Costa Rica

Um guia completo pra você organizar sua viagem à Costa Rica

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Até 2020 Costa Rica não era um país topo de lista pra mim, então é normal se pra você também não for (ou se pra você também não era). Mas depois de ler esse post com informações sobre como organizar sua viagem pra lá, quais atrações você pode incluir no seu roteiro, com sugestões de hospedagens (nunca vi um país pra ter tantas opções maravilhosas igual a Costa Rica), muito provável que esse destino passe a ser topo de lista pra você também!

Por que a Costa Rica?

Talvez te pareça estranho alguém surgir com a ideia de que a Costa Rica é um dos países mais incríveis para se conhecer… E eu entendo, pois eu sei que ainda não é um destino muito difundido entre os brasileiros.

Mas enquanto os brasileiros ainda “não descobriram a Costa Rica”, os gringos (principalmente norte-americanos e europeus) já descobriram o país há tempos, e por isso o destino é visto como um dos mais “bombásticos” na América Latina.

E pra que não digam que eu só falei de flores, infelizmente não é considerado um país barato para se fazer turismo. Se o seu desejo é fazer uma viagem alto padrão, não pense que porque Costa Rica é um país da América Central ou porque sua moeda (colón costarriquenho) é desvalorizada, que os preços serão baixos.

Porém, é como sempre digo: o seu bolso é o seu guia e sim, é possível planejar uma viagem, mesmo para Costa Rica, seguindo o seu orçamento e fazendo algumas escolhas estratégicas para que a viagem não extrapole suas reservas.

Inclusive, eu defendo a ideia que qualquer destino do mundo pode resultar em baixo ou alto custo durante uma viagem, pois tudo é uma questão de escolhas. O fato é que em alguns destinos você consegue fazer uma viagem de alto padrão sem gastar o mesmo que gastaria em destinos considerados “caros”.

E uma das coisas legais da Costa Rica é que é um destino totalmente versátil: atende desde o viajante mais “raiz” até aquele considerado do time “Nutella”, rsrs…

E nesse post o meu objetivo é fazer um apanhado geral de tudo o que você pode incluir no seu roteiro para uma viagem à Costa Rica.

Provavelmente você não vai ter tempo (ou mesmo interesse) para fazer tudo que eu inclui nessa lista de opções, mas tenho certeza que as informações aqui te darão um excelente panorama do país e de suas atrações.

Quanto às sugestões de hospedagem indicadas, são, em sua maioria, hospedagens consideradas de categoria conforto ou luxo (muitas delas exclusivas para adultos), mas isso não significa dizer que são as únicas: há diversas hospedagens de baixo custo também, bem como opções indicadas para quem viaja com crianças e por isso possui necessidades e interesses diferentes.

E agora passemos às razões que me fizeram colocar a Costa Rica no topo da minha lista de destinos internacionais:

Só para introduzir o assunto, cerca de 25% do território costarriquenho (51.100 km²) representam área de conservação. O país é um dos mais ecologicamente corretos do mundo, abriga 4% de toda a biodiversidade do planeta, busca se tornar o primeiro país “carbon free”*, e usa a expressão “Pura Vida” como mantra.

*A Costa Rica pretende alcançar uma meta louvável: tornar-se o primeiro país do mundo a emitir apenas a quantidade de carbono que é capaz de neutralizar com suas florestas e políticas ambientais. 

Um prato cheio para turistas que querem relaxar em meio à natureza, mas também valorizam uma boa infraestrutura. Isso mesmo, a Costa Rica ao mesmo tempo que é total “natural vibes”, é super preparada para receber muito bem seus turistas. 

O turista pode escolher desde hospedagens no estilo “roots”, até lodges de luxo no meio da floresta, hotéis boutique na montanha com piscina de borda infinita com vista para o mar ou grandes resorts 5 estrelas. E sempre haverá muita integração com a natureza, desde a mais simples das hospedagens até aquela mais luxuosa.

O país é pequeno, tem área total aproximada ao estado do Espírito Santo, mas foi muito agraciado em sua localização, pois é banhado ao leste pelo Oceano Atlântico (Mar do Caribe) e ao oeste pelo Pacífico. Num dia você está vendo o sol nascer no litoral Atlântico e dias depois pode ver o sol se por no litoral Pacífico!

O turista pode incluir no seu roteiro desde dias de relaxamento das praias e em águas termais, até atividades mais intensas como trilhas nas florestas tropicais, mergulhos, tirolesa entre as copas das árvores, visita a vulcões e a lista continua… Escolhas precisarão ser feitas, pois não dá pra aproveitar tudo numa só viagem (exceto se você tiver pelo menos 1 mês para desfrutar do país).

A Costa Rica, esse país pequeno em extensão do qual estamos falando, tem nada menos do que 35 parques nacionais e 8 reservas biológicas. E, além de suas incontáveis belezas naturais, o país também é sempre lembrado pela alegria de sua população – o povo costa-riquenho é conhecido com um dos mais felizes do mundo.

E só para concluir com chave de ouro essa lista de coisas boas, o país aboliu o exército em 1949, e os recursos até então direcionados a ele, passaram a ser empregados na educação, na saúde e aposentadoria da população.

4% de toda a biodiversidade do planeta está na Costa Rica

Localização, fuso horário, como chegar e como se locomover na Costa Rica

A Costa Rica fica na América Central, faz fronteira ao sul com o Panamá e ao norte com a Nicaragua. É banhada pelo Oceano Atlântico (Mar do Caribe) ao leste e pelo Oceano Pacífico ao oeste.

O país é cortado por cordilheiras, conhecido por sua biodiversidade e dezenas de vulcões (muitos ativos, inclusive).

