Itacaré

Guia completo de Itacaré: tudo para você planejar sua viagem na Bahia

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A Bahia é um dos estados mais completos do país, com litoral extenso, cidades históricas e natureza exuberante. Um post seria pouco para falar sobre as suas belezas incontáveis, por isso que sempre que colocamos a Bahia em pauta, dividimos por praia, região, cidade… E agora chegou a vez de te oferecer esse guia completo sobre Itacaré, com dicas de como chegar, quando ir, quanto tempo ficar, onde se hospedar, onde comer e o que fazer. Aproveite!

Itacaré fica às margens do Rio de Contas, entre o mar e um cinturão de Mata Atlântica e, além das lindas praias, oferece aos turistas cachoeiras, rios, manguezais e áreas de restinga. Essas características tornam Itacaré um destino ideal para quem busca dias de descanso em meio às belezas naturais e conforto dos hotéis, mas também uma excelente opção para quem está atrás de aventura.

Como chegar em Itacaré

Itacaré faz parte da chamada “Costa do Cacau”, litoral sul da Bahia, a 250 km da capital Salvador. Em uma road trip pelo sul da Bahia, com início em Salvador, sugiro o seguinte roteiro: Morro de São Paulo (destino que já tem post aqui no blog MV), Ilha de Boipeba, Maraú e Itacaré.

Mas, no caso da road trip, é importante pesquisar sobre cada destino e viabilidade ou não de estar de carro, visto que muitas praias ficam em ilhas, que não permitem acesso de carro.

Para quem chega na Bahia de avião, a melhor opção é pegar um voo até Ilhéus – IOS (recebe voos diretos a partir de São Paulo, Campinas, Salvador, Brasília e Belo Horizonte) e, de lá, subir 73 km de carro até Itacaré. Para o trecho terrestre você pode alugar um carro, contratar um transfer ou fechar o trecho com um taxista no desembarque do aeroporto pelo custo aproximado de R$ 180,00 o trecho (valor com referência em outubro/21).

Considerando essa rota, se você estiver com dias suficientes, compensa aproveitar a viagem e já conhecer também a região e praias de Ilhéus.

Sugestões de hotéis em Ilhéus: Canabrava (All Inclusive Resort), Resort Tororomba, Opaba Praia Hotel, Hotel Aldeia da Praia, Jardim Atlântico (Beach Resort), Hotel Praia do Sol

No caminho, seja na ida ou volta, pare na Cabana da Empada, que vende empadas de uma infinidade diferente de sabores, tanto salgadas quanto doces. São deliciosas, vale a pena (e olha que eu nem sou muito fã de empada).

Quando ir para Itacaré?

O clima sempre é quente em Itacaré, e as chuvas bem divididas ao longo do ano.

Embora a temperatura varie pouco, os meses mais quentes são entre novembro e março, com temperatura média máxima entre 28°C a 29°C, e mínima em torno de 24°C. No inverno a temperatura máxima fica entre 25°C e 26°C e a mínima 21°C. 

Os meses mais chuvosos são maço e abril (em regra), com índices entre 133 mm e 147 mm. De maio até julho também chove de forma significativa.

Em períodos de chuva (precisa ser intensa), aparecem as chamadas Baronesas, plantas que ficam “boiando” na água.

Os meses menos chuvosos são agosto, setembro e outubro, com índices entre 82 mm e 97 mm. Fui no mês de outubro e peguei lindos dias de sol (pode sim chover nesse período, mas são chuvas passageiras). De novembro até fevereiro os índices pluviométricos também são baixos, mas em dezembro começa a alta temporada.

A alta temporada começa em dezembro e se estende até o carnaval, bem como nos feriados nacionais. Se você quer evitar lugares cheios e preços mais altos, programe-se para visitar Itacaré fora da alta temporada.

Além das peculiaridades acima (chuva e alta temporada), Itacaré tem muita variação de maré, então a depender do dia, você verá paisagens bem diferentes. A maré sofre influência das fases da lua.

