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Porto: roteiro e dicas na cidade do Porto (Portugal)

Porto 20

Ao lado de Lisboa, a cidade do Porto (você também pode encontrar Oporto) é o destino mais procurado por brasileiros que visitam Portugal. O motivo? Além de ser uma cidade linda e fácil de se localizar, oferece ótimos restaurantes, vistas surpreendentes e, é claro, o famoso e único vinho do porto!

Inclusive, a cidade do Porto foi eleita como o melhor destino para ser visitado na Europa em 2019, e o segundo melhor do mundo! Portugal continua mostrando sua hegemonia, pois em 2018 o título foi de Lisboa. 

A lista é feita pela Culture Trip, que analisou a opinião de mais de 6 milhões de participantes nas redes sociais, além de especialistas em viagem.

E nesse post você será transportado(a) diretamente à cidade do Porto, saindo daqui com tudo que precisa saber para aproveitar ao máximo sua estadia em um dos destinos mais encantadores de Portugal.

Leia também aqui no blog MV:

Porto | Foto: Anna
Porto visto de Gaia| Foto: Anna

Onde fica e como chegar na Cidade do Porto?

O Porto está na região norte de Portugal, às margens do Rio Douro. A cidade é tão procurada como destino de férias dos brasileiros, que até já existem voos diretos da TAP ligando o Brasil até ela.

*Azul também terá voos diretos do Brasil ao Porto a partir de meados de 2019.

Todavia, o mais comum continua sendo voar até Lisboa e depois, caso queira, pegar um voo doméstico até o Porto.

De Lisboa até o Porto são somente 300 quilômetros de distância, além de cidades muito interessantes pelo caminho, como é o caso de Sintra, Óbidos e Aveiro.

No nosso caso, que fizemos uma road trip pelo norte do país, chegando de avião em Lisboa, passando por Estoril, Cascais, Sintra, Óbidos, Aveiro, Porto, Vale do Douro, Coimbra e finalizando em Lisboa; Porto foi o sexto destino a ser conhecido durante a viagem.

Confira no mapa o nosso roteiro:

Após almoçar e passar a tarde em Aveiro, seguimos viagem e, uma hora depois (90 quilômetros), já estávamos na cidade do Porto.

Se estiver de carro, uma dica relevante é se atentar ao horário de chegada na cidade, pois em alguns horários do dia, o trânsito é simplesmente caótico.

Infelizmente não nos atentamos a isso, chegamos no Porto bem no horário de pico (a partir das 17 horas) e sofremos muito, pois o trânsito estava impossível! Muitas ruas são apertadas e sempre nos confundíamos no mapa (entrou para a lista dos “imprevistos da viagem”).

Foi bem complicado… O segredo para se dar bem na cidade, é não pegar o carro no horário de pico (antes das 17 e depois das 20 horas melhora) e fazer o máximo de coisas à pé. Use o carro apenas para o que for realmente necessário.

Ficamos hospedados no Hotel Infante Sagres, que tem uma localização perfeita, então no outro dia deixamos o carro no hotel e fizemos tudo caminhando.

Dica bônus: seja qual for a forma que chegou na cidade do Porto (avião, carro, trem) aproveite para combinar o destino com outros. E aqui vão algumas sugestões:

  • Porto + Vale do Douro
  • Porto + Guimarães, cidade que deu origem a Portugal (conforme relatado no excelente post do blog Conheci e Curti).
  • Porto + Braga, uma cidade que mistura vestígios da influência romana, da arte barroca e do estilo gótico (conforme dicas da Maiara – blog Meu Destino é Logo Ali)

Porto | Foto: Anna
Vila Nova de Gaia | Foto: Anna

Quando visitar o Porto?

Portugal tem clima mediterrâneo, sendo considerado um dos países europeus com clima mais ameno.

Apresenta outono e invernos chuvosos e ventosos. As temperaturas são altas durante os meses secos de julho e agosto, podendo chegar próximas aos 50 graus no Vale do Douro.

Nosso roteiro foi pensado para uma viagem de outono, no mês de novembro, que é baixa temporada no país. Viajar no outono ou inverno tem pontos positivos e negativos, mas conclui que os pontos positivos superam os negativos.

