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Melhores destinos na América do Sul: Santiago do Chile

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Viajar para Santiago é uma ótima opção se você busca uma viagem internacional de baixo custo! A cidade é linda, com muitas opções de turismo e boa culinária. Para fechar o combo maravilha, é plenamente possível encontrar passagens para a capital chilena por menos de R$ 1.000,00 (ida e volta). Animou? Então vem comigo saber um pouco mais sobre esse destino e arrumar sua Mala de Viagem!

Qual documento necessário?

Você pode embarcar com passaporte (data de validade com prazo mínimo de seis meses contados da viagem) ou com seu RG (expedido há menos de dez anos e em bom estado de conservação), em decorrência dos tratados provenientes do Mercosul (livre trânsito de pessoas).

Brasileiros não precisam de visto para ingressar no Chile. Vacina contra febre amarela também não é exigida (pelo menos ainda não… Mas isso pode mudar a qualquer momento, então melhor já ter seu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela em mãos).

Vacina contra a febre amarela: quais países exigem? Não perca a viagem

Atenção 1: não é permitido o ingresso com alimentos perecíveis no país. As regras quanto a isso são bem rígidas, podendo, inclusive, gerar multa ao infrator.

Atenção 2: embora não seja obrigatório, recomendo fazer um seguro viagem. Com problemas e imprevistos não se brinca, e o seguro é a tal da coisa que a gente só da valor quando precisa.

Quando ir?

Santiago é uma cidade que pode ser visitada durante todo o ano. Não há uma época ruim para conhecer a capital, mas quanto mais flexibilidade de datas você tiver, mais econômica será sua viagem.

Na alta temporada (julho, dezembro, janeiro e fevereiro) os preços sobem, mas, ainda assim pode ser considerado um destino barato.

Na alta temporada é possível encontrar voos de ida e volta na faixa de R$ 1.600,00. Este valor pode cair pela metade na baixa temporada.

Muita gente procura Santiago no mês de julho em razão do inverno e possibilidade de estender a viagem até as estações de esqui de Farellones e Valle Nevado.

Considerando ser uma viagem bem “família” e que julho, além de ser época de neve, coincide com férias escolares, acaba sendo o mês mais cheio e quando os preços se elevam.

A alternativa é tentar curtir a viagem no início de agosto, quando ainda há neve e os preços caem (mas atenção para a temporada de neve conforme cada ano: alguns anos neva mais, outros menos).

Se a sua intenção for curtir só a cidade de Santiago, as cidades vizinhas como Vinã del Mar e Valparaíso e a região vinícola, então qualquer mês do ano será bom.

Obs. terremotos são frequentes no Chile, mas a maioria deles são de grau baixo. Pegamos dois terremotos durante nossa viagem de 15 dias. O primeiro foi durante um passeio no Atacama, mas quanto a esse nem sentimos nada. O segundo foi em Santiago, no período da noite – estávamos no apartamento e sentimos o chão tremer, olhamos para o teto e o lustre estava balançando. Em menos de um minuto tudo voltou ao normal, mas confesso que deu pra dar uma assustada.

Como ir?

Em razão da distância, avião é a opção mais adequada. Além disso, os voos para Santiago, como disse, costumam ter preços ótimos.

Companhias aéreas: Latam, Avianca, Gol, Copa, Voe Amaszonas.

Para encontrar o melhor voo, sugiro a pesquisa em sites metabuscadores como Kayak, Skyscanner, ViajaNet…

Por esses sites você encontra todas as companhias com voo disponível para o período desejado, e consegue fazer uma comparação entre as datas.

Após escolher o melhor voo no site agregador, consulte o site da companhia escolhida e compare quem está oferecendo o melhor preço (site agregador ou site da companhia). Aí sim pode comprar as passagens tendo a certeza que garantiu o melhor preço.

Qual a moeda?

A moeda no Chile é o peso chileno.

