Egito

O que fazer no Cairo: guia completo com os passeios imperdíveis

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Se você já começou a se preparar para a viagem, já assistiu “A Múmia” mais de 10 vezes e leu o guia completo para organizar sua viagem para o Egito, agora chegou a hora de começar a planejar seu roteiro dia a dia, iniciando pela intrigante, caótica e surpreendente capital do país: Cairo.

Todo e qualquer roteiro de viagem pelo Egito, sendo ele curto ou extenso, precisa incluir Cairo na programação, pois além de ser a porta de entrada para brasileiros que viajam ao país, é onde estão os principais museus e as famosas pirâmides (Gizé).

O Cairo é uma das cidades mais antigas do mundo, fundada no ano de 116 a.C. pelos romanos, com o objetivo de servir de fortaleza nos arredores do Rio Nilo. Todos esses anos de história não poderia desencadear uma conclusão diferente: o Cairo tem muito a oferecer, mas é importante pesquisar antes de ir para entender um pouco sobre como essa peculiar cidade funciona. Aproveite a leitura!

Como é a cidade do Cairo?

Localizada às margens do Rio Nilo, trata-se da maior cidade do Egito e também da África.

Sabe o filtro Cairo do Instagram, que deixa tudo mais “coloridinho”? Então… Na prática ele não representa a cidade do Cairo (pelo menos não a cidade durante o dia).

Na verdade, o Cairo é uma cidade bem monocromática, com cor aquela cor bege, marrom, nude e de construções não finalizadas misturada com poeira de poluição, sabe? Eu estaria mentindo se dissesse que a cidade (em especial durante o dia) é, em seu conjunto, bonita, embora um segundo olhar mais atento possa notar e avaliar com justiça os detalhes de beleza escondidos, que um primeiro olhar superficial pode deixar passar despercebido.

Na verdade, o Cairo é uma cidade de contrastes e se você não parar para reparar no belo, provavelmente vai notar apenas o que é feito. Então, caro viajante, “saia da sua bolha” e perceba o que a cidade tem para oferecer além das obras não acabadas e poeira de poluição.

Quando escurece e as luzes tomam conta do cenário, Cairo fica com outro aspecto, muito mais colorida. A cidade se transforma.

Mas não digo isso para te desestimular e sim para te animar. Na verdade, quem viaja para o Egito e conhece o Cairo, não faz isso porque está em busca de conhecer uma cidade agradável e charmosa como as capitais europeias, mas sim para viver um misto de sensações variadas, que só quem visita a cidade é capaz de compreender. O Cairo te sacode e te joga dentro de um turbilhão de emoções.

De um lado, a cidade do Cairo é caótica: muitos carros, muito trânsito, muita gente (trata-se de uma megalópole de mais de 9 milhões de habitantes – 13ª metrópole com o maior índice populacional), muita poluição, muito lixo, muitas luzes, muito tudo! E, ao mesmo tempo, do outro lado, é intrigante e surpreendente: com muita história e muitas curiosidades. Viajar para o Egito, sobretudo para a cidade do Cairo é entender a importância de “furar sua bolha” e se abrir para o diferente, para o novo e contrastante.

Nova York é a cidade que nunca dorme, mas esse rótulo também se encaixa perfeitamente com o Cairo. Os egípcios (sobretudo os que vivem no Cairo e arredores) dormem muito tarde e acordam super cedo. Você dorme e acorda com o barulho das buzinas dos carros, já que essa é a linguagem oficial de um trânsito sem regras.

Ao contrário de outros destinos, onde é normal desembarcar e ir logo alugando um carro no aeroporto, isso não existe no Cairo. Lá você terá basicamente duas opções para explorar a cidade: usando Uber/Táxi ou contratando os passeios com uma agência de turismo, que se encarregará do seu roteiro e logística de deslocamento na cidade.

E quando você chega no Cairo e se depara com o trânsito, facilmente entende o motivo de ser assim. Dirigir na cidade do Cairo é uma missão quase impossível para a maioria das pessoas (que não vivem ali). Para entender um pouco melhor sobre o que eu estou falando, vale a pena conferir os destaques dos Stories que fiz quando estava no Cairo e salvei no meu perfil do Instagram (@maladeviagem).

E apesar de ser uma capital tão intensa e, por vezes, assustadora (em especial quando focamos no trânsito), a cidade do Cairo é segura (já teve seus tempos ruins durante a Primavera Árabe, mas hoje podemos dizer que se trata sim de uma cidade segura).

Provavelmente você vai preferir evitar caminhar pelas ruas do Cairo, mas não pelo sentimento de insegurança e sim pelo desconforto gerado em razão do trânsito maluco e falta de estrutura para pedestres (não há calçadas largas e tranquilas para caminhar).

Feitas essas observações iniciais, agora você já pode ter uma noção prévia do que vai encontrar. Então daqui pra frente vamos focar em tudo que o Cairo tem para oferecer e porque é uma cidade “must go” para todos os viajantes que embarcam tendo o Egito como destino.