*Pontos negativos de viajar para Portugal na baixa temporada (outono ou inverno):

  • Novembro é um mês chuvoso em Portugal (maior incidência de chuva nos meses de novembro a fevereiro). Ao contrário do Brasil, que tem um clima subtropical, em Portugal as chuvas aparecem nas estações de outono e inverno e isso pode atrapalhar sua viagem, pois o roteiro inclui muita “andança” pelas cidades.
  • Outro ponto negativo é o frio, pois ainda que você goste do frio, isso acaba limitando alguns passeios e algumas regiões. Por exemplo: eu gostaria de conhecer o Algarve, mas justamente por conta do frio, preferi fazer um roteiro incluindo apenas o norte de Portugal.

*Pontos positivos de viajar para Portugal na baixa temporada (outono e inverno):

  • Economia: os hotéis ficam significativamente mais baratos nessa época do ano, principalmente as hospedagens em cidades menores.
  • Menos movimento, menos fila, mais tranquilidade para fazer sua programação. Nenhum ponto turístico que visitamos estava cheio a ponto de formar filas imensas como acontece na alta temporada.
  • Da para arriscar decidir algumas coisas “na hora”, como reservar hotel na véspera ou até no dia da hospedagem e chegar nos lugares (até mesmo restaurantes renomados) sem reserva. Se você fizer questão de algum lugar, recomendo fortemente que faça reserva prévia, mesmo durante a baixa temporada, mas confesso que decidimos muita coisa “no momento”, e deu muito certo.

Como fizemos um roteiro passando por diversas cidades e com carro alugado, optamos por não seguir um cronograma 100% fechado e deixar algumas coisas para decidir na hora, conforme o momento, a vontade e as indicações de pessoas que conhecemos pelo caminho. Foi muito gostoso fazer dessa forma, mas esse “luxo” só é possível se sua viagem for durante a baixa temporada.

Minha conclusão (sobre ter gostado de viajar a Portugal em novembro) também está relacionada com a sorte: choveu praticamente todos os dias da viagem (exceto em Lisboa que pegamos 3 lindos dias ensolarados), mas a chuva sempre foi passageira e não atrapalhou nossas atividades.

No Porto, por exemplo, pegamos alguns momentos rápidos de chuva passageira e céu aberto na maioria do tempo.

Assim, exceto no caso de um roteiro que inclua praias (Algarve, por exemplo), Portugal é um país que pode ser visitado tranquilamente durante todo o ano, com características peculiares conforme cada estação (julho e agosto são os meses mais quentes/novembro a fevereiro os meses mais chuvosos).

Porto | Foto: Anna
Momentos de sol | Foto: Anna

Quantos dias ficar no Porto?

Com 2 dias inteiros você consegue conhecer o principal da cidade e seus pontos turísticos mais requisitados.

Se tiver um pouco mais de tempo disponível, aconselho ficar 3 e curtir um pouco mais da “vida na ribeira”, visitar as caves de vinho do porto com calma e passear pela charmosa Vila Nova de Gaia, de onde se tem a mais bela vista da cidade do Porto.

Eu fiquei exatamente 2 dias (48 horas contadas) na cidade e confesso que fui embora com vontade de ficar mais.

Porto | Foto: Anna
O Porto visto de Vila Nova de Gaia | Foto: Anna

Onde se hospedar no Porto?

Se você busca boa localização, conforto e exclusividade, recomendo de olhos fechados o Hotel Infante Sagres, que integra a coleção Small Luxury Hotels of The World.

Confira também aqui no MV:

O Infante Sagres foi criado pelo empresário e filantropo Delfim Ferreira, que sentiu a necessidade de inaugurar um hotel de luxo no Porto, tendo como parâmetro o mesmo nível dos melhores hotéis europeus da época.

A parte interna edifício, de interesse histórico, possui grande riqueza decorativa, com pormenores de ferro trabalhado e madeira esculpida, além dos belíssimos vitrais do atelier de Ricardo Leone.

O que mais me chamou a atenção foi que a restauração conseguiu manter todo o luxo clássico do hotel, combinando-o com uma sofisticação moderna.

É como se você estivesse realmente se hospedando em um hotel inaugurado em 1951, mas que ao mesmo tempo estivesse à frente da sua época, pois a contemporaneidade está presente em perfeita sintonia com o passado.