É um dos únicos países que conheci que posso dizer que vale à pena levar real e trocar por peso chinelo lá mesmo.

A cotação compensa. Não leve dólar, leve em real! A maioria das casas de câmbio aceitam a nossa moeda. E quando efetuar o câmbio, não se sinta constrangido em verificar se a nota trocada é verdadeira, pois é comum casos de troca por notas falsas.

Quando desembarcar no aeroporto, troque apenas o suficiente para chegar até outra casa de câmbio com conversão melhor. A conversão das casas de câmbio do aeroporto é bem pior.

Procure uma casa de câmbio da Rua Augustinas  (fica perto do Palácio de La Moneda).

Atenção: as casas de câmbios fecham aos domingos e feriados.

Como se locomover?

Dependendo da quantidade de pessoas, vale à pena alugar um carro e ficar livre para fazer os passeios por conta.

Mas se estiver apenas em duas pessoas e quiser economizar, então use Uber para se locomover dentro da cidade, transporte público ou van de turismo se quiser conhecer as cidades vizinhas.

O legal é que Santiago é um destino que lhe permite conhecer vários lugares numa mesma viagem. Aproveite e não fique apenas dentro da cidade.

Seja qual for o método escolhido – carro, Uber, transporte público (metrô), traslado com agência de turismo – não deixe de conhecer as cidades charmosas próximas de Santiago, a exemplo de Viña del Mar, Valparaíso, Cajón del Maipo, além das vinícolas, claro!

O taxi é caro (e ainda há risco de golpes). Melhor optar por Uber.

Onde se hospedar?

O melhor bairro para se hospedar em Santiago é no bairro Providencia, seguido do bairro Lastarria, Bellavista e Paris-Londres.

Você pode optar por um hotel ou AirBnb, que tem ótimas opções na cidade a preços excelentes quando comparados ao preço tradicional dos hotéis.

Investir em uma boa localização de hospedagem significa poupar tempo no seu roteiro de viagem e economizar dinheiro com deslocamentos. Quanto mais coisas a pé você conseguir fazer, maior o custo benefício da hospedagem escolhida.

Onde comer?

Não é barato comer em Santiago. Há muitos restaurantes bons, porém caros.

O Boragó, por exemplo, está na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, ocupando a 42ª (é o único restaurante chinelo na lista). Ficamos com vontade de ir, cogitamos… Mas no dia eu passei mal e não fomos. Ficou pra próxima!

De qualquer forma, vá ciente que no quesito “alimentação” provavelmente você gastará um pouco mais do que o usual.

Algumas pessoas dizem que não gostam da culinária chilena. Não acho que seja esse o problema. A culinária é boa e tem bastante influência da culinária peruana. Acho que o problema maior é o custo mesmo.

Em nossa viagem procuramos por restaurantes bem conceituados e gostamos. Comparando o valor com o prato, realmente fica a desejar, mas não por ser ruim, mas sim por pensar que em outro lugar você comeria com a mesma qualidade e por preço inferior.

Fomos em bons restaurantes, mas em especial, um que quero deixar a recomendação é o restaurante Mestizo (para almoçar). O restaurante fica dentro de um dos parques mais bonitos de Santiago, o parque Bicentenário.

Outras opções de bons restaurantes: Como Agua para Chocolate, Bocanariz, Aqui Esta Coco, Jewel of India.

Tem ainda o turístico Restaurante Giratório. O restaurante literalmente fica girando enquanto você come, mas quem já foi diz que a sensação é normal, que não dá tontura.

Não cheguei a conhecer. Há quem goste e há quem critique, trata-se de um restaurante altamente turístico, provavelmente caro, mas com uma bela vista. Então vai do gosto de cada um!

Se quiser economizar com comida, procure restaurantes que oferecem um menu fixo em que você come entrada, prato, sobremesa por um preço pré-determinado.

Na dúvida onde comer, a melhor opção é sempre consultar o TripAdvisor, conferir as avaliações e escolher o que melhor se encaixa ao seu perfil.