Na verdade, não apenas Itacaré, mas todo o litoral da Bahia sofre bastante influência das marés, sendo que a variação pode acontecer inclusive no mesmo dia, conforme a fase da lua.

Nas fases de lua crescente e minguante, a variação do nível da água do mar é menor, mas nas fases de lua cheia e nova, a maré varia muito, possibilitando ao turista ver o mar calmo, com formação das piscinas naturais na maré baixa e, por outro lado, ondas fortes e faixas de areia cobertas na maré alta.

Sempre consulte a tábua de marés para aproveitar mais a viagem (a maré baixa pode acontecer 2 vezes no dia). Quando você for analisar a tábua, saiba que quanto mais próximo do zero estiver a maré baixa, melhor serão as condições para curtir mar calmo, o que acontece com maior frequência nas fases de lua cheia e nova.

Para quem surfa, Itacaré tem ondas o ano todo, mas a melhor temporada para o surfe é o inverno, principalmente os meses de julho e agosto, haja vista que a chegada das frentes frias ajudam na formação de ondas maiores. Como Itacaré é uma região muito procurada pelos surfistas, a cidade costuma ficar cheia nos meses de julho e agosto.

Mas, além de julho e agosto, outubro e novembro também são meses procurados pelos surfistas, inclusive alguns campeonatos são realizados nesse período.

Entre julho e setembro é a temporada de baleias, isso mesmo: esses são os meses em que elas passam por Itacaré e dá para avistá-las da praia muitas vezes.

Itacaré – Bahia

Quantos dias ficar?

Itacaré é um dos destinos mais bonitos do Brasil, com muitas praias paradisíacas cercadas por mata atlântica nativa, além de trilhas, cachoeiras e natureza selvagem.

Além das belas praias, uma vez em Itacaré, provavelmente você vai querer fazer algumas trilhas, conhecer as cachoeiras e fazer os passeios que a região lhe proporciona. Itacaré oferece muitas opções de turismo de aventura, e isso deve ser considerado na hora do planejamento da viagem.

As praias mais bonitas são acessadas via trilha, o que exige um certo esforço do turista, mas, simultaneamente, oferece maior contato com a natureza. É de fato um destino peculiar, bem diferente dos destinos praianos mais tradicionais do nordeste.

Então, tendo em vista essas peculiaridades, na hora de pensar quantos dias serão necessários para essa viagem, analise o que você pretende fazer por lá:

Vai fazer uma viagem mais tranquila para relaxar nos hotéis e praias próximas? Vai querer fazer as trilhas? Vai querer fazer passeios de barco e visitar cachoeiras? Pretende surfar?

Essas perguntas ajudam na hora de montar o roteiro e também na hora de reservar uma quantidade de dias que esteja alinhado com as suas expectativas.

Exemplo: para um turista que pretende viajar para Itacaré para curtir o conforto do hotel, conhecer a vilinha, os restaurantes e fazer apena um ou outro passeio, talvez quatro ou cinco dias já seja período suficiente.

Por outro lado, para quem quer explorar mais a região, tem que lembrar que para cada passeio de trilha, é importante reservar um dia inteiro, então pelo menos uma semana seria o período indicado para a viagem.

Itacaré – Bahia

Onde se hospedar?

A região principal de Itacaré recebe o nome de Pituba, que também é o nome da rua principal da cidade, onde estão os restaurantes e lojas.

Depois da Rua da Pituba, a segunda rua principal é a Passarela da Vila, charmosa e exclusiva para pedestres, também com seus bares e restaurantes. Quem caminha pela Rua Pituba, vai encontrar a Passarela da Vila ao final, do lado esquerdo, antes de chegar na Praia da Coroa.

Quando o turista visita Itacaré, a rua Pituba é onde acontece o agito noturno, com bares, música ao vivo e até algumas apresentações culturais.

Quem preza pela boa localização e gosta do comodismo de fazer as coisas a pé, se hospedar nessa região de Pituba é a melhor opção.

Para quem quer ficar próximo, mas não tanto, cerca de 5 minutos de caminhada está a região da Concha.

