Egito

Guia completo: como organizar sua viagem para o Egito

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Tenho certeza que conhecer o Egito está nos planos de muitos turistas, principalmente aqueles apaixonados por história. E para te ajudar a planejar uma viagem incrível, preparei esse guia completo com todas as informações importantes, dicas e curiosidades que vão ser de grande valia na hora da sua organização. Aproveite a leitura e que venha a viagem!

Por que Egito?

De todos os países possíveis no mundo, creio que Egito tenha a resposta mais fácil.

Quem visita o Egito está em busca de aprender e ver de perto tudo que estudou, ou pelo menos ouviu falar, sobre um dos maiores impérios da antiguidade.

O Egito é história e quando eu digo isso, não estou me limitando apenas à história antiga, mas também aos episódios muito mais recentes, como o Egito Otomano, o Egito Islâmico e até mesmo acontecimentos bíblicos do cristianismo que se passaram no país, como o tempo que a sagrada família passou lá, fugindo do rei Herodes.

Pirâmide de Quéops

Como é o Egito?

Em linhas gerais, o Egito é um país intrigante, contrastante e fascinante. É preciso viajar de mente aberta, pois a diferença cultural e os costumes podem assustar pessoas que acham ser possível fazer uma viagem dessa magnitude sem sair da sua “bolha cotidiana”. Não basta viajar para o Egito é preciso vivenciar o Egito!

Numa viagem ao Egito, você poderá mergulhar numa história que data mais de 5 mil anos atrás, e cada etapa do roteiro revelará surpresas diferentes.

Se vale a dica: estude antes de ir, pois assim sua viagem será indiscutivelmente melhor aproveitada.

Um viajante pode ir para Itália e não se interessar pela história (embora isso seja praticamente um crime na minha opinião), pois pode ter em mente outros aspectos e interesses, como culinária, compras, hotelaria… Mas um viajante que vai para o Egito sem estar disposto a mergulhar na história, não merece fazer essa viagem.

Aproveite a oportunidade, abra-se para o novo, para o diferente e estude (ou relembre o que estudou) antes de ir!

Qual a moeda do Egito?

A moeda no Egito é a libra egípcia. 1 libra egípcia é igual a 0,26 real brasileiro. Considerando que o real é mais valorizado do que a moeda local, o Egito está nas listas de países baratos para viajar.

Na verdade, o que acontece, é que no Egito você terá opções para todos os bolsos, desde viagens Low Cost até viagens de alto padrão e muito luxo. Isso é ótimo, pois torna o destino acessível para diferentes grupos de viajantes.

O dólar é aceito no país, mas não em todos os lugares. Isso significa dizer que você pode levar dólar e, quando chegar lá, ir trocando conforme a necessidade. Geralmente há casas de câmbio dentro dos hotéis, e no Egito não é como em outros países, onde há diferença de cotação entre um lugar e outro (apenas o aeroporto deve ser evitado para câmbio, por conta da cotação pior no local).

Você pode pagar gorjetas em dólar e pode usar dólar em lojas. Porém, as entradas para os passeios, templos e atrativos turísticos sempre será em libra egípcia. Muitos lugares também aceitam cartão de crédito, mas não é recomendado usá-lo em todo e qualquer lugar por conta de risco de clonagem (exemplo: melhor não usar o cartão no mercado Khan Khalili, no Cairo) – em restaurantes e lojas maiores o uso representa menos risco.

Atualmente eu uso a Wise para fazer minhas remessas quando viajo ao exterior. Pelo app da Wise você envia o valor desejado em real e a própria Wise faz a conversão na moeda desejada. É muito simples, muito rápido e até onde eu tenho conhecimento, via Wise você consegue e melhor cotação.

Quando você abre sua conta na Wise, você solicita um cartão. O meu cartão tem bandeira Visa, então em qualquer lugar que aceitar cartão bandeira Visa, eu consigo usar meu cartão da Wise na função débito. Também é possível sacar dinheiro dentro do limite diário.

Eu tenho um link (https://wise.com/invite/iw/rodrigoo15) para você experimentar o serviço, fazendo seu cadastro gratuitamente e com isenção de tarifa na sua transferência de até 500 GBP.