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o que fazer na cidade do Cairo
Cairo visto do mirante da Mesquista de Alabastro

Que tipo de viajante vai gostar de conhecer o Cairo?

Como eu disse, não dá pra viajar para o Egito sem romper a sua “bolha” cotidiana. Então quem gosta do que é diferente, com certeza vai se apaixonar.

O Cairo é muito diferente de tudo que eu já tinha visto. Arrisco dizer que é sim a cidade mais exótica que já conheci (embora ainda falte muitas para eu visitar e atualizar essa lista).

Se você gosta de conhecer novas culturas, vivenciar uma rotina diferente, encantar-se com a história milenar, então o Cairo (e o Egito, como um todo) é sim pra você.

Porém, se você é um viajante conservador, que gosta apenas de lugares limpos, bonitos e cheirosos ou que prefere compras e festas ao invés de cultura e história, talvez o Cairo seja “to much” para você.

Mas se você se encaixa pelo menos no meio do caminho entre esses dois perfis, minha sugestão é: viaje para o Egito, conheça a cidade do Cairo de perto, confira tudo com seus próprios olhos e tire suas conclusões. Cada destino é único, e nenhum viajante retorna de uma viagem sendo exatamente a mesma pessoa de antes.

O povo egípcio acolhe muito bem os brasileiros. É fácil entender porque é um destino que vem sendo cada vez mais procurado.

Quantos dias ficar na cidade?

A quantidade de dias dedicados ao Cairo vai depender da quantidade de dias do seu roteiro completo. Para um roteiro de 12 dias, que é o roteiro “padrão” no Egito, 3 dias no Cairo é um tempo adequado.

Quando digo “quantos dias ficar no Cairo”, estou me referindo à quantidade de dias que você ficará hospedado(a) na cidade, mas não necessariamente que todos os passeios ficam dentro da capital.

Cairo é a base para conhecer as pirâmides, por exemplo, mas o complexo fica em Gizé, que é uma cidade limítrofe.

Com 3 dias você consegue conhecer o que há de principal na cidade do Cairo e na região, como os museus, algumas igrejas e mesquitas, as pirâmides, a cidade de Mênfis e Saqqara, que foi a necrópole de Mênfis, primeira capital do Egito, onde ainda hoje são feitas muitas descobertas literalmente faraônicas.

O tempo mínimo indicado para ficar na cidade do Cairo é 2 dias e o tempo “máximo” (embora isso não exista) eu diria que 5 dias.

Não viaje sem internet no celular! Eu sempre viajo com o chip de internet da SimPremium, que chega na minha casa antes da viagem. Assim, já embarco com o chip, ativo ele na hora que meu avião pousa no destino e não enfrento problemas com falta de internet na viagem. Leitor do blog MV tem 20% na aquisição do chip de celular SimPremium ao utilizar o cupom “maladeviagem”. Clique aqui para pedir o seu!

Melhor encaixar o Cairo no início ou no final da viagem?

Uma viagem pelo Egito geralmente é composta de várias etapas. Desconheço quem quer ir para o Egito e conhecer apenas a capital.

Pensando nisso, eu recomendo colocar Cairo no início do roteiro, pois vai fazer mais sentido inclusive para a ordem cronológica da viagem.

Primeiro visitando as pirâmides, Mênfis e Saqaara, para depois conhecer os templos entre Luxor e Aswan.

Além disso, é melhor antes ter um panorama geral da história através dos acervos dos museus para só então ver outras coisas in loco (nos templos). Eu deixei os museus para o final da viagem e muita coisa perdeu parte do “elemento surpresa”, pois os templos são mais interessantes do que o acervo do museu (exceto a sala das múmias no Museu da Civilização e os tesouros de Tutankamon no Museu Egípcio do Cairo).

É necessário guia para conhecer as atrações do Cairo?

Não é uma necessidade, mas se você quiser aproveitar melhor sua viagem, eu recomendo.

Durante o cruzeiro pelo Nilo e visita aos templos entre Luxor e Aswan, eu diria que o guia é imprescindível. No Cairo é possível visitar as atrações turísticas sem as explicações do guia, mas é aquilo: aceite que muita coisa passará batido aos seus olhos sem o acompanhamento do guia.

No Cairo o turista consegue se locomover com Táxi, Uber ou mesmo (para quem é mais aventureiro) transporte público.

Os ingressos para cada atração podem ser comprados diretamente na bilheteria e a maioria dos lugares aceitam pagamento com cartão de crédito. Se quiser pagar em dinheiro, lembre-se que precisa ser na moeda local (libra egípcia) e não em dólar.

Então, resumindo, fica ao seu critério a contratação de guia ou não para essa etapa da viagem, lembrando que para quem se interessa pela história do local, ter explicações sobre os lugares deixa a viagem muito mais completa. Um investimento que vale a pena… Você já vai investir tanto na viagem em si, ao meu ver, não vale a pena querer economizar justamente na hora do guia, que vai trazer informações valiosas e te enriquecer culturalmente.

