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Turquia: um guia completo para se apaixonar pelo país

ROTEIRO_TURQUIA_CAPA1

Eu não tinha planos de conhecer a Turquia, não sonhava em fazer uma viagem para lá, não sabia muito sobre o país… Bendita seja a promoção de passagem aérea que apareceu na notificação do meu celular e me chamou a atenção, ainda que num primeiro momento, apenas pelo valor.

E foi assim que começou minha história de amor pela Turquia, sem glamour, sem olhos brilhando, sem borboletas no estômago. Verdade seja dita: onde será que eu estava com a cabeça de não ter me interessado por esse país antes?

E se você chegou até aqui hoje, seja porque tem uma viagem marcada para Turquia, seja porque gosta de ler aleatoriamente meus posts ou seja por qualquer outra razão, uma coisa é certa: ninguém sairá dessa página da mesma forma que entrou!

Mil e um motivos são ainda poucos para descrever o país. Mil e uma razões não caberiam aqui, mas sequer seriam necessárias para te convencer a colocar agora mesmo a Turquia na sua whislist.

História, geografia, questões geopolíticas, ruínas, paisagens naturais, águas termais, gastronomia (incluindo muitos chás e doces turcos deliciosos), cultura, religião, monumentos…

Algo dessa lista te interessa? Então vem comigo que hoje é dia de descobrir a Turquia, ainda que, por ora, isso ocorra apenas virtualmente.

Onde fica a Turquia?

Não é nenhum pecado não saber onde a Turquia está localizada no mapa mundi. Confesso que eu há pouco tempo também não tinha parado para analisar afundo sua posição geográfica.

No máximo eu me lembrava das aulas de história sobre Império Romano do Oriente, Constantinopla, Estreito de Bósforo… Mas a pastinha estava meio empoeirada, afinal de contas ela não é acessada desde meus estudos para o vestibular lá por volta de 2005, 2006.

Eis a posição geográfica da Turquia no mapa mundi hoje:

Poxa Anna, eu nem gosto de geografia, porque você tá vindo com essa história de análise de mapa para o meu lado?

Simplesmente porque conhecer a Turquia não é apenas visitar mais um país, mas sim mergulhar de cabeça na sua história, entender sua formação, seus períodos. Nunca voltei tão culturalmente enriquecida de um destino!

Istambul é a única cidade do mundo que ocupa dois continentes diferentes, com uma parte na Europa e outra na Ásia. A separação é feita pelo Estreito de Bósforo, canal que liga o Mar de Mármara (e sua extensão: o Mar Mediterrâneo) ao Mar Negro, de grande interesse econômico, desde o período que Istambul era denominada Constantinopla.

Constantinopla era a capital do Império Bizantino (também chamado de Império Romano do Oriente) e já foi uma das cidades mais importantes e ricas do mundo.

Quando os Turcos-Otomanos tomaram Constantinopla (1453), os europeus foram impedidos de se deslocarem até a Ásia Oriental em busca de matérias-primas. Diante disso se viram obrigados a expandir as navegações marítimas na finalidade de descobrir novas rotas para a Índia, em busca de especiarias.

Feitas essas breves considerações sobre Istambul e o Estreito de Bósforo, passemos à análise das atuais fronteiras:

A Turquia, em sua parte Europeia (Istambul europeia) faz divisa com Bulgária e Grécia. Eis aqui o motivo pelo qual combinar Grécia e Turquia na mesma viagem é uma excelente opção.

Já em sua parte Asiática (grande parte), a Turquia faz divisa com Geórgia, Armênia (e o enclave de Naquichevão do Azerbaijão), Irã, Iraque e Síria. Mas não se assuste ao ler o nome desses últimos vizinhos, pois o roteiro aqui proposto não chega nem perto dos países em guerra.

Embora o país seja bem extenso, o roteiro que fiz chega apenas até o centro do país, começando por Istambul, indo na sequência para Capadócia (com hospedagem em Göreme) e finalizando em Kuşadası, para conhecer as ruínas de Éfeso e as águas termais de Pamukkale.

A parte leste da Turquia ainda não é muito popular entre os brasileiros. Trata-se de uma região predominantemente curda e árabe. Talvez você se recorde de conflitos envolvendo povos curdos que buscavam a criação do “Curdistão”… E por ter enfrentado anos de conflitos, por muito tempo a região ficou esquecida (e até mesmo não indicada) turisticamente.