A Wise facilitou muito nossa vida. Agora você não precisa mais fazer previsão de quanto dinheiro vai gastar na sua viagem e levar câmbio trocado. É possível ir fazendo pequenas remessas durante a viagem e usar o cartão na opção débito ou sacar na moeda local.

Qual é o idioma falado no país?

O idioma oficial do Egito é o árabe. Nos hotéis você pode se comunicar em inglês, bem como nos restaurantes. Fora isso, provavelmente você estará na companhia do guia, e a notícia boa é que tem uma quantidade considerável de guias no Egito que falam português.

Quando ir para o Egito?

O turismo movimenta a economia do país e permanece ativo durante todo o ano.

Todavia, existem épocas “melhores” e “piores” para fazer essa viagem, visto que estamos falando de um país localizado no deserto.

Vamos começar pelos meses que “é melhor evitar“: estamos falando dos meses de junho, julho e agosto. Esses três meses são de calor intenso, com temperaturas facilmente ultrapassando 40ºC (e a sensação térmica pode chegar a 50ºC). Isso acaba tornando os passeios cansativos, pois se tratam de templos a céu aberto, com poucas áreas cobertas.

Você poderá ver outros artigos/posts incluindo o mês de maio nessa “restrição”. E sobre maio eu consigo falar com mais credibilidade, pois foi exatamente o período da minha viagem.

Para ser mais precisa, como dizem os próprios egípcios, a data limite para uma viagem confortável (sob o aspecto tempo e temperatura) seria até a primeira quinzena de maio.

Eu viajei justamente na segunda quinzena de maio que, em tese, já é o início do período mais quente. E, sob a minha ótica, com todas as variações e mudanças climáticas pelas quais estamos passando, é impossível traçar uma linha com tanta exatidão.

De um ano para o outro a temperatura pode variar e ondas de calor podem se constatadas em semanas diferentes. Então leve isso apenas como uma recomendação, mas organize sua viagem conforme sua disponibilidade, considerando a maior ou menor probabilidade de calor intenso.

Fiquei 13 dias no Egito (durante a segunda quinzena de maio) e, embora calor, não senti que a temperatura estava “insuportável”, apesar de ter registrado mais de 40ºC no termômetro em alguns momentos do dia. Além disso, muitos passeios são estrategicamente organizados em horários com temperatura mais baixa, como início da manhã e final da tarde.

Em resumo, achei suportável viajar para o Egito na segunda quinzena de maio. Porém, se você é uma pessoa que sente muito calor, melhor não viajar entre meio e agosto.

Então, se você tem disponibilidade para escolher a melhor época, considere os meses de setembro, outubro e novembro. Nesses meses a temperatura fica mais agradável e o calor ainda permanece, o que possibilita aproveitar as praias também.

Uma observação apenas em relação ao mês de novembro que, a depender do ano, o frio pode se adiantar um pouco e alcançar esse mês.

Agora se você prefere viajar no frio (que é ameno), considere os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. No Cairo, a temperatura em média no inverno fica em torno de 16ºC. Março também é um bom mês para essa viagem, com média de 26ºC.

O mês de abril tem uma peculiaridade: é comum haver tempestade de areia, fenômeno chamado de siroco (khamsin, em árabe). Imagino que seja desconfortável.

A alta temporada começa em outubro e se estende até abril. Enquanto a baixa temporada coincide com os meses de verão, de maio até setembro.

Quais os documentos necessários?

Para ingressar no Egito, brasileiros precisam apresentar passaporte válido, com vigência mínima de 6 meses e o visto.

O visto será feito no desembarque, dentro do próprio aeroporto, antes de passar pela imigração. Você paga 25 dólares e recebe o visto no passaporte. Leve o valor trocado, precisa ser em dólar.

Vacina de febre amarela também é necessária, mediante apresentação de CIVP – Carteira Internacional de Vacinação e Profilaxia contra febre amarela.

Além disso, pode ser exigido teste PCR ou antígeno negativo para Covid19 e/ou comprovante de vacinação de Covid19. Como se trata de uma situação transitória, você terá que se informar as regras vigentes para a data da sua viagem.

Eu precisei apresentar passaporte, vacina de febre amarela e vacina de covid19 no momento do embarque, ainda no Brasil. Ao desembarcar no Cairo, foi solicitada apresentação apenas de passaporte com visto (que eu paguei e retirei lá no aeroporto mesmo).

