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10 Resoluções que todo bom viajante deveria fazer

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Que somos apaixonados por viagens, isso já sabemos, certo? Mas sou da opinião que sempre dá pra melhor alguma coisa, ajustar os detalhes e deixar nossa “rotina de viagens” cada vez melhor! Visando mais qualidade de vida nas nossas viagens, é que venho registrar algumas resoluções para o ano novo. São dicas e reflexões para aflorar cada vez mais o espírito Wanderlust que habita em nós.

Resolução 1 – Fotos: preocupe-se mais com a qualidade do que com a quantidade

Sou apaixonada por fotos, adoro criar, fazer poses, imaginar onde e como a foto ficará melhor… Mas tudo isso leva tempo e disposição.

De um lado a vontade de apenas curtir o lugar, apreciar a vista, sentir o ambiente. De outro o desejo por registar tudo da forma mais bonita possível.

E o registro não vem de uma câmera só não: tem fotos que ficam boas só com o celular, outras com a câmera (uso a Nikon D3400, mas só tenho a lente original e a de zoom por enquanto), ainda tem aquelas que só a GoPro pode salvar, e por aí vai: é Dji Osmo para estabilizar imagem, tripé para conseguir fotos do casal, drone para capturar as mais belas imagens…

Mas disso tudo tirei uma lição importante: não preciso de um milhão de fotos iguais em cada lugar, mas sim de poucas (embora minha referência de “poucas” seja uma quantidade pelo menos 10 vezes maior do que da maioria das pessoas) e boas.

E venho melhorando isso com o tempo. Esses dias peguei as pastas de algumas viagens antigas e de 3 mil fotos da pasta, acho que nem 100 consegui salvar. Um milhão de fotos com GoPro, todas iguais (naquela época usávamos o modo “1 foto a cada 0,5 segundo”, que maluquice).

Peru - Machu Picchu

Machu Picchu – Peru: foto tirada em maio de 2015 – agora me diga: qual a chance de uma foto dessa ficar boa? Reparem no ângulo de abertura da foto e na quantidade de pessoas ao redor. O pior nem é isso… Tenho pelo menos umas 50 fotos exatamente iguais a essa na minha pastinha.

Table Mountain - Cape Town

Table Mountain – Cape Town, África do Sul: aqui já vejo uma melhora. A foto é simples, tirada com celular, mas num ângulo muito melhor, sem um milhão de pessoas ao redor (embora elas estivessem lá).

Resolução 2 – Visite aquele lugar próximo à sua cidade que você ainda não conhece

Acho que todo mundo tem um lugar próximo e lindo, de fácil acesso, mas que nunca deu muita importância.

Já imaginou que as pessoas viajam horas e horas para chegar naquele lugar que está praticamente do seu lado? Será que não está na hora de você dar um pulinho lá também?

No meu caso, sei de várias cachoeiras lindíssimas pertinho da minha cidade, que nunca visitei. Às vezes vou tão longe para entrar em uma, mas não “dou o devido valor” para aquelas que estão ali do meu lado.

Outro exemplo é o pantanal sul-mato-grossense. Já moro no estado há 5 anos e ainda não conheço!

Bonito - Cachoeiras da Serra da Bodoquena - MS

Cachoeiras da Serra da Bodoquena – MS: a região de Bonito é mundialmente conhecida e está muito próxima a mim (são apenas 300 km de Campo Grande). Esse é um destino que incluo na minha lista de viagens todos os anos desde mudei para Mato Grosso do Sul.

Resolução 3 – Torne-se um viajante mais preocupado com o meio ambiente – faça turismo sustentável

Impossível negar que toda intervenção humana gera efeitos no meio ambiente, mas o que podemos fazer é não incentivar turismo que não seja sustentável.

Já errei também e ainda erro. Ainda visito lugares que depois me fazem refletir se aquilo realmente me acrescentou algo de bom.

É uma evolução constante. O importante é estar de olhos abertos para o que acontece ao seu redor e refletir se você está fazendo aquilo apenas para sua satisfação pessoal.

Já visitei zoológicos, hoje não visito mais. Por mais que se defenda a ideia de que ali os animais são bem tratados, a questão é: primeiramente, eles não deveriam estar ali.