Hoje o cenário vem se alterando: o governo está investindo na infra estrutura da parte leste do país e o turismo está começando a se devolver por lá também, de modo que cidades como Sanlinurfa, Mardin, Batman, Van, Diyarbakir e Adiyaman (onde está o monte Nemrut, classificado pela UNESCO como como Patrimônio Mundial desde 1987) passam a ser buscadas principalmente por turistas interessados conhecer os resquícios da civilização mesopotâmica.

Praça Sultanahmet – Istambul

O planejamento da viagem

Em regra, eu mesma quem organizo minhas viagens. Todavia, a viagem da Turquia foi diferente: contratei a agência Tulipa Boutique Travel, da brasileira Ana Morais, para o planejamento da viagem.

Para um roteiro de apenas 8 dias e o tanto de coisas que eu queria fazer, só um planejamento muito bem organizado poderia me deixar satisfeita. Não havia espaço para erros!

A Tulipa oferece serviços de consultoria de viagem e concierge para brasileiros na Turquia. Assim, a viagem é organizada com exclusividade para cada cliente, conforme preferências e orçamento.

Entrei em contato com Ana, conversei com ela sobre minhas datas e o que eu gostaria de conhecer. A partir daí ela roteirizou tudo, de forma a otimizar meu tempo para que o tempo gasto com deslocamento fossem reduzidos o máximo possível.

Optamos por fazer os trechos internos de avião e sempre contratando um serviço de transfer para o deslocamento entre aeroporto e hotel. Isso foi fundamental para que, mesmo com apenas 8 dias, conseguíssemos absorver o melhor da Turquia, visitando seus principais pontos turísticos (e também alguns não tão turísticos assim).

De um total de 8 dias, em 6 deles tivemos guias nos acompanhando – alguns passeios com guia privativo e outros em grupo, conforme nossa preferência para cada situação.

A compra dos voos internos, reservas de hotéis, organização dos roteiros e até mesmo reservas nos restaurantes desejados, tudo foi feito pela Ana.

Não se tratou apenas de uma agência de viagem me vendendo um “pacote de viagem”, mas sim de um roteiro pensado para mim, dentro do que eu queria, com o objetivo de valorizar meu precioso tempo na Turquia, fazendo com que eu voltasse de lá como de fato voltei: culturalmente enriquecida e cheia de experiências únicas!

Segue abaixo uma descrição dos serviços contratados diretamente com a Tulipa:
• Voo Istambul – Kayseri
• Voo Kayseri – Izmir
• Voo Izmir – Istambul
• 6 trechos de transporte privado aeroporto – hotel (em Istambul, na Capadócia e em Izmir/Kusadasi)
• 1 dia de passeio privado em português em Istambul
• 1 dia de passeio privado em Istambul com a própria Ana
• 2 dias de passeio privado em português na Capadócia
(almoço, transporte e bilhetes incluso)
• 1 dia de passeio em grupo em inglês em Pamukkale
(almoço, transporte e bilhetes incluso)
• 1 dia de passeio em grupo em inglês em Éfeso
(transporte e bilhetes incluso)
• Assistência 24 horas em Português e Serviços de Concierge
• Guia de viagem com roteiro personalizado

Lembrando que essas foram as nossas necessidades e não precisam ser necessariamente iguais as suas. Isso que é o legal da Tulipa: você não compra um pacote e adere a um cronograma pré determinado, você contrata um roteiro de viagem e serviços oferecidos sob medida pra você.

E aqui uma dica bônus: se a sua necessidade for apenas reserva de hotéis, por exemplo, a Ana consegue preços melhores do que os da internet!

Tulipa Boutique Travel:
Instagram: @tulipabtravel
Facebook: @tulipabtravel
Website: https://www.tulipabtravel.com/
Contato: info@tulipabtravel.com
Telefone: +90 533 093 2087

Palácio Dolmabahçe – Istambul

Como chegar em Istambul, Capadócia e Izmir

A Turquia é longe, mas chegar lá é fácil, pois tem voos direto a Istambul saindo do Brasil pela Turkish Airlines.

*Comprei um voo super promocional (cerca de R$ 1.800,00 por pessoa, já com as taxas) e consegui montar o seguinte cronograma: SP – Istambul (8 dias na Turquia) – Madrid (7 dias na Espanha) – Istambul (apenas para uma conexão) – Brasil.