Como chegar no Egito?

Até então só há opções de voos com conexão, todavia, essa situação em breve irá mudar, visto que a EgyptAir começará a operar voos diretos entre Brasil e Cairo ainda em 2022.

Atualmente o aeroporto do Cairo recebe voos de companhias aéreas como KLM, British Airways, Lufthansa, Air France, Qatar e Emirates.

Eu voei com a Qatar, fazendo conexão em Doha… pra ser sincera, foi uma péssima escolha, pois a viagem se tornou muito cansativa, tendo em vista que foi necessário ir até Doha (14h de viagem), fazer conexão (mais um tempo de espera) e depois voltar para o Cairo (3h de viagem). O ideal seria pelo menos fazer um stopover para conhecer o Qatar, mas meu tempo de viagem estava bem contado.

Com certeza quando tivermos a opção de voo direto, será muito melhor. Mas enquanto não temos, creio que as opções melhores ficam com as companhias europeias, com conexões na Holanda, Inglaterra, Alemanha ou França e opções de stopover.

Quantos dias ficar no Egito + Sugestão de roteiro

A quantidade de dias no país dependerá do que o viajante tem em mente para o roteiro. A notícia boa é que organizar um roteiro pelo Egito não é difícil, principalmente se considerarmos que o ideal é que a viagem seja planejada com auxílio de uma agência, como será exposto mais adiante.

O meu roteiro foi de 13 dias:

  • Dia da chegada: não conto o dia da chegada no Cairo, pois cheguei 23h e não fiz nada nesse dia, exceto check-in no hotel para dormir.
  • Dia 1: Cairo, com visita ao complexo de Gizé (pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos + Esfinge), Mênfis e Saqqara.
  • Dia 2: voo de Cairo para Aswan e pernoite em Aswan.
  • Dias 3, 4, 5 e 6: cruzeiro pelo Nilo e visita aos templos no caminho entre Aswan e Luxor.
  • Dias 7, 8, 9 e 10: Mar Vermelho (Hurghada + El Gouna).
  • Dias 11 e 12: Cairo, com visita ao Museu da Civilização, Museu do Cairo, Mesquita de Alabastro, mercado Khan Khalili, Bairro Copta e Mosteiro de São Simão.
  • Dia 13: retorno ao Brasil.

Não vou dizer que não ficou nada de fora, mas consegui fazer um roteiro bem completo com 13 dias de viagem.

Você pode enxugar ou ampliar o roteiro, conforme sua disponibilidade de dias. Se você tiver mais dias de viagem, pode incluir Alexandria, Deserto Branco e Sharm el Sheikh. Se tiver menos dias, pode reduzir uma noite no Mar Vermelho ou no Cairo ou, ainda, não fazer o cruzeiro pelo Nilo.

Seja qual for o seu interesse, recomendo que Egito seja um país visitado com tempo (leia-se: pelo menos 10 dias). Algumas pessoas cogitam em “passar” pelo Egito numa viagem combinada com outros países. Não penso ser a melhor escolha, visto que conhecer o Egito é uma viagem intensa e demanda disposição.

Ainda, assim, caso você queira apenas “dar uma passadinha por lá” (leia-se: viagem de menos de 1 semana), sugiro um roteiro focado no Cairo (complexo de Gizé, Museu da Civilização, Museu do Cairo) + Luxor (Templo de Karnak, Templo de Luxor, Vale dos Reis, Templo de Hatshepsut e possibilidade de voo de balão).

Ir por conta própria ou com agência?

Sem a menor dúvida, digo que Egito é um destino para ser visitado com o auxílio e suporte de uma agência de viagem.

Existem muito fatores para isso, e os principais deles giram em torno dos costumes e cultura do país.

Ao contrário de outros países, onde o viajante pode alugar um carro, dirigir e desbravar tudo por conta própria, no Egito alugar um carro é complicado, seja pelo trânsito (caótico no Cairo), seja pela proibição de transitar em determinadas estradas (com muitas barreiras e fiscalizações do exército pelo caminho).