Eu contei com a experiência da EGP para planejar e executar toda a minha viagem. Contei nesse post como foi o passo a passo desde a escolha do roteiro, até a concretização da viagem.

E para que a sua viagem seja tão especial e proveitosa como foi a minha, consegui 5% de desconto com a EGP Viagens para seguidores MV no Instagram (@maladeviagem) ou leitores do blog que fecharem qualquer opção de pacote de viagem ao Egito, incluindo roteiros personalizados e também a opção do meu roteiro, chamado de “Roteiro MV Inspira”. Você pode solicitar uma cotação com a EGP e informar que deseja usar o cupom de desconto ANNA5.

As principais atrações turísticas do Cairo e região

Complexo de Gizé

Claro que o Complexo de Gizé não poderia deixar se ser a primeira atração turística da lista. Embora Quéops (também chamada de Grande Pirâmide ou Pirâmide de Khufu), Quéfren e Miquerinos não sejam as únicas pirâmides no Egito, é possível dizer que são as principais.

O complexo compreende as 3 pirâmides mais famosas do Egito, bem como a Esfinge (corpo de leão e rosto do faraó Quéops – a Esfinge fica bem em frente e guarda a Pirâmide de Quéops) e a Tumba da Rainha Khentkaus I. Somos fascinados pelas pirâmides desde criança, assistimos filmes, lemos livros… Se existe algo que se pode dizer ser senso comum no mundo, é a curiosidade da humanidade sobre a construção das pirâmides do Egito, que existem a quase 5 mil anos.

As pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos e a Esfinge, ficam na cidade de Gizé, por isso o nome “Complexo de Gizé”, localizada no subúrbio da capital, a cerca de 10 km do Cairo. Isso mesmo, pertinho da cidade! A imagem das pirâmides afastadas, no meio do deserto, é apenas uma criação do cinema para deixar o cenário ainda mais vendável.

É possível pega um Táxi ou Uber para chegar até lá, mas eu recomendo contratar guia, pois é um passeio que, definitivamente, merece as explicações de quem estudou e tem algo a te ensinar sobre o assunto.

Só para exemplificar, uma das curiosidades que o guia provavelmente vai te contar é que, apesar de muito se falar sobre uso de mão de obra escrava na construção das pirâmides, a teoria mais aceita na atualidade é de que na verdade foram construídas por profissionais liberais remunerados, que trabalhavam por devoção e crença na ideia de que o faraó era a representação dos deuses na Terra.

Grande Pirâmide ou Pirâmide de Khufu

As pirâmides foram construídas por volta do ano 2700 a.C. com a finalidade de se tornarem as tumbas dos faraós e suas famílias. Repletas de história, curiosidades e simbolismos, estão posicionadas do lado oeste do Rio Nilo (onde o sol se põe = simbologia que representa os templos da morte*).

*Os templos construídos ao lado oeste do Rio Nilo/onde o sol se põe, são templos dedicados aos deuses da morte, enquanto os templos construídos ao lado leste do Rio Nilo/onde o sol nasce, são templos dedicados aos deuses da vida.

Informações como essas e muito mais, você só terá a oportunidade de ouvir (in loco) se estiver acompanhado de um guia. Se não quiser contratar guia para conhecer as pirâmides, então estude antes de ir para que sua viagem seja historicamente mais rica e bem aproveitada.

Nossa viagem foi toda planejada pela EGP Viagens, desde a definição do roteiro ainda no Brasil, como a execução em terras egípcias. E para explicar exatamente como foi a experiência, eu escrevi o post “meu roteiro de viagem com a EGP viagens” – recomendo a leitura.

Chegando no complexo, você irá se deparar com a bilheteria. O ingresso geral dá acesso ao complexo e ingressos adicionais devem ser comprados por quem pretender ingressar em alguma das pirâmides, para conhecê-las por dentro.

  • Valor do ingresso geral: 240 EGP (estudantes com carteira internacional pagam metade e crianças menores de 6 anos não pagam) – 240 EGP = R$ 66 (confira a cotação no período da sua viagem para saber o valor exato)
  • Valor do ingresso para visitar o interior da Pirâmide de Quéops: 440 EGP = R$ 121. Se você comprar o ingresso geral + o ingresso com acesso ao interior da pirâmide de Quéops, o valor fica 600 EGP no total.
  • Valor do ingresso para visitar o interior da Pirâmide de Quéfren: 100 EGP = R$ 27
  • A pirâmide de de Miquerinos não está aberta para visitação interna
  • Funcionamento: todos os dias, das 7h às 17h
  • Lembrando que meio período do dia será tempo suficiente para esse passeio

Apesar da diferença de valor entre as pirâmides, recomendo a visita interna na Pirâmide de Quéops. Por quê? Simplesmente por ser a maior de todas elas e, principalmente, por ser a única maravilha do mundo antigo que ainda está “de pé”.