A oferta de hospedagem em Itacaré cresceu muito nos últimos anos.

Inclusive, um dos motivos pelos quais escolhi Itacaré para o meu destino de lua de mel em outubro de 2021, foram justamente as hospedagens.

Para quem prioriza hotéis de alto padrão e bem localizado (perto da Rua Pituba), a minha sugestão é o Barracuda Beach Hotel.

Escolhi o Barracuda para os primeiros dias da minha viagem e destaco os seguintes pontos positivos:

  • Boa localização (com uma curtíssima caminhada se chega até a Rua Pituba)
  • Bom atendimento
  • Bom restaurante
  • Melhor café de manhã que eu consegui lembrar (fui longe nas buscas, mas para mim o do Barracuda está na primeira posição)
  • Hotel novo
  • Decoração linda
  • Quarto amplo, limpo, confortável

Além do Barracuda, que fica na cidade, há também o Txai, que merecidamente é considerados um dos melhores resorts do Brasil.

Escrevi mais sobre o Txai no post “Os melhores Resorts do Brasil“.

Com 38 acomodações em apartamentos amplos e bangalôs construídos sobre um deck de madeira suspenso, o resort é certificado pelo restrito grupo de hotéis de luxo Relais & Châteaux e possui seis piscinas, dois bares, cardio fitness, sala de jogos, quadras de tênis e beach tênis.

Para quem procura uma experiência única de relaxamento, o Txai possui também um SPA localizado no topo da colina, o Shamash, que oferece tratamentos, massagens, rituais e práticas de equilíbrio. Sem dúvida foi o spa com a melhor vista que eu já conheci.

Vale ressaltar que o Txai, apesar de ser um resort, não é all inclusive, o que eleva muito seu padrão. As diárias incluem café da manhã, mas o hóspede não precisa sair do hotel para almoçar ou jantar, visto que seus restaurantes oferecem gastronomia de alta qualidade.

Jantar no Txai – tudo delicioso
Café da manhã no Txai

O Txai não fica no centro de Itacaré, mas sim na praia de Itacarezinho, considerada uma das praias mais lindas da região.

Praia de Itacarezinho

O ideal é fazer como eu fiz: dividir a hospedagem em duas etapas.

Na primeira etapa com escolha de um hotel na cidade, perto da rua principal, assim você pode aproveitar para conhecer os restaurantes locais, passear pelas lojinhas e curtir as praias centrais, sem necessidade de carro para se locomover.

Na segunda etapa, se você prioriza hospedagem de alto padrão, vale a pena pegar 2 ou 3 diárias no Txai, assim, além de se hospedar em dos melhores resorts do país, você tem a oportunidade de conhecer a praia de Itacarezinho, com toda a privacidade que o hotel proporciona aos seus hóspedes.

Suíte/Bangalô no Txai

Não é possível tecer um comparativo entre os dois hotéis (Barracuda e Txai), pois eles apresentam propostas diferentes. Estamos falando dos dois melhores hotéis atualmente existentes em Itacaré, mas cada um tem suas peculiaridades. O Barracuda é um hotel de cidade, pequeno, no estilo boutique. O Txai é um resort enorme, com muito verde ao seu redor, beach club, spa, dois restaurantes e mais infraestrutura, pensado para o hóspede que quer relaxar e curtir o resort (não sair o dia todo para fazer passeios).

Spa do Txai

Minha viagem tinha como pressuposto dias de descanso. A forma como eu dividi foi perfeita, reunindo tranquilidade em dois ótimos hotéis, intercalando com alguns passeios pontuais.

Além do Barracuda e do Txai, deixo aqui uma listinha com mais sugestões de hospedagem em Itacaré:

Praias de Itacaré

A região de Itacaré possui 14 praias no total, incluindo as centrais e as que ficam mais afastadas da cidade.

Nas praias centrais ou urbanas você encontrará mais infraestrutura, como mais opções de barracas de praia.