Mesmo superada a questão de alugar carro e dirigir por conta própria, também não vejo como boa opção usar transporte público (fraco) ou táxi/Uber durante toda a viagem.

No Cairo existe serviço de Uber, então é possível sim fazer os passeios centrais e se locomover de um ponto a outro, como Museu Egípcio do Cairo, Museu da Civilização, Bairro Copta, Torre do Cairo, restaurantes… Todavia, o trajeto do Uber ficará restrito aos pontos turísticos centrais.

Nas outras cidades, onde não existe Uber, seria necessário usar táxi e sempre com a cautela de negociar valores antes, o que torna a viagem desgastante.

Embora as barreiras de locomoção dificultem uma viagem ao Egito por conta própria, na verdade o que mais pesa a favor de ir com uma agência é o acompanhamento do guia, que te explicará a história do local e assim tudo fará sentido. Ir para o Egito e visitar as pirâmides e os templos sem as explicações do guia, é o mesmo que assistir um filme no mudo e sem legenda.

Todo o planejamento da minha viagem ficou a cargo da EGP Viagens e foi tudo impecável (confira aqui o post review), uma agência confiável e que conduziu minha viagem de forma a me garantir conforto, sem preocupações, a não ser aproveitar cada experiência proporcionada.

Ainda na fase de preparativos eu passei para a agência quantos dias eu teria disponíveis e pedi uma sugestão de roteiro (o mais completo possível dentro da minha possibilidade). Poucos dias depois recebi o roteiro para revisão e aprovação.

Analisei o roteiro, fiz pequenas alterações e confirmei com a EGP. Nesse formato eu fiz um roteiro personalizado, pois com a ajuda da agência, planejei uma viagem que atendesse minhas expectativas. Tudo foi personalizado para mim.

Existem opções de pacotes fechados, com roteiro pré-definido, e opções de roteiros personalizados, quando o cliente escolhe e define junto com a EGP o passo a passo da viagem.

No meu roteiro, todos os passeios foram personalizados e feitos na companhia de um guia local que falava português. Além do guia, um motorista nos acompanhava, deixando tudo mais confortável e contribuindo para que tivéssemos a melhor experiência possível no Egito. A organização da EGP foi impecável!

Para quem deseja economizar, existe opções de passeios em grupos, que reduzem os custos da viagem. Todavia, o custo benefício de uma viagem para o Egito é muito bom, e vale a pena investir em um pouco mais de conforto, visto que estamos falando de um país onde o real vale mais que a moeda local – Egito está na lista dos países baratos para viajar.

Durante a viagem, contamos com as explicações de dois guias diferentes e ambos falavam português. O primeiro guia nos acompanhou nos passeios pelo Cairo, Mênfis e Saqqara. O segundo guia nos acompanhou no cruzeiro pelo Nilo e em todas as visitas aos templos.

No caso do cruzeiro, o guia embarca no mesmo cruzeiro que você e, quando o navio atraca em algum local para visitar templos, o guia te acompanha para dar todo o suporte necessário e fazer as explicações. E assim funciona na maioria dos navios de cruzeiro pelo Nilo (são raros os navios que possuem “guia do navio”).

Quanto aos traslados, funcionou da mesma forma: sempre no sistema privativo, considerando as peculiaridades do nosso roteiro. Um motorista nos aguardava no aeroporto ou hotel para nos levar até o próximo destino. Em resumo, posso dizer que foi a viagem mais confortável que eu já fiz, pois não precisei me preocupar com nada!

E para que a sua viagem seja tão especial e proveitosa como foi a minha, consegui 5% de desconto com a EGP Viagens para seguidores MV no Instagram (@maladeviagem) ou leitores do blog que fecharem qualquer opção de pacote de viagem ao Egito, incluindo roteiros personalizados e também a opção do meu roteiro, chamado de “Roteiro MV Inspira“.

Você pode solicitar uma cotação com a EGP e informar que deseja usar o cupom de desconto ANNA5.

Complexo de Gizé

Como funciona a gorjeta?

Outro ponto positivo de contar com a experiência e auxílio da agência é no tocante às gorjetas.