É dividido em 5 regiões: Vale Central, Puntarenas, Planícies do Norte, Guanacaste e Caribe da Costa Rica.

O fuso é de 3 horas a menos em relação ao horário de Brasília.

O aeroporto porta de entrada no país é o aeroporto internacional de San José, chamado Aeropuerto Juan Santamaría – SJO.

Infelizmente não existem voos diretos do Brasil, mas é possível fazer conexão no Panamá, na Colômbia, no Peru, no México ou nos EUA.

Saindo do Brasil, as opções de voo mais tradicionais são:

  • Avianca: com conexão em Bogotá/Colômbia ou em Lima/Peru.
  • Copa Airlines: com conexão na Cidade do Panamá/Panamá.
  • Delta: com conexão nos Estados Unidos.
  • Aeroméxico: com conexão na Cidade do México.
  • Latam: com escalas em Santiago e Lima.

Durante a pandemia pelo COVID-19, a Costa Rica foi um dos países que reabriu para turistas brasileiros e, considerando a necessidade de conexão, as melhores opções no momento são via Panamá ou México.

Uma vez no país, a melhor forma de se locomover é alugando um carro e fazendo uma “road trip”, passando pelos principais pontos turísticos da Costa Rica, bem como naqueles lugares que combinem com o seu estilo de viagem.

Quanto ao carro, o ideal é que seja um 4×4, tanto pela segurança, quanto pela possibilidade de acessar locais mais “inexplorados”, montanhas, áreas sem asfalto.

Outra coisa que no começo você pode estranhar é que vai perceber que as distâncias entre as cidades/regiões são muito curtas, mas o tempo de viagem muito longo. E é isso mesmo:

De San Jose até a Liberia são 217 Km = 45 min de avião ou 4 horas de carro. De San José até Tamarindo são 274 Km = 50 min de avião ou 5 horas de carro. De San José até a Bahia Drake são 392 Km = 50 min de avião ou 8 horas de carro.

Esqueça a ideia de ver o sol nascer no Atlântico e, no mesmo dia, assistir o por do sol no Pacífico… Exceto se você fizer o trajeto de avião.

Essa demora no percurso é resultado de vários fatores: o país é cortado por cordilheiras, então algumas regiões são recheadas de curvas; muitas pistas são simples; a velocidade média permitida é realmente reduzida; pode haver animais nas pistas; chove com frequência em muitas áreas. Enfim, calcule o tempo necessário para o deslocamento e Pura Vida – não tenha pressa, pois numa viagem de carro, o trajeto faz parte da programação.

Para dirigir no exterior leve sempre sua carteira internacional de habilitação. Nós nunca tivemos nenhum problema com a brasileira, mas se for seguir a lei, muitos países exigem a internacional, por isso o certo é ter as duas em mãos.

Se você fizer uma “road trip” como eu planejei minha viagem, a informação que vem na sequência será apenas a título de curiosidade:

Caso você necessite/queira, existem companhias aéreas internas para circular pelo país, a exemplo da Sansa Regional e da Aerobell Airlines.

Caribe da Costa Rica

Documentação necessária para ingressar na Costa Rica

Brasileiros precisam apenas de passaporte válido, com pelo menos 6 meses até a data de expiração, além do certificado internacional de vacinação atestando que o visitante está vacinado contra febre amarela.

Atualmente, com a pandemia pelo COVID19, a Costa Rica não exige que o visitante brasileiro faça teste PCR para detectar o vírus, mas exige que o viajante esteja com seguro viagem que cubra as despesas médicas, hospitalares e acomodação decorrente de uma eventual infecção.

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Quando ir, o que levar na mala e quantos dias ficar na Costa Rica

A Costa Rica é um país quente durante todo o ano, embora haja uma significativa diferença entre o clima e a temperatura nas montanhas, florestas e vulcões, daquele que o visitante encontrará nas praias. 

É um país com duas estações bem definidas: a estação seca e a estação chuvosa.

A estação seca compreende os meses de novembro até abril, enquanto a estação chuvosa vai de maio até outubro.

Todavia, importante lembrar que 30% de seu território está coberto por florestas tropicais úmidas, o que significa dizer que em determinadas regiões do país as chuvas são frequentes até mesmo na estação seca, como acontece no Vale Central e Planícies do Norte.

Por outro lado, na Costa do Pacífico não é comum chuvas intensas no período seco (o que não significa que não possam acontecer). Na costa caribenha costuma chover mais.

Anywayideal é visitar o país entre novembro e abril. Os melhores meses são março e abril, com exceção do feriado de Páscoa (preços mais altos).

Na mala não pode faltar: tênis ou bota de trilha impermeável, sapatilha para mergulho (se for entrar em cachoeiras e não quiser correr o risco de se machucar ao pisar em pedras), boné/chapéu, protetor solar, repelente, capa de chuva (se quiser se proteger de eventuais chuvas pelo caminho), roupa para banho, roupas confortáveis para fazer as caminhadas, jaqueta corta-vento e/ou impermeável (as regiões com mais altitude costumam ser frias) e, se for fazer alguma trilha em alguma floresta, invista em uma roupa própria para trilhas, assim você se protege de eventuais insetos também.

Por ser uma viagem “itinerante”, procure não levar muita coisa e repetir roupas sem neura. Imagina que desconfortável ficar se locomovendo com mala grande durante toda a viagem?

Em viagens com hospedagem “cada dia num lugar” (ou que seja a cada 2 ou 3 dias num lugar), o ideal é viajar “leve”, com pouca bagagem e looks confortáveis (na hora de fazer a mala, pense em peças que façam o estilo “esportista”).

