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Highway 1, Califórnia: de San Francisco a Los Angeles

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A Highway 1, também conhecida como Pacific Coast Highway ou SR1, é a maior estrada costeira e já foi a única estrada existente na costa oeste da Califórnia. Hoje as coisas mudaram, rodovias mais rápidas foram criadas e a Highway 1 passou a ser utilizadas como rota turística, dada sua beleza ímpar. Confira no post de hoje dicas sobre os melhores pontos de interesse nesse trajeto, onde se hospedar e como curtir o melhor da estrada mais bonita da Califórnia!

Qual o trecho mais famoso da Highway 1?

O trecho mais famoso é o que liga San Francisco a Los Angeles, e tem 730 km (mas nós também fizemos o percurso entre Los Angeles e San Diego, que é fantástico).

A dica número 1 é fazer exatamente esse sentido: San Francisco a Los Angeles, pois assim você estará descendo do lado correto, margeando o Oceano Pacífico e facilitando as paradas. O sentido contrário te fará atravessar a rodovia a cada parada, o que além de desconfortável, pode ser perigoso!

Quantos dias são necessários para percorrer a Highway 1?

Quanto mais dias você tiver, melhor. Não aconselho menos do que 3 dias inteiros, e mesmo assim será um roteiro apertadinho.

Aqui não estou contando os dias para conhecer San Francisco, mas sim o tempo a partir do momento que você deixa San Francisco. Para conhecer San Francisco recomendo 4 dias pelo menos:

Onde dormir?

No trajeto de San Francisco até Los Angeles há várias cidadezinhas charmosas pelo caminho.

Se você dispuser de 3 noites, considere dormir a primeira em Monterey ou Carmel by The Sea, a segunda no trecho Big Sur (você encontra opções de pousadas nesse trecho) ou em San Luis Obispo, e a terceira noite em Santa Barbara. Com apenas 2 noites, a primeira poderá ser em Monterey ou Carmel e a segunda em Santa Barbara.

Meu roteiro dia a dia pela Highway 1:

Foi um roteiro de 3 dias e 2 noites até Santa Bárbara (e mais 2 noites em Los Angeles). Conheci tudo o que queria, mas sempre com tempo cronometrado. Uma noite a mais em Big Sur ou em San Luis Obispo não seria de se jogar fora.

1º dia

Saia de San Francisco o mais cedo possível e pegue a Highway 1 desde o início. Alguns pulam os primeiros quilômetros, mas a estrada é linda desde o comecinho, então se você já foi até lá, não vale à pena perder nenhum pedacinho!

Nossa primeira parada na Highway 1
Muito vento!

O destino final do dia será preferencialmente Carmel by The Sea. Digo isso porque antes de Carmel está Monterrey, e mesmo que você opte por dormir em Monterrey, considere ir até Carmel no primeiro dia para ver o por do sol lá (na praia de Carmel) e jantar em um dos seus charmosos restaurantes.

E se eu cheguei até Carmel, por qual razão eu voltaria para Monterrey? Porque os hotéis em Carmel são mais caros. Eu optei por reservar um hotel próximo a Monterrey, então fui até Carmel no primeiro dia e depois retornei alguns quilômetros para gastar menos com hospedagem (mas se estiver com orçamento folgado, fique em Carmel que é mais bonita).

Pontos de interesse no trecho entre San Francisco e Carmel by The Sea:

-Half Moon Bay – praia localizada a 40 km de San Francisco.

-Pescadero State Beach – praia localizada a mais ou menos 30 min após Half Moon Bay.

-Pigeon Point Lighthouse – farol onde há um Hostelling Internacional. A vista do local é imperdível.

-Monterey Bay Aquarium (Monterey) – um super aquário com mais de 35 mil animais marinhos.

-Fisherman´s Wharf (Monterey) – um pier bacana para passear e comer seafood a um valor convidativo. Com tempo e sendo a época adequada, você poderá fazer o whale watching tour e ver as baleias em alto mar (fizemos esse passeio em San Diego, uma experiência fantástica).

-Cannery Row (Monterey) – antigamente o lugar era ocupado por fábricas de sardinhas, hoje deu espaço a uma rua charmosa com opções legais para tomar um café ou almoçar.

-Lover´s Point Park (Monterey) – parque muito bonito em Monterey com uma bela vista do mar. De um lado tem uma montanha de pedras e do outro escadas que te permitem chegar até a praia.

-Pacific Grove (Monterey): fica em Monterey mesmo, um pouco pra frente do aquário.