As praias afastadas são “selvagens”, sem infraestrutura ou com pouca infraestrutura, porém, com mais belezas naturais no seu entorno.

As praias tidas como “selvagens”, são acessadas através de trilhas e a intensidade varia de praia para praia.

Praias urbanas: Praia da Concha, Resende, Tiririca, Costa e Ribeira.

São praias bonitas, mas não geram grande impacto. Provavelmente um turista que viaja até Itacaré e conhece apenas as 5 praias centrais, volta sem tantas histórias para contar.

Você não vai precisar de carro para conhecer as praias centrais, pois todas elas estão próximas da região de Pituba, basta caminhar um pouco.

Essas praias contam com estrutura da barracas de praia, cadeiras e bares. São praias movimentadas e acessíveis de carro ou mesmo a pé.

No seu roteiro, você pode reservar um dia para passear por essas praias, pois apesar de não serem as mais bonitas, ainda assim vale a pena conhecê-las.

Praias Selvagens: Prainha, São José, Jeribucaçu e Arruda, Engenhoca, Havaizinho, Camboinha, Itacarezinho.

As praias selvagens são a grande atração de Itacaré. Elas são acessadas através de trilha, então provavelmente você terá que escolher quais conhecer, caso não tenha dias de viagem suficiente para visitar todas.

Apesar do acesso se dar por trilha, para chegar até a entrada da trilha você terá que pegar estrada, e isso poderá ser facilmente feito basicamente de 3 formas: com carro próprio ou alugado (se você estiver de carro), taxi ou passeio comprado com agência/guia.

Um alerta importante é sobre o preço do taxi em Itacaré.

Ás vezes você pode estar pensando em não alugar carro para economizar na viagem, mas é importante prestar atenção nessa observação:

O taxi é caro em Itacaré! As corridas até as praias selvagens (até o início da trilha) são tabelados e os valores altos, com diferença entre baixa e alta temporada.

Eu visitei Itacaré em outubro, baixa temporada, e o valor das corridas já era alto. Exemplo: aproximadamente o mesmo valor que paguei para ir do aeroporto de Ilhéus até Itacaré, paguei para ir do centrinho de Itacaré até a entrada da trilha que leva à praia de Jeribucaçu.

Então se você pensa em fazer vários passeios, o ideal é mesmo alugar um carro. Pegar taxi para chegar até as praias, não será barato.

Por outro lado, lembre-se que, de carro, haverá a preocupação com achar vaga para estacionar, o que pode ser um problema grande para quem viaja na alta temporada. Na baixa temporada esse problema não chega a atrapalhar a viagem.

Prainha e São José

A Prainha não está longe do centro. É chamada de praia selvagem, mas fica um pouco mais a frente da Praia da Ribeira (última praia urbana), sendo que seu acesso mais comum é através de uma trilha de 40 minutos, com início na Praia da Ribeira.

Já houve relatos de assaltos nessa trilha, então antes de fazê-la, certifique-se como está a segurança no local no período da sua viagem. Se ainda houver rumores de furtos/roubos, ao invés de fazer essa trilha, acesse a Prainha pelo condomínio Villas de São José (continue lendo que já já você vai entender como fazer isso).

No caso de decidir fazer a trilha (após se certificar sobre a segurança), saiba que ela passa pelo meio da Mata Atlântica e por pequenas cachoeiras e córregos. Você pode fazer essa trilha por conta, mas para quem não conhece a região, é sempre mais recomendado o acompanhamento de um guia.

A Prainha, em Itacaré, aparece com frequência em listas intituladas “praias mais bonitas do Brasil”, e realmente é uma praia com seu charme especial.

Essa praia está localizada em um condomínio chamado Villas de São José, e o acesso até ela é por estrada de chão. Então, um segredinho que muita gente não sabe, é que além da trilha tradicional via Praia da Ribeira, é possível ir de carro até a cancela do condomínio, que fica a 0,5 km da praia (idosos, gestantes e pessoas com dificuldade de locomoção são autorizadas a seguir os próximos 500 metros de carro).

