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Como economizar na sua viagem

10 dicas para você economizar na sua viagem!

O post de hoje é para te ajudar a economizar no planejamento e execução da sua viagem. Minha intenção é compartilhar com você o que eu aprendi nesses últimos anos sobre como poupar dinheiro mesmo na hora de fazer aquela viagem dos sonhos. Se você se interessou no assunto, chega mais que tem 10 dicas muito boas aqui!

Inicialmente, quero esclarecer que meu objetivo nesse post não é te dar as opções mais baratas de viagens, mas sim te ajudar a montar o seu roteiro poupando o máximo de dinheiro possível, sem, necessariamente, abrir mão da qualidade.

Viajar pode envolver muitas e muitas cifras, como também ser bem mais barato do que aquela bolsa ou sapato da marca “x” que você viu na vitrine (desculpa pelo exemplo feminino, mas não o que seria o masculino de “bolsa ou sapato”, sorry!).

O fato é que independentemente do tamanho do seu orçamento, aposto que você gosta de economizar, sim! Todos adoramos. E quando digo “economizar”, não quero que você diminua o padrão da sua viagem, mas sim que você poupe dinheiro, seja fazendo uma trip de luxo ou um mochilão.

Às vezes me perguntam qual “linha de viagem eu faço”, mas na minha fase atual, é impossível me rotular! Rodrigo e eu topamos de tudo: “do lixo ao luxo” (embora nenhuma viagem seja lixo, né gente? É só uma expressão tá?).

O fato é que seja fazendo a viagem ($$$$$) para se hospedar no “resort 5 estrelas top five das galáxias” ou fazendo o mochilão ($) “no trem da morte pra Bolívia”, uma coisa é certa: quero fazer com que minha viagem saia o mais barato possível dentro das minhas escolhas, ou seja, dentro daquele perfil de viagem que eu escolhi.

Seria fácil eu chegar pra você e dizer que para “viajar barato” você deve se hospedar em hostel ou fazer Couchsurfing , comer comida de rua, usar transporte público e não gastar seu dinheiro com bens materiais. Tudo isso pode ser muito bom, se esse for o seu perfil, mas impor essas restrições não é a ideia aqui.

Então vamos começar a responder a pergunta que não quer calar:

Seja qual for o estilo da sua viagem ($ ou $$$$$), o que você deve fazer para poupar dinheiro.

1.Seja você mesmo o seu próprio agente de turismo

Até alguns anos atrás (até os meus 20 anos pra ser mais exata… hoje tenho 27), quando eu pensava em “viagem”, eu associava esse substantivo a uma “agência de turismo”. E assim eu fazia: quando eu queria viajar, ia direto a uma agência para ver as opções e cotações, quem nunca?

Com o tempo tudo mudou. Não que eu não aprecie o trabalho do agente de turismo, não é isso (sem dúvida é um serviço que te dá muita comodidade e conforto). Mas o post de hoje é sobre como economizar em viagem, certo?

Se você quer poupar, seja você mesmo o responsável por programar tudo! Vai doer? No começo um pouquinho rsrs… Mas com o tempo você pega o jeito e percebe que programar uma viagem dos pés à cabeça, pode ser mais prazeroso do que você imagina.

E digo isso porque não há viagem melhor para o seu perfil, do que aquela que você mesmo idealizou, programou e executou. Claro que nunca as coisa saem 100% como planejado e infortúnios acontecem (mas podem acontecer mesmo quando se contrata uma agência, não é mesmo?).

A comodidade e o conforto de ter uma terceira pessoa organizando tudo pra você custa dinheiro. Se você quer deixar sua viagem mais em conta, então não tem jeito, tem que por a mão na massa! Mas já digo de antemão que nos dias atuais isso tá “facin facin”.

Temos acesso muito fácil a informações de ótima qualidade. Os blogs de viagem (em especial o Blog Mala de Viagem, claro) estão aí pra isso! Pesquise destinos, tire suas dúvidas. Você vai ver que é possível viajar já sabendo tudo sobre determinado lugar mesmo antes de pisar no aeroporto!

Minha dica é: abra um bom vinho (ou se você não gosta de vinho pode ser uma cerveja ou uma caixa de bombom) e “que comecem os jogos”.

Como começar a programação de uma viagem?