Hotel Infante Sagres é a chamada “Joia do Porto”, pois se trata do hotel de luxo mais prestigiado e com a melhor localização da cidade, bem no coração do Porto (na Praça D. Filipa de Lencastre) e a poucos minutos (a pé) dos principais pontos turísticos como Livraria Lello, Estação São Bento, Torre dos Clérigos, Avenida dos Aliados, ruas históricas e Ribeira.

Simplesmente deixamos o carro no estacionamento durante toda a estadia e conhecemos a cidade do Porto do melhor jeito: caminhando em cada uma de suas ruas e ladeiras.

Infante Sagres | Foto: Anna
Infante Sagres | Foto: Anna

Infante Sagres | Foto: Anna
Infante Sagres | Foto: Anna

A segunda dica de hospedagem é para quem busca tranquilidade, luxo e o hotel com a melhor vista da cidade:

Em sendo também essa a sua vontade, recomendo o maravilhoso Hotel The Yeatman (um Relais & Châteaux), dos mesmos proprietários (The Fladgate Partnership) do Infante Sagres, mas localizado em Vila Nova de Gaia, perto das caves de vinho do porto.

A The Fladgate Partnership também é proprietária das casas de vinho do Porto Taylor’s, Fonseca, Croft e Krohn, bem como do hotel The Vintage House (onde nos hospedamos em Pinhão, no Vale do Douro).

Vila Nova de Gaia | Foto: Anna
Vila Nova de Gaia | Foto: Anna

Como se locomover na cidade do Porto?

Ainda que você esteja fazendo uma viagem de carro por Portugal como eu fiz, no Porto, a melhor opção é deixar o carro guardado no estacionamento do hotel ou em algum estacionamento privado, e fazer tudo a pé ou utilizar transporte público.

O trânsito da cidade é intenso e as ruas extremamente apertadas. Mesmo nos horários mais “tranquilos”, o trânsito já consegue ser bem chato, tornando-se insuportável nos horários de pico, principalmente no final da tarde, a partir das 17 horas.

Quando viemos de Aveiro, chegamos na cidade do Porto bem nesse horário caótico. Foi puro estresse! 2 horas presos no trânsito para conseguir chegar num restaurante (que estava fechado), depois mais 1 hora no trânsito para chegar em outro restaurante… Resumo da história: praticamente perdemos um final de tarde e uma noite na cidade só para encontrar onde jantar.

Se estiver de carro, programe-se para chegar na cidade antes das 17 horas e ir direto para seu hotel guardar o carro.

O melhor jeito de conhecer o Porto é mesmo caminhando! A cidade é repleta de ladeiras, mas nada que um calçado confortável não de conta.

Se o cansaço bater, lembre-se de usar o metrô, bonde elétrico, ou até o famoso tuc-tuc, que atualmente está presente em praticamente todas as cidades portuguesas (ou ao menos nas mais turísticas, sendo Porto com certeza uma delas). De preferência: use o carro só na hora de ir embora!

Se você for chegar no Porto de avião, então pode pegar um taxi, Uber ou metrô até o seu hotel, e depois seguir fazendo os passeios como sugeri acima.

Ribeira em Gaia | Foto: Anna
Ribeira em Gaia | Foto: Anna

Andar a pé é a melhor forma de conhecer o Porto | Foto: Anna
Andar a pé é a melhor forma de conhecer o Porto | Foto: Anna

Onde Comer no Porto?

Portugal como um todo é um ótimo país para se comer bem e tomar bons vinhos! Claro que na cidade do Porto isso não seria diferente.

Segue a lista de bons restaurantes na cidade do Porto conforme as avaliações deixadas pelos usuários do TripAdvisor:

Da lista acima, provamos as delícias do Tapabento, e essa foi a avaliação que fiz do restaurante no TripAdvisor:

”Adoramos o restaurante! Pratos saborosos que misturam o salgado com doce ou outro sabor. Bacalhau com crosta de cebola e legumes delicioso e magret de pato também (se você gostar de carne mal passada). Recomendo a sobremesa de amendoim!”

O valor da conta no Tapabento foi 54 euros (2 taças de vinho, 2 pratos, 1 sobremesa).