Obs. Se por um lado a comida é cara, por outro os vinhos são muito baratos. Aproveite para provar todos que desejar!

Além disso, você pode trazer até 5 garrafas de vinho na mala de mão, mas elas devem estar fechadas e bem embaladas. Se 5 for pouco, você pode colocar as demais na sua mala despachada.

O que levar?

Num voo internacional geralmente cada passageiro tem direito a duas malas despachadas de 23 quilos cada, além de uma bagagem de mão de 10 quilos (com medidas e especificações da companhia). Porém, confira as regras da sua passagem, pois variam.

O que levar varia conforme a época do ano. Para ajudar, coloco aqui a média de temperatura conforme cada estação do ano:

  • Verão: entre 20 e 30ºC (dezembro a março)
  • Outono: entre 5 e 15ºC (final de março a junho)
  • Inverno: próximo a zero graus (final de junho a setembro)
  • Primavera: entre 17 e 26ºC (final de setembro a dezembro)

No verão, leve roupas leves para o dia e um casaco “médio” para a noite. No inverno invista em roupas térmicas (“segunda pele”) e casaco pesado. No outono e primavera casacos médios  são suficientes se for não for do tipo que sente muito frio.

Porém, é importante ressaltar que o tempo muda muito e dependendo do ano as temperaturas ficam atípicas.

Para evitar transtornos, pesquise no Google a previsão do tempo para os próximos dias quando faltar uma semana para sua viagem.

Se for incluir deserto, patagônia ou estação de esqui na sua viagem, atente-se para as condições climáticas do lugar e invista em mais roupas térmicas.

Atacama: as belezas do deserto mais árido do mundo

Dicas e passeios: o que fazer no deserto do Atacama (Chile)

Atenção: nunca deixe de usar protetor solar. Existe um buraco na Camada de Ozônio bem sobre o território do Chile.

Quanto tempo ficar?

Para Santiago eu recomendo uns 3 dias completos. Mas aproveite para incluir as regiões vizinhas na viagem e estender a viagem por uma semana pelo menos.

Já adianto que vale à pena ter a experiência completa, e não ficar apenas na capital.

Se for emendar com Patagônia ou Atacama, então pelo menos 15 dias para fechar um bom roteiro.

O que fazer em Santiago?

Opções não faltam: prédios históricos, cerros, museus, parques, mirantes, vinícolas, paisagens de tirar o ar, curtir a neve nas estações de esqui, degustar vinhos…

Com mais de 4 milhões de habitantes, Santiago ocupa a 5ª posição no quesito “cidade mais populosa da América do Sul”. Santiago é uma cidade cosmopolita, cheia de opções e de singular beleza em razão da Cordilheira dos Andes que estampa seu plano de fundo.

É uma cidade cheia de pontos turísticos “para subir”, isso mesmo, pois é do alto que você a vê do melhor ângulo. Belos parques e opções de museus completam o pacote.

A proximidade entre os pontos turísticos deixa a viagem agradável. Você não precisa percorrer grandes distâncias entre um atrativo e outro.

Palacio de La Moneda, Palácio de Justiça, Plaza de Armas e Cerro San Cristobal

O Palacio de La Moneda é a sede do governo e é possível conhecer apenas por fora (meu caso) ou fazer um tour guiado, com agendamento prévio (15 dias de antecedência) através do site oficial.

Se der sorte, verá a troca da guarda, que acontece em dias alternados por volta das 10 horas da manhã.

No subsolo do palácio está o Centro Cultural La Moneda, com exposições gratuitas até meio dia, além de diversas atividades culturais.

Santiago: Palacio de La Moneda
Santiago: Palacio de La Moneda

Do Palacio de La Moneda dá para caminhar até o Palácio de Justiça, outro ponto turístico que vale ser incluído no roteiro em razão da sua beleza e arquitetura.

