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Como viajar na pandemia: tudo o que você precisa saber

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A pandemia ainda é uma realidade e, enquanto não tivemos a tão esperada vacina, essa realidade continuará entre nós. Por outro lado, muitas pessoas já retomaram seus trabalhos, rotinas e até mesmo suas viagens. Levando isso em consideração, venho através desse post esclarecer tudo o que você precisa levar em consideração se decidir viajar nesse momento.

Como eu sempre gosto de deixar bem claro, não venho fazer nenhum juízo de valor sobre a decisão de cada pessoa entre viajar ou não. Isso deve ser avaliado por cada um, considerando suas condições de saúde e opinião pessoal.

Mas se você decidiu por fazer uma viagem nesse momento, mesmo sabendo dos riscos que ainda existem, esse post será de suma importância para te ajudar a organizar sua viagem e deixá-la mais segura, dentro das possibilidades atuais.

Recentemente eu fiz duas viagens: uma internacional e outra nacional, então agora posso compartilhar minha experiência e aprendizados com você.

Escolher uma viagem nacional ou internacional?

Eu não vou levantar a bandeira que diz que “fazer uma viagem nacional nesse momento é mais seguro”, pois eu não concordo com essa afirmação genérica.

Pela minha experiência, a depender do destino e do estilo da viagem, talvez uma viagem nacional seja mais segura… Porém, se mudarmos as variantes, pode ser que uma viagem internacional se torne mais segura.

Muitos países já se encontram com fronteiras abertas para quem vem diretamente do Brasil, mas se você for analisar todos os países da lista, vai perceber que nem todos se tornam viáveis nesse momento: seja porque se tratam de países envolvidos em algum tipo de conflito, seja porque liberaram a nossa entrada, mas exigem quarentena de 14 dias na chegada, o que inviabiliza as viagens curtas de férias.

Se você analisou a lista de possibilidades e se interessou por algum dos países com fronteiras abertas, analise como estão os números de COVID19 por lá e quais as restrições que estão sendo exigidas do turista.

A minha mais recente experiência foi uma viagem para as Maldivas. O país está com a pandemia controlada e as restrições impostas pelo governo conduzem a certa segurança ao turista que visita o país.

Além disso, o estilo de turismo clássico nas Maldivas, naturalmente induz isolamento, então tudo contribuiu para que minha viagem fosse muito tranquila.

Em linhas gerais, precisei fazer teste PCR com resultado negativo 96 horas antes do embarque. Toda a documentação foi exigida no embarque, na conexão que fiz em Doha e no desembarque nas Maldivas.

O aeroporto de Guarulhos estava bastante vazio no embarque internacional, o voo estava vazio (fui e voltei com 3 poltronas só pra mim) e a Qatar entregou máscara descartável, face shield, luvas, álcool gel, para todos os passageiros. O uso da máscara e do face shield foi obrigatório durante toda a viagem (só era permitido tirar para comer).

Nos aeroportos por onde passei também era comum o controle de temperatura dos passageiros.

Chegando nas Maldivas eu logo peguei o hidroavião com destino à ilha do meu hotel. No hotel me senti bastante segura: os funcionários estavam em quarentena e todos os hóspedes, para ingressarem ali, precisaram apresentar o teste negativo para COVID19, tal como eu.

Portanto, em suma, minha viagem internacional foi ainda mais tranquila do que a viagem nacional que fiz na sequência.

Depois que retornei das Maldivas, passei mais 5 dias na Praia do Forte, na Bahia. Dessa vez a experiência foi bem diferente:

Enquanto o embarque internacional estava bastante vazio, o mesmo não posso afirmar em relação ao embarque doméstico dos aeroportos por onde passei.

Da mesma forma, os voos estavam todos lotados. Voei com a Latam e com a Gol – o uso da máscara cobrindo boca e nariz era obrigatório, mas as companhias não entregaram máscaras novas aos passageiros, tampouco face shield (uso não obrigatório).