*Cuidado com a questão dos valores: vi muitos posts com valores equivocados na internet. Os valores aqui mencionados tem como referência o mês de maio de 2022, data da minha visita ao Egito.

Como são as pirâmides por dentro? É uma experiência legal para quem não tem claustrofobia, já que se o caminho a ser percorrido é estreito e sem ventilação nenhuma. Não tem nada a ser visto lá dentro das pirâmides, visto que o que tinha já foi saqueado ou ainda não foi encontrado (você verá uma câmara e um sarcófago vazio.). Minha opinião? Basta conhecer uma pirâmide por dentro e pronto! E dentre elas, melhor que seja a maior: Quéops.

Dica bônus: há uma considerável quantidade de vendedores ambulantes dentro do Complexo de Gizé. Muitas vezes eles se valem de estratégias suspeitas para atrair a atenção dos turistas. Uma das coisas que observei era a seguinte situação: o vendedor se aproxima do turista com um objeto grande e bonito na mão, e anuncia “1 dólar”, dando a entender que aquele objeto será vendido pelo referido valor. Porém, quando o turista volta sua atenção ao vendedor, percebe que 1 dólar não era o valor real do objeto. E daí em diante se torna até difícil “fugir” do vendedor, pois a forma de captação é muito insistente e incisiva. O ideal é agradecer e não dar atenção.

Sugestões de hotéis nessa região:

*Pesquise bem antes de reservar os hotéis, pois a maioria deles permitem fumar dentro do quarto, o que deixa o odor do local péssimo.

Museu Egípcio do Cairo

Localizado na Praça Tahrir, no centro da cidade, e inaugurado no ano de 1863, o Museu Egípcio do Cairo ou simplesmente Museu do Cairo, já foi indiscutivelmente o mais importante museu do Egito, mas agora esse título já é discutível e eu vou explicar o motivo.

Enquanto eu escrevo esse post, as peças do museu estão sendo encaixotadas para serem transferidas a um novo museu (chamado de Grande Museu Egípcio) que ainda não foi inaugurado, mas logo será. Esse novo museu será em Gizé, próximo às pirâmides.

Além disso, com a inauguração do Museu da Civilização em 2021, as múmias das rainhas e faraós mais famosos do Egito, que antes ficavam no museu do Cairo, já foram transferidas para o novo museu, bem mais lindo e moderno do que o antigo, embora muito menor do que o primeiro.

Então, para resumir, você ainda deverá incluir o Museu Egípcio do Cairo no seu roteiro, pelo menos enquanto o novo museu (lá em Gizé) não for inaugurado. O governo egípcio já havia anunciado que a abertura oficial do GEM estava programada para 2021, mas isso não aconteceu. A nova data de inauguração do museu foi marcada para o final de 2022.

Além de um acervo riquíssimo (mais de 130 mil itens), contemplando as mais diversas dinastias e períodos do Egito Antigo, é lá que estão as riquezas do faraó Tutankhamon, incluindo sua famosa máscara mortuária, admirada pelo mundo inteiro.

Os tesouros exibidos foram encontrados no Vale dos Reis (Luxor), na própria tumba do faraó. A tumba foi descoberta pelo arqueólogo Howard Carter, em 1922, e foi a grande descoberta dos últimos tempos, pois continha o maior e mais rico conjunto de bens mortais já encontrados em uma tumba egípcia.

Valores dos ingressos: variam de 160 EGP a 220 EGP (estudantes pagam meia) = R$ 44 a 60, conforme horários.

Funcionamento: de segunda a quarta das 9:00 às 19:00 horas. Quintas e domingos: das 9:00 às 21:00 horas. Sextas e domingos: das 9:00 às 16:00 horas.

Como eu não sei a data da sua viagem, vale lembrar que talvez esse museu já não esteja mais ativo quando você estiver no Cairo. Nesse caso, deverá pesquisar sobre o GEM.

Sugestões de hotéis nessa região:

Museu Nacional da Civilização

Enquanto o Museu Egípcio do Cairo está bem derrubadinho, provavelmente porque já está chegando a hora de encerrar suas atividades, o Museu da Civilização é a grande atração do momento.

Em abril de 2021 o Cairo testemunhou uma grande parada, literalmente “digna de faraó”, que transportou as múmias reais do Museu Egípcio para o novo museu do Cairo, chamado de Museu Nacional de Civilização Egípcia (NMCE).

Além de acervo de mais de 50 mil artefatos (embora menos de 2 mil estejam atualmente expostos) que incluem peças dos mais variados períodos históricos e remetem desde a pré-história, as múmias receberam destaque no museu e ganharam um andar inteiro para elas.

O salão onde estão as 22 múmias reais fica no subsolo do museu. O local tem pouca iluminação e temperatura controlada, tudo em prol da preservação das múmias. A grande atração definitivamente é a múmia do faraó Ramses II, cujos fios de cabelo grisalhos ainda estão preservados em sua cabeça. Mas eu prefiro que você visite o local e confira tudo com os seus próprios olhos, pois não quero estragar as surpresas que o salão das múmias lhe reserva.