Sobre a quantidade de dias eu tenho a seguinte opinião: não importa quantos dias você tem para fazer sua viagem, mas sim o que você fará no seu tempo.

Viagens mais longas te proporcionarão mais experiências e a oportunidade de conhecer mais lugares.

Viagens mais curtas serão limitadas a determinas regiões, mas nem por isso deixa de ser uma opção.

Considerando os custos com deslocamento, eu recomendo no mínimo 7 dias para conhecer um pouco do país, mas o ideal é ter uns 15 dias, pois com esse tempo dá pra montar um roteiro bem bacana.

Floresta nublada na Costa Rica

Moeda da Costa Rica

A moeda da Costa Rica é o colón costarriquenho (CRC) ou “colone” em espanhol.

Atualmente um colón vale 0,0088 reais. Então, para fazer a conversão, você precisa multiplicar o valor em cólon por 0.0088.

Em outras palavras e fazendo a conta inversa, 1 real vale 114,21 cólon costarriquenho.

A dica é trocar um pouco de dólar por cólon no aeroporto e deixar o restante em dólar mesmo, se você preferir. Isso porque o dólar é amplamente aceito no país.

Todavia, para compras pequenas, principalmente em lugares mais simples ou comércio local, o ideal é ter dinheiro trocado em colón.

Se você estiver viajando de carro pela Costa Rica, também vai precisar de cólon para pagar os pedágios, mas não se preocupe que não é caro.

Depois, no decorrer da sua viagem, você pode trocar mais dólar por cólon, quando encontrar casas de câmbio com cotação melhor do que no aeroporto.

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Regiões da Costa Rica: Vale Central

No Vale Central mora 70% da população da Costa Rica, e compreende a região da Capital San José, Vulcão Poás, Vulcão Irazu e Turrialba.

San José da Costa Rica

San José será sua porta de entrada e saída no país. Algumas pessoas reservam um ou dois dias para passear pela capital.

A cidade surgiu em 1737 e seu crescimento foi lento até o momento da cultura cafeeira virar a principal economia do país. Quando isso aconteceu, San José superou a antiga capital Cartago e os barões do café investiram muito na cidade.

Embora existam algumas opções turísticas para se fazer em San José, como o Teatro Nacional, o Museo del Oro Precolombiano, a Catedral Metropolitana, o Parque Nacional, o Edifício Correos, o Centro de Ciências e Cultura, o Mercado Central… Na hora de montar meu roteiro, eu preferi explorar o que a Costa Rica tem de melhor e, com certeza, San José não entra nessa lista.

Outro grupo de pessoas optam por passar um tempo da viagem em San José e, a partir dali, fazer alguns passeios no estilo bate-volta até o Vulcão Poás, até o Vulcão Irazu e/ou até Turrialba (onde você poderá fazer o rafting que é considerado um dos melhores do mundo).

Também não foi a minha opção fazer esse tipo de roteiro, pois alugando um carro eu fico livre para estar cada dia num lugar (aluguei via @doutorviagem e consegui uma ótima cotação), sem necessidade de ficar dirigindo pelo trânsito (dito “caótico”) de San José.

Para quem opta por montar base em San José, o bairro nobre da cidade é o Escazu – um bairro residencial, com shopping e bons hotéis.

San José

Vulcão Poás

O Vulcão Poás fica no Parque Nacional Volcán Poás, está a 2 mil metros de altura, e é um dos vulcões mais visitados da Costa Rica, principalmente em razão do belo lago azul turquesa formado no interior de sua cratera. 

Vulcão Poás

Vulcão Irazú

O segundo vulcão em destaque no Vale Central é o Vulcão Irazú, o mais alto da Costa Rica, com 3.400 metros de altitude. O Irazu possui quatro crateras e dentro da cratera principal também há um lago azul esverdeado que chama a atenção dos visitantes.

Para conseguir ver os lagos de ambos os vulcões, o dia precisa estar limpo, sem névoas. Considerando a altitude e os efeitos climáticos na região dos dois vulcões, o ideal é ir bem cedo e assim aumentar a probabilidade de conseguir ver os lagos azuis (em época chuvosa é mais difícil).

Vulcão Irazú

Turrialba

Para quem optar por fazer o rafting no Rio Pacuare, na região de Turrialba, acho que vale a pena fazer mais do que um simples bate-volta até a região.

Por questão de tempo, eu tive que fazer escolhas e optei por deixar Turrialba de fora, mas se eu tivesse pelo menos mais dois dias de viagem, eu teria incluído a região no roteiro. 

Rio Pacuare

E aqui já vão duas opções de hospedagens charmosíssimas na região:

Para quem pode investir mais em hospedagem, vale conferir o Pacurare Lodge, um Lodge de luxo, 5 estrelas, na beira do rio, que incluiu todas as refeições no valor da diária e promete um atendimento bastante exclusivo.

Para quem também valoriza hospedagem, mas quem uma opção de nível não tão alto como o Pacurare Lodge, minha sugestão é o Ecolírios Boutique Hotel, que fica no meio de muito verde e os quartos possuem janela do chão ao teto, toda em vidro! Namorei bastante esse hotel e seria minha opção se tivesse decidido visitar a região de Turrialba.

Regiões da Costa Rica: Planícies do Norte

Nas Planícies do Norte vale a pena incluir no roteiro a cidade e região de La Fortuna e Bajos del Toro.

Essa região está no centro do país, longe da costa. Aqui você vai encontrar muita biodiversidade, florestas, rios, cachoeiras e vulcões. 

La Fortuna

La Fortuna, distrito pertencente à província de Alajuela, é um “must go” na Costa Rica. Trata-se da cidade-base para conhecer (de longe) o Vulcão Arenal, que é um dos cartões postais do país. 