A companhia aérea mais importante da Turquia é a Turkish Airlines, e foi com ela que eu voei, num voo direto de aproximadamente 12 horas, saindo de São Paulo.

Istambul possui 2 aeroportos internacionais: Atatürk* e Sabiha Gökçen.

*Atualização: em abril de 2019 foi inaugurado o novo aeroporto de Istambul – o maior do mundo, com capacidade para receber mais de 90 milhões de passageiros anualmente. Até 2020 o aeroporto contará com um hotel de 451 quartos e uma estação de metrô para facilitar a locomoção de passageiros até as regiões centrais da cidade.

Portanto, o antigo aeroporto Atatürk, por onde cheguei, não está mais em operação, pois encerrou suas atividades com a inauguração do novo aeroporto.

O aeroporto Sabiha Gökçen fica mais longe, já na parte Asiática da cidade. Chega por ele quem voa com a Pegasus por exemplo.

Chegando no aeroporto, para ir até o seu hotel, você pode utilizar metrô, ônibus, transfer ou taxi.

O taxi é uma forma cômoda de chegar ao hotel, mas muitos turistas relatam terem tido problemas com o taxista na hora do pagamento, justamente pelo valor ser cobrado a mais do que o valor real.

Na verdade, a dica é: só use serviço de taxi na Turquia se o taxi foi solicitado pelo seu hotel, restaurante ou pessoa de confiança, caso contrário, a chance de ocorrer problemas e pequenos golpes é alta.

A última opção foi a que eu escolhi e achei que foi super válido: contratamos serviço de transfer para nos levar do aeroporto ao hotel (e vice-versa).

Por questão de conforto e comodidade, preferi contratar sempre transfer privativo. Porém, caso prefira reduzir um pouco os custos, também há opções de transfer não-privado.

Optamos pelo serviço de transfer não somente em Istambul, mas também na Capadócia e em Izmir. E eis aqui o motivo dessa escolha:

Chegar em Istambul e ir até o hotel é simples: poucos minutos e problema resolvido.

Todavia, para os outros destinos da viagem, contratar o transfer foi fundamental, visto que os aeroportos eram em uma cidade e os hotéis em outra cidade.

Depois de conhecer Istambul, voamos para Kayseri (na região da Capadócia) com a companhia Turkish.

A Capadócia é uma região, não uma cidade. Desta forma, chegando em Kayseri, precisamos de um transfer que nos levasse até Göreme, onde ficava o hotel. Esse trajeto leva em torno de 1 hora de viagem.

Posteriormente, o transfer nos levou de volta ao aeroporto em Kayseri e, de lá, voamos para Izmir com a companhia Pegasus.

De Izmir até a cidade que escolhemos para “montar base” – Kuşadası – é mais 1 hora de viagem. Assim, novamente o transfer foi fundamental.

Escolhemos Kuşadası para nos hospedar, pois assim ficamos pertinho das ruínas de Éfeso (cerca de 20 km).

Após conhecer Éfeso e Pamukkale, de Izmir pegamos mais um voo com a Turkish até Istambul.

Algumas pessoas optam por fazer esse trajeto todo de carro ou ônibus. O problema é que fazer esse percurso por via terrestre implica em mais de 1.500 km de estrada.

Considerando que dispunha de apenas 8 dias para fazer todo meu roteiro, a melhor solução foi mesmo optar pelos voos – poupou-me tempo e disposição.

Quanto aos voos domésticos e transfers, fiz da seguinte forma: contratei os serviços da Ana Morais, da agência Tulipa Boutique Travel, ela emitiu nossas passagens e já organizou todos os nossos deslocamentos.

Sempre que chegávamos no destino, o motorista já estava nos aguardando. Depois, na hora de ir embora, a mesma coisa: a Ana me mandava a confirmação do horário do transfer um dia antes e, no horário combinado, o motorista estava no hotel para nos buscar. Foi excelente!

Mesquita Süleymaniye

Chegue sabendo

Antes de visitar um novo país, adoro me informar o máximo que puder sobre o destino que vou conhecer.

Isso me ajuda desde o planejamento financeiro, até na hora que escolher quais roupas levar na mala.

Como antes de comprar aquela passagem promocional que eu comentei no início, eu pouco sabia sobre a Turquia, tive bastante trabalho pela frente: li muitos blogs, vi muitos vídeos no Youtube e troquei muitos e-mails e WhatsApp com a Ana (@ana.cmorais) – nossa concierge.