Muito comum nos países latinos, a Plaza de Armas sempre é um lugar muito turístico, e em Santiago não é diferente.

Na praça está a Catedral Metropolitana de Santiago, o Museu Histórico Nacional e o Correio Central de Santiago. As entradas são gratuitas.

Em razão da proximidade, todos esses passeios podem ser feitos à pé.

A última parada do dia pode ser no Cerro San Cristobal, um daqueles mirantes de onde é possível ver Santiago de seu melhor ângulo, lembra?

Atenção: Segunda-feira é como se fosse o “domingo” deles. Muitas coisas fecham às segundas, inclusive o teleférico do Cerro San Cristobal.

Certifique-se que sua programação da segunda-feira não incluiu nenhum lugar que estará fechado (pesquise no Google os horários de funcionamento).

Barrío Paris-Londres, Cerro Santa Lucía e Museu Bellas Artes

Barrío Paris-Londres se trata, na verdade, de duas ruas com ladrilhos que se cruzam – uma se chama Paris e outra Londres. A arquitetura inspirada nas cidades faz você se sentir na Europa mesmo.

O micro-bairro é tranquilo, com bela arquitetura, e fica ao lado do centro da cidade. Embora pequeno, há boas opções de hospedagem e restaurantes na região.

Cerro Santa Lucía é um parque urbano, no centro da cidade, com escadarias que levam a um mirante com uma incrível vista de Santiago “abraçada” pela Cordilheira dos Andes.

Santiago: Palacio de La Moneda
Santiago: Cerro Santa Lucía

O Museu Bellas Artes possui mais de cinco mil peças expostas permanentemente. A entrada é gratuita e vale à pena conhecer um pouco da cultura chilena exposta no museu.

La Chascona

Para os fãs do poeta Pablo Neruda, vale à pena visitar sua casa em Santiago, batizada de La Chascona, onde hoje funciona um museu dedicado à vida do poeta, que foi Prêmio Nobel de Literatura de 1971 e inimigo declarado da ditadura de Pinochet.

Mercado Central

O Mercado Central de Santiago é considerado Monumento Histórico desde 1984.

Boa opção para almoçar, principalmente se você quiser provar o Centolla (caranguejo gigante), que é cultivado no Sul do Chile. Não é um prato barato, mas como já disse, refeição no Chile, de uma forma geral, não é barato… Prepare-se para gastar em torno de R$ 280,00 – 320,00 por esse prato (mas pode ser dividido em razão de seu “tamanho avantajado”).

Patio Bellavista

Outra boa opção de gastronômica. Sugiro o local para jantar.

Trata-se de um shopping gastronômico a céu aberto, com inúmeras opções de bares e restaurantes maneiros.

Na dúvida onde comer, o Patio Bellavista é uma boa opção. Certamente você encontrará algo que lhe agrada por lá, além de ser um lugar bem agitado.

Parque bicentenário e restaurante Mestizo

Faça uma reserva para o almoço no restaurante Mestizo e, depois do almoço, aproveite para curtir o belo Parque Bicentenário, com áreas verdes para caminhada bem no meio da cidade, entre os prédios e movimento.

Sky Costanera

O Sky Costanera é o prédio mais alto da América do Sul. É possível subir até o seu topo e ver uma vista 360 graus de Santiago.

Pueblito San Domínicos

Um bom lugar para comprar souvenirs. Trata-se de uma feira de artesanato localizada “aos pés” da Cordilheira dos Andes.

O que fazer nos arredores de Santiago?

Lembra que eu disse que vale à pena ter a experiência completa e não ficar apenas na capital? Então, selecionei alguns lugares que você não pode deixar de conhecer.

Para conhecer Embalse El Yeso, Farellones e Valle Nevado no inverno, é recomendado fechar o tour com uma agência de turismo especializada, principalmente se for em período de muita neve.

As estradas para esses destinos são sinuosas e se tiver gelo/neve na pista, é obrigatório o uso de correntes nos pneus.