A sensação de insegurança foi maior dessa vez, justamente pela aglomeração de pessoas nos aeroportos e voos lotados. A isso se soma a inexigibilidade de teste negativo de COVID19, de modo que pessoas assintomáticas talvez estejam viajando sem saber que estão infectadas.

Portanto, pela minha experiência com os dois estilos de viagem, os protocolos de segurança de uma viagem internacional me deixaram numa situação de conforto e segurança maior do que quando viajei dentro do território nacional.

E aqui uma ressalva: como eu disse lá no início, vai depender do destino que você escolheu viajar, da época e da forma que se dará o seu deslocamento. Em algumas situações uma viagem internacional acaba sendo mais tranquila, em outras situações, a viagem nacional te trará mais seguranças. Atente-se às peculiaridades que eu mencionei aqui antes de escolher entre as opções.

Fique atento aos documentos exigidos

Se você optou por uma viagem nacional, você não precisa providenciar documentos extras para sua viagem, a menos que você esteja embarcando para Fernando de Noronha (que até o momento exige teste negativo para COVID19 feito no máximo 24 horas antes do embarque).

Porém, se você optou por fazer uma viagem internacional nesse momento, já tenha em mente que a maioria dos países com fronteiras abertas estão exigindo documentos extras para ingresso em seu território.

Os documentos novos que aparecem nessas listas geralmente são: teste negativo para COVID19 com determinado prazo de antecedência, contado do primeiro embarque ou chegada no país; seguro viagem com cobertura para COVID19; autodeclaração de saúde exigida pela companhia aérea com a qual você está viajando ou mesmo formulários do governo do país para onde você está indo.

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Alguns países podem ainda exigir caução em espécie para ingresso no país (como é o caso do Camboja) ou mesmo quarentena de 14 dias (como é o caso do Reino Unido).

Os documentos tradicionais como passaporte com o mínimo 6 meses de vigência, eventuais vistos e carteira internacional de vacinação contra febre amarela, continuam sendo necessários, seguindo o mesmo padrão de antes da pandemia.

Comprovante da sua reserva (reserva do hotel, pousada, Airbnb, etc.) também passam a ser avaliados com mais rigor em muitas alfândegas.

Está mais difícil viajar para fora do Brasil? Com certeza! Mas eu vejo essas exigências como algo positivo, pois ainda que não haja segurança absoluta, principalmente a exigência do teste negativo de COVID19 ajuda a previnir que pessoas infectadas (muitas vezes assintomáticas) realizem viagens.

E como saber se eu não estou deixando nenhum documento pra trás?

  • Pesquise na internet – veja quem foi recentemente para o mesmo destino e veja o que a pessoa escreveu a respeito.
  • Leia todas as informações no site da companhia aérea – as companhias possuem o dever de manter seus passageiros informados quanto aos documentos exigidos para ingresso em determinado país.
  • Consulte seu agente de viagens (se você contratou esse serviço).
Teste PCR negativo para COVID19 passa a ser exigido pela maioria dos países

Cautelas durante a viagem

Independente do seu destino, não se esqueça que a situação de pandemia exige cuidados adicionais.

Se for fazer um voo longo, lembre-se de trocar sua máscara. Prefira o uso de máscaras descartáveis e troque por uma nova quantas vezes for necessário. Nos voos internacionais provavelmente a companhia aérea vai te entregar um kit de segurança.

Leve lenços descartáveis/humedecidos e álcool gel para fazer a limpeza do seu assento, cinto de segurança e mesa de refeições.

Em tese é dever da companhia aérea fazer a higienização completa, mas um dos voos que eu peguei estava vindo de outro local com passageiros. Entre o desembarque do grupo anterior e o embarque do grupo novo (no qual eu me incluía) não creio que tenha tido tempo suficiente para higienização completa da aeronave.

Não circule descalço pela aeronave. Eu gosto de levar um chinelo nos voos longos, facilita muito na hora de ir ao banheiro. Se você tiver cabelo longo, prefira viajar com ele preso.

Quando chegar no seu destino, desinfete toda a sua bagagem com álcool. Limpe toda a parte externa das malas e mochilas.