Eis algumas informações que me ajudaram muito no planejamento da minha viagem e, provavelmente lhe auxiliarão também:

Visto: brasileiros não precisam de visto para ingressar na Turquia (tempo máximo de permanência sem visto: 90 dias), mas a data de expiração do passaporte não pode ser inferior a 5 meses desde a entrada no país.

Língua: turco. Pouca gente fala inglês (nos hotéis e restaurantes mais sofisticados o inglês é falado).

Moeda: Lira turca. O ideal é levar euro ou dólar e trocar por lira turca lá em Istambul (nas casas de câmbio da cidade, pois no aeroporto é mais caro). Real raramente é aceito nas casas de câmbio. 1 lira turca vale, em média, R$ 0,70.

Religião: cerca de 98% da população é muçulmana (os outros 2% são compostos por judeus e cristãos). Embora a maioria da população seja muçulmana, a tolerância religiosa é uma característica do país: na Turquia se encontram templos dessas três grandes religiões lado a lado, de modo que, nos termos da Constituição do país, todo e qualquer cidadão tem o direito à liberdade de religião e o direito de praticar sua fé no país.

Capital: Ancara.

Roupa: não há regras especiais para roupas. Porém, para entrar nas mesquitas, as mulheres precisam cobrir o cabelo, ombros e pernas. Também é necessário tirar os sapatos para entrar. A maioria das mesquitas oferecem vestimenta adequada, caso você não tenha, mas aconselho já ir com a roupa certa. Eu usei saia midi (com meia por baixo porque no mês de março ainda faz frio) e cashemir para cobrir o cabelo – foi ótimo e prático.

Época da viagem: a Turquia é um país que pode ser visitado durante o ano todo. Dependendo do que você busca, alguns períodos são mais indicados que outros.

O inverno acontece durante os meses de dezembro a fevereiro. Nessa época faz bastante frio, inclusive com possibilidade de neve. Na Capadócia provavelmente você pegará bastante frio e neve – uma paisagem lindíssima, mas a frequência dos voos de balão diminuem (por conta da maior intensidade do vento). A vantagem é pegar os lugares mais vazios (baixa temporada) e gastar menos (até o passeio de balão fica em média 50 euros mais barato nessa época).

Dizem que a época mais bonita para voar de balão na Capadócia é no inverno, quando a neve cobre os vales e lhe presenteiam com uma paisagem única. Em contrapartida, você tem que ter um pouco de sorte para conseguir voar (maior risco de não sair voo de balão) e tem que ir preparado para o frio!

Os meses de junho, julho e agosto são os meses de verão, que coincide com o período de alta temporada (mais movimento e preços elevados). Se sua intenção é incluir praia (sim, a Turquia é repleta de praias maravilhosas que e, quem já visitou, afirma que em nada perde para as ilhas gregas da “vizinhança”), então considere esse período para sua viagem.

Março, abril, maio (primavera) e setembro, outubro e novembro (outono) são meses alterativos que muito me agradam, pois não é frio nem calor extremo, os lugares não são absolutamente lotados como no verão e os preços ainda não estão super faturados.

Em março ainda pegamos um friozinho considerável, mas nada que um casaco não resolvesse. A temperatura ficou, em média, entre 10 e 15 graus.

Na Capadócia fez 2 dias de muito frio e 1 dia de muito sol (da neve ao sol literalmente – nevou um pouco no primeiro dia e fez um sol intenso no terceiro). A temperatura variou entre -3 a 20ºC.

Na região de Éfeso e Pamukkale também pegamos temperaturas mais elevadas (próximo aos 20ºC), que nos fez esquecer as blusas e até pegar um bronze nas piscinas naturais de Pamukkale.

Internet: no primeiro dia de viagem comprei um chip de internet que durou a viagem toda (paguei cerca de 120 liras turca por ele). Marcas de chip de internet que você pode comprar: Vodafone, Turkcell e Turk Telekom – tem que procurar por esses nomes nas lojinhas de telefone e celular.

Para as minhas viagens, sempre que possível eu levo o chip de internet SimPremium e já chego conectada (uma baita mão na roda), mas infelizmente ainda não há cobertura na Turquia, então o jeito foi comprar lá mesmo.