Não é permitido escalar o vulcão, pois esse é um vulcão ativo e os gases expelidos são tóxicos, mas é possível fazer algumas trilhas de lava pelo Parque Nacional Volcán Arenal e assim chegar “mais perto” do vulcão.

Você pode ter ficado preocupado(a) quando eu disse que o Arenal é um vulcão ativo, né? Mas embora seja sim um vulcão ativo, no momento ele não oferece perigo. 

Depois de centenas de anos adormecido, o Arenal entrou severamente em erupção em 1968, causando destruição nas pequenas cidades de Tabacón, Pueblo Nuevo e San Luís. Apenas a atual La Fortuna, que na época chamava El Borio, manteve-se completamente intacta (e por conta disso recebeu o nome atual).

E se você não se interessar em fazer as trilhas para ver as destruições causadas pelas lavas e erupções vulcânicas, tudo bem: o Vulcão Arenal tem mais de 1.600 metros de altura e uma cratera de 140 metros de diâmetro (sempre coberta por névoa e gases), o que significa dizer que você vai avistá-lo de La Fortuna e possivelmente até mesmo do seu hotel.

Outra opção de atividade é o lago Arenal, um dos maiores reservatórios artificiais da América Central, com uma área de 85,5 km2. A vazão foi aumentada três vezes para que fizesse parte de um projeto hidrelétrico. No lago você poderá praticar esportes náuticos como windsurf, pesca, caiaque e stand up paddle.

Vulcão Arenal

E justamente por causa do Vulcão Arenal, La Fortuna está cheia de piscinas naturais de águas termais. Reserve um dia (ou pelo menos parte de um dia) para relaxar nessas águas.

A próxima atração em La Fortuna é o Parque Mistico Arenal, onde é possível caminhar por pontes suspensas em meio à floresta, avistar o Vulcão Arenal à distância e contemplar a biodiversidade, incluindo muitos animais (insetos, repteis, mamíferos).

Para quem gosta de tirolesa, tem o Sky Tram & Sky Trek – um parque com 7 tirolesas que passam entre as copas das árvores a uma velocidade de até 75 km/h.

Inclusive, tem um parque Sky Tram & Sky Trek em La Fortuna e outro em Monteverde – por isso digo que se você não tiver tantos dias de viagem, tudo bem optar por conhecer La Fortuna e deixar Monteverde de fora do roteiro (nas duas regiões você encontrará florestas nubladas, parques de pontes suspensas e tirolesas).

Outro ponto que não pode faltar no seu roteiro quando estiver na região, é a Catarata La Fortuna, que tem 75 metros de altura, e é considerada uma das mais lindas cachoeiras do país. É permitido entrar na cachoeira, mas sua queda d’água parece ser bem forte.

A próxima atração não fica em La Fortuna, e sim a uma distância de cerca de 2 horas, mas é mais uma imperdível no seu roteiro: o Rio Celeste, próximo ao Vulcão Tenório e pertencente ao Parque Nacional Vulcão Tenório.

O Rio Celeste é um rio absolutamente azul, fruto dos compostos químicos liberados pelo Vulcão Tenório. E além do rio, você poderá contemplar também a cachoeira (não é permitido entrar na cachoeira). A entrada é paga e o ingresso pode ser adquirido na hora.

Rio Celeste

Opções de hospedagens legais em La Fortuna (são muitas, então separei realmente as que considerei as melhores):

Os mais incríveis, na minha opinião, são os hotéis/resort Nayara:

A minha escolha foi pelo:

Tabacón Thermal Resort – é o que tem a melhor área de piscinas termais (foto da capa do post). É possível comprar um Day use ou se hospedar no resort (nesse caso o acesso a toda área termal está incluso no valor da diária). Foi o hotel que escolhi, justamente pelo fato de me hospedar e ter acesso livre à área termal, spa e ao Shangri-lá Garden, que é restrito aos hóspedes.

Em relação ao estilo de hotel, os da rede Nayara são mais “meu estilo”, mas na hora da escolha, eu avaliei o custo benefício, pois me hospedando no Tabacón eu já teria o acesso às piscinas termais garantido, enquanto se eu me hospedasse nos hotéis da rede Nayara, teria o custo da hospedagem + custo de acesso ao Tabacón (e seria apenas na área aberta ao público não-hóspede).

Outro hotel bem legal em La Fortuna é o Amor Arenal (apenas para adultos) – maravilhosa essa opção. Um hotel inclusive com opções de suítes com piscina privativa.

Os próximos são opções boas também, mas acho que não tão legais quanto os anteriores:

  • Arenal Kioro Suite & Spa
  • Chachagua Rainforest Ecolodge (esse me lembrou um pouco o estilo do Loi Suites, em Puerto Iguazú, na Argentina).
  • The Springs Resort – esse tem um estilo bem “americanizado” (lembrando que a maioria dos turistas são norte-americanos ou europeus, então faz muito sentido esse estilo de hospedagem). Aqui vai do gosto… lembra os hotéis da Disney e Universal (fiquei uma vez em um da Universal que tinha decoração nessa mesma “vibe”).

O legal desses hotéis/resorts é que todos eles possuem piscinas com águas termais em sua propriedade. E, dentre eles, as melhores são as do Tabacón.

E para quem quer se hospedar bem, mas busca algo menor e/ou mais barato, as minhas sugestões são:

Achei os 3 bem charmosos e o valor é mais atrativo do que as opções anteriores.

Bajos del Toro

Bajos del Toro fica ao norte de San José, perto do Vulcão Poás.