  1. Comece pesquisando sobre informações gerais sobre o destino desejado: como chegar, quando ir, onde ficar, quantos dias ficar, como se locomover, passeios e atrativos a serem visitados, onde comer, moeda, cotação, quanto dinheiro levar…
  2. Definido o destino, pesquise sobre a forma de locomoção para chegar até lá (carro, ônibus, avião, navio);
  3. Simultaneamente pesquise opções de hospedagem (hotéis, pousadas, casa ou quarto para temporada, hostel…).

Essa é a ordem tradicional de pesquisa, mas às vezes eu faço diferente: se encontro uma passagem aérea com preço imperdível (daqueles do tipo “compre agora ou cale-se para sempre”), e que se encaixa em datas que posso viajar, então eu compro a passagem e pesquiso certinho sobre o destino depois.

Comprar passagem aérea primeiro (para aproveitar uma super promoção), e pesquisar melhor sobre o destino depois também pode ser uma boa estratégia. Mas note que usei a expressão “pesquisar melhor”, pois é essencial que você tenha pelo menos uma noção inicial sobre aquele destino para o qual comprou passagens… Não me vai comprar passagem pra Síria só porque estava barato, ok?

Esses tempos atrás, consegui passagens para New York e Paris pagando apenas o preço que geralmente é cobrado para um dos destinos. São destinos tradicionais, mas no sistema “leve 2, pague 1”, achei que valeu muito à pena.

Sendo seu próprio agente de viagens, você precisará de boas horas de pesquisa, mas em troca conseguirá fazer uma boa economia e deixar a viagem com a sua cara.

2.Compre passagens aéreas em promoção

Já que no tópico anterior eu “levantei a bola”, agora vou explicar melhor como fazer para comprar passagens aéreas com preços atraentes.

Um site (também tenho o aplicativo) que gosto muito é o Passagens Imperdíveis. Sempre sou informada (pelo app) sobre os valores das passagens aéreas para vários destinos do Brasil e do mundo.

Mesmo quando não estou em fase de preparação de viagem (embora isso seja difícil), gosto de dar uma boa conferida nos preços para já ter uma ideia dos valores das passagens para vários destinos. Assim, quando eu quiser comprar, terei parâmetro para saber se está caro ou barato.

Além do Passagens Imperdíveis, há também o Melhores Destinos e o Momondo, com a mesma proposta (mostra passagens aéreas baratas, além de ter opções de hospedagem também).

Se o seu destino não está anunciado em nenhum desses sites/app, ou seja, se não tem promoção para o lugar ou data que você procura, então é hora de seguir para o próximo passo.

Uma boa pesquisa de passagens aéreas inclui as seguintes fases:

  1. Pesquise em sites como Skyscanner, Decolar, Expedia, Kayak, quais companhias aéreas fazem a rota que você procura. Esses sites te ajudam a ter um panorama geral de companhias aéreas que fazem o trajeto, preços, datas e horários;
  2. Depois pesquise o destino desejado no site da própria companhia, pois pode haver diferença de preço entre o informado nos sites gerais de pesquisas e nas companhias;
  3. Dê uma conferida no MaxMilhas se o destino desejado está disponível e se o valor está melhor*;
  4. Se você tiver milhas para utilizar (suas próprias milhas), verifique se está compensando mais pagar em dinheiro ou em milhas (vou falar mais sobre isso no próximo tópico).

*O MaxMilhas é um marketplace que conecta pessoas que não vão usar suas milhas aéreas, e querem vender para faturar uma grana extra, a pessoas que desejam comprar passagens aéreas com até 80% de desconto. Assim, é possível comprar sua passagem aérea utilizando milhas de outra pessoa, que emitirá o bilhete pra você. É um site confiável, já usei diversas vezes e nunca tive problemas com a emissão das passagens.

Além disso, quando você faz uma pesquisa de passagens no MaxMilhas, o próprio site te mostra se está compensando comprar por ali (com as milhas de vendedores) ou na própria companhia aérea! É um serviço bem bacana! Inclusive, temos um vídeo explicativo sobre como usar esse recurso no nosso canal do YouTubeyoutube.com/blogmaladeviagem (aproveita e se inscreve lá!):

Uma observação importante é que às vezes (na maioria delas) o voo mais em conta não será o voo do melhor horário, nem o voo mais rápido. Muitas vezes um voo mais barato tem como ônus conexões demoradas e saídas de madrugada.