Ainda, quem se hospeda no Itacaré Eco Resort (que fica na Praia de São José) não precisa fazer trilha para chegar até a Prainha, mas sim uma trilha leve de apenas 10 minutos.

O Itacaré Eco Resort não aparece como uma proposta luxuosa de hospedagem em Itacaré, mas oferece conforto, boa comida e natureza exuberante, com acesso direto à Praia de São José e a 10 minutos de caminhada leve até a Prainha. O serviço promete ser bem completo, com meia pensão (café e jantar) e atividades recreativas e esportivas inclusas no valor da diária.

Como já foi dito acima, as praias rurais apresentam pouca infraestrutura. Provavelmente você encontrará uma barraquinha ou outra vendendo água de coco, bebidas e talvez alguns petiscos, mas não espere muito.

Próximo à Prainha está a Praia São José, uma praia reservada, mas mesmo assim bastante frequentada em Itacaré (por quem lá se hospeda ou paga por um day use). Uma praia de ondas fortes, cercada por coqueiros e situada em área de preservação ambiental, é o que você vai encontrar em São José, que fica dentro do complexo eco turístico Villas de São José.

Uma boa opção é pagar pelo day use e utilizar os serviços do São José Beach Club, com restaurante, piscina, aulas de surf e massoterapia. O local oferece opção de hospedagem também (pesquise por “complexo de condomínios de São José”).

Jeribucaçu e Arruda

Jeribucaçu fica a 9 km ao sul de Itacaré. Para chegar até lá, será necessário percorrer um trecho da rodovia que liga Itacaré a Ilhéus (BA-001). Após 3 km de percurso de estrada de chão, você encontrará o estacionamento (não sei dizer o valor, pois fui de taxi).

A partir do estacionamento começa a trilha. São cerca de 30 minutos de caminhada até a praia, mas o tempo exato vai depender do seu preparo e velocidade (tem gente que faz em 20 minutos e outras pessoas levam 40 minutos). A trilha tem alguns trechos íngremes, mas no geral é fácil.

A Praia de Jeribucaçu é a tradução perfeita do que Itacaré representa: trilha para chegar até ela, praia com ondas fortes, muita vegetação ao redor e lagoa de água doce.

E o ponto alto dessa praia é justamente a lagoa de água doce: você pode mergulhar no mar e, instantes depois, tirar o sal na água doce da lagoa calma.

O rio Jeribucaçu deságua no mar e a paisagem é impactante. Quando a maré sobe, a água do mar adentra a lagoa, formando até umas ondinhas.

Embora o mar da praia de Jeribucaçu seja bastante agitado (destino muito frequentado por surfistas), a lagoa ao lado é calma e com água quentinha, o que torna o lugar agradável também para quem viaja com crianças.

Quando eu cheguei na praia, a maré já estava subindo e o mar agitado. Não deu para entrar no mar (achei aparentemente perigoso), em contrapartida, deu para aproveitar muito na parte rasinha da lagoa, onde ela encontrava o mar.

Quando a maré sobe por completo, o canto direito da faixa da areia, onde a lagoa encontra o mar, some por completo, e vira uma mistura indistinguível de lagoa de água doce com o mar de água salgada.

Praia de Jeribucaçu quando a maré sobe

Na praia você encontrará várias barraquinhas com comida, lanches, açaí, sorvete, doces, bebidas… Lá no final tem uma barraca que vende peixe grelhado com vinagrete e farofinha de banana – o prato virou a marca registrada de que almoça por lá e realmente estava muito saboroso. Infelizmente, no dia havia muitas moscas e isso atrapalhou a experiência, pois mesmo com bastante vento, elas não desistiam. Apesar da moscas, o prato estava super saboroso.

Se você quiser ter a experiência de almoçar esse peixe grelhado também, precisa fazer a reserva do almoço assim que chegar na praia, pois se não fizer isso, depois acaba e você ficará sem.

Uma vez na Praia do Jeribucaçu, se estiver na maré baixa, você pode continuar o percurso e visitar a Praia do Arruda. Na maré alta esse passeio não é tão atrativo, visto que a praia é bonita justamente na maré baixa.