Nessa lista eu acrescentaria o restaurante DOP (localizado no Centro Histórico – Largo São Domingo), do renomado Chef Rui Paula, conhecido por apresentar um cardápio com pratos típicos portugueses, mas com toque de culinária moderna/fusion.

Não fomos no DOP, mas tivemos a oportunidade de conhecer o fantástico DOC (também do Chef Rui Paula), no Vale do Douro.

Também incluiria o Cantinho do Avillez (localizado na rua Mouzinho da Silveira, a caminho da zona histórica do Porto), do Chef José Avillez. Quando visitamos Lisboa, experimentamos o “Cantinho do Avillez” (existe um em Lisboa e outro no Porto) e aprovamos.

Outros cafés e restaurantes por onde passamos:

  • Café Luso: 1/2 garrafa de vinho e um prato de bacalhau para duas pessoas = 34 euros.
  • Casa portuguesa do pastel de bacalhau: 4 euros cada pastel (delicioso).
  • Almoço em Matosinhos – Restaurante Serrão: 2 pratos (sardinha) e 1/2 garrafa de vinho = 23 euros.
  • Café Majestic: pastel de nata e chocolate quente = 8,50 euros.
  • Almoço em Vila Nova de Gaia – Restaurante Tempero d’Maria: entrada + francesinha + 1 prato de bacalhau = 32 euros.
  • Mercado Bom Sucesso: mercado com várias opções “gourmet”, mas não espere encontrar comidas elaboradas. Visitamos apenas para conhecer.

Café Luso - Porto | Foto: Anna
Café Luso – Porto | Foto: Anna

*Matosinhos se trata de um distrito de Porto (fica cerca de 20, 30 minutos de carro). O local é indicado para quem gosta de sardinha… Eu descobri que não gosto, mas tenho que admitir que o peixe por lá realmente é bem fresquinho!

Visitar Matosinhos é uma atividade que pode ser incluída no roteiro de quem gosta de passear junto ao mar e comer peixe e mariscos “do cais para a mesa”.

Restaurante Serrão – Matosinho | Foto: Anna

A Fabi, do blog Viagens e Vivências também visitou Matosinho, conheceu e indicou o restaurante O Gaveto.

Num roteiro de apenas 2 dias na cidade, eu não recomendaria ir a Matosinhos, pois chegar até lá demora um pouco, gastando horas preciosas da sua viagem (tivemos que ir de carro).

Outro lugar que muita gente indica, mas eu não achei grande coisa, foi o Café Majestic. Na minha opinião não é tão lindo como reza a lenda, também não tem coisas deliciosas como supunha ter.

Não estava nem no meus planos visitá-lo, mas após passar para conhecer a esplendorosa Capela das Almas, o Café Majestic estava no caminho. Como não tinha fila de espera, decidimos parar para um café, mas acho que se estiver com fila, não vale muito a espera…

Capela das Almas | Foto: Anna

*A Capela das Almas está localizada na Rua de Santa Catarina, próximo a estação de metrô Bolhão, do ViaCatarina Shopping e do Majestic. Essa é a região mais comercial da cidade, onde há uma rua repleta de lojas e exclusiva para trânsito de pedestres.

*O famoso Mercado do Bolhão, que também fica na região, estava fechado para obras durante nossa viagem. Trata-se de um dos lugares mais visitados pelos turistas que conhecem o Porto. Fica mais uma sugestão para incluir na sua lista de atrativos quando estiver por lá.

Experimente também as castanhas quentinhas vendidas nas barraquinhas de rua! São muito “tipicamente portuguesas”. 

Ribeira em Gaia | Foto: Anna
Castanhas quentinhas | Foto: Anna

Mais algumas sugestões de restaurantes (indicados pelos seguidores no Mala de Viagem no Instagram – @maladeviagem):

  • Restaurante Abadia
  • Maria Rita
  • Nogueira’s
  • Mini Bar Porto
  • Café do Cais
  • Café Santiago (esse para provar o prato mais típico do Porto, chamado “francesinha“*).

*Francesinha: trata-se de um mega tradicional prato do Porto – um sanduíche de pão, fiambre, linguiça, bife, salsichas e queijo, com molho picante de tomate e cerveja. Rodrigo gostou (eu nem tanto…). Não deixe de provar para tirar sua própria conclusão!