Assim, é importante calcular o custo benefício: verifique onde serão feitas as conexões, os horários e as durações. Às vezes uma conexão longa em uma cidade legal, pode ser uma boa opção para conhecer um ponto turístico, fazer uma refeição num restaurante bacana… Trabalhe com suas possibilidades.

Outras vezes, uma conexão de madrugada num lugar ruim, vai te causar uma baita dor nas costas resultantes de uma noite mal dormida na cadeira da sala de embarque… Aí é preciso analisar o quão barato realmente está saindo esse voo e se o sacrifício está mesmo valendo à pena.

Uma coisa que aprendi, principalmente quando se trata de voos domésticos, é o seguinte: antes eu dava muito mais importância aos voos de menor valor e não dava atenção às outras opções, mesmo que a diferença não fosse tão grande.

Só depois comecei a me dar conta que o voo mais barato, porém, com conexão demorada, exigirá uma refeição no aeroporto, por exemplo… E pronto, lá se foi a economia e o barato acaba saindo até mais caro (comer em aeroporto, além de geralmente ser ruim, é muito caro).

Agora, se sua conexão for  em um aeroporto com sala vip disponível (e você tiver acesso a ela), aí umas horinhas a mais poderão até mesmo ser uma boa oportunidade para por o trabalho em ordem, dar uma cochilada, assistir um filme, fazer um lanche…

3.Acumule milhas

Tá aí uma das melhores economias, porque isso te permitirá viajar “de graça”, pagando apenas a taxa de embarque.

Ok Anna, ter milhas é legal… Mas como faço para juntá-las?

A grande fonte de milhas no meu caso é o cartão de crédito. Eu pago tudo no cartão de crédito (exceto quando estou em viagens internacionais, porque aí as taxas e o IOF judia demais), até o cafezinho de R$ 5,00 vai no crédito!

Tô nem aí pro que pensam de mim quando eu peço pra passar no crédito, porque o que importa mesmo são as milhas acumuladas no final do mês.

Pesquise sobre a oferta de milhagem dos diferentes cartões e veja qual se adequa melhor a você. Dependendo do cartão, a pontuação é feita em dobro.

Outras formas de acumular milhas: postos de gasolina (eu sou cadastrada na rede Ipiranga – “KM de Vantagens” e Petrobrás Premmia“).

Até hoje só troquei os pontos acumulados no Ipiranga (KM de Vantagens), mas não é o melhor negócio do mundo, pois você tem que pagar para transferir os pontos (paguei R$ 100,00 para transferir 10.000 pontos).

Em relação aos postos (principalmente o Ipiranga, com os KM de Vantagens), tem gente que diz que compensa, outros dizem que é furada… Mas eu fiz o seguinte raciocínio:

Com R$ 300,00 eu troco 30.000 pontos –> com 30.000 pontos eu compro uma ida para Orlando ou Miami (utilizando a Multiplus) –> mas com R$ 300,00 eu não consigo comprar um trecho para os EUA –> logo à vale à pena pra mim!

A Vivo Valoriza também permite a troca de pontos acumulados para a Multiplus, porém, ainda não utilizei (inclusive talvez já tenha um bom tanto acumulado por lá). Se alguém que está lendo aqui já utilizou essa forma de transferência, conta pra mim se gostou, ok?

Agora virou moda também os “clubes de fidelidade” das companhias aéreas (veja aqui como funciona o Clube Multiplus). Você escolhe, dentre os planos existentes, o que melhor se enquadra ao seu perfil, e paga uma mensalidade em troca de vantagens na companhia (várias companhias estão trabalhando com esses clubes).

Até agora não faço parte de nenhum desses clubes, mas estou pensando em participar do Clube Multiplus. Se eu concluir que vale mesmo à pena, volto aqui pra contar!

Enfim, existem inúmeras formas de acumular milhas, mas vou ficar nesses exemplos, pois são os que eu tenho feito uso ultimamente (ou que pretendo utilizar em breve). Mas, sem dúvida, cartão de crédito ganha disparado como melhor forma de acumular milhas (se você conseguir cartões que pontuam em dobro, melhor ainda).

Importante: procure juntar seus pontos sempre em uma mesma companhia aérea, pois pontos espalhados em companhias diversas, além de serem insuficientes para comprar passagens (sobretudo as internacionais), acabam expirando. Sem contar que fica mais difícil administrar.