Transporte público: ótima forma de se locomover em Istambul. O mais comum e rápido é o bonde/tramvay. O cartão Istanbul Card TL 7 (vendido nas estações de bonde e de metrô) facilita a compra dos bilhetes e com tendo ele você paga mais barato nos bilhetes. Usei o bonde e gostei, achei rápido e simples. Metrô não precisei usar.

Uber: embora não seja regulamentado, o aplicativo funciona. Não há muitos, então talvez você peça e tenha que demorar uns 20 minutos (ou mais, a depender da hora do dia) até o carro chegar (o trânsito em Istambul é caótico). Os carros de Uber são geralmente iguais aos carros que fazem o transfer – vans adaptadas, grandes e confortáveis. Gostei da experiência de pegar Uber em Istambul!

Na Capadócia não há Uber, então o jeito é pegar taxi. Quando precisar chamar um taxi na Capadócia, peça para o hotel ou restaurante chamar para você.

Tax free: pergunte na hora da compra se a loja oferece tax free. A restituição varia entre 4 a 18% e o reembolso pode ser em dinheiro ou cartão de crédito. Pergunte sobre o procedimento na loja, mas, em regra, a melhor forma é, quando chegar no aeroporto (na saída do país), pegar o carimbo na aduana e pedir a restituição (deixe as compras em lugar de fácil acesso, caso precisa mostrar).

Custo da viagem: a Turquia é considerada um país barato para viajar. Depois da Turquia fui para Espanha e foi fácil notar a diferença de preços – apenas a título de exemplo: em Istambul você paga em média 60 liras turcas (1 lira turca vale em torno de R$ 0,70) para entras nas principais atrações turísticas da cidade, enquanto em Barcelona a média de preços é entre 20 a 25 euros por ingresso.

Alimentação também tende a ser mais em conta. Novamente para exemplificar: na Turquia você consegue almoçar no “Nurst-et” com cerca de R$ 300,00 o casal, enquanto em Miami esse valor seria multiplicado em média 3 vezes.

Eu não gosto de dar uma média de custo/dia para viagem, pois essa média não existe: depende do que você quer fazer, como quer se locomover e onde quer comer, mas o que eu posso afirmar é que uma viagem de padrão luxo pela Turquia é bem mais barata do que uma viagem, do mesmo estilo, para os Estados Unidos ou Europa.

Riscos: é um país seguro. Não há altos índices de crimes e pouco se houve falar de turistas que sofreram furtos, por exemplo (o que vem se tornando muito comum em muitas cidades da Europa). Porém, Istambul é uma grande cidade e atenção nunca é demais. Cuide dos seus pertences e não se distraia com facilidade – isso vale para qualquer grande centro.

Em lugares turísticos e comerciais, a exemplo do Grand Bazaar e Mercado de Especiarias (ambos em Istambul) há muita insistência dos comerciantes para que você compre o produto. Além disso, os preços informados a você num primeiro momento na maioria das vezes está superfaturado. Nesses lugares só se sai bem quem sabe pechinchar.

O mesmo para fábricas de tapete, cerâmica, joalherias (etc.) que você venha a visitar durante sua viagem. A Turquia é muito interessante no quesito compras (tem muita coisa linda!), mas tenha cautela ao comprar um produto: observe bem o que está comprando, analise valor, pechinche, preste atenção na qualidade e não se deixe levar somente pelo bom papo do comerciante (porque eles realmente são muito bons nisso – não estiver atento, quando se dá conta já saiu da loja com muito mais do que pensava em comprar).

Mesquista Azul

Nosso roteiro pela Turquia em linhas gerais

Esse é o post geral sobre a Turquia, ou seja, o post que te da uma visão geral sobre o país e a viagem.

Os detalhes de cada destinos (Istambul, Capadócia, Éfeso e Pamukkale) serão tratados em posts específicos.

Istambul

Os 3 primeiros dias da viagem foram destinados a Istambul. Conseguimos fazer bastante coisa, mas eu gostei tanto da cidade, achei ela tão vibrante, cosmopolita e eclética, que queria ter ficado um dia a mais pelo menos.

Hospedagem

Ficamos hospedados no excelente Hotel Vicenza.

O Vicenza é um hotel de categoria conforto, com 4 estrelas e quartos muito espaçosos e confortáveis, localizado no centro de Istambul, próximo a vários pontos turísticos e também à linha de bonde (que, ma minha opinião, é a melhor forma de transporte público para turistas na cidade) e metrô.