O Egito, culturalmente, é um país de gorjetas. Muitos perguntam: “é obrigatório dar gorjeta?” – eu respondo dizendo que não é obrigatório no sentido de existir uma lei impondo que você dê gorjetas, mas é um costume enraizado, então funciona como uma norma comportamental, e é complicado fugir disso… eu diria: “se você não está disposto a dar gorjetas, então será melhor buscar outro destino para suas férias.”

O que acontece na prática é que, como se trata de um costume, após prestar o serviço em seu favor, a pessoa ficará na sua frente esperando sua contraprestação.

Que a gorjeta é devida, já sabemos. Mas outra dúvida frequente que surge é no tocante ao valor dessa gorjeta. Como saber quanto dar de gorjeta para cada serviço prestado?

Não existe uma tabelinha de valores de gorjeta para nos guiar, mas geralmente você estará agindo dentro do padrão se der uma gorjeta entre 1 a 4 dólares por serviço prestado (você pode dar gorjeta em libra egípcia também, mas vamos falar em dólar para facilitar).

Exemplo: 2 dólares para o funcionário do hotel que levou sua mala até o quarto (lembre-se: se você pedir para levar sua própria mala, você não será bem visto, pois é usual deixar que alguém faça isso por você e, assim, possa receber gorjeta pelo serviço prestado); 4 dólares para o camareiro que limpou o seu quarto no hotel; 3 dólares para o motorista… e assim por diante. Não tem um valor exato, é você quem vai se direcionando conforme esse parâmetro médio e definindo quanto quer dar para cada prestador/funcionário.

Para o guia que te acompanha no passeio, fazendo todas as explicações, o que se recomenda é entre 10 e 15 dólares por pessoa e por dia de passeio. Exemplo: nosso guia do cruzeiro ficou conosco por 4 dias, então, ao final, meu marido e eu demos 100 dólares de gorjeta a ele. E novamente ressalto que não existe valor fixo, você pode dar mais ou menos, conforme sua opinião pessoal.

A agência pode te ajudar na orientação quanto aos valores que você pode dar de gorjeta para cada pessoa e, mais do que isso: se você preferir, a agência que organizou sua viagem pode pegar o valor total de gorjeta e distribuir entre todas as pessoas que prestarem algum serviço pra você durante a viagem, assim você não precisará se preocupar em pagar gorjeta toda hora, nem manter dinheiro trocado na carteira.

Isso pode ser combinado! Combinamos com nossa agência 50 dólares por pessoa para gorjeta (incluindo os funcionários dos hotéis e motoristas) durante toda a viagem. Apenas a gorjeta dos guias ficou de fora (essas entregamos diretamente aos guias).

E como saber que o dinheiro da gorjeta foi de fato repassado aos prestadores de serviço? Isso é simples: como a gorjeta é cultural, o prestador irá esperar por ela. Desta forma, se nada foi repassado a ele de antemão, ele provavelmente esperará ou perguntará sobre a gorjeta ao final do serviço. E se isso acontecer, você vai dizer que o valor da gorjeta está com o guia e informar o guia na sequência. Mas não se preocupe, pois isso é comum, ou seja, é usual que os turistas combinem desta forma com suas agências, até para deixar a viagem mais tranquila nesse ponto.

O que esperar de uma viagem ao Egito?

Uma viagem ao Egito significa imersão cultural e mergulho na história. O ponto forte do destino são esses fatores. Você verá com seus próprios olhos tudo aquilo que leu nos livros, viu em séries ou filmes. É impossível amar história antiga e não se surpreender com todas as riquezas deixadas pelos antigos egípcios. E aqui estamos falando de mais de 5 mil anos de história!

E digo mais: ainda que você não se classifique como um turista interessado ou amante da história antiga, acho improvável o Egito não te convencer do contrário.

Mas não é “só” isso. Entender e compreender o Egito exige mais do que saber a história antiga. Estamos falando de um país islâmico, então do ponto de vista cultural, o turista ocidental se deparará com um universo diferente.

A língua árabe, o trânsito caótico do Cairo, as roupas, os hábitos. É importante ir de coração aberto, pois você pode até não concordar com muita coisa que verá, mas será necessário respeitar.

Para mim, por exemplo, o mais difícil foi lidar com a permissão de fumar “em qualquer lugar”, principalmente em restaurantes fechados e dentro dos hotéis/quartos. Foi um costume permissivo que me incomodou muito, mas precisei entender e respeitar.