Obs.1. Preste atenção e confirme se informou o número do seu cartão de milhagem quando comprou sua passagem/fez check-in. Pode ser pouco, mas cada voo que você faz, ganha pontos e, de pouco em pouco, você acumula o suficiente para viajar de graça.

Obs.2. Fique atento às promoções de transferência de pontos. O Rodrigo é bom nisso: ele sempre transfere os pontos do cartão de crédito para a Multiplus quando lança promoções do tipo: “transfira seus pontos até o dia tal, e ganhe o dobro de milhas”.

Obs.3. Como saber se está compensando comprar a passagem por milhas? Bom, isso você aprenderá… Pesquisando! Se você conseguiu trocar suas milhas utilizando a regra da “Obs.2.”, então já pense que suas milhas estão saindo pela metade do preço (nesses casos, às vezes rola até uma classe executiva). Eu utilizo mais a Multiplus, e por lá dá pra abrir a opção de passagens para o mês inteiro, e assim comparar as datas e quantidade de milhas por trecho.

Obs.4. Alguns cartões de crédito (como é o caso do Visa Infinite – Porto Seguro, por exemplo), além de dar pontos em dobro, ainda tem a vantagem do Priority Pass, que te dá acesso a muitas salas vips em aeroportos nacionais e internacionais. Além da comodidade e conforto, as salas salvam a vida quando o voo tem conexões muito longas.

4.Pesquise as opções de hospedagem

Para economizar com hospedagem, mais uma vez o verbo “pesquisar” merece destaque. Assim como acontece com as passagens aéreas, as hospedagens também possuem preços variáveis.

Primeiro é importante definir qual tipo de hospedagem você está procurando: Hotel? Pousada? Hostel? Casa para temporada? Apenas um quarto ou um sofá?

Hospedagem varia muito conforme o destino da sua viagem. Você pode ir para um lugar onde só há pousadas (como em Noronha), ou em lugar onde os hotéis são caríssimos (a exemplo de New York), ou onde da pra ficar em hotel 5 estrelas pagando preço de 3 estrelas (como é o caso do Sudeste Asiático). Daí a importância de definir a hospedagem conforme o destino escolhido.

Para encontrar as melhores opções de hotéis, sempre uso sites de busca como Booking, Hoteis, Trivago… Faço uma comparação entre as opções e os preços.

O Booking garante que cobre o melhor preço; no Hoteis você acumula diárias (depois de dez, ganha uma diária ou desconto – é feito uma média dos preços); o Trivago te mostra o preço do mesmo hotel em sites de busca diferentes. Quem sabe aquele hotel que você tanto deseja não está com um super desconto?

Confesso que escolher hotel sempre é a parte mais difícil pra mim, pois envolve muitassss (uma infinidade) de opções, e eu não “trabalho” muito bem quando tenho muitas opções, fico indecisa e demoro muito pra me decidir.

Aí que entram os blogs de viagem mais uma vez: pesquise sobre dicas de hospedagem. A opinião de quem já foi, informações e fotos, irão te ajudar muito a fazer a escolha certa.

Aqui no Blog Mala de Viagem sempre indico os hotéis que ficamos, buscando ser sempre o mais realista possível sobre os prós e contras da hospedagem escolhida.

Outro detalhe importante é que geralmente a reserva feita direto no site do hotel é mais cara – geralmente, mas não sempre. Então também vale à pena uma pesquisadinha ligeira no próprio site do estabelecimento desejado.

A reserva de casas ou quartos pelo Airbnb também vem ganhando muito espaço. Ainda não experimentei, mas pretendo em breve poder contar minha experiência aqui.

5.Viaje na baixa temporada

Parece uma regrinha simples né? Mas porque a gente insiste tanto em desrespeitá-la, hein?

Eu sei que muitas coisas nos prendem, fazendo com que, muitas vezes, o único período disponível para a viagem seja a mesma data do resto do mundo…

Se a sua disponibilidade for apenas durante a alta temporada, ok! Não deixe de viajar por isso (o próximo tópico vai te dar uma dica boa de como driblar esse problema).