Listo aqui algumas das múmias expostas para visitação no museu, assim você já pode pesquisar um pouco mais sobre elas antes mesmo da sua viagem: Ramses II e III, Thutmose, Seqnen Ra, Hatshepsut (provavelmente você irá visitar o templo dela em Luxor), Amenhotep I, Amenhotep II, Amenhotep II, Ahmose Nefertari, Merit Amon, Merenptah, Seti I e Seti II.

Tal como o Museu Egípcio, o Museu Coptic, o Museu de Arte Islâmica e o Palácio Manial, também transferiram peças de seu acervo para o MNCE.

Por ser um museu pequeno e compacto, é possível ver todas as peças do acervo no tempo médio de 2 ou 3 horas, conforme sua velocidade. Trata-se de um museu bastante didático, pois ao contrário do Museu Egípcio, que tem como foco o Egito Antigo, o MNCE expõe de forma clara a história de todas as civilizações que passaram pelo Egito desde a pré-história, tudo organizado cronologicamente (ordem: período pré-histórico, faraônico, greco-romano, cóptico/cristão, islâmico e Egito Moderno).

Lembra do “Cairo de contrastes”? Pois bem: o NMCE representa bem essa ideia. Foi o meu museu preferido!

Valor do ingresso: 200 EGP = R$ 55. Entrada gratuita para adultos acima de 60 anos e crianças abaixo de 6 anos.

Funcionamento: Sábado a Quinta das 9h às 17h e Sextas das 9h às 17h e das 18h às 21h.

NMEC

Torre do Cairo combinada com jantar às margens do Nilo (Zamalek)

O Cairo não tem muitos prédios altos e mirantes, mas a Torre de TV, construída em formato de flor de lótus, é o ponto turístico ideal para ter uma vista panorâmica da cidade.

A torre tem 187 metros de altura e fica no distrito de Zamalek, um bairro nobre da cidade, situado na ilha de Gezira (no Nilo). O bairro data de meados do século XIX, com largas avenidas, árvores e mansões da Belle Époque que hoje abrigam embaixadas.

O melhor horário é no final da tarde, para pegar a transição entre dia e noite. A subida é feita de elevador e a Torre funciona das 8h à meia noite durante o inverno e das 9h à 1h no verão.

Valor para subir na Torre: 70 EGP = R$ 20. Porém, esse é o ingresso comum, com fila de espera conforme subida e descida das pessoas que estão na sua frente. Considerando que lá em cima não tem controle de tempo e não cabe muita gente de cada vez, o que eu notei é que se você ficar esperando o tempo regular de fila, poderá ficar horas esperando pela sua vez. Portanto, vale a pena comprar o ingresso extra que permite subida livre, sem necessidade de esperar o seu número. O valor pago a mais será convertido em algo da lanchonete que tem lá no topo da torre, então, resumindo, você paga em consumo.

Vista do Cairo a partir da Torre do Cairo

Além da cafeteria, no topo há um restaurante giratório que pode ser uma opção de jantar. Caso não se interesse por jantar lá, a outra opção é seguir até os barcos atracados na margem do Rio Nilo e escolher um dos restaurantes (as opções são variadas).

Para quem quer um local mais animado, em um dos barcos fica o Pier 88 que funciona como restaurante até início da noite e depois como lounge.

A culinária egípcia tem influência árabe, com boas opções de kebabs e falafels. As sobremesas típicas como baklava e kanafeh também são facilmente encontradas, tal como o pão pita. Todavia, o prato mais tradicional do Egito é o kushari, receita que mistura arroz, macarrão e lentilhas, com molho de tomate, grão-de-bico e cebola frita.

Hotéis nessa região:

*Nenhum hotel dessa região está com avaliação alta no Booking.

Passeio de barco pelo Nilo

Eu só recomendo o passeio de barco pelo Nilo do Cairo se você não tiver a oportunidade de fazer esse passeio em Aswan.

O Rio Nilo corta o Cairo, cidade situada no deserto do Saara. O Rio Nilo teve e ainda tem tamanha importância para o Egito, que o grego Heródoto disse: “O Egito é uma dádiva do Nilo”.

O Nilo possibilitou o desenvolvimento do Antigo Egito, que cresceu às suas margens e com a cidade do Cairo não foi diferente.

Se for a Aswan ou tiver a oportunidade de fazer o cruzeiro, pule esse passeio, pois o Nilo urbano do Cairo não é tão legal como o Nilo que passa por Luxor e se estende a Aswan – muito mais autêntico, eu diria.

Todavia, caso queira ver a cidade de outro ângulo, próximo ao Hotel Four Seasons dá para navegar pelo rio a bordo de uma felluca, pequeno e tradicional barco à vela.

Hotéis para quem quer ficar pertinho do Nilo:

Cairo Islâmico

O islamismo, que cresceu na cidade a partir do século X, e logo se tornou a religião predominante em todo o país, deu ao Cairo o apelido de “a cidade dos mil minaretes“, haja vista a grande quantidade de mesquitas.