Embalse El Yeso

Localizado em Cajón del Maipo, a represa Embalse El Yeso é um dos lugares mais lindos que já vi com meus próprios olhos.

Um lado de cor verde esmeralda, decorrente do degelo, encanta em qualquer estação. Fomos em novembro e as montanhas ainda estavam cobertas de neve. A cor da água é absolutamente impressionante.

Santiago - Emabalse El Yeso
Santiago: Embalse El Yeso

O lago fica “aos pés” da Cordilheira dos Andes, e a represa é a principal fonte de abastecimento de água para Santiago (água potável – inclusive, é seguro beber água da torneira em Santiago).

Cajón del Maipo é o nome de uma região banhada pelo rio Maipo e cercada pela Cordilheira dos Andes.

É o refúgio dos chilenos e alegria dos turistas. Região propícia para a prática de atividades esportivas ao ar livre, sem mencionar sua singular beleza.

Na cidade de San José del Maipo (localizada antes de chegar até Embalse El Yeso) é possível fazer atividades como trekkings, pesca esportiva, rafting, tirolesa e montanhismo. Um verdadeiro refúgio do agito e poluição da cidade.

Consideramos que estávamos em quatro pessoas, com carro já alugado para todos os dias da viagem e que as condições climáticas eram favoráveis, optamos por fazer o passeio por conta própria.

Porém, se as condições da sua viagem forem diferentes dessas, indico a contratação de um tour com agência especializada, pois a estrada é sinuosa e cheia de abismos… No inverno então fica ainda pior por conta da neve e do gelo.

Obs. Em Cajón del Maipo também estão atrativos como o Centro de Esqui Lagunillas e as termas Baños Morales.

Santiago: Embalse El Yeso

Farellones e Valle Nevado

São onde estão as famosas estações de esqui.

No inverno reserve alguns dias para conhecê-las, esquiar, brincar… Mesmo se não for temporada de inverno, ainda assim é possível visitar o destino que, no verão, é muito ocupado por ciclistas.

Visitei o Valle Nevado no mês de novembro e não recomendo. Embora seja permitido conhecer o local, não vale à pena, pois não tem nada de muito interessante para fazer quando não está funcionando a estação.

Farellones em novembro
Farellones em novembro
Valle Nevado em novembro
Valle Nevado em novembro

Valparaíso e Viña del mar

Você pode fazer um bate-volta partindo de Santiago para as cidades litorâneas de Valparaíso e Viña del Mar.

Se estiver em um grupo, melhor alugar um carro e fazer um passeio livre. Outra opção é contratar um tour partindo de Santiago ou, ainda, utilizar o transporte público (ônibus – com um trajeto de aproximadamente 2 hora e 30 minutos até Viña del Mar).

Em Vinã o ponto turístico principal é o relógio das flores – El Reloj de Flores. Após conhece-lo, percorra a avenida litorânea, que é bem charmosa.

vina del mar
El Reloj de Flores: Vinã del Mar
El Reloj de Flores
El Reloj de Flores: Viña del Mar

Caminhando pela orla você chegará até o Catillo Wulff, um belíssimo castelo com entrada grátis. O castelo, que já foi sede do Museu da História Naval do Chile, hoje abriga exposições temporárias.

O mais gostoso em Vinã del Mar é apreciar o mar… Nem digo entrar, porque até mesmo no verão a água é bastante gelada. Próximo ao Castillo Wulff  há muitos pelicanos, que deixam a paisagem ainda mais bonita.

Finalize o dia com um belo por do sol, pois o por do sol no Pacífico é um dos mais lindos que já vi. Aí vai ter que dar sorte de pegar um dia bonito, se for inverno, as chances diminuem.

No verão, as praias mais agitadas são Reñaca e Concón.

Outra atração é o imponente Enjoy del Mar, um hotel, com bom restaurante e também funciona como cassino.