Não julgo quem o faz, mas pense duas vezes se é isso mesmo que te trará algum tipo de enriquecimento… Nadar com golfinhos presos em um tanque? Subir em elefantes? Assistir shows de baleias pulando como se aquilo fosse natural?

Quer ver golfinhos? Que tal um passeio onde você os veja nadando livremente no mar? Elefantes? Vê-los durante o safari a África do Sul, foi uma das melhores experiências da minha vida. Gosta de baleias? Existem muitos passeios em vários lugares do mundo que te levam para vê-las no oceano (durante os períodos de migração).

Como eu disse, é um processo. Tudo causa algum impacto. Até o safari que fiz na África do Sul gera impacto, e olha que lá os animais são livres, estão no habitat natural, mas inegável a intervenção humana (leões são comprados e vendidos, negociados entre as reservas com frequência).

São escolhas. Não dá para ser 100% perfeito, mas vamos pensar melhor sobre isso. Nossas atitudes mudam o mundo. O turismo sustentável e a preocupação com o meio ambiente estão ganhando espaço dia a dia e cabe a nós dar continuidade a essa evolução.

San Diego Zoo

San Diego Zoo – San Diego, CA: eis um lugar que não me sinto feliz em ter visitado. Por mais que os animais sejam bem tratados ou até mesmo tenham nascido ali, a verdade é que, em primeiro lugar, não deveriam estar ali. Tenho arrependimento por ter feito esse tipo de turismo, mas foi importante no meu processo de evolução. Ainda há muito o que evoluir!

Leoa - Sanbona - África do Sul

Sanbona Wildlife Reserve – África do Sul. Turismo sustentável, com o mínimo de impacto possível. Os leões brancos da reserva são autosustentáveis. Usam essa coleira porque são monitorados, assim como os leões do Kruger.

Confira também no blog Vivendo de Viagens: 7 ensinamentos que todo viajante vai aprender após assistir o filme Na Natureza Selvagem.

Resolução 4 – Escolha um destino exótico, fuja do óbvio, saia da zona de conforto

“Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes”.

Existem destinos fantásticos, não tão explorados e com ótimo custo-benefício espalhados por esse mundão!

Em setembro/outubro de 2017 estivemos na África do Sul, que não considero um destino exótico, acho até bastante comum na verdade.

O engraçado é que muita gente se assustava quando eu dizia que iria visitar o país… A falta de conhecimento priva as pessoas de saírem do óbvio.

Moçambique, Jamaica, Zanzibar, são alguns exemplos de destinos que estou doida para conhecer.

Basta pesquisar. Tenho certeza que alguns bons cliques via Google irão te ajudar e muito a escolher um destino fantástico, até então nunca pensado.

E para completar, geralmente esses destinos proporcionam um turismo mais acessível, perfeito para essa época de crise né?

Jalapão - Tocantins

Jalapão – Tocantins: tá aí pra comprovar que o destino exótico pode ser até mesmo um destino nacional. Jalapão está com tudo e desde este ano vem sendo muito procurado pelos brasileiros.

Resolução 5 – Diminua sua bagagem

Reduzir quantidade de bagagem é libertador!

A menos que você seja blogueira de moda, esteja viajando para divulgar uma nova coleção ou tenha muito dinheiro para gastar com excesso de bagagem e ter alguém para levar suas coisas de um lado para outro, esqueça o “look do dia”.

Menos é mais: é mais liberdade, é mais agilidade.

Ainda quero fazer um post específico sobre como arrumar uma mala na medida certa, mas enquanto o post não sai, fico nas dicas gerais:

Uma ou duas calças jeans já está de bom tamanho; blusinhas leves se o destino for quente ocupam pouco espaço e são as responsáveis por darem uma nova cara ao seu “look”; se for inverno, então invista nos lenços, porque não convém levar mais do que um casaco pesado (e daí repetir?).

Invista em cores neutras, quanto mais básico, mais fácil de combinar. Deixe as estampas para outras oportunidades (ou mesmo para os acessórios).

Mesmo que a viagem seja longa, o ideal é separar roupas para o período de 1 semana, fora isso, você pode lavar.