A região chamada de Cairo Islâmico corresponde ao centro histórico do Cairo. É uma parte bastante antiga da cidade, muito indicada para quem gosta de conhecer a história mais atual/moderna do país e também de comprinhas.

O Cairo Islâmico compreende uma muralha antiga, uma cidadela, construções bonitas que remetem ao período de fundação da cidade (século VI), mesquitas e um mercado de compras mundialmente famoso.

Desde 1979 essa região é reconhecida como patrimônio histórico mundial pela Unesco.

As principais atrações do Cairo Islâmico são: Mesquita de Alabastro (a mais famosa); Mesquita do Sultão Hassan; Ibn Tulun (a maior e mais antiga do Cairo, construída em 879 d.C.); Mesquita Al-Azhar (construída em 970 d.C e sede da maior universidade do Egito); Mesquita de Rifaii; Mercado Khan el Khalili; Rua Al Moez.

É principalmente na região do Cairo Islâmico que o turista consegue entender porque a cidade do Cairo é chamada de “cidade dos mil minaretes”: a cidade tem uma quantidade imensa de mesquitas e minaretes, com destaque para a Mesquita de Alabastro e Mesquita do Sultão Hassan.

A mais famosa delas é a Mesquita de Alabastro (por dentro tudo foi feito em mármore e alabastro), localizada no topo da Cidadela de Saladino (uma fortaleza medieval localizada no alto da colina). Levou quase 30 anos para ficar pronta e foi idealizada pelo antigo governados do Império Otomano, Muhammad Ali Pasha (por isso também ficou conhecida como Mesquita de Muhammad Ali).

Para entrar nessa mesquita é necessário comprar o ingresso, que custa em torno de 40 reais.

Além disso, apesar eu ter notado que a regra não é respeitada por boa parte dos visitantes, é necessário cobrir ombros e pernas para entrar na mesquita.

Sugestões de hotéis nessa região:

Khan el-Khalili Bazaar 

O Khan el Khalili representa muito bem o Cairo: um mercado enorme onde se encontra de tudo. Posso resumir como um souq (bazar) repleto de labirintos e vielas, que agrupam centenas de barracas e lojas.

Do lado leste o mercado está cercado pela Mesquita Sayyidna el-Husein, construída em 1792 para homenagear o neto do Profeta Muhammad.

É considerado um local legítimo para se ter boas experiências de compras, mas vale a lei da negociação. Quem sabe pechinchar leva a melhor.

Eu sei que lugares assim dividem opinões: ou você adora ou você odeia. O que eu sugiro é que independente da sua opinião pessoal, permita-se conhecer o local, ainda que a passagem por ele seja rápida. Definitivamente é uma atração que não pode faltar no seu roteiro pela cidade do Cairo.

A ruas principais são mais destinadas o comércio turístico, com produtos falsificados e de baixa qualidade. Se puder, entre nos becos, pois são neles que se encontram produtos tradicionais do Egito com preços atrativos.

Os produtos oferecidos são os mais variados possíveis, com destaque para abajures coloridos e lâmpadas de metal, tecidos locais e roupas de algodão egípcio, lenços e cashmere. O problema é que tem coisa de qualidade misturada com coisas de baixa qualidade, então é importante conhecer o que se está comprando para não entrar em frias.

As lojas de ouro e prata se concentram ao norte do cruzamento da rua Al-Muski com a rua Al-Muizz Li-Din Allah.

Além das compras, aproveite para conhecer uma das cafeterias mais famosas do Cairo, chamada Fishawis, onde você poderá provar o café árabe melado, e o Naguib Mahfouz Café, um café/restaurante tradicional e com boa qualidade (operado pela rede Oberói). 

Parque Al Azhar

Mais uma vez o Cairo nos provando que é realmente uma cidade de contrastes: um antigo lixão foi transformado em um dos parques mais bonitos da cidade, chamado Al Azhar.

O parque passou por um grande processo de revitalização que levou 7 anos, e hoje abriga um dos mirantes mais lindos da cidade para quem deseja apreciar o por do sol (e que por do sol lindo que tem o Egito!).

Uma curiosidade que vale a pena contar é que durante o período de obras no parque, foi encontrada uma muralha do século XII praticamente quase intacta, com pedras valiosas e textos hieroglíficos.

O parque conta com 655 mil plantas e árvores, além de três reservatórios de água doce, um parque infantil, um museu, dois restaurantes e dois cafés.

Bairro Copta

O Bairro Copta, em Sharia Mar Girgis, na região do Cairo antigo (ao leste do Rio Nilo), é a região católica da cidade.

Os cristão coptas (“cristão egípcio”) são os egípcios, cujos ancestrais seguiam Cristo, praticantes do cristianismo no século I.