Eu também indico o Museu Fonck, principalmente se você tiver curiosidade em conhecer um Moai sem precisar ir até a Ilha de Páscoa. Sim, um verdadeiro Moai foi retirado da Ilha e colocado ali na frente do museu – você nem precisa entrar no museu para tirar sua foto com ele!

Vina del mar Museu Moai
Vina del Mar: Moai na entrada do Museu Fonck

Valparaíso, por sua vez, não é tão acolhedora como Viña, mas é famosa por suas casinhas coloridas e pela casa de Pablo Neruda, transformada em museu que conta a vida do poeta.

Outra atração de Valparaíso é o Cerro Concepción, uma região colonizada por alemães e ingleses. O cerro fica no alto da cidade, com uma bela vista para o Oceano Pacífico.

A Plaza Simón Bolivar, no bairro El Almendral, foi construída onde era o Teatro Victoria,  destruído por um terremoto em 1906. É também uma homenagem ao líder venezuelano Simón Bolivar.

O Paseo 21 de Mayo se trata de outro mirante de onde é possível avistar o porto de Valparaíso. Por ali também funciona uma feirinha de artesanato.

Valparaíso possui sete museus, o mais conhecido é o “Casa La Sebastina”, uma das casas do poeta Pablo Neruda.

Valparaíso:
Valparaíso: Casa La Sebastina

Por fim, aproveite a culinária local. A cidade de Valparaíso tem bons restaurantes – algumas sugestões: Café del Pintor, La Concepción, Ápice, Pasta e Vino, La Caperucita y El Lobo.

Consulte as avaliações no TripAdvisor e escolha o que mais se adequar ao seu perfil. 

Vinícolas

Não dá pra ir a Santiago e não visitar uma vinícola sequer!

O Chile ocupa posição mundial de destaque na produção de vinhos. Sua topografia e o clima mediterrâneo, formam um excelente ambiente para o cultivo das uvas. Então ainda que você não seja um apaixonado por vinho, deve incluir pelo menos uma vinícola no seu roteiro, nem que seja para fins de conhecer e aprender um pouco sobre a sua produção.

A mais turística é a Concha y Toro, é também a maior do país. Muito conhecida dentre os brasileiros, tem o Casillero del Diablo como vinho mais difundido aqui.

Concha y Toro
Concha y Toro

Fiz o passeio e degustação, e indico. É bacana a experiência, toda voltada ao turista, mas cheia de charme.

Concha y Toro
Concha y Toro

Cousiño Macul foi Fundada em 1856 e, dentre as vinícolas do século XIX, apenas ela continua nas mãos da família fundadora.

Santa Carolina é uma das cinco maiores vinícolas do Chile. Após um tempo fechado para reestruturação dos abalos sofridos com um terremoto, reabriu para tours em 2015.

Undurraga é outra opção de vinícola pertinho de Santiago. A vinícola tem uma bela paisagem e seus tours duram cerca de 1 hora, tendo início com uma caminhada entre os vinhedos.

A vinícola Santa Rita, embora mais afastada de Santiago (60 quilômetros), tem uma restaurante chamado Doña Paula, o Café La Pañaderia e o Museu Andino, o que incentiva a visita.

Aquitania está localizada praticamente dentro de Santiago, aos pés da Cordilheira dos Andes, no Valle de Maipo. Possui fácil acesso (inclusive utilizando transporte público). Trata-se de uma vinícola urbana e de categoria boutique, em virtude de sua pequena produção (apenas 180 mil garrafas por ano).

Atenção: em regra, os tours/degustação devem ser agendados com antecedência no site oficial de cada vinícola.

Santiago e suas lindas vinícolas. Não deixe de conhecê-las
Santiago e suas lindas vinícolas. Não deixe de conhecê-las

Santiago é uma viagem deliciosa para fazer, apaixonar-se e repetir! Relembrando me deu uma baita vontade voltar, principalmente para conhecer mais vinícolas!

Abraço,

Anna.

Anna
Anna
Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!