-Monterey a Carmel pela 17-Mile Drive: trata-se de uma estrada particular que liga o bairro de Pacific Grove (Monterey) até Carmel. A estrada tem 15 km e cada carro paga uma taxa para entrar (algo em torno de 10 dólares). Ao ingressar você recebe um mapa para percorrer o condomínio Pebble Beach, onde você pode admirar a paisagem natural em sintonia com as arquiteturas suntuosas criadas pelo homem.

-Carmel by The Sea: ideal para ver o por do sol na praia e para um jantar romântico. Jantamos no restaurante “Basil”. Boas opções de restaurantes não é problema por lá (o problema será se você não fizer uma reserva com antecedência).

2º dia

Novamente saia de Monterey ou Carmel o mais cedo possível, porque hoje será o dia de ver os pontos de parada mais bonitos da estrada.

Aqui a velocidade da viagem dependerá da sua disponibilidade, pois o ideal é passar a sua segunda noite no trecho Big Sur, para desfrutar de cada pedacinho com mais calma. San Simeon e San Luis Obispo está neste trecho, e também são boas escolhas para passar a noite caso você queira conhecer o Hearst Castle.

Com menos tempo, o segundo dia será reservado para fazer o trecho Big Sur e a hospedagem poderá ser em Santa Barbara (nesse caso não dá tempo de conhecer o Hearst Castle – eu não consegui… uma pena).

Pontos de interesse no trecho entre Carmel e Santa Bárbara:

Big Sur: trecho de 137 km mais lindo de toda a Pacific Coast Highway. Principais pontos nesse trajeto:

-Point Lobos State Reserve (MON 70.2) – é um parque estadual com muita variedade de plantas. O importante é chegar cedo, pois há limite de visitantes/dia. É necessário pagar uma taxa pra entrar no parque (algo em torno de 10 dólares), mas esta taxa já serve para outros parques da região como o Andrew Molera State Park, Pfeiffer Big Sur State Park e Julia Pfeiffer Burns State Park.

-Rocky Point (MON 62.0)

-Rocky Creek Bridge (MON 60.1)

-Bixby Creek Bridge (MON 59.8)

-Point Sur Lightstation State Historic Park (MON 54.1)

-Pfeiffer Big Sur State Park (MON 46.9) – parque para onde os visitantes podem acampar. No local também há café e restaurante. Fomos durante o inverno e o parque estava fechado.

-Julia Pfeiffer Burns State Park (MON 35.0) – a grande atração é a praia de água azul e a cachoeira McWay Fall, que criam um cenário de filme. Não é possível descer até a praia, então precisamos nos contentar com a vista e fotos!

-Point Piedras Blancas Vista Points (SLO 62.4) – durante o inverno é possível ver muitos elefantes marinhos por ali.

-Hearst Castle (San Simeon) e San Luis Obispo – o castelo, idealizado pelo milionário William Randolph Hearst, foi construido no alto de uma montanha e está a 65 km de San Luis Obispo, e hoje funciona como um parque estadual (não tivemos tempo suficiente para visita-lo, mas sei que precisa fazer reserva com antecedência). San Luis Obispo é uma opção de cidade para pernoitar antes de seguir viagem até Santa Barbara. San Luis Obispo está a cerca de 160 km de Big Sur, 70 km do Hearst Castle e 152 km de Santa Barbara.

-Solvang – cidadezinha linda que lembra a Dinamarca (está a mais ou menos 40 min de Santa Barbara), com suas construções em madeira e temáticas, não pode ficar de fora do seu roteiro. Considere visita-la e parar para um cafezinho e docinho pelo menos (os do “Old Danish Fudge Kitchen” são mara). Se o seu roteiro incluir uma noite em Solvang, a dica é tomar café da manhã na “Paula Pancakes”.

-Santa Bárbara: quando chegamos em Santa Barbára já estava escuro. Passamos no Whole Foods para comprar uns “mantimentos” e fomos para o hotel descansar.

Obs. na região de Big Sur, um restaurante muito recomendado para o almoço é o Sierra Mar, no hotel Post Ranch Inn, pois tem uma vista espetacular. O importante, mais uma vez, é não esquecer de reservar (pode ser pelo Open Table).

3º dia

Reservamos a parte da manhã para passear por Santa Barbara e depois pegamos novamente a Highway 1 com destino a Los Angeles, parando em Malibu e Santa Monica.

A colonização espanhola deixou marcas em Santa Barbara, conhecida hoje em dia como “Riviera Americana”. É uma cidade litorânea linda e repleta de construções hispânicas. De um lado da cidade está a praia e do outro colinas montanhosas, uma beleza ímpar que você pode contemplar do alto da Court-House da cidade (visita livre e gratuita).

Se eu fosse escolher uma cidade da Califórnia para morar, Santa Barbara seria minha escolha.