O local por ser explicado como um aglomerado de vielas repleto de igrejas cristãs, localizado dentro das muralhas da Velha Babilônia, onde o imperador romano Trajano construiu uma fortaleza ao longo do Nilo. Parte das torres romanas ainda podem ser vistas ao lado da rua principal.

E novamente eu lembro da frase “Cairo de contrastes”: é muito curioso conhecer e ver de pertinho uma área com influência diferente do restante da cidade, onde predomina o islamismo.

As principais igrejas do Bairro Copta são: Igreja Suspensa, Igreja de São Jorge, Igreja de São Sérgio e Baco e Sinagoga Ben Ezra.

Igreja Suspensa foi erguida no século IX, originalmente sobre as torres do portão romano. Passou por uma reconstrução posteriormente.

Sinagoga Ben Ezra foi construída perto do local onde o bebê Moisés foi encontrado.

Igreja de São Sérgio e Baco registra uma história que atrai os turistas, principalmente os cristão: foi construída sobre a caverna onde a Sagrada Família (Maria, José e o menino Jesus) ficou durante o massacre de bebês do sexo masculino ordenado pelo rei Herodes (passagem bíblica denominada Fuga para o Egito).

*As visitações às igrejas cristãs são gratuitas.

Embora não fique no Bairro Copta, outra igreja que vale a visita é o chamado Mosteiro de São Simão ou “A Igreja da Caverna“. Trata-se de um belíssimo templo esculpido numa rocha, considerada uma das maiores igrejas cristãs do Oriente Médio. Todavia, é importante destacar que para chegar até essa igreja, é necessário atravessar o “bairro do lixo” – bairro para onde vai todo o lixo (a ser reciclado) da cidade. Portanto, indico o passeio apenas se estiver com motorista e guia, caso contrário, foque no Bairro Copta, que é bem agradável para caminhar.

Mênfis + Saqqara

Mênfis (ou Memphis) foi a primeira capital do Egito. Você pode aproveitar seus dias no Cairo para conhecê-la. O passagem por lá será rápida, praticamente um “pit stop” antes de chegar a Saqqara, que fica a aproximadamente 30km da capital.

Minha sugestão de roteiro é fazer Complexo de Gizé, Mênfis e Saqqara no mesmo dia. Se quiser um passeio respeitando a ordem cronológica, seria: Mênfis e Saqqara primeiro e Gizé depois, todavia eu fiz o oposto disso para pegar Saqqara mais vazia, já que a maioria dos turistas visitam Saqqara pela manhã e Gizé na parte da tarde.

A história de Mênfis e Saqqara antecede e te ajuda a entender a construção das pirâmides de Gizé. Mênfis foi a primeira capital do Egito e Saqqara era a necrópole de Mênfis.

Em Mênfis o principal atrativo é o Colosso de Ramses II (incrível) e um pequeno museu a céu aberto com artefatos coletados pela região (que me pareceu carecer de mais cuidados).

Em Saqqara está a primeira pirâmide construída no Egito (há cerca de 4.700 anos) – a Pirâmide Escalonada ou Pirâmide de Djoser (projetada por Imhotep), de 60 metros de altura, e que recebeu esse nome porque foi construída de forma escalonada, isto é, em forma de andares.

Saqqara é o maior sítio arqueológico do Egito, com extensão de 6km. Além da Pirâmide de Djoser, há mais onze pirâmides (nem todas abertas para visitação) e muitas tumbas de nobres e sacerdotes do Antigo Império. As tumbas são riquíssimas em pinturas, muitas ainda preservam as cores originais.

Inclusive, Saqqara está em constante pesquisas e descobertas, sendo que a última delas (considerando a data em que escrevo esse post, claro) aconteceu uma semana após minha visita ao local.

Se estiver com tempo, além da necrópole de Saqqara, compensa estender o passeio até Dahshur, para ver de perto a linda Pirâmide Vermelha e a Pirâmide Curvada de Dahshur (uma pirâmide que “deu errada”, visto que não há proporção entre sua base e seu topo – em virtude de ter sido finalizada às pressas).

*Para conhecer Mênfis e Saqqara, será necessário contratar um tour guiado particular ou em grupo.

Bate-volta a Alexandria

Para quem tem tempo sobrando, ainda tem a opção de fazer um bate-volta até a Alexandria.

Optei por não fazer o passeio, pois teria que abdicar de um dia no Cairo, e ainda faltava muito a ser conhecido.

Conversei com alguns amigos que fizeram o tour de um dia e a resposta for unânime: é um passeio cansativo. Então se decidir mesmo ir nesse estilo “bate-volta”, esteja ciente que será um dia exaustivo.

Feita essa observação em relação ao desgaste, vamos ao que mais interessa:

A cidade que foi fundada por Alexandre, o Grande, e reserva uma importantes atração, mundialmente conhecida, a Biblioteca de Alexandria, construída no século III a.C. Mas não espere encontrar “a atinga biblioteca de pé” – atualmente só existem algumas ruínas de onde ficava a Biblioteca de Alexandria, chamado Pilar de Pompeu. Por outro lado, você poderá conhecer a atual Biblioteca de Alexandria, uma biblioteca muito moderna, inaugurada em 2003.