Bajos del Toro entrou no meu roteiro em substituição a Turrialba (no Vale Central), pois entre fazer rafting e conhecer cachoeiras, eu prefiro a segunda opção. Mas isso é uma questão de gosto e perfil mesmo, então trouxe aqui pra você todas as opções interessantes no Vale Central (conforme as minhas pesquisas).

Bajos del Toro é uma região pitoresca localizada entre vales e cachoeiras, que foi declarada patrimônio cultural da UNESCO

As principais atrações ali são: Catarata del Toro e Blue Falls, mas claro que tem muitas outras cachoeiras incríveis para serem exploradas ali.

Bajos del Toro

Em Bajos del Toro, minha sugestão de hospedagem é o El Silencio Lodge & Spa se você quer/pode investir mais na hospedagem.

O El Silencio Lodge & Spa é o primeiro membro centro-americano da Relais & Châteaux, fica localizado no meio de uma área de floresta tropical, perto do Vulcão Poás. 

Na hora de montar o meu roteiro, eu optei por finalizar a viagem em Bajos del Toro e me hospedar no El Silencio Lodge, pois fica a cerca de uma hora do aeroporto internacional de San José e para o conforto dos hóspedes, está realizando teste PCR para verificação do COVID19 nas dependências do hotel.

Outra hospedagem na mesma faixa de valores que o El Silencio Lodge, é o Peace Lodge (mas não fez muito o meu estilo, pois segue aquele padrão mais “americanizado” que citei há pouco).

E se você quer conhecer Bajos del Toro, mas procura uma hospedagem com valor mais atrativo, minhas sugestões são: Chayote Lodge, Poás Volcano Lodge, Buena Vista Chic Hotel.

Lembrando que são todos categoria luxo/conforto, mas um padrão um pouco inferior aos dois anteriores.

Se ainda não é isso que você está buscando, fique tranquilo(a), pois há várias opções de pousadas e lodges mais simples nessa região também. E não é porque são locais mais simples que são ruins: a Costa Rica manda muito bem no quesito “oferecer boas hospedagens independente da categoria”.

Regiões da Costa Rica: Guanacaste

O litoral Pacífico da Costa Rica é dividido em Pacífico Norte e Pacífico Sul. A região do Pacífico Porte (Província de Guanacaste) é onde há maior concentração de hotéis 5 estrelas e resorts de luxo do país.

Guanacaste é uma província litorânea que abriga cidades e praias como Tamarindo, Nosara, Playa del Coco e a Península do Papagayo.

A região agrada não apenas quem quer agito, mas também quem quer praias calmas e desertas. Além das praias, Guanacaste é ainda um grande polo de biodiversidade da Costa Rica.

Península do Papagayo

Considerando apenas Guanacaste, a Península do Papagayo é o local com maior infraestrutura hoteleira (inclusive a região possui até mesmo um aeroporto internacional, o aeroporto de Liberia – LIR). Se você gosta de grandes hotéis e quer turismo de luxo, inclua essa região no seu roteiro.

Recomendo reservar um hotel/resort legal e deixar o dia mais livre, sem tantas atividades, pois o objetivo dessa etapa da viagem vai ser curtir as comodidades do resort.

Antes de chegar na Península do Papagayo ou no último dia que estiver por lá, talvez você queira estender viagem até o Parque Nacional Santa Rosa (um pouco mais de 1 hora de viagem), que fica na região de Nicoya do Norte – noroeste do país.

O Parque Nacional Santa Rosa fica a 36 km da cidade da Libéria, é considerado um “Patrimônio Mundial”, pois foi palco de uma batalha histórica e patriótica, por isso é a única Área de Proteção da Natureza que possui um museu dentro de seu território.

O parque é dividido em duas partes e a parte sul é sul mais visitada, pois tem acesso fácil. No parque o visitante poderá avistar animais, incluindo, principalmente mamíferos e aves.

Península do Papagayo

Eis aqui as opções de hotéis/resorts de luxo que você encontra na Península do Papagayo:

Para quem não tem interesse em investir em uma hospedagem de alto padrão/resorts de luxo, talvez melhor deixar a Península do Papagayo de fora do roteiro, pois lá é a região mais “cara” do país, quando falamos em turismo.

Playa del Coco 

Playa del Coco foi no passado uma pequena vila de pescadores e hoje é um destino que mistura agito e opções de praias.

Se você for passar por Playa del Coco durante sua viagem, também pode incluir no roteiro um tour bate-volta até o Parque Nacional Ricón de La Vieja – um destino para fazer trilhas e relaxar em piscinas de águas termais. Coloquei o nome do parque no Google Maps e logo apareceu uma cachoeira linda e de água bem azul! Achei incrível.

O Parque Nacional Rincón de la Vieja pertence à Área de Conservação de Guanacaste e compreende cerca de 13 ha. Atividades: caminhadas, cavalgadas, lagoa, cachoeiras, poços de lama vulcânica fervente, fontes termais, possibilidade de fazer piquenique e acampar.

Uma opção de hospedagem bem interessante região é a Casa Chameleon at Las Catalinas (restrita a adultos), na Playa Danta, entre a Playa del Coco e Tamarindo.

Tamarindo

Tamarindo é ponto de interesse certo no destino de muitos turistas (inclusive é apelidada de “tamagringo”). Vale a pena para quem quer mais agito e não se importa com mais lugares cheios.

Outras praias interessantes perto de Tamarindo: Playa Hermosa, Playa Calzon de Pobre, Playa Penca, Playa Flamingo, Playa Conchal (onde fica o W Resort).

Seguem as sugestões de hospedagens em Tamarindo:

Nosara

Nosara fica perto de Tamarindo, mas tem um clima bem mais tranquilo. É considerada a terra do surf, yoga e dos smoothies.

Guiones é a sua principal praia, formada por 7 km de areia branca.