Dentre as facilidades, destaco: piscina na cobertura com vista ampla do centro histórico da cidade, piscina coberta e piscina de imersão com água fria, quartos modernos com ar-condicionado, TV de tela plana via satélite, frigobar, chaleira e cafeteira e roupões à disposição do hóspede.

O centro de bem-estar Alpheus oferece massagens, sauna e o tradicional banho turco (esses serviços a um custo adicional).

O hotel também dispõe de um restaurante à la carte – o Venezia – especializado em servir frutos do mar frescos, pratos típicos otomanos e italianos. O Vittoria Café & Bar, por sua vez, serve refeições mais leves, lanches e drinques.

O café da manhã, incluído no valor da diária, é excelente, contando com opções de buffet internacional e também muitas opções da culinária local. A qualidade do café da manhã superou as nossas expectativas!

Hotel Vicenza
Hotel Vicenza

Gastronomia

Em Istambul, tivemos a oportunidade de conhecer os seguintes restaurantes:

  • O Nusr-et, do chef turco Nusret Gökçe (Salt Bae), que fica dentro do Grand Bazaar.
  • O Mikla, eleito o quadragésimo quarto melhor restaurante do mundo em 2018 (único restaurante turco que figurou na lista). Vale a pena ir antes de escurecer para apreciar um dos sunsets mais incríveis do mundo (literalmente e sem exageiros).
  • O Develi Nişantaşı, deliciosos para provar as delícias da culinária local.
  • A doceria Karaköy Güllüoğlu, onde provamos os melhores baklavas de toda a viagem.

As opções gastronômicas em Istambul são fantásticas. Quando voltar ao país para conhecer suas belas praias, com certeza incluirei na viagem mais alguns dias na cidade para conhecer outros restaurantes maravilhosos, como é o caso do Borsa, Feriye, Ulus 29 e Zuma.

Mikla

Sugestões de passeios e atividades

  • Praça Sultanahmet, onde estão o Hipódromo, a Mesquita Azul e Santa Sofia (TL 60).
  • Basílica Cisterna (TL 25).
  • Palácio de Topkapi (TL 60).
  • Grand Bazaar.
  • Palácio Dolmabahçe (TL 60).
  • Bairro de Nişantaşı.
  • Região de Taksim.
  • Rua Istiklal Caddesi (rua comercial mais movimentadas de Istambul).
  • Região de Galata e Torre de Galata.
  • Bairro de Karaköy (nesse bairro fomos até a doceria Karaköy Güllüoğlu para provar os baklavas deliciosos).
  • Mercado de Especiarias (Mışır çarşı).
  • Mesquita Süleymaniye.
  • Fazer reserva para o famoso banho turco e curtir a curiosa experiência de ter, pelo menos por um dia, o comodismo de alguém te dar um banho e te massagear com bolhas de sabão.
Palácio de Topkapi

Se quiser conferir o roteiro por Istambul em áudio, ele já está disponível no Youtube e você pode ser a comodidade de assistir por aqui mesmo:

Capadócia

A Capadócia é uma região na Anatólia Central, mundialmente conhecida por suas formações rochosas provindas de erosões, cidades subterrâneas (utilizadas como refúgio dos cristãos durante as perseguições romanas),
igrejas e cavernas esculpidas nas rochas.

Hospedagem

Ficamos hospedados no charmosíssimo Mithra Cave, na vila de Göreme.

O Mithra é um hotel caverna, em estilo grego-otomano, perfeito para te fazer sentir o que é a real experiência de se hospedar na Capadócia. Seus terraços concedem as mais belas vistas para as formações rochosas denominadas chaminés de fada.

Ficamos acomodados em uma suíte caverna lua de mel de dois andares inesquecível! Os dois primeiros dias na Capadócia estavam bem frios e chegar naquela suíte toda climatizada e aconchegante depois de um dia de passeio era a realização do meu sonho de princesa!

Mithra Cave

O café da manhã é servido no restaurante do terraço, todo em vidro, de onde você observa um momento único que só a Capadócia te proporciona: os balões de ar quente sobrevoando o vale.

Destaque também para os belos terraços do hotel, e que rendem as fotos mais bonitas do Instagram!