Alexandria nos remete a um período diferente da história. Traçando uma linha do tempo, primeiro vieram os faraós que ordenavam a construção das pirâmides para serem usadas como tumbas após sua morte. Depois passamos para a fase dos templos entre Luxor e Aswan + Vale dos Reis. Por último, já entrando na época em que Alexandre, O Grande, esteve no Egito, bem como ao período Ptolomaico, podemos falar em Alexandria. E claro que eu não poderia deixar de ressaltar a história da Cleópatra VII, a última governante ativa do Reino Ptolemaico do Egito.

Pontos turísticos mais interessantes de Alexandria: teatro romano de Kom El-Dela, as Catacumbas de Kom el Shoqafa, a Biblioteca de Alexandria e as muralhas da Cidadela de Qaitbay, uma fortaleza construída no século XV.

*Para conhecer Alexandria, será necessário contratar um tour guiado particular ou em grupo.

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Dicas bônus e informações extras para sua viagem:

Sexta-feira é o dia de folga nos países muçulmanos: por isso é importante pesquisar antes de ir, visto que algumas atrações podem estar fechadas ou ter seus horários alterados durante as sextas-feiras. Também lembre de pesquisar as datas de feriados e do Ramadã, principal celebração islâmica, que pode afetar o funcionamento de atrativos turísticos e restaurantes.

País Islâmico: não existe regra proibitiva em relação às roupas das mulheres que visitam o Egito (turistas), mas é importante manter o bom senso e lembrar que o Egito é um país muçulmano e conservador.

Idioma árabe: apesar do idioma oficial ser o árabe, o inglês é uma língua muito utilizada no turismo local. Então, se você fala inglês, não vai ter problemas comunicação. Se você não fala inglês, analise com carinho a recomendação de fazer toda a viagem com o acompanhamento de um guia que fala português.

Internet no celular: hoje em dia é impensável sair do Brasil e não ter internet para usar no seu celular quando chegar no destino. Ter um chip de internet funcionando, vai te ajudar muito, seja para chamar o Uber, seja para conferir um mapa ou mesmo usar o tradutor do Google.

Eu sempre viajo com o chip de internet da SimPremium, que chega na minha casa antes da viagem. Assim, já embarco com o chip, ativo ele na hora que meu avião pousa no destino e não enfrento problemas com falta de internet na viagem.

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Economia fraca: apensar de tanta história e tanta riqueza cultural, o Egito, economicamente falando, é um país pobre. As crises e a Primavera Árabe contribuíram para esse cenário atual. Entender isso é importante para não sair por aí simplesmente dizendo “eu não concordo com gorjeta” ou “eu não dou gorjeta porque eu acho errado” – não diga isso sem entender a cultura, a história e o contexto econômico do país.

Um país de gorjetas: é preciso analisar essa informação com a informação anterior. O país é pobre, a maioria da população é pobre, a moeda é fraca e o turismo é uma das bases da economia egípcia. Aliado a isso, a gorjeta é um costume, uma tradição – não cabe ao turista julgar como certo ou errado uma realidade que ele não vive e não entende. Obs. Tenha sempre dinheiro trocado para a gorjeta, pois dificilmente haverá troco (o que foi dado, está dado).

O país é seguro, mas… Bom, como dito no decorrer desse texto, o Egito é um país seguro e com policiamento ostensivo nas ruas. Todavia, a observação que faço é a mesma, independente do país: cuidados gerais e atenção são sempre muito bem-vindos. Não dê bobeira, cuide de seus pertences, mantenha-se alerta!

Além disso, não podemos esquecer que pequenos golpes são comuns: se for pegar um táxi, negocie o valor antes; se for comprar algo, certifique-se exatamente qual produto está sendo comercializado e qual o valor; se alguém estranho, do nada, oferecer-lhe ajuda e puxar conversa, desconfie e corte caminho. Quanto ao valor “mais alto” pago eventualmente por algum produto, esse eu considero que entra na cota “engana turista” e eu já sei que invariavelmente vou pagar valores inflacionados uma vez ou outra, então eu abstraio (mas, ainda assim, vale lembrar que tudo no Egito deve ser negociado).

Evite o uso de cartão de crédito em lojinhas pequenas, no Mercado Khan el Khalili ou para compras de valores muito baixos. Motivo: risco potencial de clonagem. Não aconteceu comigo e não ouvi o relato de ninguém a respeito do assunto. Porém, o guia, embora não tenha dito abertamente o motivo, disse que eu não deveria passar meu cartão em ocasiões como as descritas (eu perguntei o motivo e ele se limitou a dizer que “era melhor não usar o cartão nessas situações). Fiz o uso do cartão de crédito em restaurantes e lojas maiores/mais renomadas e não tive problemas (mas tivemos a cautela de observar as compras registradas vez ou outra durante a viagem).

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Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

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