Há 13 km da praia Guiones está o berço das tartarugas de Lora, Baula e Verde: o Refúgio Nacional de Vida Selvagem Oscional.

Durante os meses de setembro e outubro você pode ver a praia cheia de tartarugas. O passeio é feito com um guia credenciado.

E novamente as opções de hospedagem são charmosíssimas e parecem não decepcionar:

E, por fim, a Nosara Satori, que é a experiencia mais autêntica em Nosara. O problema é que são apenas 3 domes, então se não reservar com muita antecedência, provavelmente não conseguirá disponibilidade. Eu tentei, mas já estava lotado.

Regiões da Costa Rica: Puntarenas

A maior parte do meu roteiro inclui atrações na província de Puntarenas, que se divide em duas partes: Península de Nicoya e a região da Costa do Pacífico, que vai de Monteverde até o extremo sul do país, na fronteira com o Panamá.

Em Puntarenas você vai poder visitar: Santa Teresa, Monteverde, Jacó, o Parque Nacional Manuel Antonio (Quepos), o Parque Nacional Marino Ballena (Uvita) e o Parque Nacional do Corcovado.

E aqui novamente eu tive que fazer escolhas, pois com uma viagem de 12 dias não seria possível conhecer tudo.

É natural que o seu roteiro também inclua muitas atrações em Puntarenas, pois essa é a maior província da Costa Rica, onde estão muitos parques nacionais, reservas, florestas e praias.

Santa Teresa

Santa Teresa, na Península de Nicoya, é uma cidade praiana que, embora bastante turística, reserva um clima rústico e selvagem, incluindo ruas de terra.

É um local bem “good vibes” – atrai muitos surfistas, praticantes de meditação, yoga ou pessoas que querem apenas se aproximar mais da natureza e admirar belos pores do sol.

Um dos atrativos para quem quer ver a biodiversidade é a Reserva Natural Cabo Blanco, que fica a 5 km de distância e compreende cerca de 1.270 ha de floresta mista, com vasta variedade de espécies de aves marinhas, trilhas florestais e vistas para o mar.

Santa Teresa é o principal ponto de partida para a famosa Isla Tortuga – uma ilha com praia de água e areia bem clarinhas!

Perto de Santa Teresa está a Playa Manzanillo (ao norte) e a cidade de Montezuma (lado oposto da península), ainda mais “zeen” que a primeira.

Em Montezuma, além da praia, você vai poder visitar uma belíssima cachoeira, a charmosa Playa Quesera (Reserva Curú) e, se achar interessante, pode conhece a curiosa Isla Cabuya, onde há um cemitério.

E agora algumas sugestões de hospedagens em Santa Teresa:

E para quem quer uma hospedagem boa, porém mais simples do que as anteriores:

E esse Airbnb também me pareceu ser bem interessante e diferente:

E se você seguir viagem até Malpais, um pouco mais ao sul de Santa Teresa, uma opção bacana de hospedagem por lá é a Casa Chameleon Hotel Mal Pais. Se optar por descer até Malpais, conheça também a Playa Cuevas.

Monteverde

Em Monteverde você vai encontrar atividades que envolvem natureza e aventura nas famosas “cloud forests” (florestas nubladas) da Costa Rica.

Essas florestas ficam a mais de 1.500 metros de altitude e sofrem constantemente o efeito da neblina.

Dentre as atividades na região, você poderá visitar parques com pontes suspensas pelo meio da floresta e fazer tirolesas entre as árvores. Há vários parques (os chamados ecoparques) em Monteverde. 

Embora Monteverde seja um atrativo importante e muito buscado na Costa Rica, a região La Fortuna proporciona experiências semelhantes.

Portanto, com roteiro mais enxuto, recomendo manter o foco em La Fortuna e abrir mão de Monteverde.

Floresta nublada em Monteverde

Todavia, se conhecer as “cloud forests” e fazer tirolesa entre as árvores das florestas de Monteverde for sua prioridade, vale a pena encaixar Monteverde no roteiro. E pra você aqui vai uma sugestão de hospedagem bem inusitada:

Essa opção de hospedagem/Airbnb, que não fica exatamente em Monteverde, mas em uma área próxima. Achei bem interessante a experiência de dormir em um domo com vista para a floresta e até tentei reservar, mas estava sem disponibilidade para a minha data.

Outra opção semelhante é o Chira Glamping.

Mais sugestões de hospedagem em Monteverde:

Jacó

A próxima opção de destino na província de Puntarenas é Jacó, uma cidade muito buscada para que gosta de surfar e/ou quer uma vida noturna badalada

Além da praia, nos arredores de Jacó você vai encontrar muitas cachoeiras, trilhas e passeios de aventura, incluindo rafting.

Para quem vem do norte, antes de chegar em Jacó vai passar pela ponte do Rio Tárcoles e verá os crocodilos enormes que vivem ali.

Em Jacó há opções de hotéis maiores. Para quem gosta de resorts, aqui vão algumas sugestões:

E para quem não quer resort, mas pretende conhecer Jacó e se hospedar num local menor:

Quepos – Manuel Antonio

E seguindo viagem pela costa oeste rumo ao sul do país, está o Parque Nacional Manuel Antonio, uma atração imperdível, considerado um dos parques mais bonitos da Costa Rica e que figura na lista dos 12 Parques Nacionais mais belos do mundo segundo a revista Forbes/2011.

Reserve um dia da sua viagem para conhecer as praias do parque – Playa Manuel Antonio e Playa Escondido, fazer as trilhas e ver muitos animais pelo caminho.