Outro costume que geralmente incomoda bastante os turistas é a insistência dos vendedores, que intercedem com veemência para que seus produtos sejam comprados.

Confesso que pelo que dizem, imaginei que seria pior, quando na verdade achei semelhante à forma de abordagem feita em países como Turquia e Peru, por exemplo. Como eu já tinha passado por experiências semelhantes anteriormente, isso não foi algo que me incomodou e, na companhia do guia, percebi que o turista tende a ser menos molestado do que aqueles que viajam sem guias.

Quando você não quiser ver ou comprar nada, basta seguir reto ou dizer “la la la shukran” (não, obrigada).

O que levar na mala?

Se sua viagem for durante os meses de inverno, não há nenhuma consideração diferente a ser feita. Nesse caso você deverá conferir a previsão do tempo dias antes e levar roupas de frio adequada para as temperaturas previstas.

Porém, se a sua viagem for durante os meses de verão, é importante lembrar que você estará indo para um país islâmico, onde as mulheres usam burca ou, no mínimo, cobrem ombros, pernas e cabeça.

Não existe regra proibitiva em relação às roupas das turistas, mas é uma questão de bom senso e respeito à cultura do país. Não precisa se vestir para sentir mais calor que o necessário, mas é recomendado ter um lenço em mãos para jogar em cima dos ombros em determinadas situações.

Para visitar mesquitas é necessário cobrir pernas e ombros, mas nem sempre haverá uma fiscalização proibindo a entrada de quem não está com a vestimenta adequada. Novamente vale o bom senso.

Deixe as roupas mais curtas e cropped para usar quando estiver nas praias do Mar Vermelho, como Hurghada, El Gouna e Sharm el Sheikh.

Lembrando que essas orientações se tratam apenas de recomendações, mas, em regra, não há proibição de vestimentas, de forma que cada um pode se vestir como entender adequado e avaliar as consequências de suas escolhas, lembrando que se estamos falando de um país onde as mulheres residentes usam burca ou roupas completamente cobertas, provavelmente as turistas que se vistam muito diferente disso, tendem a destoar completamente e atrair mais atenção e olhares, nem sempre desejados.

Como é a segurança no Egito?

Em termos de criminalidade, o Egito é um país seguro (mais do que o Brasil). Existe policiamento por todos os lados e o exército também está nas ruas e nas estradas.

Você passará por detector de metais em todos os lugares (às vezes mais de 1 no mesmo local). Tem detector para entrar em hotéis, museus, templos, atrações turísticas em geral e no aeroporto você passará por detector até para ingressar no local (e depois no embarque passará por outro).

Perguntei para os guias sobre a criminalidade, principalmente furtos e roubos, e eles me tranquilizaram.

Talvez o fato de ver exército nas ruas, policiamento exacerbado e tantos detector de metais, gere uma falsa presunção de que isso é necessário por conta da criminalidade ou dos riscos de atentados, mas não. Em linhas gerais, o Egito é um país seguro sim, o que não significa que medidas de cuidado e cautela não devam ser adotadas (o que vale para todo e qualquer lugar do mundo).

Algumas mulheres me perguntaram sobre a possibilidade de viajarem sozinha para o Egito: eu não viajaria. É um país culturalmente diferente do Brasil e as mulheres não tem a mesma liberdade com a qual estamos habituadas. Diante dessas peculiaridades, eu não me sentiria confortável em viajar sozinha.

A melhor opção para essa situação, ao meu ver, é fazer uma excursão em grupo de brasileiros ao invés de ir sozinha e a EGP Viagens pode te informar melhor sobre essa opção. Por outro lado, não veria problema em viajar com um grupo de mulheres (minha insegurança é apenas em relação a ir sozinha, sem nenhuma companhia – e ainda assim ressalto que é uma opinião pessoal).

Cairo
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Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

2 Comments

  1. Anna, muito bem detalhado, como sempre. Excelente e de muita ajuda.
    Creio que uma das minhas próximas viagens será pra lá, e o ponto que mais me deixava em dúvida era se contratava uma agência ou não. Acho que, pelo seu post, e por vídeos que vi, acho que contratar uma agência será a melhor opção.
    Valeu!

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