Porém, se você tem disponibilidade para viajar na baixa temporada, não hesite! Não se deixe enganar pelas imagens das festas de final de ano – todo mundo de branquinho na praia, pulando ondinha? Que nadaaaa… Pense no trânsito, nas filas dos restaurantes, dos passeios a preços exorbitantes… Só lembrar disso que eu já desisto rapidinho!

Se a ideia é economia (e conforto, e menos filas, e menos gente atrapalhando suas fotos), então amigo, a regra é clara: viaje na baixa temporada!

6.Procure destinos alternativos

Além de ser uma ótima opção para economizar, também salva aqueles que não conseguem viajar na baixa temporada.

Pesquise sobre lugares que ainda não caíram no senso comum, mas que tem muito a oferecer.

Tem certeza que você precisa mesmo fazer aquele roteiro tradicional da Europa? Viajar para os EUA com dólar a R$ 4,00 (oi? Tá falando comigo?)… Será que a viagem para aquele país que ainda não faz parte da rota tradicional de turismo não te trará ainda mais felicidade? Bem provável, viu.

Países onde o nosso dinheirinho vale mais, geralmente oferecem uma viagem mais barata (e olha que tem muita opção boa nessa lista), sem precisar abrir mão da qualidade.

Que tal conhecer a África do Sul? Índia? Sri Lanka? Vietnã? Camboja? Equador? Hungria? Honduras? Eu topo qualquer um agora mesmo!

7.Faça uma reserva de dólar

Eis um ponto que Rodrigo e eu quebramos muito a cara até aprender.

Hoje em dia percebemos que ter uma reservinha da moeda americana não é sinônimo de ostentação, mas sim de economia.

Pensar em comprar a moeda só na véspera da viagem pode ser uma grande furada, pois como saber como estará a cotação na época?

Tendo uma “caixinha viagens” você consegue garantir, pelo menos, o preço médio. O dólar caiu? Então provavelmente é uma ótima oportunidade para começar sua reserva.

O uso do cartão de crédito nacional não é uma boa forma de economia em virtude das taxas e do IOF (se o seu for da Caixa Econômica então… Fuja que é cilada).

Levar dinheiro em espécie ou cartão do tipo Travel Money, são boas alternativas ao uso do cartão de crédito nacional.

8.Recupere impostos

Alguns países (como é o caso da África do Sul, por exemplo), permite que você, turista/não residente no país, solicite o “Tax Refund”. Assim, é possível reaver o valor do imposto em relação às suas compras.

Verifique se o seu destino adota o “Tax Refund” e qual o procedimento (geralmente a devolução é feita no aeroporto, mas é necessário seguir um procedimento e preencher alguns formulários antes).

Na nossa viagem do segundo semestre vamos para um destino que adota a “Tax Refund”. Vou aprender certinho como faz, e detalhar tudo bonitinho aqui no blog.

9.Faça compras onde se deve fazer compras e não compre onde não se deve comprar

Fazer compras também pode ser uma boa economia. Claro que sim! Por exemplo: se eu estou indo para o EUA esquiar, por qual motivo, razão ou circunstância eu compraria roupas de frio/neve no Brasil?

Dólar nas alturas ou não, uma fato é certo: as promoções nos EUA são uma boa fonte de economia.

O importante é ter sempre em mente suas reais vontades e necessidades. Cair em tentação é muito fácil, então que tal fazer uma listinha do que realmente precisa e se concentrar para não fugir do que está ali?

Por outro lado, tem muitos destinos que não são voltados às compras. Tenha em mente isso e aceite as características e peculiaridade de cada lugar.

  1. Procure seus direitos

“Casa de Ferreiro, espeto de pau”? Aqui não! Quem me conhece sabe que eu não deixo passar uma.

Seu voo atrasou muitas horas? Foi cancelado? Sua bagagem foi extraviada ou danificada? Procure seus direitos!

Esse tipo de ação de reparação de danos (morais e/ou materiais) são ações, geralmente simples e de valor inferior a 20 salários mínimos, e por essa razão, podem ser feitas diretamente pela parte lesada (consumidor), no próprio juizado especial da sua cidade.

Em outras palavras, você não precisa contratar um advogado para esse tipo de ação, bastando relatar o ocorrido na secretaria do Juizado.

Para quem tiver interesse em saber um pouco mais sobre o assunto, a lei que rege os Juizados Especiais Cíveis é a Lei n.º 9.099/95. E se você digitar “indenização por atraso ou cancelamento de voo” no Google, também encontrará muitas informações sobre seus direitos.