Outras possíveis atividades dentro do parque são: tirolesas, passeios a cavalo, rafting e navegação de catamarã para ver de golfinhos e baleias (conforme a época do ano). Para fazer essas atividades você precisará comprar o passeio em uma das agências que ficam próximo à entrada do parque.

O parque funciona das 7 às 16h, de terça a domingo (não abre às segundas). Quanto mais cedo chegar, melhor será para ver os animais.

Parque Nacional Manuel Antonio

Além do Parque Nacional Manuel Antonio, a região de Quepos (cidade onde o parque está localizado) conta com muitas cachoeiras belíssimas, que merecem ser exploradas, como a Cataratas Nauyaca e a Cascada el Pavón (essa fica mais perto de Uvita), além da Playa Biesanz.

Outras opções de passeios são: rafting, quadriciclo e tirolesas. 

Manuel Antonio é uma área repleta de opções muito interessantes de hospedagem. As minhas preferidas são:

Para uma passagem rápida por Manuel Antonio/Quepos, a dica é o Igloo Beach – um Lodge charmosinho, porém bem mais simples dos que as opções anteriores.

Uvita – Parque Nacional Marino Ballena

Uvita está no chamado litoral do pacífico sul, uma área marcada por belezas pouco exploradas, muita biodiversidade e parques nacionais.

A região de Uvita e arredores recebe o nome de Costa Ballena de Osa.

Em Uvita está o Parque Nacional Marino Ballena, chamado por dois motivos semelhantes, mas sem relação nenhuma:

O primeiro deles é porque em alguns meses do ano (julho a outubro) é possível avistar as baleias jubarte a partir da costa.

O segundo tem a ver com a Punta Uvita, uma ponta da praia que, na maré baixa, com a ação das rochas e dos corais junto à areia da praia, forma a figura da cauda de uma baleia.

Para visitar o parque o turista precisa comprar um ingresso e, a partir de então, terá acesso a todas as praias do parque – Playa Ballena, Playa Hermosa e Playa Uvita (praias que se encontram e formam a causa da baleia – a entrada é pela Playa Uvita), Playa de Arco, Playa Colonia e Playa Piñuelas.

Parque Nacional Marino Ballena

Em relação às hospedagens, Uvita também faz bonito e possui várias opções localizadas no alto da montanha. Muitas possuem piscina de borda infinita com vista para o por do sol (todos os que eu gostei são opções exclusivas para adultos, então não serão opções para quem viaja com crianças):

Parque Nacional Corcovado

Bem ao sul do país, já próximo da fronteira com o Panamá, na Península de Osa, está o Parque Nacional Corcovado, que é um dos parques que abriga a maior diversidade biológica da Costa Rica e se encontra intacto.

Lá você poderá realizar atividades como mergulho, caiaque, cavalgadas, pesca esportiva, observação de aves e caminhadas.

Para quem quer incluir o Parque Corcovado na viagem, precisa ter em mente que por ser um parque inexplorado, seus percursos requerem esforço físico e tempo livre (muitas vezes as caminhadas levam mais de 8 horas entre a vegetação espessa da floresta úmida).

Mas toda a dificuldade é compensada quando os animais são avistados, incluindo a possibilidade de ver pumas, jaguares, répteis, macacos, antas, variedade de aves, caititu, queixadas, onças, jaguatiricas, jaguarundis, gato montés, paca, cutia preta… Dizem que é um verdadeiro safari caminhando. Por conta de todas essas características, é fundamental contratar um guia para o passeio.

As principais atrações do Parque Corcovado são: San Pedrillo (trilhas e cachoeiras), Sirena (refúgio para hospedagem, trilhas e piscinas), A Leoa (nidificação de tartarugas), O Tigre (mirantes e caminhadas) e Os Patos (cachoeira e Reserva Indígena Guaymi).

E se você está com tempo e quer mais, aqui vai mais uma opção de passeio na Península de Osa: a Reserva Biológica Isla del Caño, uma ilha próxima à Bahia de Drake e do Parque Corcovado (fica a cerca de 16 km a noroeste da Península de Osa), tem uma das formações de corais mais extensas e a melhor condição da costa do Pacífico para mergulho.

Isla del Caño é o berço da criação de baleias jubarte, tanto do hemisfério norte como do hemisfério sul, bem como de espécies de golfinhos. Entre os meses de julho e outubro há passeios para observação de baleias.

Para os praticantes de mergulho, essa atração é realmente imperdível: a vida marinha é intensa e o mergulhador poderá avistar animais de várias espécies, incluindo golfinhos, arraias, tartarugas, tubarões e até baleias, a depender da época do ano.

Parque Nacional Corcovado

Regiões da Costa Rica: Caribe

Na região caribenha, os destinos mais procurados pelos turistas são: Puerto Viejo de Talamanca e Tortuguero (possui praias de areias escuras).

A região caribenha não é a principal região turística da Costa Rica. A menos que você faça questão de conhecer Puerto Viejo e Tortuguero, pode considerar não incluir o Caribe costarriquenho no seu roteiro (se você não tiver dias suficientes para fazer tudo).

Seria injusto dizer quer as praias caribenhas da Costa Rica não são bonitas, pois muitas são lindas (em especial as da região de Limón). 

Porém, quem pensa que no país irá encontrar aquele Mar do Caribe azul turquesa, pode se frustar um pouco. Na verdade, o maior atrativo da Costa Rica, quando se fala em praias, está na costa do Pacífico.

Se você decidir incluir a região caribenha na sua viagem, notará que essa região se difere bastante do restante do país. A culinária, a cultura, a arquitetura, refletem a influência rastafári e população afro-caribenha.