Esqueça salto alto se sua viagem for para “bater-perna”. Se não consegue abrir mão dele, então 1 já está de bom tamanho. Tênis e sapatilha/alpargata confortável são amigos.

Reduza volume, coloque tudo em potes menores. Use amostras grátis (ou o potinho delas).

Hoje em dia já compro pensando na necessaire da viagem, quando menor, melhor (claro, tudo pensando diante da quantidade de dias da viagem).

Voos nacionais não despacho mala, então faço tudo caber em uma malinha de bordo e mais uma mochila. E isso já é bastante espaço.

Viagens internacionais penso conforme o destino: se a viagem for para um destino fixo, ok, a mala pode ser um pouco maior. Mas se o roteiro incluir cidades diferentes, reduzo o máximo possível, pois assim não perco muito tempo arrumando mala em cada parada.

Garden Route - África do Sul
Garden Route – África do Sul: um mês com a mesma jaquetinha e calça jeans.

Resolução 6 – Faça algo diferente em cada uma das suas viagens

Cada lugar tem uma característica marcante, e experimentá-la faz parte da sua evolução como viajante.

Uma comida que nunca provou antes, um passeio novo, uma atividade radical. Inove.

Nunca deixo minhas viagens passarem em branco. Sempre experimento algo diferente. Às vezes o lugar em si já te trás uma nova experiência, a exemplo dos fervedouros no Jalapão. Outras vezes é preciso buscar algo novo, tomar uma atitude.

É muito fácil inovar em pelo menos uma coisa. Que tal investir em uma hospedagem diferente do habitual? Fazer um serviço voluntário? Provar uma comida que nunca pensou que experimentaria? Pra mim, as experiências novas são o que mais marca a viagem.

Daí a importância de estar aberto para novas opções e destinos não tão óbvios. Faça isso pelo menos 1 vez ao ano.

Bungee Jump - Storm River

Bungee Jump – Storm River: experiência mais radical da minha vida. Um ano antes teve também meu primeiro salto de paraquedas em San Diego.

Resolução 7 – Não espere por companhia

Se você tiver seu planejamento e sua reserva financeira, saiba que você não precisa depender dos outros para fazer aquela viagem que tanto está querendo.

Marcar viagens em grupo é difícil, pois cada pessoa tem sua rotina, seus dias livres e planos. Ás vezes dá certo e a viagem sai, outras vezes fica só no papel.

Não deixe que essa burocracia prejudique seus planos. Seja dono(a) do seu roteiro, dos seus desejos e planos.

Se o medo é da “solidão”, todo mundo que viaja sozinho diz que isso não é problema nenhum, pois no decorrer da viagem você sempre tem oportunidade de conhecer pessoas e fazer novas amizades.

Afinal de contas, estamos quase entrando em 2018 e o mundo está mega globalizado né pessoal?

Cozumel - México

Cozumel – México: Rodrigo e eu somos parceiros de viagens também, mas isso é fácil porque temos o mesmo emprego e conseguimos sempre tirar férias juntos (na mesma quantidade de dias). Temos vontade de combinar viagens em grupos, com amigos e família, mas sempre há empecilhos que barram isso. Então seguimos nossos planos e não deixamos de executá-los, mesmo que seja apenas entre nós.

Resolução 8 – Faça viagens curtinhas, aproveite feriados

Sei que a realidade da maioria das pessoas não é um calendário recheado de férias como o nosso, mas isso não significa que seja impossível viajar bastante também.

Os feriados são ótimos para viagens curtinhas e destinos mais fáceis.

Escolha opções que sejam de fácil acesso de carro ou destinos com bons voos (voos diretos ou com conexões curtinhas).

O segredo é planejamento. Já pega aí o calendário de 2018, marca os feriados, veja aquelas datas para possíveis viagens e começa a pesquisar destinos fáceis, voos baratos… Quando você vê já tá com a viagem programada.

Capitais dos estados são ótimas opções para feriados prolongados. Geralmente ficam mais vazias, e são destinos com acesso mais fácil (voos diretos).

Esse ano fizemos uma “fast trip” para Fortaleza em um dos feriados. Foi uma viagem rápida, porém muito bem aproveitada. Adorei e repetiria.