A Fabi, do blog Viagens e Vivências, conheceu e sugeriu outros dois restaurantes na cidade:

As atrações: o que incluir no roteiro?

Centro Histórico

Como já foi dito anteriormente, o Porto é uma cidade para ser apreciada a pé, curtindo sua beleza a céu aberto, ruas estreitas e ladeiras.

Não poderia ser diferente: a melhor forma de começar a desbravar a cidade do Porto é conhecendo seu centro histórico.

O centro histórico com casinhas “amontoadas”, pequenos prédios com fachadas de azulejos portugueses e roupas penduradas na janela é uma cena clássica da cidade (que, nesse ponto, lembra muito o bairro de Alfama, em Lisboa).

Embora a região mantenha o estilo antigo e repleto de história, vem sendo renovada e modernizada a cada dia, atraindo turistas durante todas as horas do dia.

Após caminhar o máximo que puder pelas charmosas ruas da cidade, finalize o roteiro com um passeio pela ribeira, apreciando o Rio Douro, os barcos que passam por ele e, quem sabe, até mesmo um belo por do sol.

Caminhar pela ribeira é uma delícia. Além de ser uma região bonita, agraciada com vista para a Ponte Luis I e para Vila Nova de Gaia (na outra margem do rio), há grande concentração de restaurantes na região, perfeitos para um final de tarde ou jantar “com vista”.

É possível fazer passeios de barco Rabelo pelo Rio Douro e a duração do passeio varia: existem passeios de meio dia e dia inteiro. Alguns desses passeios chegam a ir até o Vale do Douro, perfeito para quem não tem dias suficientes para pernoitar na região.

Considerando que nossa viagem incluiu 3 dias exclusivos para conhecer o Douro e que a temperatura estava baixa (em torno de 11 graus), não fizemos o passeio de barco, embora tenha sido uma dica que apareceu várias vezes (sugestão dos amigos-seguidores) no @maladeviagem.

Ribeira | Foto: Anna
Ribeira | Foto: Anna

Estação São Bento

A Estação São Bento opera desde o ano de 1896, embora tenha sido oficialmente inaugurada em 1916.

Mesmo que você não tenha nenhum trem para pegar, visitar a estação é passeio obrigatório quando estiver na cidade do Porto.

A Estação São Bento está localizada em um lindo edifício em estilo francês, com imensos painéis de azulejos portugueses nas cores clássicas – azul e branco. São no total 20 mil azulejos portugueses, que contam a história de Portugal.

Catedral Sé do Porto

A Catedral Sé do Porto começou a ser construída na primeira metade do século XII, sendo um dos mais antigos monumentos do país.

O início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. Esse primeiro edifício, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral da fachada com as torres e a bela rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por abóbada de canhão. A abóbada da nave central é sustentada por arcobotantes, sendo a Sé do Porto um dos primeiros edifícios portugueses em que se utilizou esse elemento arquitectónico.” (Fonte: Wikipédia).

Torre dos Clérigos

Finalizada em 1763, a Torre dos Clérigos, com os seus 75 metros de altura (monumento mais alto do Porto), é mais um ponto turístico marcante da cidade, pois além da sua beleza externa, é possível encarar seus 225 degraus e comemorar com uma das mais belas vistas da cidade em 360 graus.

A Torre é patrimônio tombado pela UNESCO e integra a Igreja dos Clérigos, tornando-se um dos conjuntos mais importantes da cidade.

Torre dos Clérigos | Foto: Anna
Torre dos Clérigos | Foto: Anna

Ali do ladinho da Torre dos Clérigos (Rua São Filipe de Nery) está a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau (tem em Lisboa também). O lugar é charmoso, chama a atenção… Mas a melhor parte você só saberá quando provar um delicioso pastel (super sequinho e crocante) de bacalhau e queijo da Serra da Estrela! Imperdível!

Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau | Foto: Anna
Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau | Foto: Anna

Livraria Lello

Nas redondezas você também poderá visitar uma das livrarias mais famosas do mundo, localizada em um belo edifício neogótico português.