Passeios imperdíveis em Santa Barbara:

Stearns Wharf , Court-House, caminhada pela State Street (rua cheia de suas lojinhas, restaurantes, cafés…), praia de Jalama Beach e Butterfly, além do Shoreline Park.

O Stearns Wharf é um grande píer de madeira, onde você pode entrar com seu carro e ainda ganha 90 minutos de estacionamento. O píer tem algumas opções de restaurantes, além de uma vista linda.

O legal mesmo é se hospedar em Santa Barbara por mais dias e conhecer cada cantinho daquela cidade tão agradável. O bom é que ela fica próximo a Los Angeles, então numa próxima viagem a LA, com certeza Santa Bárbara é um lugar que quero voltar.

Como se não bastasse todos esses atrativos, Santa Barbara ainda é repleta de vinícolas, e dona da região responsável por produzi um dos melhores “pinot noir” do país. Já deu pra perceber porque quero tanto voltar pra lá, né?

-Depois do almoço partimos em direção a LA, com uma pausa rápida em Malibu (na praia de Zuma Beach) e um fim de tarde em Santa Monica.

Passadinha em Zuma Beach

Tanto Malibu quanto Santa Monica estavam lotadas (era final de semana). Em Santa Monica estacionamos o carro em um dos estacionamentos públicos (os mais afastados do píer tendem a ser mais baratos) e seguimos para um fim de tarde no animado e famoso píer!

O jantar foi no Bubba Gump, que eu já queria conhecer há tempos e ainda não tinha tido a oportunidade. É legal para ir uma vez e conhecer, mas eu não voltaria, pois não achei a comida grande coisa não.

 

A noite passeamos pela Third Street, uma rua de Santa Mônica só para pedestres, cheia de lojas, restaurantes e atrações, e depois seguimos para LA.

4º dia

Reservamos o dia para ir a Venice Beach e alguns pontos de Los Angeles.

Passeios imperdíveis em Venice e Los Angeles:

No período da manhã fomos dar uma volta por Beverly Hills (o tempo estava chuvoso e nublado) e depois demos uma esticadinha até Venice Beach para caminhar pelo calçadão da praia (sorte que depois o tempo abriu e o sol apareceu!).

Tomar um café no The Butcher´s Daughter e um sorvete na Salt & Straw (ambos ficam na Abbot Kinney, uma rua repleta de cafés, restaurantes e lojas bonitinhas), são as dicas para Venice.

Na Abbot Kinney tem também um lugar gostoso para tomar suco chamado Kreation e para almoçar tem um Lemonade (este fica na esquina da Abbot Kinney com a Venice Boulevard).


No final da tarde fomos ao Hollywood sign (para chegar lá é só colocar no Waze que você quer ir na intersecção da Mulholland com a Ledgewood Dr.) e a noite passeamos pela Hollywood Boulevard.

Highway 1

No dia seguinte pela manhã já seria hora de embarcar para Las Vegas, onde passamos a virada do ano:

 

Dicas importantes para sua viagem de carro pela Highway 1:

  • – Em vários trechos da Highway 1 não tem sinal de celular, muito menos de internet. Então vale a dica de levar seu roteiro impresso com os pontos de parada e a localização de cada um. Se ficar 100% dependente da internet, você poderá ter problemas.
  • – Confira se o GPS está dando a rota correta, pois se estiver configurado para te levar pelo caminho mais curto, você vai parar na US-101 e não a Highway 1.
  • – Se você fizer sua viagem durante o inverno, alugue um carro conversível somente se você não se importar com o frio e vento gelado. Conseguimos abrir a capota apenas quando o sol colaborava, o que acontecia entre as 10 h da manhã e 3 h da tarde.
  • -Compre comida e água suficiente para sua viagem, pois embora você esteja nos EUA, na Highway 1 há vários trechos de natureza intocável. Quase passei fome!
  • -Alguns trechos da estrada tem muitas e muitas curvas, então cuidado nunca é demais! A velocidade deve ser sempre reduzida, mesmo porque se você colocar o pé no acelerador, vai perder o melhor da viagem, que é a própria estrada.
  • -Além dos pontos de parada indicados aqui no post, sinta-se à vontade para descobrir outros cantinhos e enriquecer ainda mais sua experiência. Quanto mais você puder parar e curtir, melhor!
  • -É fácil saber em qual lugar você não pode deixar de parar na Highway 1: nos pontos mais famosos sempre terá vários carros estacionados nas margens da rodovia.

Até a próxima!

Abraço,

Anna.

Anna
Anna
Escorpiana assumida, Defensora Pública em MS e wanderlust por natureza. Está sempre programando uma nova aventura e em busca de experiências, porque acredita que a melhor viagem é sempre a próxima!