Mithra Cave

Gastronomia

Assim como no restante da Turquia, na Capadócia se come muito bem! Conhecemos os seguintes restaurantes por lá:

  • Lil ́a – Restaurante do Museum Hotel, um “Relais & Chateaux”. Ambiente intimista, com iluminação baixa, comida saborosa e ótimo atendimento.
  • Seki, outro excelente restaurante. Gostei da comida, da variedade de vinhos, do atendimento e da decoração do ambiente.
  • Bizim Ev – restaurante típico muitos gostoso (fomos almoçar).
  • Dibek – restaurante típico em Göreme, pertinho do hotel Mithra Cave, que você senta em almofadas no chão, de forma bem descontraída (fomos almoçar).
  • Faltou conhecer o restaurante do hotel Sacred House, com seu cenário inspirado na mitologia e arquitetura grega.
Lil’a

Sugestões de passeios e atividades

  • O tradicional passeio de balão (varia de EUR 140 a 200 por pessoa) – depende da sorte e das condições climáticas, pois se a velocidade do vento estiver maior do que 10 km/h, nenhum balão de ar voa. Já vai mentalizando positivamente desde já!
  • Cidades subterrâneas, Vale dos Pássaros, Vale do Amor, Vila de Cavusin, Vale Vermelho, antiga cidade grega de Mustafapaşauma, Vale Vermelho, Vale da Imaginação, Vale Chaminé das Fadas, Museu a céu aberto de Göreme, Vale das Rosas e Vale dos Monges.
  • Para compras: fábrica de vinhos produzidos na região, manufatura de tapetes (verdadeiras obras de arte) e fábrica de cerâmica (idem! Assim como os tapetes, as cerâmicas são lindíssimas).
Voo de balão na Capadócia

Se quiser conferir o roteiro pela Capadócia em áudio, ele já está disponível no Youtube e você pode ser a comodidade de assistir por aqui mesmo:

Izmir – Kuşadası – Éfeso – Pamukkale

Voamos de Kayseri para Izmir (terceira maior cidade da Turquia, atrás apenas de Istambul e da capital Ancara) e de lá pegamos o transfer para Kuşadası.

Kuşadasi é uma cidade litorânea e portuária na costa do Mar Egeu, na
província de Izmir, muito charmosa, com um belo por do sol, restaurantes especializados em frutos do mar, muitas lojas de artesanato e couro (atenção na hora de comprar, pois há lugares que vendem couro fake como se verdadeiro fossem).

Logo que você chega em Kuşadasi, nota que sua população aparenta ter um poder aquisitivo mais alto do que em outras regiões do país.

Kuşadasi me lembrou o clima de uma riviera.

Hospedagem

Em Kuşadası, ficamos hospedados no DoubleTree by Hilton, hotel categoria conforto, 4 estrelas, com café da manhã delicioso e excelente localização, na frente do mar e do calçadão da cidade, pertinho de muitos restaurantes e lojas.

DoubleTree by Hilton
DoubleTree by Hilton

Gastronomia

Culinária mediterrânea, com muita variedade de frutos do mar e peixes frescos, além das famosas porções turcas denominadas mezzes.

Em Kuşadasi, nosso lugar preferido para comer foi o MADO, indicado para toda e qualquer refeição do dia, com um cardápio maravilhosos, variado e preços muito acessíveis. Queria voltar lá e comer todos os dias no mesmo lugar!

MADO

Sugestões de passeios e atividades

  • Hierápolis e Pamukkale (conhecida como Castelo de Algodão) – declarados Patrimônio Mundial da Unesco em 1988.
  • Cidade antiga greco-romana de Éfeso, a fim de conhecer as ruínas de seus edifícios públicos, como a Ágora do Estado, o Templo de Adriano, a Biblioteca de Celsus e o Grande Teatro que abrigava mais de 20.000 espectadores.
  • A Casa da Virgem Maria.
  • As ruínas da Basílica de São João e o túmulo do apóstolo João.
  • As ruínas do Templo de Artemis.

Você saberá melhor sobre o assunto nos próximos posts, mas já adianto que a parte da viagem que mais me surpreendeu foi Éfeso, pois eu não estava esperando que fosse encontrar tudo o que puder ver com meus próprio olhos por lá, fora o tanto de coisa que aprendi sobre a região. Voltei apaixonada por aquele lugar!

Pois então não perca os “posts dos próximos capítulos”, nos quais vou detalhar o que fazer (roteiro completo) em cada um dos destinos por onde passei!

Confira também aqui no blog MV: Istambul – um roteiro de 3 ou 4 dias para curtir o melhor da cidade e Capadócia – guia completo do que fazer na Anatólia Central.

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Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!