Para quem quer incluir o lado caribenho da Costa Rica no roteiro, uma sugestão é estender a viagem o arquipélago de Bocas del Toro, no Panamá (formado por 9 ilhas e mais de 200 ilhotas), onde encontrará um Caribe de mar azul turquesa, areias brancas, recifes de corais, manguezais, comunidades indígenas e hospedagem em bangalôs sobre a água (aqueles típicos das Maldivas e da Polinésia Francesa).

Puerto Viejo de Talamanca

Antes Puerto Viejo, você pode passar e visitar a cidade de Limón e desfrutar de sua cozinha afro-caribenha. Em Puerto Viejo de Talamanca o turista poderá relaxar ao som de reggae jamaicano e curtir as praias: Salsa Brava, Playa Negra, Cocles, Punta Uva, Manzanillo e Punta Mona.

Mas a atração mais importante de Puerto Viejo é o Parque Nacional Cahuita (um dos parques nacionais da Costa Rica com entrada gratuita), que foi criado com o objetivo de proteger o recife de coral mais importante do país e inclui trilhas para ver a vida selvagem (santuário das preguiças).

Outra coisa que talvez você consiga ver é a desova das tartarugas em Manzanillo, mas acontece apenas em determinada época do ano.

Outros atrativos da região: Reserva Indígena Talamanca e o Refúgio de Vida Selvagem Gandoca Manzanillo.

Puerto Viejo

Sugestões de hospedagem em Puerto Viejo:

Tortuguero

Tortuguero é o próximo destino bastante relevante no lado caribenho do país e pode ser definido como um complexo de rios e florestas, habitat natural de muitos de animais, incluindo sete espécies de tartaruga, araras, jacarés, pato agulha e aves coloridas.

Os passeios em Tortuguero são feitos de barco e, para chegar até os lodges, o barco também é meio de locomoção.

Recomenda-se visitar Tortuguero na época de desova das tartarugas (julho a outubro) ou quando os filhotes saem dos ovos rumo ao mar (a partir de setembro).

Fora desse período não haverá desova nem filhotes de tartaruga, mas o contato direito com a biodiversidade da Costa Rica continua a todo vapor durante todo o ano.

Parque Nacional de Tortuguero é a maior reserva natural das Caraíbas. Para chegar lá o visitante pode ir de carro até La Pavona e de lá pegar a lancha até a aldeia de Tortuguero (2 horas é o tempo de duração do percurso de lancha).

Tortuguero

As principais hospedagens em Tortuguero são:

Requisitos para ingressar na Costa Rica durante a pandemia:

Fonte: Visitcostarica.com

Desde 01/11/2020, a Costa Rica permite a entrada de turistas (de qualquer lugar do mundo) por via aérea, desde que atendam aos requisitos de visto e, quando necessário, requisitos estabelecidos no contexto da pandemia.

O Governo da República facilitou a entrada de turistas e eliminou a exigência de exames para detecção do coronavírus. Ademais, costarriquenhos ou estrangeiros não receberão ordens de confinamento sanitário ao entrar no país por via aérea.

Todavia, os turistas que visitam a Costa Rica devem cumprir os protocolos sanitários em vigor para a realização de todas as atividades turísticas no país.

No contexto da pandemia, os seguintes requisitos devem ser cumpridos:

O Health Pass deve ser preenchido 48 horas antes do embarque. Todos os passageiros devem preencher o formulário.

  • Adquirir um seguro de saúde

Os turistas devem adquirir um seguro de viagem obrigatório que cubra a acomodação em caso de quarentena e despesas médicas devido a doença COVID-19. O documento indicando a cobertura dos requisitos estabelecidos pela Costa Rica deve ser adicionado ao HEALTH PASS para ser analisado e aprovado pelas autoridades costarriquenhas.

Se mais informações sobre seguros internacionais forem necessárias, as autoridades da Costa Rica entrarão em contato com o passageiro no endereço e-mail indicado no HEALTH PASS.

No caso de seguro internacional, o turista deve solicitar de sua seguradora um certificado emitido em inglês ou espanhol, informando no mínimo três condições (e deve adicioná-lo ao HEALTH PASS): validade do seguro durante a visita à Costa Rica + garantia de cobertura para despesas médicas nos casos de doença pandêmica COVID 19 na Costa Rica, no valor mínimo de US$ 50.000 + cobertura mínima de US$ 2.000 para despesas prolongadas de hospedagem devido a doença pandêmica ou interrupção / cancelamento de viagem devido a doença, que cobre o custo extra do passageiro em quarentena.

No caso de não ter um seguro internacional, é possível optar pelo seguro de viagem de empresas costarriquenhas homologadas pela SUGESE (Superintendência Geral de Seguros da Costa Rica), que oferecem seus serviços nos aeroportos internacionais Juan Santamaría (cidade de San José) e Daniel Oduber Quirós (cidade da Libéria).

Os seguros locais autorizados para viajantes podem ser avaliados nos seguintes links: https://www.grupoins.com/seguroparaviajeros e https://tiendasagicor.com/en/. Dúvidas sobre os requisitos do seguro podem ser enviadas para o email [email protected].

*Se esses requisitos não forem atendidos, o passageiro não poderá entrar no país.

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Anna
Autor

Defensora Pública por profissão e wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

2 Comentários

  1. Avatar

    Adorei o post! To aqui pesquisando sobre viagens futuras e foi muito bom encontrar um post tão completinho!
    Obrigada por compartilhar!

  2. Avatar

    Anna, adorei seu resumo sobre a Costa Rica!
    Realmente você sente o ar puro!
    Só uma dica, nas praias tome cuidado com os macacos! São fofinhos, mas são muito espertos! Foi rela, abriram nossa bolsa e por sorte vi a tempo de não levarem nada! Hahaha

    Aproveite muito sua viagem!

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