Esse assunto me lembrou de um acontecimento que quero contar aqui bem rapidinho: era véspera de ano novo e estávamos nos EUA. O voo deu “Sold Out” e anunciaram que precisavam de dois voluntários para ir no próximo voo (que seria dali a 2h mais ou menos). Sai correndo e dei meu nome e do Rodrigo (tive que quase entrar em luta corporal com uma americana que furar a fila, mas ok, deu tudo certo). Resultado: ganhamos 300 dólares cada um como agradecimento pela nossa colaboração!

Com a “grana da colaboração” compramos várias passagens aéreas e reservas de hotéis para os destinos das próximas viagens.

Aí fica uma reflexão: e se fosse no Brasil? Será que te ofereceriam uma recompensa pela sua colaboração, ou simplesmente te colocariam em outro voo “em virtude de necessidade de readequação da malha aérea”. Quem nunca recebeu um avizinho desse, que atire a primeira pedra!

Ps. Se você gostou desse post e quer saber, na prática, como fazemos o planejamento das nossas viagens, sugiro que leia o post “Next stop: Califórnia! Nosso roteiro“, onde detalhei toda a nossa programação e preparação para uma viagem de 49 para os EUA.

Esse foi o post de hoje galera. Espero que tenham gostado!

Até a próxima.

Anna.

 

  • Tik de Viagem

    Muito bom o post, sigo quase tudo isso que está aí, e olha que minhas viagens são beem economicas. mas a melhor parte é “Não me vai comprar passagem pra Síria só porque estava barato, ok?” HAHAHAHAHA…..

    • blogmaladeviagem

      kkkkkkkkk deixa o Oriente Médio pra depois! Fico feliz em saber que você já segue as dicas! obrigada pela visita e volte sempre!

  • Paulo Venoso Costa

    Como eu gosto desses tipos de dicas, é muito bom ler e aprender um pouco mais e economizar e conseguir aproveitar bem uma viagem, o posto ipiranga eu pensava que era furada também, acho que estou perdendo nisso ai viu, por que eu fiz o cartão no começo juntava depois parei, vou retomar isso hehehe, muito boas as dicas

    • blogmaladeviagem

      Paulo, eu tb adoro ficar ligada nessas dicas. Os km de Vantagem têm dado certo sim, mesmo pagando uma taxa para transferência, ainda vale à pena. Agora estou ficando mais esperta e sempre conferindo os parceiros Multiplus. Ontem tinha uma loja com uma promo muito boa: a cada 1 real gasto, ganhava 8 pontos Multiplus!

  • blogmaladeviagem

    Com certeza! Pois é, na próxima viagem vou atrás da restituição dos impostos. Confesso que também tenho preguiça rsrs

  • Thiago Carvalho

    Parabéns pelas ótimas dicas! Além de super bem explicado, não poderia concordar mais com elas. Na minha opinião, ser o próprio agente de turismo além de ser fundamental, garante uma flexibilidade e personalização incomparáveis. Ótimo post.

    • Anna Claudia Rodrigues

      Oii Thiago! Muito obrigada pela visita e pelo comentário. Volte sempre. Abraço.

  • blogmaladeviagem

    Muito obrigada pela visita Viera!

  • Quantas dicas bacanas! Adoro posts que nos ajudam a economizar nas viagens. Já faço bastante coisa, a única que não consigo de jeito algum é acumular milhas. Já tentei de tudo, mas nunca rola o suficiente. Mas não perco as esperanças… hehehe

    • blogmaladeviagem

      rsrs… é que depende muito do cartão de crédito, tem uns que acumulam legal, outros nem tanto. Mas eu compro tudoooo no cartão de crédito, até uma bala kkkkkkkk

  • Suzy Freitas

    Amei o post! Já sigo algumas das estratégias que você indicou. Como viajo quase sempre com a família, é difícil comprar passagens promocionais, pois são poucas as datas em que todos podem viajar juntos. A ideia da compra de moeda estrangeria, como uma poupança de viagem é excelente. A escolha do local para compras e a exigência de direitos também são super importantes. Tudo anotado para as próximas programações!

    • Que bom que gostou das dicas Suzy! O pensamento é este: quando mais der pra poupar com essas coisas, mais viagens teremos na nossa lista! beijos e muito obrigada pela visita.