Procure organizar sua mala de forma que roupas limpas e sujas não se misturem. Coloque as roupas sujas em um saco separado ou, se possível, já lave antes de colocá-las na mala novamente.

E se lembre das regrinhas básicas: uso de álcool gel com frequência, lave as mãos sempre que possível, evite encostar em superfícies se não houver necessidade, não leve as mãos no rosto.

*Surgindo qualquer sintoma não ignore: faça o teste PCR assim que possível e mantenha o isolamento.

Como escolho um destino “seguro” para viajar pelo Brasil?

Se seu desejo é uma viagem pelo Brasil, em sendo possível, escolha um destino que lhe possibilite viajar de carro, pois assim você evita o transtorno do aeroporto e eventuais voos lotados.

Em não sendo possível ir de carro, então siga as sugestões que eu elenquei acima para se previnir durante o deslocamento.

A segunda dica não seria em relação ao destino escolhido, mas sim época da viagem: se puder, opte por viajar durante a semana, pois finais de semana, feriados e recessos são períodos com maior concentração de pessoas em todos os lugares.

A terceira dica é escolher lugares isolados, em meio à natureza ou locais abertos, com bastante circulação de ar.

Lugar isolado: uma boa opção para quem quer viajar com maior segurança

Se for em um restaurante, opte por mesas externas, com espaçamento seguro entre os clientes, e siga as cautelas de praxe.

No tocante à hospedagem, pequenas pousadas com poucos quartos são mais indicadas nesse momento do que grandes hotéis e resorts, onde a concentração, fluxo e rotatividade de pessoas é bem maior.

Outra opção muito procurada é o Airbnb: além do fator “isolamento”, muita gente opta pelo Airbnb em razão dos preços (na maioria das vezes mais atrativos do que os preços dos hotéis), possibilidade de cozinhar em casa, ter mais liberdade durante a viagem e até mesmo escolher melhor a localização desejada. 

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Em um grande hotel/resort, por mais que as regras mínimas de segurança sejam cumpridas, a circulação de pessoas é muito grande, de modo que se torna impossível a higienização de todos os lugares a todo momento.

Se a sua próxima viagem for para um resort, recomendo seguir a mesma dica que dei para o caso da aeronave: faça uma higienização extra nos ambientes que irá ocupar.

Como escolher um destino “seguro” para viajar para fora do Brasil?

Toda semana eu pego a lista dos países com fronteiras abertas para quem vem direto do Brasil e analiso quais são as possibilidades.

Minha próxima viagem ainda será daqui mais de 3 meses, mas embora eu não vá decidir nada por esses dias, gosto de já ir analisando as minhas opções.

Dentre todos os países da lista, eu imediatamente elimino aqueles que não tenho o interesse de visitar no momento, aqueles que estão passando por alguma espécie de conflito e aqueles que exigem quarentena de 14 dias na chegada.

Dentre os que sobram eu faço uma lista e pesquiso como estão os casos de COVID19 por lá. Esse é o meu “primeiro filtro” na hora de escolher o próximo destino a ser visitado em tempos de pandemia.

O próximo passo é analisar a documentação exigida, e minha preferência é por países que exijam teste PCR negativo contra COVID19 para ingresso em seu território. Como já dito, isso não é certeza de nada, mas ainda assim é um filtro maior quando comparado aos países que não estão exigindo o teste.

O último passo da minha análise é em relação ao tipo de turismo que vou fazer naquele lugar: é um destino que possibilita um turismo mais isolado ou os lugares a serem visitados presumem aglomeração? É um destino que eu consigo facilmente conhecer por conta própria ou vou precisar estar acompanhada por grupos e guias?

Minha preferência é por destinos que me proporcionem um turismo mais isolado, longe de grandes centros e locais com muita aglomeração.

Ainda não consegui escolher qual será o próximo destino, mas sigo aqui nas minhas pesquisas!

Muizenberg Beach na África do Sul: um dos países com fronteiras abertas

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Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!