo ao por do sol, para apreciar um dos mais belos sunsets do mundo! Sério mesmo: o skyline de Istambul é inigualável!

Quanto ao passeio, você pode comprá-lo com uma agência de viagem ou diretamente com os vendedores que abordam os turistas próximo ao Porto (depende do seu interesse e categoria do cruzeiro que deseja – se quiser algo mais privativo e personalizado, tem que fechar com a agência).

Tour pelo bairro de Golden Horn

Se ainda conseguir um tempinho extra, recomendo um passeio pela região do Golden Horn, que é historicamente habitada por minorias étnicas e religiosas.

O curioso da região são as fachadas dos prédios: todas coloridas – foram inclusive tombadas pelo UNESCO e estão passando por um processo de revitalização.

Além das fachadas coloridas, inclua no tour a Igreja de St. Theodosia e o Patriarcado Grego Ortodoxo.

Tour pelo lado asiático

Por fim, caso tenha mais tempo disponível, pode incluir um passeio pelo lado asiático de Istambul.

Emboras as atrações grandiosas estejam todas do lado europeu, do lado asiáticos você terá a experiência local, aprendendo um pouco mais sobre o dia a dia de quem mora ali, fugindo do turismo de massa.

Para compras também é uma boa ideia: souvenires comprados nas lojinhas do lado asiáticos serão mais baratos do que os vendidos no Grand Baazar, por exemplo.

Para comer, a cida é o Kadikoy Market (MühürdarBağı Sokağı No:10), pertinho do terminal de ferry.

Outro lugar a ser visitado é o Promenade Kadikoy, que lhe proporcionará um dos melhores sunsets da cidade (e olha que a disputa é acirrada).

O bairro de Moda é o mais descolado da região, cheio de lojas de arte, música, teatros, cafés, livrarias, bares, a além da super vista para o Mar de Mármara.

Outros dois pontos de interesse localizados no lado asiático são: a mesquita Mihrimah Sultan (perto do terminal de ferry Üsküdare) e o palácio Beylerbeyi.

A melhor forma de chegar ao lado asiático de Istambul é pegar uma balsa no porto de Eminonu e desembarcar em Kadikoy.

Dicas gastronômicas

Esse roteiro cheio de dicas de passeios e atividades já me deu até fome! Então vamos para a parte dos comes e bebes?

Em Istambul, algumas coisas você não pode deixar de provar. Listo:

  • Kebab (existe uma infinidade de tipos. O Döner kebab, por exemplo, é o churrasco fatiado no espeto giratório).
  • Iogurte turco (com kebab, de preferência).
  • Meze (aperitivos que antecedem o prato principal).
  • Lokum (o doce que expliquei quando falei do Grand Baazar – aquele que parece uma gelatina e os melhores são com recheios, lembra?).
  • Gözleme (lembra um crepe com massa fininha).
  • Simit (rosca do tipo “pretzel” – vende em quiosques de rua).
  • Baclava (massa folhada recheada com creme de pistache ou outro sabor – mas pistache é o mais tradicional). 
  • Kunefe (sobremesa típica que mistura fios de pastelaria recheados com queijo e calda).
  • Dondurma (sorvete turco com consistência mais firme, preparado com leite de cabra).
  • Café turco (bem forte e com a borra do café).
  • Çay (chá turco – parece bastante com o nosso chá preto. Também tem que provar o chá de maça e o de romã).
  • Suco de romã feito na hora (sempre tem uma barraquinha com suco de romã por perto).
Delícias turcas
Lokum (esquerda/baixo)

Quanto aos restaurantes, deixo algumas sugestões:

  • Nusr-et, do chef turco Nusret Gökçe (Salt Bae), que fica dentro do Grand Bazaar.
  • Mikla, eleito o quadragésimo quarto melhor restaurante do mundo em 2018 (único restaurante turco que figurou na lista). Vale a pena ir antes de escurecer para apreciar um dos sunsets mais incríveis do mundo (literalmente).
  • Develi Nişantaşı, deliciosos para provar as delícias da culinária local. Fica no bairro de Nişantaşı.
  • A doceria Karaköy Güllüoğlu, onde provamos os melhores baklavas de toda a viagem.
Menu degustação no Mikla
Os pratos do menu degustação no Mikla
Nusr-et, do chef turco Nusret Gökçe (Salt Bae)

As opções gastronômicas em Istambul são fantásticas. Quando voltar ao país para conhecer suas belas praias, com certeza incluirei na viagem mais alguns dias na cidade para conhecer outros restaurantes maravilhosos, como é o caso do:

  • Borsa (localizado no lado asiático).
  • Feriye (com bela vista para o Bósforo e para a Mesquita de Ortaköy). 
  • Ulus 29 (também famoso pela vista).
  • Zuma (em Istambul você tem a oportunidade de conhecer um do melhores e mais famosos restaurantes japoneses do mundo, pagando um preço bem melhor do que em outros países).

Onde se hospedar em Istambul

Optamos por nos hospedar no excelente Hotel Vicenza – muito bem localizado e super confortável!

O Vicenza é um hotel de categoria conforto, com 4 estrelas, quartos muito espaçosos e confortáveis, localizado no centro de Istambul, próximo a vários pontos turísticos e também à linha de bonde (que, na minha opinião, é a melhor forma de transporte público para turistas na cidade) e metrô.

Possui cama confortável, roupa de cama de ótima qualidade, amenities, roupões e chinelos descartáveis para a comodidade dos hóspedes, garrafa de água de cortesia e chaleira no quarto.

Vicenza Hotel

Dentre as facilidades, destaco: piscina na cobertura com vista ampla do centro histórico da cidade, piscina coberta e piscina de imersão com água fria, quartos modernos com ar-condicionado, TV de tela plana via satélite, frigobar, chaleira e cafeteira e roupões à disposição do hóspede.

centro de bem-estar Alpheus oferece massagens, sauna e o tradicional banho turco (esses serviços a um custo adicional).

O hotel também dispõe de um restaurante à la carte – o Venezia – especializado em servir frutos do mar frescos, pratos típicos otomanos e italianos. O Vittoria Café & Bar, por sua vez, serve refeições mais leves, lanches e drinques.

café da manhã, incluído no valor da diária, é excelente, contando com opções de buffet internacional e também muitas opções da culinária local (queijos, azeitonas, saladas…). A qualidade do café da manhã superou as nossas expectativas, pois tinha até uma mesa de doces turcos (impossível resistir).

Vicenza Hotel

Recomendo o hotel Vicenza e adoraria me hospedar nele novamente quando voltar a Istambul.

Atualização: em abril de 2019 foi inaugurado o novo aeroporto de Istambul – o maior do mundo, com capacidade para receber mais de 90 milhões de passageiros anualmente. Até 2020 o aeroporto contará com um hotel de 451 quartos e uma estação de metrô para facilitar a locomoção de passageiros até as regiões centrais da cidade.

Com a inauguração do novo aeroporto, o anterior – Atatürk – encerrou 100% das suas operações, e todos os voos planejados para ele foram automaticamente transferidos para o novo. Sabiha Gökçen, aeroporto localizado no lado asiático de Istambul, continua operando normalmente.

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Anna
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Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!