Outra opção de passeio por ali é fazer a trilha de cerca de 40 minutos (nível moderado a intenso) pelo mangue até a Cachoeira da Usina, passeio que precisa ser feito com guia, haja vista ausência de sinalização suficiente.

Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarezinho

Engenhoca é uma praia tranquila e muito procurada por surfistas. Em sua ponta sul, tem um riacho que encontra o mar, possibilitando um banho de água doce, tal como em Jeribucaçu.

A trilha que dá acesso à Engenhoca inicia a partir do acesso no km 12 da rodovia BA-001, com cerca de 20 minutos de caminhada, lá está a praia. Seguindo essa mesma trilha (de nível fácil, porém não sinalizada) você chegará em Havaizinho.

Itacarezinho é a única praia rural que oferece estrutura de restaurante e estacionamento.

O restaurante, chamado Itacarezinho Beach Lounge, tem uma estrutura bem legal para passar a tarde, com sofás, cadeiras de praia, gazebos e gastronomia de qualidade.

Quem está de carro e quer apenas até a praia de Itacarezinho, que tem acesso sem necessidade de trilha, vai percorrer 15 km ao sul de Itacaré, pegando a rodovia que leva a Ilhéus (BA-001). Há sinalização, apontando a entrada. O estacionamento é pago.

E para quem opta por se hospedar no Txai? Ainda assim vale a pena visitar o Itacarezinho Beach Lounge? Bom, aí fica a seu critério. Particularmente eu acho que não vale a pena, pois o Txai fica na mesma praia, porém, um pouco adiante, numa área bem reservada, onde ficam apenas hóspedes do hotel. Pela beleza da praia, será “elas por elas”, pelo beach club, no hotel você terá toda a estrutura, sem tanto movimento e disputa por mesas e espaço como Itacarezinho Beach Lounge. Todavia, ainda assim é uma escolha bastante pessoal. Eu usaria o tempo para conhecer outros lugares diferentes da região.

Praia de Itacarezinho

O passeio das 4 praias:

Neste passeio o turista conhece as praias da Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarezinho + visita à Cachoeira do Tijuípe no final. É recomendado fazer esse passeio com guia, pois as trilhas em muitos trechos não são sinalizadas.

O passeio é operado pelas agências locais e você pode fechar quando chegar lá em Itacaré.

O passeio começa pela Mata Atlântica, com uma trilha de aproximadamente 15 ou 20 minutos (passando por coqueirais e mirantes) até a Engenhoca. Seguindo a trilha pela costa, com mais uns 15 minutos, está lá: a praia de Havaizinho, uma pequena enseada que fica linda na maré baixa.

O passeio continua por mais 10 minutos de caminhada, em meio à mata e coqueirais, até a Praia de Camboinha, uma praia deserta e que representa em muito o estilo selvagem das praias rurais de Itacaré, mas por não possuir nenhuma infraestrutura, acaba sendo mais recomendada apenas como passagem para outras praias.

A trilha continua com uma subida até a bela e extensa praia de Itacarezinho. O dia finaliza com um banho refrescante na Cachoeira do Tijuípe.

Atividades de ecoturismo

Além das praias, Itacaré oferece uma lista de atividades de ecoturismo.

Algumas agências da cidade (você as encontrará percorrendo a rua Pituba) oferece rafting, tirolesa, arvorismo, SUP, canoagem pelo Rio de Contas e passeios até as cachoeiras.

A cachoeira mais procurada (e de fácil acesso) é a Cachoeira do Tijuípe (a água da cachoeira é super agradável, não achei fria), que fica perto do Txai Resort, na rodovia BA-001. Para chegar até a cachoeira é necessário uma trilha curta e tranquila.

A Cachoeira do Tijuípe tem 4 metros de altura e 15 metros de largura. Tem um poço fundo, mas é possível ficar na área das pedras, sentado no rasinho.