Embora eu saiba que a Livraria Lello é um dos pontos mais movimentados (geralmente com grande fila externa) da cidade do Porto, eu visitei a cidade em novembro e não enfrentei fila alguma (até foto na escada sem ninguém eu consegui tirar).

E qual o motivo de o local ser tão famoso e procurado?

A livraria foi inaugurada em 1906 e está em pleno funcionamento até hoje. Todavia, a fama não é apenas em razão da sua idade, mas principalmente por ter sido utilizada como inspiração da autora J.K. Rownling quando escreveu a série Harry Potter.

J.K. Rownling viveu alguns anos no Porto e frequentava a livraria. Não há nada escrito sobre essa “suposta” inspiração, mas se você já leu os livros ou assistiu aos filmes, é impossível negar essa influência e inspiração (cena da livraria onde Harry comprou os livros que seriam utilizados em Hogwarts).

A visita é paga: é necessário comprar um ingresso (5 euros por pessoa) para ter acesso ao interior da Livraria Lello. Caso você compre algum livro depois, o valor do ingresso é descontado.

Esse ingresso é comprado ao lado da livraria (estabelecimento da esquina), e lá também é necessário guardar bolsas e mochilas nos armários (gratuitamente).

O grande atrativo da livraria é a escadaria vermelha em espiral (também é o local mais concorrido para fotos), mas se observar cuidadosamente o local, verá que a riqueza de detalhes é imensa, a exemplo do teto em gesso e seu imenso vitral.

Igreja do Carmo, Carmelitas e casa escondida

Pertinho da Livraria Lello (atravessando a praça), você se deparará com a Igreja do Carmo (1768), Igreja dos Carmelitas (1628) e a casa escondida.

Num primeiro momento você irá pensar que se tratam apenas de duas igrejas, lado a lado. Todavia, após um olhar mais apurado, verá a existência de uma casa muito estreita – 1 metro de largura – entre as igrejas, que foi habitada até os anos 80.

A Igreja do Carmo é a que possui o grande painel de azulejos na lateral externa. 

Igreja do Carmo e Carmelitas | Foto: Anna
Igreja do Carmo, Carmelitas e casa escondida | Foto: Anna

Mais sugestões de passeios para o seu roteiro:

  • Palácio da Bolsa: localizado no centro histórico da cidade do Porto, e classificado como Património Mundial pela UNESCO.
  • Avenida dos Aliados: é a avenida considerada o coração do Porto. Nela você encontrará edifícios imponentes, como a sede da Câmara Municipal do Porto.
  • Rua Miguel Bombarda: trata-se do conhecido “quarteirão das artes“, pois é onde estão grande parte das galerias de arte contemporânea, lojas alternativas de design, moda, cosméticos, livrarias e lugares charmosos para fazer um “comes e bebes”.
  • Jardins do Palácio de Cristal:  o Palácio de Cristal foi inspirado no Crystal Palace de Londres. É todo de vidro e estrutura de ferro e granito.
  • Igreja de Santa Clara
  • Igreja de São Francisco
  • Igreja de São Lourenço
  • Igreja de Santo Ildefonso 

Vila Nova de Gaia

Um dia da sua viagem precisa ser reservado para conhecer Vila Nova de Gaia, a cidadezinha do outro lado da margem do Rio Douro.

A Ponte D. Luís ou Luís I é uma das pontes que liga as duas margens do Douro: de um lado está a cidade do Porto, do outro lado está Vila Nova de Gaia.

A ponte em estrutura metálica foi construída em 1881, em substituição a uma antiga ponte pênsil que havia em seu lugar, pelo mesmo construtor que auxiliou Gustave Eiffel na construção da Ponte Maria Pia, também no Porto.

Ponte Dom Luís | Foto: Anna
Ponte Dom Luís | Foto: Anna

E por qual razão passar um dia em Nova Vila de Gaia?

Bom, é lá que estão todas as caves de vinho do porto! O vinho do porto na verdade não fica na cidade do Porto, mas sim na cidade de Vila Nova de Gaia… Mas, mais do que isso, a produção do vinho do porto é feita no Douro. Confundiu tudo? Calma que eu vou explicar melhor:

O Douro é a mais antiga região demarcada de vinhos do mundo (a demarcação ocorreu em 1756), e onde se produz vinho há mais de 2.0000 anos! Sua paisagem é tão marcante e única, que é considerada Patrimônio Mundial da Unesco.