Cuidado apenas para não perder muito tempo com deslocamento, daí a importância de ser uma cidade perto ou com acesso rápido. Programe-se com antecedência e fique atento aos preços de hospedagem.

São Paulo e Rio de Janeiro também sempre aparecem na minha lista quando o assunto é “viagens em feriados”.

Cataratas do Iguaçu - Foz do Iguaçu
Cataratas do Iguaçu – Foz do Iguaçu: foi o lugar escolhido para o feriado da “Semana Santa” em 2017.

Resolução 9 – Esqueça a ideia de conhecer 10 países em uma mesma viagem

Um país de cada vez, com calma. Isso é qualidade de vida nas viagens.

Fuja daqueles roteiros pela Europa que incluem “trocentos” países, passando 2 dias em cada lugar. O que de fato você conhecerá? Sua viagem se resumirá a pontos turísticos tradicionais e locomoção.

Se tempo for bom, as férias forem longas, ok, até dá pra montar um roteiro mais complexo, mas esqueça a ideia de “eu preciso conhecer 30 países porque vou fazer 30 anos”.

Atualmente ainda nem fechei 20 países na minha lista. Claro que eu gostaria de dizer que já conheço uns 50, 70, mas isso não me faz querer atropelar as coisas e sair “conhecendo” um país a cada 3 dias só para aumentar a lista.

Mas atenção: tem destinos que são estratégicos e vale à pena associá-los, pois gera uma boa economia de tempo e dinheiro.

Vai para o Sudeste Asiático? Então é interessante prolongar a viagem e conhecer mais de um destino na região.

Dubai pode ser uma boa opção de stop over.

Esse ano fizemos um “casadinho” entre África do Sul e Ilhas Maurício.

Então não me entenda errado: eu também faço viagens que englobam mais de um destino, mas desde que tenha tempo para aproveitar ambos. E isso você perceberá caso a caso, conforme o roteiro escolhido. Não precisa pressa!

Sou da seguinte opinião: mais vale um destino bem explorado, do que dez vistos superficialmente.

Ilhas Maurício
Ilhas Maurício + África do Sul combinam numa mesma viagem (desde que você tenha tempo suficiente para “casá-las”).

Resolução 10 – Compre menos coisas e faça mais viagens

Essa é a resolução clássica!

Eu adoro uma roupa e um calçado novo, mas com o tempo comecei a perceber que as oportunidades que, em tese, e teria para usar aquilo, seria numa viagem. Aí me deparei com um conflito: “reduzir bagagem é libertador”, então aquelas roupas e sapatos acabavam ficando de fora.

Hoje em dia compro aquilo que me será útil nas minhas viagens, porque caso contrário será mais uma coisa estocada no guarda-roupa quase sem oportunidade para usar.

Durante a semana eu trabalho… Quando não estou trabalhando geralmente estou viajando ou programando viagens. Assim, percebi que não tem mais lugar para “coisas” na minha vida, exceto se elas cumprirem a “função social”, que no meu caso é: será útil nas viagens?

Loucura? É parece estranho, mas é verdade.

Hoje em dia minhas maiores gavetas são de biquíni, body e roupa de ginástica. Percebo que passo 2 anos sem usar uma determinada roupa fácil, e não é porque eu não gosto dela, mas sim porque não tem ocasião.

Claro que eu acho o máximo o look das blogueiras de moda e queria ter tudo, mas o fato é: eu não preciso e eu não vou ter o que fazer com aquilo tudo.

De que adianta o sapato de grife que custa mais que uma viagem top, se eu uso ele 2 vezes por ano e olha lá? Afinal de contas, salto ocupa muito espaço na mala né?

Então, antes de comprar, pense: “eu realmente preciso disso? Tem espaço para essa coisa na minha vida?”

Automaticamente, economizando de um lado, sobrará mais para outro, que no caso, é o que nos move, certo?

Jalapão -Tocantins
Jalapão -Tocantins: e que esse ano seja um ano mais leve! Acumular? Só experiências

Confira também aqui no MV: 10 dicas para você economizar na sua próxima viagem.

Anna
Anna
Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!