A entrada custa em torno de R$ 20,00 por pessoa (podendo haver variações conforme a época do ano – baixa e alta temporada) e não é necessário acompanhamento de guia.

Cachoeira do Tijuípe

Outra cachoeira famosa em Itacaré é a Cachoeira da Usina (25 metros de altura) – aquela que descrevi ser possível visitar a partir de uma trilha com início na Praia de Jeribucaçu.

Se você não quiser acessar a cachoeira a partir da trilha de Jeribucaçu, pode ir pela estrada mesmo. Nesse caso a trilha até a cachoeira será de 10 minutos de caminhada.

Mais cachoeiras? Então anota essa listinha:

  • Cachoeira do Bom Sossego
  • Rio do Engenho
  • Rio Baiano
  • Quilombola
  • Cachoeira do Tremembé
  • Pancada Grande
  • Poço do Robalo.

Onde comer em Itacaré

Itacaré muitas opções gastronômicas.

Como eu me hospedei em dois hotéis com restaurantes excelentes (o Quinta da Mata, no Barracuda Beach Hotel, também atende não hóspedes), não conheci tantos restaurantes da cidade, mas ainda assim tenho uma listinha de sugestões (de seguidores e amigos) para compartilhar aqui.

Minhas escolhas no Quinta da Mata (restaurante do Barracuda Beach Hotel)

Segue a lista com algumas opções:

  • Quinta da Mata (atende também não hóspedes)
  • Núúh
  • Hamburgueria Bastante Elefante
  • À Brasileira
  • Creperia do Tio Gú (crepe e açaí)
  • Manga Rosa
  • Aqcua
  • Jiló
  • Marleys e Tapas
  • Mediterrâneo

Como restaurantes novos sempre surgem, vale a pena conferir o que tem de novidade na cidade na época da sua viagem.

Caminhando pela rua principal, experimente a típica caipirinha de cacau e os chocolates 100% artesanais.

Para quem curte um ambiente mais animado no final da tarde, a dica é curtir o por do sol no Iemanja Beach Club, que fica na praia do Pontal, em frente a praia da Coroa.

Para chegar até lá é necessário pegar um barquinho na praia da Coroa, bem na altura da Pizzaria Orla 55. O trecho é baratinho (R$ 5 ou R$ 10 por pessoa) e rapidamente você estará no Iemanja Beach Club. Para voltar você deve combinar o horário com o barco que te levou, mas a verdade é que depois do por do sol o local fica cheio de barquinhos para fazer o trajeto inverso, então mesmo que você não tenha agendado o retorno, vai ter como voltar.

Iemanja Beach Club é um ambiente descolado com uma vista belíssima. Vende bebidas, drinques e porções.

Por do sol no Iemanja Beach Club

Atente-se ao funcionamento, pois o local não costuma abrir no inverno. Fui no mês de outubro e já estava funcionando.

Se você não quiser pegar barquinho e atravessar até o beach club para ver o por do sol, a segunda sugestão é apreciar o por do sol no Mirante do Xaréu, que fica na pontinha que divide a Praia da Concha da Praia da Coroa. Depois dali pode seguir para jantar em um dos restaurantes da Rua Pituba ou Passarela da Vila.

Dicas finais

  • O que levar? Roupas de praia, biquíni, maio, saída de praia, chapéu, chinelo, tênis para as trilhas, óculos de sol, toalha, protetor solar, repelente, mochila para carregar as coisas nas trilhas;
  • Vai fazer trilhas? Não esqueça de levar água e se hidratar ao longo do percurso. Renove o protetor solar, o repelente e use tênis.
  • Dinheiro ou cartão? É importante levar os dois, pois nas praias rurais muitas vezes não tem sinal de internet, então as maquininhas de cartão não funcionam.
  • Itacaré com crianças? É possível, mas tem que criar um roteiro com base nas peculiares das crianças, evitando as trilhas intensas.
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Wanderlust por natureza, no meu tempo livre estou sempre programando uma nova aventura ou experiência, pois acredito que a melhor viagem é sempre a que está por vir!

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