A singularidade do local também se dá em razão da produção do vinho do Porto, exclusivo daquela região. Nenhum outro lugar do mundo produz vinho do Porto, a não ser o Vale do Douro.

O vinho do Porto é um vinho fortificado, o que significa que a sua fermentação é interrompida quando se adiciona bebida alcoólica destilada de uva – aguardente – que preserva a doçura natural que faz do vinho do porto um “Porto” genuíno.

Portanto, o vinho do Porto, mundialmente conhecido, não é produzido na cidade do Porto, mas sim na região vinícola do Douro, Vale do Douro ou, ainda, Douro Vinhateiro.

O nome “vinho do Porto” se deu por duas razões:

  • No passado, o vinho proveniente da região vinícola do Douro era transportado pelos barcos rabelos e descarregado nas caves de Vila Nova de Gaia (do outro lado do Rio Douro, e não propriamente na cidade do Porto) onde passava pelo processo de envelhecimento. Quando o procedimento se findava, o vinho era engarrafado e exportado. 
  • Naquela época, toda a produção e exportação do vinho era controlada pela Inglaterra, que proibiu a comercialização de vinho do Porto em outro lugar que não no Porto (tecnicamente: em Vila Nova de Gaia, onde estão as caves).

Feitas essas considerações pertinentes, agora sim podemos passar para as dicas sobre o que fazer em Vila Nova de Gaia:

Além de caminhar pela margem do Douro e escolher uma das várias opções de bares e restaurantes para comer, aproveite a oportunidade para fazer um (ou mais de um) wine tour nas caves de vinho do porto (onde o vinho é armazenado).

E aqui vai uma listinha com sugestões de caves para você visitar:

Exceto no caso da Taylor’s (onde o tour pelas caves é feito através de audio-guia), todas as demais caves possuem horários marcados de visitação, sendo imprescindível agendamento prévio.

A melhor opção é fazer seu agendamento online no site da cave que deseja conhecer, pois assim já garante sua vaga.

Também é possível chegar na cave no dia da visita e perguntar pelo próximo horário, mas se estiver viajando em uma época mais cheia, provavelmente não conseguirá fazer a visita.

Considerando mais uma vez que teríamos 3 dias para conhecer vinícolas e caves diretamente do local de produção (Douro), deixamos as visitas guiadas para serem feitas posteriormente, restringindo nosso tour por Gaia apenas para degustações.

Não são todas as caves que possuem uma sala de degustação separada da visita à cave (exemplo: Sandeman), mas na maioria delas isso é possível.

Fizemos degustação de vinho do porto nas seguintes caves:

  • Taylor’s: 3,50 e 4,50 dólares cada taças
  • Ramos Pinto: 12 euros (degustação – 5 taças)
  • Cálem: 11 euros (degustação – 3 taças)

A Ramos Pinto e a Cálem, oferecem um menu degustação já preparado. A Taylor’s não tem esse menu, então é o visitante que escolhe qual vinho quer provar, e cada um tem um valor diferente.

Taylor's | Foto: Anna
Taylor’s | Foto: Anna

Degustação na Taylor's | Foto: Anna
Degustação na Taylor’s | Foto: Anna

Degustação na cave Ramos Pinto | Foto: Anna
Degustação na cave Ramos Pinto | Foto: Anna

Degustação na Calém | Foto: Anna
Degustação na Calém | Foto: Anna

Além das visitas guiadas (para aprender mais sobre a história da criação, produção e armazenamento do vinho do porto) e degustações, as caves também possuem restaurantes.

O restaurante da Graham’s, chamado Vinum, fica no terraço e tem uma vista espetacular!

Intercale as visitas às caves e degustações com um passeio pela ribeira e até mesmo um passeio de Teleférico de Gaia (mais uma bela vista do Porto para sua coleção).

Eu simplesmente amei Vila Nova de Gaia, pois além de me fazer descobrir minha paixão por vinho do porto, é de lá que tem as icônicas vistas para a cidade do Porto! Parece um quadro!

O Porto visto de Gaia | Foto: Anna
O Porto visto de Gaia | Foto: Anna

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Anna
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Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!